<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162</id><updated>2012-02-15T18:03:18.682-02:00</updated><category term='Reviews'/><category term='Animações'/><category term='Vivência'/><category term='Contos'/><category term='Estudos'/><category term='Canis Lupus'/><category term='3D'/><category term='Projetos'/><category term='Datados'/><category term='Reflexões'/><category term='Economia'/><title type='text'>Repositório de Desilusões</title><subtitle type='html'>As facas nas mãos de uma cozinheira são instrumentos da perfeição. Da mesma forma que as memórias na mente que não mente a si é apenas mais uma fábrica de ilusões, tão perfeitas que nem mesmo a mais afiada lâmina de uma faca perfuraria. Ao menos, é claro, que tal lâmina fosse usada pela mesma cozinheira que jamais almejou a mentira.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>85</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-7952287656916478812</id><published>2012-02-12T06:00:00.000-02:00</published><updated>2012-02-12T06:00:08.170-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>A Primeira impressão</title><content type='html'>Um número infinito de possibilidades de coisas para se fazer na vida, incluindo as que não são mais possíveis, as que estão por aí nesse instante e aquelas possibilidades que ainda nem existem. É tanta coisa para se fazer que, infelizmente não se faz nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é nenhuma novidade que nosso cérebro tenha muitas características similares ao de um processador não-pensante. Por exemplo, quando você fica repetindo um número de telefone várias vezes para não esquecer, tudo o que você está fazendo é forçando a memória a não te deixar na mão, não importa o quanto aquele telefone seja importante pra você. Um outro exemplo, e onde quero chegar nesse post, é sobre a primeira experiência que temos de qualquer coisa. A primeira experiência é quando o processador usa toda sua carga para instalar um programa, acessar os hardwares e instalar os plugins dependentes do funcionamento. Se instalar um outro programa similar, os plugins já estão lá e nem precisam mais ser requisitados, mesmo que a versão esteja desatualizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as novidades que chegam até nós tem mais força de serem memorizadas do que qualquer outra, e por isso, se a primeira experiência é desagradável, certamente haverá muitas relutas ao tentar repeti-la novamente. Claro que existe vários tipos diferentes de experiências. Então vou tentar enumerar aqui as que eu considero mais importantes, baseadas aleatóriamente sem nenhum tipo de pesquisa aprofundada à respeito:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Experiências com Adrenalina&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria resumir aqui vários tipos de experiências consideradas radicais, como um salto de Bungee jumping, voo de paraquedas, tirolesa, e outras mais que podem desencadear a boa adrenalina no corpo. Nesses casos, como a duração dessa primeira experiência &lt;strike&gt;geralmente&lt;/strike&gt; é curta, então a consideração final de que ela foi boa ou ruim é decisiva para que você queira repeti-la novamente ou não. Vamos supor que você é um padre que deseja voar com balões. Se a experiência for boa e conseguir fama e repercussão com isso, certamente irá planejar outras viagens no futuro. Mas e se for ruim, então nunca mais tentará isso novamente. &lt;i&gt;E sim, isso foi humor negro&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/dcuqfOH4SSk?rel=0" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Experiências com Viagens&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que a primeira experiência em uma viagem não pode ser tida como ponto de análise para&amp;nbsp; tantas outras experiências da vida, mas existe um pequeno ponto que queria compartilhar: Uma viagem pode ser completamente desastrosa por vários motivos, mas mesmo assim, uma primeira experiência negativa não invalida na possibilidade de novas viagens. Acho que isso acontece porque é mais fácil analisar o que aconteceu de errado, e o que poderia ter sido feito para evitar aquilo. Ou seja, caso você tente viajar para a estratosfera e esqueça de levar uma máscara de oxigênio, certamente pensará em repetir a viagem levando uma consigo da próxima vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/Psfb2VoWcw8?rel=0" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Experiências com Romances&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou falando do primeiro beijo, ou da primeira relação sexual. Estou tentando resumir a primeira experiência em um relacionamento, já que nos dias de hoje existem muitas chances de ser a primeira de muitas, ou a primeira de infinitas. Acredito que a primeira experiência, por mais desagradável que possa ser, jamais chegará ao ponto de ser traumática de modo a nunca mais querer se relacionar novamente. E o motivo disso, talvez seja porque o primeiro vem realmente em primeiro. Como assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira experiência de um relacionamento não é quando ela termina, e sim como ela começa. Ou seja, a parte boa se preserva por mais tempo, e quando acontece algum tipo de rompimento, basta considerar o que levou ao término para que uma nova experiência aconteça sem muitos receios. Ou seja, a primeira experiência, pelo que tudo indica, acontece nos primeiros instantes e depois disso, já se torna consequência de ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, em uma nova reflexão barata, seja esse o motivo que levaria o mais desastroso casamento se repetir novamente na vida de uma pessoa. A experiência do término pode ser ruim e traumática, mas a do início não é, e isso pode ser o estopim para que as portas não fiquem fechadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/EKHKeEA7WrU?rel=0" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Experiências com Filhos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou tentar propor uma teoria (aff, mais uma?), com base em pouquíssimas observações, de que a &lt;b&gt;primeira&lt;/b&gt; experiência com um filho é sempre a mais incrível de todas. Obviamente pode ser traumática, principalmente se houverem complicações durante e após o parto; mas vou propor que tudo tenha sido conforme o esperado e dentro do mais perfeito e consciente controle do futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante disso, muitas vezes a criança já nasce como cobaia para experimentos educacionais, onde os pais farão de tudo o que achavam que não foi feito por eles em sua criação. Vou apenas considerar mais uma condição para continuar minha teoria: esse primeiro filho teve seu desenvolvimento muito bem acompanhado pelos pais, e não pelos avós ou donas de creche.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A família nova e feliz está ali, diante de uma experiência incrível que vai render muitas e muitas memórias (e histórias) para o futuro. O tempo vai parecer passar rápido, mas mais rápido do que essa passagem do tempo, será a conduta quanto ao aumento da espécie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se depois de algumas discussões, a experiência se mostra mais agradável do que traumática, então a possibilidade de repeti-la é grande, e daí uma segunda &lt;strike&gt;criatura&lt;/strike&gt; criança nasce.Vamos supor que, devido a diferença não tão grande de idade dessas duas crianças, exista várias complicações adicionais que suguem toda vida social e afetiva do casal. Daí a experiência estará negativa, mas já que a primeira foi boa, então um terceiro irmãozinho ou irmãzinha poderá surgir mais tarde. Bem mais tarde. Tarde o suficiente para que, julgando já ter experiência e maturidade o suficiente na criação de filhos, o último integrante da família seja criado com dificuldades menores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, pressuponho que a primeira experiência é a mais importante porque ela pode definir muito bem se haverá ou não novas experiências. Talvez por esse motivo, a maioria das coisas que nos dão prazer acontecem no intuito de que iremos repetir aquilo mais e mais vezes de modo completamente natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/JAHef7wYayM?rel=0" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Experiências com Emprego&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuando essa filosofia imbecil sobre experiências, quero tentar aplicar isso para os pontos que nem sempre são bem observados, como por exemplo, no aspecto profissional. É que nesse aspecto, às vezes fico em dúvida se não acontece uma grande inversão de conceitos: Considerando que a experiência e salário são baixos no primeiro emprego e a concorrência é desleal, acredito que as experiências do primeiro emprego nem sempre são agradáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oras, vamos pensar nas ansiedades iniciais pelas entrevistas, pela rotina forçada que está presente em muitos &lt;i&gt;escraviários&lt;/i&gt;, e caso haja estudos em andamento, então o cansaço ganha um bom agravante inicial. Ainda assim, por mais desagradável que aquilo possa parecer, por mais forte que seja o soco da realidade, geralmente a primeira experiência de um emprego não é algo desencorajador para todas as demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que então, o fator da primeira experiência influenciar o futuro não tenha fundamento nenhum?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que na verdade, isso ajuda a compreender (ou tentar compreender) muita coisa: A primeira experiência &lt;b&gt;precisa &lt;/b&gt;ser boa para incentivar as demais, só que quando a necessidade é maior do que o simples fato de querer repetir ou não a experiência, então isso abre a regra à essa exceção. Já que para fugir da &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2012/01/corrida-dos-ratos-parte-1.html" target="_blank"&gt;corrida dos ratos&lt;/a&gt; nós temos que trabalhar, então a experiência - mesmo que negativa - se torna uma forma de nós mesmos tentarmos melhorar aquilo que está ruim, e acredito que nesse aspecto, por mais que seja um &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2012/01/trabalho-desmotivacional.html" target="_blank"&gt;trabalho desmotivacional&lt;/a&gt;, , ainda assim é o que mais contribui com nossa experiência de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/M1MWRG_R24Q?rel=0" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Experiências com Morte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira vez que você morre é sempre muito import... &lt;i&gt;ops&lt;/i&gt;, acho que não era bem isso. Não é a primeira experiência com sua morte ou com a morte de pessoas próximas que quero propor aqui, porque isso é um fator tão natural na vida que não importa o tempo do luto, a &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2012/01/de-onde-vem-angustia.html" target="_blank"&gt;angústia&lt;/a&gt; causada pela dor ou a depressão recaída em consequência. A morte é uma entidade que nos visita ocasionalmente para nos relembrar o quanto precisamos dar mais valor a nossa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que acontece quando a &lt;i&gt;morte &lt;/i&gt;deixa de ser uma entidade de reflexão e passa a ser uma entidade de aviso? Por exemplo, uma primeira experiência em um acidente, em um assalto violento ou um desastre da natureza. Certamente nesses casos a morte parece ficar tão íntima que as chances de desencadear traumas é muito grande. E de todas as experiências que já citei aqui, a &lt;b&gt;experiência com morte&lt;/b&gt; é a única que não tem como ser boa, exceto que você sobreviva de um modo épico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/Bm3jaqOf3FY?rel=0" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Conclusão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para tudo há uma primeira vez, e para muitos, a primeira vez de qualquer coisa é tão especial que&amp;nbsp; geralmente vira motivo de história nas rodas sociais. Para uma pessoa que teve poucas dessas experiências de "primeira vez", elas se tornam ainda mais significantes. Ao mesmo tempo, todo primeiro contato com algo novo tem o poder de trazer expectativas e ansiedade, e como todos já sabem: expectativa é o pai de todas as decepções. E isso leva a mais uma desilusão para contribuir nesse &lt;strike&gt;repertório pessoal&lt;/strike&gt; blog de desilusões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="background: #FBF0D0; border-left: 1px dotted #000; font-size: x-small; padding: 10px;"&gt;Já pensou em como pode ser interessante a primeira experiência em postar um comentário? Tudo bem, não tem nada de interessante nisso, mas só o fato de alguém ler isso já significa que minha primeira experiência em postar um texto longo e inútil não foi em vão. &lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2012/02/amizade-mutavel.html"&gt;Amizade Mutável&lt;/a&gt;&amp;nbsp;→&amp;nbsp; Meu post anterior, em brinde a inimizade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/07/danca-de-salao-oh-nao-1.html"&gt;Dança de Salão, oh não &lt;/a&gt;→ primeira experiência com dança.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/04/efeito-placebo.html"&gt;Efeito Placebo.&lt;/a&gt; - primeira experiência com show e friendzone&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/01/1992-boa-e-ma-divisao-entre-o-bem-e-o.html"&gt;Boa divisão entre o bem e o mal&lt;/a&gt; - minha primeira&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; desilusão humana&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-7952287656916478812?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/7952287656916478812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2012/02/primeira-impressao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/7952287656916478812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/7952287656916478812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2012/02/primeira-impressao.html' title='A Primeira impressão'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/dcuqfOH4SSk/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-2171463191432263899</id><published>2012-02-03T19:30:00.000-02:00</published><updated>2012-02-06T09:17:39.803-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Amizade Mutável</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-4I6kjmq6atA/Ty5vNrYw5lI/AAAAAAAAAcg/Re9FZWjPRaI/s1600/naruto_sasuke_manga2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="222" src="http://4.bp.blogspot.com/-4I6kjmq6atA/Ty5vNrYw5lI/AAAAAAAAAcg/Re9FZWjPRaI/s400/naruto_sasuke_manga2.jpg" width="400" /&gt;&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;A grande maravilha e doença do novo milênio é a &lt;strike&gt;internet&lt;/strike&gt; tal das redes sociais. Graças a ela, eu pude encontrar pessoas de eras bem antigas, e confirmar como tudo evoluiu. É sempre assim: Para que a gente tenha noção da mudança e do efeito violento do tempo, é necessário olhar para um ponto bem distante do atual, e ali ver claramente o que esse mesmo tempo não permitiu que ninguém visse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, percebi como certas pessoas mudaram, e como outras parecem ser exatamente as mesmas. Do ponto de vista genérico, ocorreu uma grande transformação, mas do ponto de vista de cada um, as coisas apenas seguiram sempre em frente. Mesmo assim, todos nós conseguimos dizer como éramos no passado, e as coisas que fazíamos antes e que não fazemos mais. Maturidade, experiência e compreensão só são adquiridos conforme se vive, e tirando o blá-blá-blá nostálgico sobre passado&amp;nbsp; e futuro, quero recorrer à apenas um ponto nessa história toda: &lt;strike&gt;x-man&lt;/strike&gt; &lt;i&gt;amizade mutável&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Experimentando o Fato&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas entram em nossas vidas, e então, de repente somem. Às vezes cometemos erros que permitem que isso aconteça, e as vezes, isso acontece independente de nossa vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem posso indagar o quão bizarro é você andar na rua, ver uma pessoa que era seu amigo, e ela não te reconhecer. Você até pensa em dizer que se lembra dela, mas por algum motivo, essa conversa acontece somente através do olhar. Alguns segundos de silêncio e o mundo se fecha novamente, selando a única oportunidade que se teria para obter uma resposta do porque isso aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já vi casos de pessoas que se odiavam amargamente, e tempos depois, casaram. Obviamente, a impressão que fica é que fizeram isso só para arrancar olhares surpresos e comentários de perplexidade de todos ao redor. Também vi coisas bem opostas, que numa equação inexplicável, havia uma pessoa que era igual a outra num dia, e rivais mortais no outro. Coisas &lt;strike&gt;de Naruto &lt;/strike&gt;da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tantas milhares de pessoas que estão por aí andando nas ruas todos os dias, porque será que escolhemos apenas um pequeno e seletivo grupo para estar ao nosso lado? Obviamente, não é bem nós que escolhemos, porque isso acontece de modo automático; não teríamos condições para ter o mesmo grau de amizade com milhares de pessoas, e nossa própria mente limitada não saberia lidar com tanta gente assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E novamente estamos no meio de uma estrada, andando de mãos dadas com algumas pessoas que atingiram altos degraus da &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/amizade-escalavel.html" target="_blank"&gt;amizade escalável&lt;/a&gt; e tudo indica que nem a ferocidade do tempo é capaz de separá-las. Mas então, se separam. Antigamente era mais fácil isso acontecer do que hoje, porque hoje em dia se tem mais facilidade de se manter contato do que antes. Mas mesmo assim, tudo é muito mutável. Porquê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Analisando os Fatos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa mudança, e toda essa insegurança que o mundo nos permite ainda me é incompreensível demais. E aqui nem vou perder meu tempo gerando teorias e mais teorias sobre o porque isso acontece tantas vezes o tempo inteiro. Acredito que tem haver com aquela coisa de valores pessoais + oportunidades. Uma coisa está ligada a outra, porque nossos valores pessoais vão dizer o que (ou quem) deve estar mais próximo ou mais distante da gente, e mesmo que inconscientemente vamos nos aproximando ou nos afastando das pessoas mais diferentes de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É aquela coisa dos bandos, que existe em várias espécies da natureza, onde todos procuram cercar-se de grupos com ideologias e costumes similares para fortalecer aqueles valores e fazerem os mesmos continuarem adiante. Como um amigo meu me disse outro dia quando lembrávamos de pessoas que nunca mais vimos; ele disse algo assim: "&lt;i&gt;Pois é, mesmo que quiséssemos reunir todo mundo agora seria impossível, porque cada um criou seu próprio universo, e cada universo seguiu muito diferente do nosso, como se cada um desses universos tivesse as próprias regras"&lt;/i&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então é isso. Universos paralelos e dimensões incríveis englobando à todos de modo único e bem particular. As vezes você entra em um outro universo, mas como já vi em um livro de negócios, vou tentar parafrasear aqui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;i&gt;Nenhum funcionário vai entrar e agregar novos valores à sua empresa. A empresa é a entidade que define seus funcionários, dada a mente dos proprietários. Mas a princípio, caso um funcionário agregue coisas novas, certamente a empresa foi a primeira a agregar seus valores ao funcionário para que o mesmo contribuísse com os dele".&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Especulando os Fatos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Como toda especulação, preciso iniciar com uma pergunta: Pode ser considerado uma amizade verdadeira uma amizade que mudou? Parte da especulação positiva diz que sim, porque a vida é feita de momentos, e enquanto existia a amizade, ela foi de fato verdadeira. Acabar não anula isso. Não é porque alguém morre que tudo o que ela fez enquanto viva foi falso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, tem a especulação negativa da coisa. Nessa especulação negativa, podemos considerar que uma amizade bela e saudável mudou da água pro vinho porque desde o início havia algo errado. É como se houvesse uma tentativa de alinhar as realidades, mas as realidades se chocaram ao invés de se unirem. A parte complicada dessas especulações é que como toda especulação, não há como saber o quão verdadeiras podem ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para citar os casos inversos? Pessoas que foram amigos de infância, depois sumiram e se tornaram desconhecidos na rua. Depois de anos, algum evento do destino coloca aquelas pessoas juntas novamente, como por exemplo, um emprego em uma mesma empresa. Como o &lt;i&gt;sumiço&lt;/i&gt; de ambos não foi marcado por nenhuma revolta ou discussão amarga, então é provável que tudo volte ao mesmo degrau da escala em que pararam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabo chegando a conclusão de que a mutação de toda amizade tem mais haver com a influência do tempo do que com a influência das pessoas. Porque se elas não se dão bem, não haverá uma mutação, e sim uma aceitação dos fatos. Mas se elas não se dão bem e ficam anos e anos sem se ver, há uma chance de que nem se reconheçam mais quando se verem novamente, e todos os valores e experiências diferentes adquiridos por ambos os transformem completamente em novas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Conclusão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda amizade é &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/amizade-escalavel.html" target="_blank"&gt;escalável&lt;/a&gt;, e ao mesmo tempo, também pode ser mutável&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;Essa teoria entra em contradição com uma outra que já postei &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/interesse-escalavel.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;, dizendo que tudo é uma cadeia de interesses. E nessa cadeia de interesses, queremos nos cercar de pessoas que agreguem valores à nós. Se desejamos ser amados, queremos pessoas que nos amem, e isso não deixa de ser um tipo de interesse. O problema é que amar, para citar apenas um exemplo, é condicionado com várias características e traços de personalidade nossos. Ou seja, se alguém é capaz de mudar esses traços de personalidade, então é óbvio que seus amigos também podem mudar. Tudo é mutável nessa vida, e a mágica dessa alquimia irreversível é o que nos torna especiais e poderosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="background: #FBF0D0; border-left: 1px dotted #000; font-size: x-small; padding: 10px;"&gt;Aproveitando a mutação das coisas, você pode mudar seu estado de espírito e xingar ou elogiar tudo nos comentários. Ou então, se tal desejo de procrastinar sua opinião for maior, experimente algum outro post relacionado à isso. &lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2012/01/de-onde-vem-angustia.html"&gt;De onde ver a Angústia?&lt;/a&gt;&amp;nbsp;→&amp;nbsp; Meu post anterior, totalmente angustiante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_1520862600"&gt;(...) Escalável&lt;/a&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/interesse-escalavel.html"&gt; &lt;/a&gt;→ os níveis escaláveis de interesse, amizade e amor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/filme-sempre-ao-seu-lado.html"&gt;Sempre ao Seu Lado.&lt;/a&gt; - Um post com esse filme e outros vídeos&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/11/karma-voce-tem-carma.html"&gt;Karma, você tem Carma&lt;/a&gt; - Uma opinião avulsa sobre Carma.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-2171463191432263899?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/2171463191432263899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2012/02/amizade-mutavel.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/2171463191432263899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/2171463191432263899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2012/02/amizade-mutavel.html' title='Amizade Mutável'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-4I6kjmq6atA/Ty5vNrYw5lI/AAAAAAAAAcg/Re9FZWjPRaI/s72-c/naruto_sasuke_manga2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-966462682350717330</id><published>2012-01-22T09:00:00.000-02:00</published><updated>2012-01-22T18:47:59.432-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>De onde vem a Angústia?</title><content type='html'>Esses dias fiquei tentando encontrar alguma explicação lógica para explicar a angústia. Sim, esse tipo de dor física, que realmente diminui a quantidade de ar nos pulmões na mesma medida em que o peito parece estar sendo apertado com uma morsa invisível. Ficarei feliz se você disser que nunca teve isso, porque é uma droga. Posso até arriscar fazer uma leitura a frio dizendo que você é uma pessoa confiante, inteligente e corajosa. Não que as pessoas sem confiança, burras e medrosas são as que obrigatóriamente sofrem de angústia. Mas vou tentar me explicar de um modo direto sobre o que quero dizer com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Que burro, dá zero pra ele!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente terá uma prova para o último semestre que você não tenha estudado nada. Você ficará angustiado por causa disso? Normalmente não, porque por mais apreensivo que você fique em torno do resultado daquela prova, sua mente é sagaz ao saber que as consequências de uma reprovação não representam risco de vida. Ou mesmo que representem, se você não estudou para aquela prova, é bem provável que você saiba que vai ser reprovado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vamos considerar algum risco de vida verdadeiro, como por exemplo o diagnóstico de uma doença terminal. Nesses casos, durante o momento em que você espera esse diagnóstico chegar, haverá pessoas que sofrerão com alguma espécie de crise de pânico (que é quando você não sabe o que fazer) e outras pessoas soferão da angústia (que é quando você sabe que não pode fazer nada). Bom, não tenho experiência de causa para me aprofundar tanto nessa questão, mas já li esse tipo de relato em algum fórum avulso por aí, então creio que seja válido de alguma forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também existe a angústia relacionada a perda. Perder uma pessoa, seja por óbito ou por ócio, pode trazer a angústia, mesmo que não haja um risco de vida real. Talvez seja a mesma coisa causada em qualquer crise de abstinência, com a única diferença de que essa você não tem como ter o controle da situação. Daí surge novamente a apreensão do momento atual, e a angústia está lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe o que há de comum nessas situações? A incapacidade de lidar com alguma coisa que estagna no tempo para sempre. Uma pessoa confiante tem mais facilidade para lidar com isso porque confia em alguma resolução próxima. Daí vem aquela velha questão do otimismo, que tenderá a deixar tudo mais fácil no futuro e agilizar o processo. Confiança é algo bem ligado com a coragem, uma vez que não importará a angústia, mas a coragem para saber o que fazer (e fazer) é quase automático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai dizer que pessoas com pouca confiança e medrosas não são as que tem mais tendências de sofrer com isso? Não importa o que digam por aí, mas tem coisas que não importa a inteligência também: se não existe como controlar uma coisa causada por um padrão de pensamento, então isso é muito bem análogo a burrice. E sim, eu me incluo nesse tipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Doença?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;A angústia é tratada por aí como doença, podendo durar pouco tempo ou muito tempo. O remédio pode ser um calmante ou um anti-depressivo como também apenas deixar o tempo agir sobre o presente. Agora o que mais me espanta é pensar que é uma doença provando mais uma vez na nossa total incapacidade de nos domar a si próprios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a causa do problema é apenas psicológica? Como pode essa hipocondria mórbida se abater com tanto poder e, por mais bizarro que pareça, de deixar sem controle sobre alguma coisa que em teoria, você deveria ter facilidade em controlar. Porque a mente resolve logo travar suas vias respiratórias e causar a sensação de coração esmagado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tentei encontrar muitas respostas pela internet &lt;strike&gt;para me auto-diagnosticar&lt;/strike&gt;, mas tudo o que achei foram apenas textos avulsos. Como &lt;a href="http://saude.abril.com.br/edicoes/0324/bem_estar/conteudo_563179.shtml" target="_blank"&gt;esse aqui&lt;/a&gt; no site da Abril, que mostra como essa doença pode ser ainda pior do que se imagina. Afinal de contas, algumas pessoas sofrem uma angústia e não sabem. Elas vão ao cardiologista preocupadas com alguma doença cardiovascular, quando na verdade estão apenas angústiadas sem nem ao menos entender o porque. Daí vem o que eu já havia dito aqui sobre a importância do auto-conhecimento. Se você se dedica ao auto-conhecimento, certamente é capaz de compreender quando sua mente está falando e quando seu corpo está falando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, esse o artigo do site que citei, vou ter que copiar aqui um trecho muito condizente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-left: 1px solid rgb(204, 204, 204); padding-left: 15px;"&gt;&lt;i&gt;À luz do filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard (1813-1855), a psicóloga Marília Dantas, da Universidade Estácio de Sá, em Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, traduz o mal-estar: "O ser humano sente desamparo, incerteza, falta de controle diante da liberdade de decidir. Optar por um caminho significa correr riscos, abrir mão das alternativas. Isso é angustiante".&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, é como se a angústia tivesse tudo a ver com a tal necessidade de escolha que perambulei nos posts sobre &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/11/voce-tem-certeza.html" target="_blank"&gt;dúvidas &lt;/a&gt;e &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/11/escolhas.html" target="_blank"&gt;certezas&lt;/a&gt;. Isso apenas reforçaria a necessidade das certezas, uma vez que algumas vezes a dúvida pode ser apenas uma dúvida, mas em outros casos, ela pode ser a patologia de uma doença. E isso é óbvio: quanto mais forte e impactante for a consequência dessa dúvida, maior será a angústia e todos os sintomas físicos já citados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cérebro tem uma maneira muito estranha de tentar nos avisar que tem algo errado com a gente. As vezes você pode ter uma dor de cabeça genérica, que na verdade é uma resposta da sua mente para dizer que há algo errado contigo. Muitos simplesmente podem ignorar isso e apenas tomar algum analgésico para dizer a si mesmo: "&lt;i&gt;Não enche, se vira aí organismo, é cada um com seus problemas!&lt;/i&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De uma forma parecida está a angústia, que é quando o cérebro quer dizer: "&lt;i&gt;Não vou deixar você fazer nada enquanto não resolver esse problema". &lt;/i&gt;E ele tenta travar seu corpo de uma forma diferente, não com a dor de cabeça, mas com dor no peito, querendo atrapalhar sua respiração. Em minha teoria besta, ele poderia fazer isso para privar a si próprio de mais oxigenação no cérebro, e assim fazer você parar de pensar muito e simplesmente decidir. Até que faz sentido, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teorias à parte, em resumo não tem muito mais o que dizer. A angústia tende a vir de um momento atual. Ela pode estar ali porque quer que você se decida o que fazer da vida diante de determinada situação. Porém, em alguns casos, ela pode simplesmente estar ali, sem realmente ter uma causa. Ou seja, ela pode ser o primeiro sinal para a depressão. Mas deixo para falar sobre a depressão em um post futuro, assim que tiver desilusões suficientes para recolher o material necessário para tal assunto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-966462682350717330?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/966462682350717330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2012/01/de-onde-vem-angustia.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/966462682350717330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/966462682350717330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2012/01/de-onde-vem-angustia.html' title='De onde vem a Angústia?'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-7081366368480962531</id><published>2012-01-18T22:22:00.000-02:00</published><updated>2012-01-18T22:22:07.109-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vivência'/><title type='text'>Trabalho Desmotivacional</title><content type='html'>Esse é um post pessoal, falando sobre troca de trabalho e coisas de pouca importância. Ou seja, esse é um post que não vale a pena ser lido.&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Prelúdio&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, ou quase sempre, é constrangedor quando você conversa sobre trabalho com alguém muito mais velho que você. Normalmente eles vão dizer, e com certa razão, coisas que farão você parecer um preguiçoso de marca maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;i&gt;Ah, porque eu comecei a trabalhar com 14 anos&lt;/i&gt;", dizem vários deles.&lt;br /&gt;"&lt;i&gt;Ah, porque eram 48 horas de trabalho&lt;/i&gt;", insistem vários deles.&lt;br /&gt;"&lt;i&gt;Ah, porque não tinha essas mordomias disso e daquilo. Opções de transporte? E-mail? Esqueça&lt;/i&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final de uma conversa dessas, a impressão que fica é que você vive em uma era de ouro, completamente fantástica e cheia de regalias. Mas a impressão é falsa, já que se hoje existe o tal do &lt;i&gt;stress&lt;/i&gt; &lt;strike&gt;e a loucura mental&lt;/strike&gt;, provavelmente é porque as diferenças entre uma época e outra não carecem de comparações. Cada qual com seus prós e contras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu foco nesse post não é fazer nada muito reflexivo sobre o &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/11/desilusoes-do-tempo.html" target="_blank"&gt;tempo&lt;/a&gt; ou as mudanças de comportamento causadas pelas influências do convívio trabalhista. Como eu disse, é apenas um post pessoal, e apenas relata minha última experiência nesse âmbito profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A Morte da Motivação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia entrado finalmente em um emprego, e ostentava a carteirinha premiada de um cidadão de bem. Era tão chique estufar o peito para dizer que estava trabalhando que até meu ego se perdia nessas constatações. Queria ser o primeiro a chegar e o último a sair, fingia que tinha esquecido meu horário para trabalhar até mais tarde sem me preocupar com salário. Essa alegria, provavelmente vinha devido a sensação de estar sendo útil no mundo. Poder fazer alguma coisa que sabe, ou que não sabe mas que pode aprender, e ver ao redor o efeito de que seu trabalho foi aproveitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o estupor inicial demorou alguns meses, mas ao invés de simplesmente desaparecer, ele foi dando indícios de que é quase impossível se contentar com tudo. Um salário ineficaz a cobrir as despesas da &lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=409180727064985162" target="_blank"&gt;censura capitalista&lt;/a&gt; me fizeram refletir que ter um emprego não era tudo. Depois alia-se a rotina imutável, o trajeto da &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2012/01/corrida-dos-ratos-parte-1.html" target="_blank"&gt;corrida dos ratos&lt;/a&gt; e as observações de detalhes ao meu redor que no início eu não tinha tempo de observar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um trabalho solitário. Oito horas na frente do computador - e por um tempo sem ver a luz do dia, nem saber se ainda era dia lá fora. Nas vezes que eu saía do escritório para andar pela rua no horário de almoço era a sensação mais renovadora que eu tinha; sentir o calor do sol, ver pessoas andando nas ruas e o barulho dos carros me traziam uma parte minha de volta à liberdade. Sabe aquela coisa de dar valor as coisas simples da vida? Só se privando delas por um tempo pra eu sentir o efeito prático disso. Um momento indescritível. Ao mesmo tempo, quando eu voltava para as quatro paredes sólidas, tudo se fechava novamente... Provavelmente isso foi o grande responsável por contribuir com minha alienação, e mesmo as válvulas de escape que tinha nas férias eram reduzidas ao nada, como se reduz corpos ao incinerador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já propus aqui que tudo o que fazemos é um emaranhado de experiências. As novas experiências são as que nós mais prestamos atenção e é a que mais nos desafia e impulsiona ao empenho máximo para aproveitar e aprender tudo o que for possível daquela experiência. E como sempre gera uma mudança na vida de alguém, os primeiros dias em um emprego novo podem muito bem serem comparados com a &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/04/corrente-da-motivacao.html" target="_blank"&gt;Corrente da Motivação&lt;/a&gt; ou uma &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/11/danca-de-salao-e-entao-5.html" target="_blank"&gt;Avalanca&lt;/a&gt;. Essa mudança é grandiosa e impactante, e então, como um um ex-viciado que volta para as drogas,&amp;nbsp; um trabalhador pode querer voltar a ser um vagabundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nem sou eu que estou dizendo; isso é constatação de causa. Durante o período que trabalhei para uma mesma agência, eu via alguns estagiários entrarem, e era impressionante a agilidade e eficiência que tinham na primeira semana de serviço. Eu até chegava em casa com um olhar preocupado comentando com meu pai em uma nota de aflição: "&lt;i&gt;Esse estagiário que entrou lá manja muito... As coisas que eu levo semanas para fazer ele faz em poucas horas. Acho que logo logo vou ser mandado embora, porque não consigo acompá-lo".&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai balançava a cabeça, e sem nenhum tipo de análise de conhecimento da pessoa ou do tipo de serviço que ela fazia, ele apenas dizia com toda calma do mundo: "&lt;i&gt;Filho, são só as primeiras semanas. Depois esse estagiário relaxa". &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Dito e feito, com uma precisão de duas semanas para que todo o empenho e poder mágico da pessoa mais eficiente do mundo recaísse ao mesmo nível que o meu. E aí, apenas com uma reflexão breve de meu próprio passado, eu também notei como já havia feito aquilo antes; enquanto eu era estagiário minha motivação para viver pelo e para o trabalho eram muitas e muitas vezes maior. Não é atoa que grandes empresas fazem palestras motivacionais para seus funcionários, ou então, criam regalias para mostrar aos trabalhadores que ali é um "ambiente perfeito".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, porque será que essa&amp;nbsp; motivação diminui para muitas pessoas? Para tentar encontrar uma resposta, eu pensei em três fatores razoáveis:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) &lt;b&gt;Zona de Conforto:&lt;/b&gt; Você percebe a segurança de seu trabalho, e se a concorrência pela sua vaga for baixa, então você deixa seu empenho ser apenas o essencial para se manter ali. Daí, quando você entra em uma empresa, você não sabe o potencial das pessoas ao redor, e por isso vai tentar se esforçar para que supere até o mais incrível daqueles que sua mente pressupõe que seja o mais incrível. E daí, quando você nota que a única pessoa que te oferece "riscos" não tem metade do seu empenho atual, então você se rebaixa até ela para evitar gastar "sua energia" sem necessidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) &lt;b&gt;Desilusão:&lt;/b&gt; Você pode perceber que o emprego não é tão bom quanto imaginou. Não é aquele seu emprego dos sonhos, e por tanto, naturalmente você se desmotiva. Simples assim. E como eu havia citado, talvez o próprio trabalho crie essas estruturas que lhe desmotivem sem saber; chefes que não tem tempo para dar bom dia ao seus funcionários ou dizer obrigado diante de uma tarefa feita pode ser alguns dos exemplos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) &lt;b&gt;Estrutura de Caráter&lt;/b&gt;: Você pode diminuir o empenho por uma simples questão de que sua motivação possui um tamanho muito pequeno. Aí não tem jeito, e nem sempre pode ser culpa apenas sua; existem pessoas que não conseguem se fixar em uma rotina, e por isso podem diminuir o empenho de modo proposital para coseguir uma demissão e seus direitos reservados. Ou talvez ainda esteja tentando descobrir o que quer fazer da vida, e enquanto essa certeza não ver, nada daquilo parece gratificante. Enfim, o problema pode não ser o trabalho, e sim o trabalhador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Limite Break&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando ao meu #mimimi tradicional... Quando havia decidido que precisava mudar de emprego, o novo choque da realidade me atingia como lanças afiadas; como trocar de emprego, se para conseguir o atual foi tão difícil? É como se eu tivesse desbravado &lt;strike&gt;o rio tietê&lt;/strike&gt; oceanos e tempestades para encontrar uma pedrinha no fundo do mar. A importância do tesouro se torna maior do que o próprio valor do tesouro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então meu dilema sobre continuar ou sair do emprego atual ganhou novas reviravoltas. Eu cheguei ao ponto de quase ver o fruto de tudo aquilo que já tinha feito pela empresa desaparecer, durante certa época de crise. Foi esforço e determinação por parte de todos os envolvidos que salvou aquele lugar das ruínas. Ainda assim eu não queria estar lá, mas ainda assim eu também não podia abandonar a quem um dia me estendeu a mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma vida infeliz, mas que passou a alimentar a síndrome de Estocolmo. Será que essa síndrome de Estocolmo não era causada pelo fator "zona de conforto"? Talvez fosse isso também, porque ali dentro havia uma certeza de meu emprego, mas fora dali era tudo imprevisível. Havia passado tanto tempo em volta de correntes que não ousava me perguntar se eram mesmo correntes, cordas ou um fio de seda imaginário. E como eu já disse no post sobre as &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/11/voce-tem-certeza.html" target="_blank"&gt;Dúvidas &lt;/a&gt;e &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/11/escolhas.html" target="_blank"&gt;Certezas&lt;/a&gt;, certamente o ser humano é melhor lidando com aquilo que está dentro de sua zona segura com qualquer coisa que desconhece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava trabalhando para três pessoas diferentes, cada uma exigindo de mim um período integral de atenção. Óbviamente, era claro que isso poderia resultar em um fracasso triplo. Mas não me importei, e troquei o resto de tempo que tinha para pensar em mim em troca de pensar neles. Começei a dormir mal, alimentar-me mal e passar quase 17 horas envolvido com algum tipo de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única conclusão disso só me veio meses depois, quando eu percebi que tudo se adapta para nossas escolhas. A vida se adapta de uma forma ou de outra, e não importa onde eu esteja agora, o que importa é pensar mais no presente e deixar de lado as dúvidas que pelejam junto ao futuro.&amp;nbsp; Trabalho é bom, mas seu excesso leva a loucura. Talvez o excesso de tudo leve a loucura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vou ter que &lt;i&gt;bondear &lt;/i&gt;uma frase que li no msn de um amigo meu que resume muito de tudo isso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;i&gt;Não conheço nenhuma fórmula infalível para obter sucesso, mas uma infalível para fracassar é tentar agradar à todos&lt;/i&gt;" (JFK)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode apostar que sim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-7081366368480962531?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/7081366368480962531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2012/01/trabalho-desmotivacional.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/7081366368480962531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/7081366368480962531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2012/01/trabalho-desmotivacional.html' title='Trabalho Desmotivacional'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-1611533782134100409</id><published>2012-01-12T08:39:00.000-02:00</published><updated>2012-01-12T11:16:55.632-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>Corrida dos Ratos - Parte 2</title><content type='html'>&lt;br /&gt;Esse post é uma continuação direta do &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2012/01/corrida-dos-ratos-parte-1.html" target="_blank"&gt;anterior&lt;/a&gt;, onde tentei explicar a tal teoria sobre como se entra na corrida dos ratos. Mas, por mais desilusões que o blog se propõe, agora tentarei pensar numa forma de se sair dele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história funciona assim: Primeiro você precisa comprar coisas com o dinheiro que não tem. Depois você precisa pagar as dívidas feitas com esse dinheiro que já não tinha. Quando vê a situação de um modo diferente, &lt;b&gt;está correndo&lt;/b&gt; para pagar aquilo que não devia ter comprado. Essa é a &lt;b&gt;corrida dos ratos&lt;/b&gt;, como uma alusão a metáfora encontrada no livro &lt;i&gt;Pai Rico, Pai Pobre&lt;/i&gt; (não lembro o autor). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, as dívidas são boas para que o sistema econômico mundial funcione, pois todos os cálculos bizarros que nunca vou compreender vem das coisas que não foram pagas ainda. O banco te empresta dinheiro, que por sua vez empresta do banco central, que por sua vez empresa do país, que empresta do FMI, que empresta de outros países. Enfim, dever é um fator obrigatório para que o mundo atual funcione, e esse jogo de cada um ter que se virar para produzir dinheiro que pague as contas é exatamente a tal corrida dos ratos funcionando em escala global. Talvez essa seja a grande motivação de vida funcionando ao background de todos os seres humanos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas deixo isso para uma outra discussão. O fato é que se você não consegue comprar tudo o que deseja, então você é uma pessoa normal. Agora se você tem alguma dívida pendente, ou qualquer coisa que tome seu dinheiro mensalmente e te obrigue a trabalhar para suprir esses gastos, então parabéns, já está na corrida dos ratos. Trabalhar para pagar as dívidas é o lema padrão de todos nessa corrida. O certo, seria trabalhar por prazer, de modo que nunca as dívidas estivessem atrás de você. E isso não é um sonho utópico; pelo menos não era nos livros que li sobre o assunto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Saindo da Corrida dos Ratos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como parece claro, grande parte das pessoas começa já predestinada a seguir essa corrida dos ratos. Mesmo que consiga o melhor emprego do mundo e tenha uma carteira registrada com todos os direitos reservados, dizer que terá dinheiro de aposentaria pelo INSS não é nada assim tão garantido. E aí, diante disso existe as opções de Previdência Privada, que na verdade é quando você pega uma parte do seu salário e deixa para alguma instituição cuidar dele para evitar que você gaste antes da hora, e se tudo der certo, existe uma chance &lt;strike&gt;pequena&lt;/strike&gt; de que receba tudo - ou parte de tudo - o que poupou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, por mais instável que seja o futuro, planejá-lo pode fazer toda a diferença quando o mesmo chegar. A maioria dos grandes sonhos está condicionado, de uma forma ou de outra ao dinheiro. E como eu já disse &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/01/censura-capitalista.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;, essa idéia de que o dinheiro não traz felicidade é a grande mentira contada para que se justifique essa corrida interminável da qual muitos não tem como fugir. Pode até ser que ele não compre assim tudo, mas pelo menos 99% é certeza. Até porque, tudo pode ser convertido em dinheiro. Um seguro de vida transforma você num valor monetário, cada órgão seu tem um preço, o conhecimento que adquiriu, as coisas que já fez para estar próximo de alguém querido, etc. Você consegue contabilizar os gastos em tudo, se ainda desejar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro passo para sair da corrida dos ratos é levar em conta que o dinheiro traz felicidade. Pois isso funcionará como uma &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/04/corrente-da-motivacao.html" target="_blank"&gt;corrente motivacional&lt;/a&gt; para usar a criatividade e com ela buscar formas de conseguir mais dinheiro. Isso não tem nada a ver com ser um &lt;strike&gt;porco capitalista&lt;/strike&gt; ganancioso, e sim usar a ganancia como fonte de compreensão para entender que pode usufruir de mais coisas com mais dinheiro. Oportunidades para isso surgem, mas se você achar que é melhor algumas horas vendo TV todos os dias do que algumas horas conseguindo uma renda extra todos os dias, então tudo bem, afinal, pra quê dinheiro? Ou, como é o caso mais comum de se dizer: &lt;i&gt;Pra quê me matar de trabalhar e jogar fora todas as horas de diversão que posso ter em seu lugar?&lt;/i&gt; Meu ponto aqui é o seguinte: E quem disse que trabalho extra precisa ser sinônimo de aborrecimento. Quem disse que é preciso horas em pról de renda extra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É esse o pensamento para a saída da &lt;i&gt;corrida dos ratos&lt;/i&gt;. É disso que esses livros &lt;strike&gt;furados &lt;/strike&gt;sobre investimento falam: Você tem que conseguir fazer seu dinheiro trabalhar por você; precisa colocar uma parte da renda para produzir dinheiro, como se ele fosse seu empregado. Ok, a teoria é essa. Agora, só resta saber como aplicar isso na prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como toda desilusão que se preze, certamente ainda voltarei a falar mais vezes aqui sobre a corrida dos ratos, pois esse assunto não pode ser finalizado assim sem uma solução concreta. Até agora tudo o que já sei é que estou caminhando para essa corrida, mas ela me cansa muito; sou gordo, e como tal, não tenho fadiga para correr não... mais um pouco e vou infartar. Por isso disse que só estou caminhando... correr cansa, e eu - salve Jaiminho - quero evitar a fadiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-1611533782134100409?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/1611533782134100409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2012/01/corrida-dos-ratos-parte-2.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/1611533782134100409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/1611533782134100409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2012/01/corrida-dos-ratos-parte-2.html' title='Corrida dos Ratos - Parte 2'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-3596742123354456033</id><published>2012-01-06T11:00:00.000-02:00</published><updated>2012-01-06T11:00:05.798-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>Corrida dos Ratos - Parte 1</title><content type='html'>Não que seja uma espécie de tradição eu aparecer com um post relacionado a economia logo no começo do ano, mas é que geralmente janeiro é uma espécie de ressaca do natal. É aquela dor de cabeça e desânimo gritantes pelo tanto de gasto que foi feito e que ainda terá que fazer. É quando toda a ligação familiar que havia nas festas natalinas parece desaparecer e você fica sozinho no mundo. E o tecido da realidade quase se rompendo de vez quando à volta das férias, e seu salário reduzido chegam no fim do mês. Pois é, falar sobre economia no início do ano é apenas fazer justiça com o propósito desse blog, ou seja, a desilusão mais permanente de todas, que é o dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Entrando na Corrida dos Ratos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira vez que escutei sobre a &lt;i&gt;Corrida dos Ratos&lt;/i&gt; foi através do &lt;a href="http://jovemnerd.ig.com.br/nerdcast/nerdcast-82-nerd-rico-nerd-pobre/" target="_blank"&gt;nerdcast sobre Mercado Financeiro&lt;/a&gt;. Essa bela metáfora vem um livro bem conhecido nesse setor de economia e investimentos, chamado &lt;i&gt;Pai Rico, Pai Pobre.&lt;/i&gt; Em resumo, reza a lenda que todo mortal já nasce destinado a entrar nessa corrida dos ratos, e o processo básico disso funciona mais ou menos assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda quando criança você entra na escola, e nos anos e anos que se seguem, a escola jamais lhe ensina a tratar do seu dinheiro. Você aprende teoremas de pitágoras, descobre como faz contas com X e consegue achar hipotenusas e catetos. Mas, jamais aprende a lidar com dinheiro; sai da escola por volta dos 17 anos sem uma única aula sobre impostos, termos bancários e contratos. Claro, claro... você aprende a fazer contas com Juros e Juros Compostos, mas... dúvido que nessa época isso tenha algum sentido para você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que atinge a maioridade, a grande distinção do mundo adulto para o mundo adolescente está a partir do instante em que abre sua primeira conta no banco. Como a escola nunca lhe preparou para lidar o dinheiro, você é capaz de simplificar as coisas desse modo: "&lt;i&gt;Tenho R$500,00 no banco, então posso gastar até R$500,00&lt;/i&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, você não pode. Essa conta e linha de raciocínio só te faz empurrar ainda mais para a corrida dos ratos. Pense que você é apenas uma pessoa querendo zelar pelo seu dinheiro, equanto instituições inteiras querem vê-lo sem nada. Para dar um empurrãozinho à sua desgraça, eles dão cheques, cartões de crédito, débido, estrépito, internet banking e etc. Todas as ferramentas que os bancos oferecem são apenas meios de tentação para que você tire todo e qualquer dinheiro que está lá. E se você não tira? Então as taxas obrigatórias vão apenas descontando seu dinheiro, e a necessidade o obrigará a colocar cada vez mais dinheiro no banco na mesma proporção que o tira, mas com uma dificuldade maior para controlá-lo diante da torrente de itens que o cercam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas essa história da Corrida dos Ratos não termina aí. Não é apenas as instituições financeiras que querem seu dinheiro; todo o comércio ao redor, as datas comemorativas, as novidades tecnológicas, moda, enfim... tudo quer seu dinheiro, e muitos conseguirão. Ao que consta, todos que de alguma forma se deixam levar por essas "manipulações de compra" estão fazendo apenas o normal e óbvio proposto pela comunidade capitalista. O problema acontece quando seu dinheiro não é suficiente para que você acompanhe todas as "necessidades" mostradas para você. A partir desse momento, quando você olha para seu bolso e percebe que não tem dinheiro para ter isso ou aquilo, então o dinheiro ganha mais valor e todos aqueles que eram pobres ficam mais pobres ao mesmo tempo que todos os que são ricos ficam mais ricos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;i&gt;Os mecanismos complexos do mundo moderno dependem da fé no dinheiro como as estruturas do mundo medieval dependiam da fé em Deus.&lt;/i&gt;" - Lewis H. Lapham&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Porque gastar é mais fácil? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empréstimos. Essa é a palavra chave para explicar todo o universo da economia de um modo eficaz e real. O banco, que é a instituição mais próxima de você, quer emprestar dinheiro. Na verdade, o lojista, fazendo um complô com esses mesmos bancos, também encontraram meios para lhe emprestar dinheiro. Cartões de crédito, cheque especial, parcelamentos e outros meios para fazer você pagar agora algo com o dinheiro que ainda não possuí. Isso, por mais que não pareça, é um tipo de empréstimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças a uma dívida pendente, o banco sabe que pode contar com você para receber mais dinheiro no futuro, já que ele te empresta e cobra juros. Mas o banco também não tem o dinheiro que está te emprestando, porque ele também faz empréstimos ao banco central. Enfim, a corda é bem longa, e começa a dar tantos nós que &lt;i&gt;em teoria&lt;/i&gt; não existe ninguém no topo. Todo mundo deve para todo mundo, e cada um se preocupa só com o próprio umbigo, que é o mais importante para apenas duas entidades no mundo: àquelas que devem à você, e àquela pela qual você está devendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo funciona com dívidas e mais dívidas. E é graças a essas dívidas que a corrida dos ratos parece ser interminável. O concenso majoritário dita que as pessoas devem estudar, arrumar um bom emprego e ganhar muito dinheiro. Quando estão ganhando um pouco de dinheiro, então lá vem novamente o mesmo consenso dizendo que precisa estudar ainda mais, e com isso obter alguma promoção no seu emprego e assim conseguir mais dinheiro. O fluxo normal da vida está condicionado nisso, está condicionado em casar para duplicar a renda, para comprar casas/terrenos e viver do aluguel das mesmas. Ou talvez criar seu próprio empreendimento comercial e sair vendendo em uma loja da esquina aquilo que faz de melhor. Se as coisas não derem certo, você irá dizer para seus filhos: "&lt;i&gt;crianças, vocês devem estudar ainda mais, e com isso conseguirem empregos melhores. Devem ter uma boa aposentadoria e usufruirem da felicidade dessa forma&lt;/i&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é a corrida dos ratos. É o pensamento comum em que todos estão unificados, e que sem ele, o capitalismo certamente falharia. Mas, em teoria ninguém é obrigado a viver nessa corrida para o resto da vida, embora a melhor forma de escapar dela seja antes de iniciar a vida adulta. Ou melhor, antes de iniciar a primeira compra parcelada, ou a primeira dívida em um cartão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui, todo esse texto parece ser escrito por alguém que está no topo da cadeia, que fugiu da corrida e se julga no direito de dar algum conselho ou bancar o conhecedor do assunto. Não, nada disso. Todo esse texto foi escrito por uma criatura complemente desiludida que até poucos meses atrás não via o menor problema em trabalhar de graça para os outros. Esse sou eu. Só não me afundo em dívidas porque não tenho motivações de compra suficientes para fazê-las. Er... espera um pouco, agora vou ter que finalizar esse post porque ouvi dizer que tem uma promoção para o novo Iphone 4S... Brincadeira. Só vou comprar ele depois que comprar meu Playstation 3. O novo monitor de OLED fica para o mês que vem...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-3596742123354456033?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/3596742123354456033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2012/01/corrida-dos-ratos-parte-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/3596742123354456033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/3596742123354456033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2012/01/corrida-dos-ratos-parte-1.html' title='Corrida dos Ratos - Parte 1'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-6039449108386127987</id><published>2012-01-01T00:00:00.000-02:00</published><updated>2012-01-01T00:00:05.342-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Ano Novo, e agora?</title><content type='html'>E daí que tiveram 365 dias que você juntou tudo em um pacote, colocou uma etiqueta escrito "2011" e jogou dentro do armário? Quem se importa se você disser que esse ano "velho" foi bom ou ruim, mas que o ano seguinte fará de tudo para ser melhor? Tudo isso é apenas uma atadura temporal. A etiquetinha lá que ficou no pacote à ser jogado às traças é na verdade um band-aid servindo de consolo para que nenhum machucado aconteça novamente. Que bom quem não se machucou, que bom quem viveu um conto de fadas, que bom que é capaz de esquecer na mesma facilidade que tem de ignorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é sempre exatamente isso o que todos fazem quando o ano termina, como se o dia 1º fosse um dia com poderes mágicos de real confraterniazação universal. Poderia ser qualquer outro dia do ano, ou mesmo no seu aniversário, não importa. O que importa é que se existe uma data certa para todos recomeçarem do zero, essa data é exatamente a partir do reveillon. Afinal de contas, é uma tradição cultural, e seguir as massas para se elevar pelo espírito da época não é nada demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é quando você se dá conta, daqui uns três ou quatro meses, de que realmente mentiu feio para si mesmo. O problema não é hoje, porque é muito fácil dizer que fará um milhão de coisas diferentes; o problema é com a instabilidade do tempo, que vai te colocar coisas que nem passa pela sua cabeça nesse exato minuto, mas que fará seus planos mudarem de rumo de uma forma ou de outra. E aí, quando você estiver lá no meio do deserto só com um guarda-chuva furado tapando a cabeça, pereceberá que o sol já não faz a menor diferença, porque ninguém está preparado para o calor rebatido na areia ou os calçados desgastados pela caminhada mal planejada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ano novo é simplesmente o exato momento em que você para tudo o que está fazendo e faz alguma coisa bizarra. Não estou falando de supertições malucas ou de jogar coisas velhas e aposentar coisas semi-novas. Estou falando de colocar na cabeça um monte de promessas incríveis, realmente acreditando que o ano novo é uma &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/04/corrente-da-motivacao.html" target="_blank"&gt;corrente da motivação&lt;/a&gt;. De fato ele é, mas só dura um dia, ou no máximo alguns dias, mas depois acaba. E você nunca se frustra disso, porque é uma frustração da qual já está acostumado. Afinal de contas, se não for esse ano, ainda tem o próximo, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá se aproximam mais 365 dias que vão entrar no seu pacotinho de experiências. Ah, desculpe-me, quase me esqueço que são 366 dias na verdade. Que bom, tem um dia a mais que certamente ninguém nunca esquece dele... Mas e agora? Será que o sol que nascia no ano passado é dferente do sol que nasce hoje? Será que sua maturidade mudou de um dia para o outro? É lógico que não. Mas é para isso que existe o pacotinho, onde cada dia é colocado dentro dele, e somente assim você consegue declarar o real aproveito da passagem do tempo. Do contrário, ele não muda. Nada muda sem esforço, nada muda sem empenho. Ninguém se torna melhor dormindo na rede ou compartilhando piadas em redes sociais. A mudança vem exatamente quando você faz algo diferente enquanto todos estão lá fazendo as mesmas coisas de sempre. A mudança vem das horas que dedicou para si mesmo, para que em momentos oportunos mostre aos outros o investimento que fez para se tornar melhor para eles. Isso mesmo. Invista em si, mas não torne apenas melhor por si próprio; torne-se melhor e mais útil aos demais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tem problema que o ano novo seja o marco para definir que hoje foi o dia exato da mudança, até porque eu também prefiro assim, já que fica mais fácil fazer as contas depois (o.-'). O que importa na verdade, tão pouco é essa obsessão por mudar, até porque, muitas vezes isso não depende apenas de você, e sim de vários processos inconscientes e subconscientes que não é capaz de ter controle. Por tanto, a disciplina e o esforço são os atos que fazem tanto os grandes mestres quanto os grandes discípulos, e não há vergonha alguma de se declarar um aprendiz da vida. Aprender com a vida é ter um pouco de humildade para aceitar como todos são humanos iguais ou melhores que você. É ter um pouco de tolerância para aceitar erros e não crucificar tudo sem tentar entendê-los. Bom, vou parar por aqui porque já estou entrando no mérito das filosofias baratas. Tudo o que disse não é nenhuma novidade, mas mesmo assim, a novidade não está em quantas vezes algo é dito, e sim em quantas vezes foi praticado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois daí repete-se novamente a mesma pergunta: Finalmente, cá está o ano novo. Um ano inteirinho pela frente como se fosse um caderno cheio de folhas em branco. O cheiro do papel novo dá essa aturdição pelo recomeço mágico do mundo. Mas pense um pouco: Não é apenas um dia continuando o anterior? Pois é, a resposta depende de cada um. Para quem vê o ano novo como só mais um dia, tudo bem, ele será apenas mais um dia. Para quem o vê como a oportunidade de que tudo irá mudar, então tudo bem também, tem aí a oportunidade. Para quem está colocando algo em prática hoje, então parabéns, pois realmente está fazendo algo certo. Para quem conseguir colocar algo em prática, hoje e amanhã, parabéns novamente. O espírito é esse, e espero que já saiba exatamente o que fazer agora. E amanhã. E depois. E continuamente até que seu peito se estufe no fim de mais um ciclo terrestre e você possa gritar: "&lt;i&gt;Eu fiz acontecer."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, e para finalizar aqui vale um ensinamento visto pelo &lt;i&gt;Caoísmo&lt;/i&gt;, que foi perfeitamente bem aplicado dentro do magnífico jogo &lt;b&gt;Assassin's Creed&lt;/b&gt;: &lt;i&gt;"Nada é real. Tudo é permitido"&lt;/i&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-6039449108386127987?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/6039449108386127987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2012/01/ano-novo-e-agora.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/6039449108386127987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/6039449108386127987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2012/01/ano-novo-e-agora.html' title='Ano Novo, e agora?'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-5901002485972894650</id><published>2011-12-30T10:46:00.000-02:00</published><updated>2012-01-28T12:09:48.443-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vivência'/><title type='text'>Retrospectiva Pessoal 2011</title><content type='html'>Como fiz no &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/12/retrospectiva-pessoal-2010.html" target="_blank"&gt;ano passado&lt;/a&gt;, minha idéia aqui é apenas fazer um resumo de todos os pots que saíram nesse ano, e meio que explicar o motivo que os levou a sair na sequência em que saíram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, 2011 começou como todos os outros: cheios de promessas para isso ou para aquilo, que por ventura, algumas tendem a se cumprir e outras a se adiar. E talvez, no final das contas, foram justamente as promessas que eu não tinha feito que aconteceram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O terreno para encontrar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentindo o aperto financeiro e a incerteza da minha saída ou não do trabalho, nada mais justo do que fazer um novo post sobre investimentos. Pois é, mas a situação momentânea não me dava tempo para pensar em qualquer tipo de investimento, simplesmente porque o alavancar de contas antigas e novas para pagar só cabiam em um tipo de reflexão: &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/01/censura-capitalista.html" target="_blank"&gt;A Censura Capitalista&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que se pode fazer? Até tentei &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/02/viagens-no-tempo-com-rpg.html" target="_blank"&gt;viajar no tempo&lt;/a&gt;, mesmo que fosse só através do Rpg. Fracassei. Falando em Rpg, até tentei retomar minhas doses de diversão com isso, e naturalmente fracassei de novo. Aí me lembrei do título desse blog e sorri: Pelo menos alguma coisa estava fazendo certo: desiludindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O terreno para conquistar &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com minhas revoltas infundadas, declarei guerra. E depois disso, tudo o que aconteceu foi sair um dos piores posts que já escrevi, tentando misturar coisas que não deviam. Gerou-se o vergonhoso texto sobre o &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/02/o-paradigma-das-guerras-parte-1.html" target="_blank"&gt;paradigma das guerras&lt;/a&gt;. E não contente com o fiasco, ainda consegui estender o assunto em mais duas partes. O primeiro falando sobre os &lt;b&gt;motores da guerra&lt;/b&gt;, o &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/02/o-paradigma-das-guerras-parte-2.html" target="_blank"&gt;segundo&lt;/a&gt; sobre a &lt;b&gt;desencadeação&lt;/b&gt; de uma guerra e o &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/02/o-paradigma-das-guerras-parte-3.html" target="_blank"&gt;último&lt;/a&gt; sobre a &lt;strike&gt;Jihad&lt;/strike&gt; conclusão em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine falar sobre guerras, e depois emendar um &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/03/mundo-virulento.html" target="_blank"&gt;texto sobre o apocalipse&lt;/a&gt; em forma de vírus existentes pelo mundo? Sim, isso era reflexo de algumas desilusões atuais, até porque era justamente nesse momento em que minha transição de emprego acontecia, e eu não era capaz de decidir que tipo de sentimento eu carregava diante de tudo aquilo. Não é atoa que tentei uma &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/03/explicacao-de-tudo-1.html" target="_blank"&gt;explicação para tudo&lt;/a&gt;, e que de fato, não expliquei nada. Havia finalmente encarnado o papel de um temível zumbi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O terreno para adubar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vejamos pelo lado bom, esse temporal começou a passar, e com tanta coisa nova acontecendo na minha vida, eu vi que não iria ter muito tempo para falar de coisas legais no blog, e por isso quis finalizar minha saga sobre &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/03/danca-de-salao-ou-nao-3.html" target="_blank"&gt;A Dança de Salão&lt;/a&gt;, já que esse tipo de post não toma muito tempo: apenas vou lá e faço um resumo desinsteressante do que aconteceu e pronto. E não é atoa que essa saga foi recorrente e ainda apareceu depois. Se você nem sabe de que raios trata, aproveite para entender tudo numa sequência rápida com todos os posts:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/07/danca-de-salao-oh-nao-1.html" target="_blank"&gt;Porque inventei de fazer dança de salão?&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;2 - &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/08/danca-de-salao-oh-nao-2.html" target="_blank"&gt;Onde eu tô, mesmo? Sei lá, que tal fazer contas sobre razão áurea?&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;3 - &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/03/danca-de-salao-ou-nao-3.html" target="_blank"&gt;Eu sei porque estou fazendo.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;4 - &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/07/danca-de-salao-eu-nao-4.html" target="_blank"&gt;Será que só porque sei o que estou fazendo, é hora de parar?&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;5 - &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/11/danca-de-salao-e-entao-5.html" target="_blank"&gt;E enfim, um novo aeon. &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é claro que nessa época (lá pelo meio do ano), eu não estava numa overdose de dança e ignorando o mundo ao redor. Muito pelo contrário, eu ainda estava alimentando minhas novas desilusões em vários ramos pessoais. E aí, quando eu olhei para o precipício que vi na minha frente, procurei encontrar uma forma de me motivar a sair daquilo ali. Era só adubar o terreno &lt;strike&gt;ou parar de escavá-lo&lt;/strike&gt;, mas como fazer isso? Eu mesmo me respondi propondo &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/04/corrente-da-motivacao.html" target="_blank"&gt;A Corrente da Motivação&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O terreno para plantar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que as doses de motivação alavancaram positivamente o segundo semetre do ano. Até consegui inspiração para escrever um conto chamado &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/06/pecas-do-museu.html" target="_blank"&gt;Peças do Museu&lt;/a&gt;. E falando em inspiração, as estatísticas desse blog medíocre não me deixam mentir: foi justamente nessa época que tive os posts mais &lt;strike&gt;lidos&lt;/strike&gt; clicados do ano. O que obteve recorde de views foi o &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/05/o-lobo-solitario.html" target="_blank"&gt;Lobo Solitário&lt;/a&gt;. Não entendi como esse tipo de post, sem conteúdo importante poderia atrair mais visitantes aleatórios. Talvez fosse a imagem postada nele, vai saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas enfim, então eu joguei as sementes naquele terreno, e fiquei aguardando. Me sentei no chão, olhando para a terra e as mãos sujas. Por ficar sem fazer nada, eu via o ano passando e eu não sabia o que esperar dele. Tantos planos e tantas coisas que planejei e nada acontecia. Estava, novamente, apenas respeitando o título desse blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não conseguia perceber as coisas que aconteciam, e fiquei pensando se tudo não podia estar acontecendo e só eu não ver. Acho que a grande idéia de criar um post falando sobre a &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/07/enrolacao-das-indiretas.html" target="_blank"&gt;enrolação das indiretas&lt;/a&gt; partiu daí. Eu não encontrava respostas diretas para nada, então pensei se as respostas não poderiam estar de forma indireta no ar. Na dúvida, considerei que isso tudo é só enrolação. Mas a enrolação é boa, pois ajuda a esperar, refletir, e mais do que isso, procurar entender como funciona a estranha ligação entre a terra e uma semente que não vem com manual sobre como regar da maneira correta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O terreno para regar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando em terra &lt;strike&gt;in&lt;/strike&gt;fértil, uma espécie de ataques sequênciais estavam prestes a me ocorrer. Fiquei tão confuso com a explosão de emoções e idéias bizarras atravessando minha cabeça que cheguei a uma única conclusão: estava &lt;strike&gt;louco&lt;/strike&gt; precisando de ajuda. Com meu silêncio, aprofundei-me mais dentro de mim mesmo, e com isso, tive uma conversa muito séria com meu eu interior. E ele me explicou sobre quem na verdade era meu &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/10/o-nosso-unico-cumplice.html" target="_blank"&gt;único cúmplice&lt;/a&gt;. A única pessoa em que eu poderia confiar era apenas em mim mesmo, que, era um bibliotecário &lt;strike&gt;idiota&lt;/strike&gt; ingênuo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe onde tudo isso levou? &lt;strike&gt;Hospício.&lt;/strike&gt; Já que estava ali numa conversa séria com meu bibliotecário, perguntei para ele o que eu poderia fazer. Ele riu da minha cara, e disse que era meu único cúmplice, mas era tão embestado quanto eu. Usei da estratégia e perguntei se tinha algum livro que pudesse me ensinar a como cuidar de um terreno do qual plantei uma semente. Acho que ele não entendeu o que eu quis dizer, pois virou-se e saiu rindo de mim. Apenas disse o que eu já tinha dito antes para mim mesmo: "&lt;i&gt;Esqueça, meu caro. Não há, e nem nunca haverá um manual de instruções para o que procura". &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O terreno para cuidar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para aquele terreno&amp;nbsp;novamente e não via nenhum sinal de nascer uma plantinha dali. Será que eu não estava regando na quantidade certa? Seria um deserto sem oásis? Daí comecei a entrar em desespero, pois e se nascesse alguma coisa dali, como iria evitar que morresse depois? E se pragas naturais invadissem o terreno e devastassem tudo? Naquela época eu não sabia o que fazendeiros e agricultores fariam nessa ocasião. E a resposta era muito mais simples do que todas as minhas especulações: Não se faz nada diante das coisas que ainda não aconteceram. Se milhares de gafanhotos destroem seu cultivo de um ano inteiro, então recomece com mais empenho, procure investivir em prevenção ou tecnologias recentes. Corra atrás do prejuízo. Enfim, você pode fazer qualquer coisa que quiser, mas só depois que os gafanhotos destruíssem o terreno cuidado com tanto esmero. Antes disso, um pouco de prevenção é bom, mas nada de paranóia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que naquela época eu não compreendia isso. Ou talvez compreendesse, mas não queria aceitar a demandada dos espíritos zombeteiros. Eu já estava um pouco mais maluco do que de costume, e nessa onda de desespero eu perguntei como resolver todos os problemas da vida. E nessa dose de loucura, propûs o mais bizarro de tudo: &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/10/salve-os-insetos-salve-o-mundo.html" target="_blank"&gt;Salve os insetos, e salvará o mundo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ficou claro, eu não sabia cuidar de nada. Nem de mim mesmo, que quando estava chegando mais próximo do final do ano, me recaí com tantas dúvidas que não sabia mais o que fazer. Seria um problema de crença? Precisarei eu confiar mais nas pessoas ou em mim mesmo? Para isso pensei no que faz as pessoas confiarem uma às outras, e saiu o conto sobre o &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/05/o-paradoxo-da-confianca.html" target="_blank"&gt;Paradoxo da Confiança&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse paradoxo foi apenas a abertura para mais dois posts que vieram depois, onde o tema praticamente continuava sendo o mesmo. Perguntei a mim mesmo: "&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/11/voce-tem-certeza.html" target="_blank"&gt;Você tem certeza?&lt;/a&gt;" e respondi com ambiguidade, olhando para um espelho desfocado à minha frente. O que eu poderia fazer depois disso? E então, com o olhar perdido para o alto, finalmente me decidi: Tudo isso só vai ser resolvido quando eu fizer &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/11/escolhas.html" target="_blank"&gt;A Escolha&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O terreno para colher&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhar para o alto foi a melhor coisa que fiz, simplesmente porque vi algunas nuvens se aproximando, e pressenti que viria a chuva. A chuva trataria de regar o terreno, já que eu não estava fazendo isso direito. Me permiti encenar um sorriso bobo no rosto, e até pensei ter sentido uma &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2009/01/gota.html" target="_blank"&gt;gota&lt;/a&gt; cair no rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o olhar perdido no alto, abri meus braços e me deixei molhar pela chuva que desabou em seguida. Finalmente, abaixei lentamente a cabeça, e qual foi a grande surpresa? Ali, naquela terra que se umidecia, estava finalmente nascendo uma plantinha. A semente que plantei para 2011 não estava morta. Será que o resultado de todo meu karma estava naquele terreno? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria comemorar toda a alegria daquela conquista, mas não sabia se devia. A chuva ficara forte... E se chovesse demais, aquela planta ainda frágil em seu nascimento poderia morrer. Eu precisava ter calma. Precisava entender como funcionava &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/11/karma-voce-tem-carma.html" target="_blank"&gt;o karma da vida&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que planta seria aquela? Talvez uma árvore tão grande e resistente quanto uma &lt;i&gt;abrassália&lt;/i&gt;. Talvez seja só uma planta genérica. Talvez uma &lt;a href="http://bulbapedia.bulbagarden.net/wiki/Carnivine_%28Pok%C3%A9mon%29" target="_blank"&gt;&lt;strike&gt;Carnivine&lt;/strike&gt;&lt;/a&gt; planta carnívora. Ou então, só uma erva daninha. E esse continua sendo o problema das sementes virem sem manual de instrução. Entrementes, nada impede de ali estar também uma planta medicinal ou somente alguma flor sem graça. Quem sabe não seja uma flor que atraía um jardim para aquele terreno vazio espalhado por planícies sem fim? E vários posts explodiram em sequência de forma alucinada. Uma cachoeira para rimitar toda desilusão que faltou para o ano inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde opniões contraditórias sobre o tal &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/movimento-gota-de-nata.html" target="_blank"&gt;Movimento Gota de Água&lt;/a&gt;, até filmes completos do youtube (&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/filme-sempre-ao-seu-lado.html" target="_blank"&gt;Sempre ao seu Lado&lt;/a&gt;) com direito a vídeos relacionados e tudo mais. E nessa fase de eloquência absurda, ainda sobrou tempo para mais uma sequência de posts sobre a escalabilidade das coisas, começando pelo &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/interesse-escalavel.html" target="_blank"&gt;interesse&lt;/a&gt;, passando pela &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/amizade-escalavel.html" target="_blank"&gt;amizade &lt;/a&gt;e tentando entender o &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/amor-escalavel.html" target="_blank"&gt;amor&lt;/a&gt;. O único tema mais clichê de todos que nunca poderá ser completamente compreendido por nenhum coração humano. No máximo práticado e sentido, e só. Foi isso o que eu fiz na minha retrospectiva pessoal: Parei de tentar compreender coisas que não estão aí para serem compreendidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, ignorei a contramão do senso comum que prega a frase: "&lt;i&gt;Apenas viva&lt;/i&gt;". Não, de modo algum, apenas viver não é o pensamento que grandes pessoas da humanidade tiveram. Steve Jobs que o diga: Mesmo com os dias de vida contados, ele nunca se limitou a seguir essa crença comum, e certamente, desde seu nascimento ele nunca fez apenas o comum. Ele não "&lt;i&gt;apenas viveu&lt;/i&gt;". Ele aproveitou a vida para fazer a diferença que podia fazer. E é nisso que acredito: Se podemos fazer diferença para umas três ou quatro pessoas, então vamos fazer. Se podemos fazer a diferença em nosso local de trabalho, então vamos fazer. Fazer a diferença é a mesma coisa de "apenas viver", mas você viverá com muito mais esmero. Pode ter certeza disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Um Novo Terreno&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, a cada ano que se levanta parece que temos diante de nós um novo recomeço para todas as coisas. Pelo menos para mim, após a época do natal passar e todas as devidas reflexões se reforçarem, então o novo ano surge cheio das mesmas promessas replicadas com novas promessas. Novos sonhos e objetivos pelo caminho. Um novo terreno. O que fazer dele é apenas a &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/11/escolhas.html" target="_blank"&gt;escolha &lt;/a&gt;de cada um, mas espero, sinceramente, que olhar para terrenos anteriores e poder ter aprendido com eles seja o único tipo de irrigação que fertilize essa terra complexa da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até porque, um novo terreno em 2012 não significa, necessariamente, que o anterior morreu. Apenas não está mais sobre o controle de ninguém, e o que foi plantado lá, pode florescer ou morrer depois, pode até desencadear uma floresta com um novo ecossistema inteiro. Talvez você olhe para trás e enxergue, com certa satisfação, como fez um bom trabalho. E se virar um imenso deserto sem vida? Certamente não faz diferença; alguns desertos podem até virar paisagem para algum dia de férias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que passou, não simplesmente passou. Apenas ficou em algum lugar contribuindo de alguma forma para esse exato segundo de agora. E quem sabe, esse segundo de agora não esteja contribuindo para os minutos, dias, meses e anos seguintes? Todos temos direito a um novo terreno. Todos tem uma semente em mãos. E sabe o mais legal disso tudo? É que realmente não é necessário um manual de instruções para plantar a semente que tem; até porque, quem é que lê tais manuais?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-5901002485972894650?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/5901002485972894650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/retrospectiva-pessoal-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/5901002485972894650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/5901002485972894650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/retrospectiva-pessoal-2011.html' title='Retrospectiva Pessoal 2011'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-2730478600729617784</id><published>2011-12-22T00:48:00.001-02:00</published><updated>2011-12-27T01:08:13.836-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vivência'/><title type='text'>Fim de ano 2011</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-0pk2igZQUJ8/Tu5EgVDvoZI/AAAAAAAAAcA/E8KLNTFNhuI/s1600/natal2011.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-0pk2igZQUJ8/Tu5EgVDvoZI/AAAAAAAAAcA/E8KLNTFNhuI/s1600/natal2011.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vez ou outra eu faço um post mais pessoal aqui. Mentira, vez ou outra eu falo sobre as aulas de dança de salão, o único post mais pessoal que eu acredito fazer com certa recorrência. E, por ser época de natal e recair toda a magia reflexiva do natal sobre as pessoas, acredito que esse post seja um dos mais pessoais que farei aqui, depois&amp;nbsp; de falar sobre o &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/01/1992-boa-e-ma-divisao-entre-o-bem-e-o.html" target="_blank"&gt;prézinho&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/05/o-lobo-solitario.html" target="_blank"&gt;solidão&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/04/efeito-placebo.html" target="_blank"&gt;amor&lt;/a&gt; e até mesmo &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/11/choro-limbico.html" target="_blank"&gt;morte&lt;/a&gt;. Até mais pessoal que a própria &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/12/retrospectiva-pessoal-2010.html" target="_blank"&gt;Reprospectiva Pessoal&lt;/a&gt; do ano passado. Tudo isso porque é impossível falar sobre o final de ano sem parar por um instante para analisar a própria vida, a vida de todas as pessoas que cruzaram pelo seu caminho e refletir sobre elas por um instante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, seria tão bom se todos pudessem considerar o final de ano como uma época pessoal, para que assim ponderassem mais sobre a vida, e como ela é incrível e fascinante, mesmo quando quer nos confundir e desacreditar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o final do ano passado e até metade desse ano eu passei por uma experiência bizarra de coincidências macabras, envolvendo um número grande de conhecidos diretos e inderetos que faleceram. Eu entrava no orkut e via pessoas da minha lista de amigos que nem se conheciam, mas levantavam as bandeiras de luto pela perda de alguém. Foi assustador porque era uma sequência de acontecimentos que eu nunca tinha imaginado existir, como se todo mundo fosse morrer naquele ano. Sabe quando explode na mídia o noticiário de um avião que caiu, e nas semanas seguintes parece virar moda cair avião em qualquer lugar? Pois é, algo desse nível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, da metade do ano em diante, essa natureza bizarra se inverteu, e casamentos vieram. Até escrevi um post sobre isso, mas que acabei optando por publicar só em 2012, para o caso de novos casamentos acontecerem e eu apurar minhas considerações. E como se não bastasse, também reencontrei amigos que não via há muitos anos, e descobri a passagem do tempo em sua maestria cordial, com mais e mais casamentos que, espero sinceramente, que sejam vindouros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui estou eu, bem no finalzinho do ano (ou nem tão no final assim) com a oportunidade de analisar os dois semestres dividos entre a vida e a morte, na mais bela encenação do que significa o final de ano para mim. Em especial, o poder mágico do natal é exatamente esse, de &lt;i&gt;poder&lt;/i&gt; tocar nosso corpo e alma para que tenhamos mais&amp;nbsp; auto-conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O auto-conhecimento nos permite crescer, e por isso, descobrir a melhor forma para encontrar onde está a tal da felicidade que todos procuram, mas nem todos encontram. E já que a desistência não faz os vencedores, o que mais vale é a luta constante pela procura mais duradoura e incrível que alguém pode fazer. Ok, parei com o monólogo forçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, vou terminando o texto por aqui. Não farei promessas vazias de que apenas desejo um feliz natal e ano novo à todos; desejo mais auto-conhecimento, pois sem dúvidas, conhecer a si é o caminho mais poderoso que imagino existir para encontrar o pote de ouro no fim do arco-íris. Além do mais, a verdadeira alegria das coisas não está nas coisas, e nem mesmo nas pessoas. Está em si próprio, pois se você se esforça para ter a alegria dos pequenos momentos ao seu redor, certamente espalhará isso adiante. A sua humildade atrairá a humildade alheia, e quando se der conta, estará cercado de pessoas positivas e que te colocarão para cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Carpe Diem&lt;/i&gt;. É tudo o que desejo para você (se é que alguém lerá isso) em 2012. E tenha certeza que isso vale muito mais do que milhares de votos ofuscados pelo simples "feliz natal e boas festas" que se espalha. Viva os momentos do ano seguinte e, se possível, descubra uma forma para aprender com cada momento. Extraia as coisas boas e as use para saber que está no caminho certo, ao mesmo tempo que mantenha a cautela com tudo o que te entristecer, pois nenhuma lágrima é derramada sem haver um motivo, e todo motivo pode ser compreendido muito mais do que sentido. Quando se chora apenas pelo sentimento, você vai chorar todas as vezes que algum sentimento semelhante lhe atingir. Mas quando você chora entendendo o motivo, aquilo já ficará arquivado na sua &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/10/o-nosso-unico-cumplice.html" target="_blank"&gt;estante pessoal&lt;/a&gt;, e da próxima vez não caíra no mesmo pranto em vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu achando que sei de alguma coisa... E eu achando que tenho qualquer moral para levar um conselho sadio à alguém. E eu querendo fazer um post curto... Pois é, eu tinha que fazer alguma coisa para entediar o texto e garantir que ninguém o lê-se.&amp;nbsp; Tanto que vou ter que finalizar dando um ctrl+c e um ctrl+v do meu último paragráfo do &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/12/fim-de-ano-2010.html" target="_blank"&gt;fim de ano passado&lt;/a&gt; para finalizar o post:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você já ouviu que natal é época de solidariedade, certo? Então pratique todo tipo de solidariedade que puder. Presenteie algum desconhecido, sorteie cartinhas de correio para crianças carentes e faça o natal de outra pessoa feliz. Ou talvez, perdoe alguém que lhe magou. Desfaça suas mágoas. Diga um "olá" pessoalmente para quem você geralmente não diz, ou se a distância e o tempo não permitem, telefone. Ou mande um e-mail, deixe um recado personalizado no &lt;strike&gt;orkut&lt;/strike&gt; facebook (nada de selecionar todo mundo e mandar uma mensagem genérica!). Enfim, recorde e reforce que vale a pena sermos humanos nesse mundo com tantos zumbis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boas festas. Digo, &lt;i&gt;Carpe Diem&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="background: #FBF0D0; border-left: 1px dotted #000; font-size: x-small; padding: 10px;"&gt;Se quiser algum post envolvendo mais boas reflexões propícias para o natal, experimento alguns links:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/11/escolhas.html" target=""&gt;Paradoxo das Escolhas&lt;/a&gt;&amp;nbsp;→&amp;nbsp; Inclui um vídeo para explicar o porque escolher&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/04/corrente-da-motivacao.html"&gt;Corrente da Motivação&lt;/a&gt; → Como conseguir se motivar para qualquer finalidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/07/danca-de-salao-oh-nao-1.html"&gt;Dança de Salão. Oh, não.&lt;/a&gt; - Minha saga sobre as danças de salão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-2730478600729617784?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/2730478600729617784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/fim-de-ano-2011.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/2730478600729617784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/2730478600729617784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/fim-de-ano-2011.html' title='Fim de ano 2011'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-0pk2igZQUJ8/Tu5EgVDvoZI/AAAAAAAAAcA/E8KLNTFNhuI/s72-c/natal2011.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-3806903420063310111</id><published>2011-12-12T05:00:00.000-02:00</published><updated>2011-12-12T10:12:41.223-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Amor Escalável</title><content type='html'>Esse post é última parte de uma série de 3 partes, tentando desmistificar toda a desilusão necessária para se entender o&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=mOm2ceJvKYA" target="_blank"&gt;algorítimo da amizade&lt;/a&gt;. E não obstante, essa&amp;nbsp;&lt;b&gt;terceira parte&lt;/b&gt;&amp;nbsp;é sobre os três passos para se estar amando alguém, ao mesmo passo que existem quatro tipos básicos de amor existentes. Se isso parecer muito confuso, tente ver &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/interesse-escalavel.html" target="_blank"&gt;no primeiro post &lt;/a&gt;sobre como os seus interesses pessoais agem por trás disso tudo. E aí, caso queira algum tutorial para se fazer um amigo, nada melhor do que ler a &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/amizade-escalavel.html" target="_blank"&gt;parte 2&lt;/a&gt;, sobre a &lt;b&gt;amizade escalável&lt;/b&gt;. Então,&amp;nbsp;&lt;i&gt;let's go&lt;/i&gt;&amp;nbsp;para a parte final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Considerações...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso só resumir algo citado no meu post anterior sobre a &lt;b&gt;Amizade Escalável&lt;/b&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você começa conhecenho uma pessoa, e termina a ser o melhor amigo dela. Se houvesse a possibilidade de imaginarmos uma evolução para o que viesse além do melhor amigo, você estaria diante de uma amizade épica. Ou seja, tudo passa por etapas, onde a velocidade de transição entre cada uma delas depende muito de pessoa para pessoa. Envolve muitas variáveis, como suas vontades, seus instintos de se guiar pela razão ou emoção, e até mesmo &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/11/escolhas.html" target="_blank"&gt;capacidade de escolha&lt;/a&gt; ou a simples sorte do &lt;u&gt;acaso aliar-se ao destino&lt;/u&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um modo similar, acredito que os romances também possuem algum tipo de conhecimento escalável, mas nem sempre seguem a mesma ordem. Na verdade, talvez existam três tipos de romances (na verdade eu acredito que existam &lt;b&gt;8 tipos&lt;/b&gt;, e depois posto mais dessa teoria), e cada um tem sua própria linha de evolução. Há o amor à primera vista, que se você tiver sorte, espero que nunca aconteça. Também há o emocional e o racional, brigando entre si para ver quem está certo e quem está errado. E ali, jogando num cantinho meio escondido, fica o idôneo. Aquele que não está sobre influência dos outros, mas também não se importa de ir ao encontro dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Amor à Primeira Vista &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amar à primeira vista, como já diz o nome, significa que seu corpo e mente está se entregando à uma pessoa para quem o único fator de conhecimento foi visual, ou no máximo, um esbarrão em um metrô que uniu toque, visão, ofato e audição ao "desculpe-me" que embobalhou ambos. Não vou dizer que esse tipo de coisa clichê não acontece, porque a coincidência e o acaso não são coisas que estão aí&amp;nbsp;só por acaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando eu disse que espero que isso nunca te aconteça, não é porque desejo-lhe o mal; geralmente o amor a primeira vista acontece porque toda química presente no cérebro explode naquele momento, mas a racionalidade desaparece. Um casal nessas condições vai viver o mais bem explorado sentido de estar em uma paixão incontrolável, mas toda paixão pode cessar um dia, assim que a razão for tomando seu posto de volta, e a estabilidade comece a notar defeitos e coisas que antes pareciam não existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez possa até decidir que existem muitas pessoas de sorte. Talvez amor à primeira vista ocorra de modo duradouro, mas não é isso que todas as estatísticas mostram. Nem estou falando nas separações de casamentos, e sim de separações durante alguma fase de mudanças pela adolescência. Para quem quer refletir mais sobre isso, segue um artigo muito interessante sobre o assunto que vale a pena ser lido falando sobre o &lt;a href="http://educacao.aaldeia.net/namoro-relacoes-pre-matrimoniais/" target="_blank"&gt;Namoro Prematuro e as relações Pré-Matrimoniais&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Amor Emocional&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um tipo de amor belo, romântico, que parece perfeito de longe, quebradiço por dentro e todo confuso por si só. Esse tipo de amor é aquele que está amarrado apenas por laços emocionais, onde o casal dá vazões às emoções que sente o tempo todo. Brincam com a racionalidade, criam jogos e apostas que se tornam muito gratificantes a medida em que são vencidos. Tem uma briga aqui ou ali, vão cair lá e se levantar por aqui novamente. Graças as emoções, o lado racional os puxa de volta e impede que a parte incoerente da mente tome atitudes erradas sem volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei como explicar, mas vou tentar colocar um exemplo aqui: O homem oferece um buquê de flores que a mulher acha lindo, e ali lhe retribui um beijo. No instante seguinte, os filhos surgem por um corredor fazendo bagunça e a mãe corre até lá para ordená-los a parar, no mesmo instante em que o pai acaba de atender ao telefone da residência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o tipo de casal que não vai racionalizar&amp;nbsp;tão bem as coisas, e seguirá a vida pela emoção do momento. Se um estiver animado e conseguir puxar o outro para o mesmo ânimo, então ambos farão coisas ótimas juntos. Se o outro estiver triste ou chateado com alguma coisa, então as soluções não vão ser consideradas em um primeiro momento, porque a tristeza será rebatida com consolo ou maquiagem da emoção para que ela vá para uma emoção diferente. E ali, revivendo e vivendo entre emoções que se rebatem o tempo todo, a relação continua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eles usam mais o lado da emoção do que da razão diante de todas suas decisões, é natural que cometam muitos erros devido à decisões premeditadas, mas aos mesmo tempo, o mundo os abençoará com a &lt;i&gt;ignorância seletiva&lt;/i&gt;, os levando a serem mais felizes enquanto estiverem concentrados em levar a relação adiante. Vai dizer que esse não é o padrão mais comum entre os ditos casais felizes? Pois é, mas se por um lado a ignorância é uma benção, por outro a busca pela sabedoria pode ser uma tragédia. Vou tentar explicar o porquê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Amor Racional&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que existem as pessoas que vivem sua vida pelas possibilidades que ela apresenta. Ou seja, pessoas que se motivam em continuar vivendo pelo tanto de coisas que querem fazer na vida ainda. E também existem outras que se mantém pela necessidade; pessoas que pensam no que é necessário e assim progridem com a vida. Em ambos os casos, elas tentam racionalizar as coisas que acontecem muito mais do que acontecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dai, pela racionalização do fato, as variáveis que envolvem os porquês de uma relação surgem e se manifestam o tempo todo, de modo a tornar a cumplicidade do casal muito concreta, mas ao mesmo tempo, muito perigosa. E isso acontece porque o cérebro humano é mais passível de falhar quando acredita na sábia consciência de sua escolha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é à toa que esse tipo de coisa é menos frequente do que aparenta; geralmente quem racionaliza demais o amor, vai acabar bloqueando a paixão e tendo mais dificuldades, uma vez que a paixão é a resposta que o cérebro dá para que você se "cegue" e faça as coisas que seu raciocínio faria de modo errado. É como dizer que é errado demais amar uma pessoa, porque se pararmos para pensar, ninguém é perfeito e ninguém pode nos satisfazer integralmente. Daí, qualquer tipo de tempo levando em consideração isso vai criar um amor racional, que busca respostas e, infelizmente as encontra. O bloqueio da paixão acontece, e a mente não mais se mantém cega e por isso; parece existir algum instrumento tocando errado em toda àquela melodia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi um simples desocupado que inventou aquele bordão do: "&lt;i&gt;mente vazia é a oficina do diabo&lt;/i&gt;". Mente vazia significa ficar ali, deixando os pensamentos tomarem voz. Tentar colocá-los como donos de suas ações e principalmente, fazer eles serem os mestres de suas escolhas. Não é possível, e nem fácil, para todos controlarem seus pensamentos, assim como não é fácil controlar emoções e sentimentos. Por isso, amar alguém pode ser simplesmente ter que fazer uma escolha sobre qual lado de sua personalidade deixará falar mais alto nisso tudo. Deixe suas emoções falarem e você cái no Amor Emocional. Deixe os pensamentos por conta e se prende ao Amor Racional. Ou quem sabe, você pode deixar a virtude das escolhas por conta dos sentimentos, e conquistar com isso o que chamarei aqui de Amor Idôneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Amor Idôneo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está aqui um tipo de amor bem difícil de se consolidar. Só para diferenciar as coisas, então temos o amor à primeira vista, que nada mais é do que o amor movido somente pela paixão. Eles são frágeis como cera, e nem sempre serão capazes de algum dia se tornarem &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/06/pecas-do-museu.html" target="_blank"&gt;peças em um museu&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro tipo de amor, é aquele movido pela patente humana da divisão de consciências, onde o casal tem o foco de suas atitudes pela emoção das coisas, ou pela razão das coisas. Talvez haja um&amp;nbsp;equilíbrio&amp;nbsp;perfeito entre ambas as coisas, mas geralmente tenderá a ir mais de um lado para o outro. Porém, caso o equilíbrio aconteça, então parabéns: Cá estamos falando da história das &lt;strike&gt;extintas&lt;/strike&gt; almas gêmeas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas até aqui, queria deixar outro detalhe evidente em qualquer tipo de amor: a reciprocidade da coisa em um sentindo mais amplo. Não estou dizendo que um precisa amar o outro, porque geralmente isso é mais um efeito natural de ação e reação do que ser recíproco. O que quero dizer, é sobre as semelhanças que fazem ambos terem muita coisa em comum. (e não incomum).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um gosta de fazer algo e outro não gosta, isso criará um pequeno desgaste emocional, que enquanto houver paixão, será relevado e cicatrizado de modo automático. Mas depois que o efeito analgésico passa, as feridas começam a aparecer, e se persistirem, chegam a sangrar. As semelhanças precisam ser levadas em consideração porque são elas que deixarão tudo mais fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí chega o ponto de diferenciação do Amor Idôneo para todos os demais; aqui você segura na mãos dos sentimentos e vai seguindo em frente. Note a diferença entre sentimento e emoção: Uma emoção é algo mais impulsivo, criado pelo momento e se move em uma direção rápida, com objetivos curtos e bem definidos, que logo passam. Agora o sentimento não passa assim tão rápido e tão pouco você o modifica com uma piada ou esperando o dia seguinte chegar. O sentimento é mais forte, é criado depois de todas as suas crenças, análises conscientes e subconscientes te controlarem sem pedir sua opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, você age através de um sentimento, e pouco importa que o sorriso que mostra é só a fachada das lágrimas que tenta esconder. Esse é o tipo de amor que eu considero ser o mais forte, porque dentre todas nossas vertentes da personalidade, é o sentimento o que é mais poderoso. Ao mesmo tempo, perigoso. Se a sincronia das batidas não for a mesma, então as coisas caminham de modo errado. Talvez cria-se até a ilusão de um amor diferente, que pode ser considerado como Antagônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse Amor Antagônico seria o completo reverso da alma gêmea. Ou seja, ele aconteceria por suas diferenças fortes e gritantes, e se fortaleceria nas brigas e discussões sem fim que parecem rotina. Existem pessoas que gostam de se sentirem mal, e também existem aqueles que parecem viciados em estar em alguma discussão. Ou seja, o amor realmente parece existir na forma e fôrma certa para todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Os Níveis da Escala Romântica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Aqui tudo é muito mais simples e menos complexo do que pode parecer. Tudo começa quando você encontra uma pessoa, e ela&amp;nbsp;desperta&amp;nbsp;algum interesse em você. O interesse pode ser&amp;nbsp;mútuo, ou pode requerer a fase de sedução e conquista&lt;/span&gt;. Todos os animais fazem isso, e é por isso que considero a escala romântica muito mais fácil de compreender do que uma escala da amizade, por exemplo. Como qualquer outro animal desse planeta, todos querem sobreviver, e mais do que isso, permitir que a espécie continue. Pelo menos esse é o pensamento comum e genérico de qualquer pessoa que não teve seus conceitos naturais&amp;nbsp;absurdamente&amp;nbsp;abalados pelas discrepâncias do novo milênio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando no modelo básico de machos escolhendo as fêmeas, procurando a procriação e a proteção da&amp;nbsp;prole&amp;nbsp;até que possam se defender sozinhos, então nem preciso dizer mais nada. Milhares de livros, pesquisadores, vlogueiros e todo tipo de gente já disse e repetiu isso várias vezes. A parte poética por trás disso é apenas o enfeite alegórico diferenciando os animais humanos dos outros animais &lt;strike&gt;animais&lt;/strike&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem quero gerar polêmica com essa história, porque sei como parece ser grosseiro encarar a vida desse jeito mais cru e selvagem. Mas independente disso, e dentro da maquiagem romântica de nossa sociedade, acredito que a escala do romance geralmente acontece seguindo um dos tipos de amores que citei no começo. E como ele é a base por trás de tudo, a fluidez e naturalidade das coisas tem um padrão muito instável. Então, generalizando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;Nível 1- Conhecidos&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;Note que não existe um nível 0 aqui, como existia com o caso da &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/amizade-escalavel.html" target="_blank"&gt;amizade escalável&lt;/a&gt;. Um romance pode começar entre um completo desconhecido e até com um amigo, mas o processo de conhecimento aqui tem um foco diferente. A busca de interesses é na verdade uma avaliação de todos os valores profundos de uma pessoa que podem ser exatamente os que você procurou encontrar, e aí, o primeiro nível do relacionamento acontece quando a comprovação de cada um pelos valores acontece. Se encontrá-los, parabéns. O nível dois será alcançado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;Nível 2- Namoro&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Como pulamos alguns níveis de amizade durante a fase de conhecimento alheio, o segundo nível é uma mescla entre a amizade e o que vou chamar aqui de &lt;b&gt;amor paixonista&lt;/b&gt;, para diferenciar do tradicional amor fraterno pelo próximo. Note que a paixão já começa no Nível 1, e quando se evolui para o namoro, você apenas está assumindo que aquilo merece receber uma atenção maior. E seu investimento reforça a paixão que havia antes, mas adiciona os elementos do&lt;i&gt; amor de casal&lt;/i&gt; na história. E como eu já disse lá no início do post, o namoro vai trazer para você um dos tipos de amor que pode ou não ser o mesmo vindo pelo outro. Pode ser emocional, racional ou idôneo. São apenas esses três tipos que se iniciam nessa fase, e se por um acaso foi outro que aconteceu antes, então talvez o amor a primeira vista seja seu caso. O único detalhe importante é que estou falando de amor, e não da paixão. A paixão é lógico que já aconteceu no Nível 1, mas é só no Nível 2 que o tipo de amor existente é revelado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;Nível 3- Casal&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Durante o namoro, é óbvio que haverá uma definição sobre o andamento das coisas. A convivência fará com que ambos percebam quais os defeitos mais incomodam e quais são as qualidades que não puderam ver antes. A paixão vai se tornando menos cega, e a razão permite que se descubra se vale a pena seguir as diferenças que foram vistas, ignorá-las, tentar mudá-las ou simplesmente optar pela mudança das regras do jogo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas que possuem muito medo e insegurança vão ser as primeiras a cair num poço escuro e profundo, querendo matar Deus e o mundo pelas próprias desilusões que não sabe como reinvidicar. Afinal, quando a paixão perde parte de sua "cegueira", então mesmo que o presente seja ruim e desgastante, muitos se submeterão à viver pelo sofrimento do que aceitar que um dia já estiveram cegos, e que foi apenas a cegueira do momento que os tornava felizes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um casal só se torna um casal quando ele é capaz de compreender que a sua realidade não é mais apenas sua. Assim, quando a vida parece estar mesclada, o casamento sela a união que já estava certa antes desse passo. Já ouvi gente dizendo que não estava assim tão feliz, mas que apostou no casamento como uma chance para mudar a vida e encontrar a felicidade. Mas se não havia felicidade antes, então porque raios ela existiria depois? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, minha mãe diz: "&lt;i&gt;filho, não importa as consequências, apenas se case pelo menos uma vez na vida, desejando que seja apenas uma única vez. Se não for, ao menos você terá essa experiência para levar na sua bagagem. Ninguém fica para semente, meu filho, ninguém...&lt;/i&gt;". E quando penso no possível sofrimento do fim, o tempo ri da minha cara, e é implacável: "&lt;i&gt;sofrimento é pensar demais e algum dia perceber que viveu de menos. Aí sim verá o que é sofrimento&lt;/i&gt;". Infelzimente, já vi isso acontecer com outras pessoas, e sei a que fim levaram. Ou seja, independente do casamento, o nível 3 é a chave necessária para que uma nova história se abra.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;E assim a história se fecha. Para alguns pode existir o Nível 4, que é quando ocorre alguma separação e um recomeço é iniciado. Vão se separar por algum motivo, e mesmo que ninguém se mate por isso, ainda assim vai ser uma história triste. Aposto como você também deve conhecer pessoas que depois de vários anos em um casamento aparentemente feliz, se separam. Ou então casais&amp;nbsp;tristes que se mantem presos porque tem filhos e não aceitam a idéia de que um dia poderiam ter se apaixonado. Enfim, existem casos e mais casos, e geralmente em todos eles, há uma falha que difícilmente é notada logo no início das coisas: A primeira vez que você releva um defeito de uma pessoa mas não o aceita, está se enganando. Pronto, ninguém quer ser enganado, e se a mudança planejada em seus sonhos ilusórios não ocorrer, então a história do fim já estava escrita muito antes de começar. Só você não viu. Só o casal não viu. Outros mais atentos viriam se assim fosse permitido romper a verdadeira&amp;nbsp;sinceridade que só movimenta as fofocas longe de nossos ouvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Conclusão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo tipo de amor pode ser moldado. Isso porque amar uma pessoa (no sentido de casal) é, como já disse em algum outro post perdido por aqui, transportar a realidade de alguém para dentro da sua realidade, e vice versa. Quanto mais semelhanças, mais fácil isso acontece. Note que se você transfere uma realidade que, por algum motivo, vai contra alguma crença ou experiência vivida pelo subconsciente, então aquilo é uma ferida eterna, mesmo que nem se de conta disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o outro lado não esteja disposto a transferir a sua realidade, e aí, as feridas não são incorporadas lá, mas ficam como facas na cintura para serem atacadas em um momento de insanidade. Vou tentar um exemplo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos supor que você adora móveis de madeira. E aí, conhece alguém que detesta móveis de madeira, mas adora coisas metálicas, as mesmas que você repugna. Se o casal sempre esteve apaixonado e se ama verdadeiramente, é porque cada um faz parte do outro e a realidade dos dois se tornou uma só. Eles abrirão a porta da casa deles e você verá uma estante de madeira em completa harmonia com uma mesa de centro feita de um metal bem imponente. Quem olha aquilo pela primeira vez, diz que a casa deles é linda, mas ninguém nunca imagina que só foram deparar com esse detalhe de gostos contraditórios durante a montagem do novo lar para morar. E que bom que haviam transferido a realidade de um para o outro, por isso aceitaram de bom grado e a nova idéia de que a casa ficou mais bonita daquele jeito pareceu realmente fantástica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um, usando todas as experiências de vida, tem seus motivos (mesmo que não saiba) do porque adoram algo e detestam outra coisa. E então nesse exemplo, um dos dois poderá ceder e então, vamos supor que você seja essa pessoa, e resolve deixar apenas coisas metálicas te agredirem pelo bem maior que seria o casal. Aquilo ali, querendo ou não, deixaria uma ferida em você, cujo tamanho e dor só dependem do grau de importância dessa submissão de gostos. E não importaria o quanto lhe dissessem que a sua casa era a mais bonita de todas. Seus olhos estariam completamente cegos pelo egoísmo de não aceitar novas idéias de mesclarem com as que já possuí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se você quisesse forçar que a realidade alheia fizesse parte da sua, mas seu subconsicente, que é seu &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/10/o-nosso-unico-cumplice.html" target="_blank"&gt;único e imutável cúmplice&lt;/a&gt;, não consegue concordar, pelo simples fato de que existem muitas experiências insconscientes que o fazem achar móveis de metal ruins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia é uma ferida, mas no outro, pode ser mais uma. E com o tempo, muitas feridas podem começar a doer ou sangrar, deixando&amp;nbsp;cicatrizes&amp;nbsp;na alma que talvez nunca cheguem a cicatrizar, nem mesmo com o mais poderoso dos remédios, que é o tempo. Ou seja, se a aceitação da idéia alheia não puder ser verdadeira, então tenha em mente que aquilo está contra você. E isso jamais terá volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solução que eu propus aqui foi simples. Ou seja, bastaria dividir os móveis, e equipar com metade do que você gosta e odeia, assim como o outro equipar com metade que gosta e odeia. Parece o certo, mas também é completamente errado. Consegue perceber o erro disso? Ambos dividiram a ferida, pois nenhum dos dois conseguiu incorporar uma nova realidade para si. E então, ambos saem perdendo.&amp;nbsp;Obviamente&amp;nbsp;perdem menos do que perderiam se um dos lados abaixasse a cabeça e ignorasse a voz interior. Claro que talvez a divisão dos móveis cause o efeito inverso disso, e ambos realmente passem a gostar da idéia, com eu propus que aconteceria em uma relação perfeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas e se um dia houver uma discussão, sabe quais serão os argumentos de briga que reprovarão toda história de amor construída até ali? Pois é, a culpa de que os móveis são de madeira ou de metal. E isso acontece por um motivo muito claro: Ninguém critica ou briga com a própria realidade, por isso, se aquilo fosse algo que a outra pessoa tivesse aceitado do fundo do coração, não iria ter como brigar por aquilo. Seria a mesma realidade... Então como você brigaria consigo mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está aí mais uma explicação do porque casais brigam. Eles são casais no sentido poético, mas só. São apenas duas pessoas &lt;b&gt;tentando&lt;/b&gt; compartilhar uma vida que não pertence a eles. Quanto tempo será que algo assim irá durar? Eu não tenho nenhuma bola de cristal, mas prevejo a resposta com muita naturalidade. Ah, claro, sei que você também prevê essa resposta. Otimistas vão dizer que viverão felizes para sempre, pessimistas dirão que viverão felizes enquanto durar, e realistas vão simplesmente afirmar: "Sei lá".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;&lt;br /&gt;Com isso eu fecho essa tríade sobre as três coisas escaláveis que mais serão grandiosas na vida:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte 1: &lt;a href="http://www.blogger.com/%3Cli%3E%3Ca%20href=%22http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/interesse-escalavel.html%22%20title=%22Quais%20s%C3%A3o%20seus%20verdadeiros%20interesses?%22%3EInteresse%20Escal%C3%A1vel%3C/a%3E%3C/li%3E" target="_blank"&gt;Interesse Escalável&lt;/a&gt;&amp;nbsp;→ 3 interesses primordiais&lt;br /&gt;Parte 2: &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/amizade-escalavel.html" target="_blank"&gt;Amizade Escalável&lt;/a&gt;&amp;nbsp;→ 7 passos para se ter um amigo&lt;br /&gt;Parte 3: &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/amor-escalavel.html" target="_blank"&gt;Amor Escalável&lt;/a&gt;&amp;nbsp;→ 3 etapas para notar um dos 4 tipos de amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="background: #FBF0D0; border-left: 1px dotted #000; font-size: x-small; padding: 10px;"&gt;Se quiser algum post diferente desse tema batido envolvendo reflexões de amor e amizade, experimente um dos posts menos reflexivos:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2009/01/gota.html" target=""&gt;A Gota&lt;/a&gt;&amp;nbsp;→&amp;nbsp;&amp;nbsp;Uma animação que fiz com a história de uma gota&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/06/pecas-do-museu.html"&gt;Peças do Museu&lt;/a&gt;&amp;nbsp;→ Um conto diferindo o amor e paixão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/07/danca-de-salao-oh-nao-1.html"&gt;Dança de Salão. Oh, não.&lt;/a&gt; - Minha saga sobre as danças de salão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-3806903420063310111?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/3806903420063310111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/amor-escalavel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/3806903420063310111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/3806903420063310111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/amor-escalavel.html' title='Amor Escalável'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-7640886458333696089</id><published>2011-12-10T02:10:00.000-02:00</published><updated>2011-12-12T10:12:37.230-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Amizade Escalável</title><content type='html'>Esse post é a parte 2 de uma série de 3 partes, tentando desmistificar toda a desilusão necessária para se entender o&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=mOm2ceJvKYA" target="_blank"&gt;algorítimo da amizade&lt;/a&gt;. E não obstante, essa&amp;nbsp;&lt;b&gt;segunda parte&lt;/b&gt;&amp;nbsp;é sobre os sete passos para se evoluir uma amizade; no outro &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/interesse-escalavel.html" target="_blank"&gt;texto anterior&lt;/a&gt; eu já falei bastante sobre o porque você é apenas um egoísta e interesseiro nesse assunto; e por fim, &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/amor-escalavel.html" target="_blank"&gt;na última parte&lt;/a&gt;, é a vez de considerar como seria a lógica do amor e os romances que, muita gente diz que todo amor é construído com amizade, e muita gente insiste que não se pode confundir amor e amizade. Então,&amp;nbsp;&lt;i&gt;let's go&lt;/i&gt;&amp;nbsp;para a parte 2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Contextualizando...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antigamente, quando eu queria adicionar alguém no msn, eu clicava no botão: Adicionar contato. E depois que começou a história do orkut com "&lt;i&gt;adicionar amigo&lt;/i&gt;", parece que o conceito já deturpado sobre a amizade acabou indo para o limbo de vez. Ninguém tem mais de &lt;b&gt;150 amigos&lt;/b&gt;, não importa o que a sua página do Facebook diga. É &lt;a href="http://super.abril.com.br/blogs/superblog/cerebro-comporta-no-maximo-150-amigos-diz-estudo/" target="_blank"&gt;cientificamente impossível&lt;/a&gt; e&amp;nbsp; &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/10/o-nosso-unico-cumplice.html" target="_blank"&gt;filosóficamente inaceitável.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, amigos são poucos. São raros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem pessoas que não dão o devido valor para a amizade, simplesmente porque o processo de aquisição é rápido e frenético. Já dizia &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=3oB2rMaY0ho" target="_blank"&gt;Pedro Bial&lt;/a&gt;: "&lt;i&gt;amigos vão e vem&lt;/i&gt;". E é claro que ter alguns que te acompanharão para o resto da vida muitas vezes é utópico demais. Não raramente se vê os asilos cheios de velhinhos que pareceram ter perdido a identidade ao serem abandonados por todos, até pela própria família. Na minha rua onde moro tem dois asilos, e até hoje nunca vi visitas de ninguém por lá. Exceto agora no final de ano, que vez ou outra parece que tem alguém meio triste na porta de um dos asilos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conceito de amizade escalável, que propus aqui, é tentar criar uma definição &lt;strike&gt;whatever&lt;/strike&gt; superficial de todas as etapas que envolvem uma pessoa perdida na terra até ao ápice da amizade. Dessa forma, a escala que leva duas ou mais pessoas de mundos diferentes a ter a amizade mais verdadeira do mundo depende de 7 níveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou desconsiderar para esses casos, os romances, que geralmente possuem uma regra própria, ou na maioria das vezes, bem diferente dessa. Deixo esse texto para um futuro&amp;nbsp;post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Nível 0 - Desconhecidos &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há muito o que dizer. Uma pessoa aleatória da china, se sorteada agora nesse momento e colocada diante de você, provavelmente será um desconhecido. E o desconhecido é exatamente como alguém que fala outra língua ou mora em outro mundo, simplesmente porque é impossível assimilar a existência de todas as pessoas que vê.&lt;br /&gt;O primeiro passo para iniciar uma amizade é através da comunicação, onde o fato de que ambos utilizem a mesma linguagem seja muito importante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Nível 1 - Conhecidos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tentássemos levar tudo pelo sentido literal, então o primeiro nível em uma amizade seria qualquer tipo de coisa, menos &lt;i&gt;conhecidos.&lt;/i&gt; Já tentei me afirmar &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/10/o-nosso-unico-cumplice.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/05/o-paradoxo-da-confianca.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/03/danca-de-salao-ou-nao-3.html" target="_blank"&gt;aqui &lt;/a&gt;o como é impossível da gente conhecer a si próprio, devido a tal complexidade que temos. Imagine então você dizer que conhece uma outra pessoa. É impossível, ao menos que estejamos sendo superficiais e dizendo que conhecemos apenas algum ponto dessa pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O critério aqui é muito importante, porque como você&amp;nbsp;pode&amp;nbsp;dizer que conheceu uma pessoa nova a partir do momento em que a cumprimentou ou trocaram alguma conversa em cinco minutos? Isso seria o suficiente para se dizer que conheceu alguém, quando na verdade você quis dizer: "&lt;i&gt;eu conheci sua aparência, seu nome e que ela prefere mais mpb do que blues&lt;/i&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você conversa com uma pessoa pela internet que nunca a viu pessoalmente. Se questionado sobre conhecer essa pessoa, é mais fácil responder assim: "&lt;i&gt;Ah, eu conheço Fulano, ele é de uma comunidade do &lt;strike&gt;Orkut&lt;/strike&gt; Fórum...&lt;/i&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa o que digam, mas para mim, vou tentar colocar aqui que conhecer alguém significa obter as informações básicas mais importantes dela. Se você adora paraquedismo e vai em um evento de paraquedistas, então talvez descobrir o nome de alguém lá já seja mais da metade do caminho para ter realmente conhecido alguém. Vou ser um pouco babaca aqui e definir que fora desses encontros focados, para conhecer alguém diferente você só precisaria de três informações sobre ela: nome, ocupação atual e algum tipo de detalhe em comum que justifique sua memória a querer guardar aquelas informações. Acontecido isso, a experiência acumulada promove o relacionamento para o Nível 2 automaticamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Nível 2 - Contato&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O contato é uma pessoa que você conheceu e que, por algum motivo, ocorreu a tentativa de tentar uma nova comunicação posterior. Se durante a primeira conversa você sentiu a necessidade de que aquela conversa poderia ser continuada depois, então tudo o que acontece é uma espera pela&amp;nbsp;reciprocidade&amp;nbsp;da coisa. Se a conversa ocorrer novamente e novamente, então parabéns o nível 2 acaba de ser oficializado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sabe o que acontece aqui? O contato serve para que você continue uma conversa com essa pessoa. Ou seja, apenas uma conversa, ou aquele tipo de conversa. Vamos supor que você foi há uma festa e conheceu a pessoa que fez toda a decoração do local. Enquanto estiver no Nível 2, então significa que seu interesse por aquela pessoa será apenas falar sobre o assunto recorrente durante a fase de se conhecer, que qualifica essa pessoa como a adequada para falar sobre esse tipo de assunto. Talvez o contato mantenha você afiado em lidar com dois ou três assuntos diferentes, e por isso, a experiência acumulada nesse nível varia de acordo com a quantidade de assuntos que podem ser debatidos naturalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Nível 3 - Colega/Parceiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pessoa é promovida à ser um colega (ou parceiro) a partir do momento em que o interesse de manter contato ganha uma cumplicidade. Se durante o Contato você mantém apenas uns dois ou três tipos de conversa com alguém, então vamos estabelecer que a transição para se ter um colega transcorre até que essas três ou mais conversas sobre outros assuntos ocorram com mais frequência, mas em tempos diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo é um fator importante aqui, porque um colega é aquele tipo de pessoa que você poderá contar para fazer um certo tipo de coisa, mas se essa coisa não é feita, então o colega é colocado de lado na estante. Ou seja, a partir do momento em que você tem pessoas que se encaixam dentro de uma estante, rotuladas pelo seu único&amp;nbsp;interesse atual para com elas, então ali há um colega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colegas de trabalho, de escola, de faculdade... enfim, são todas pessoas com que você possui contato, mas que os assuntos mantidos com ela são limitados ao máximo que a cumplicidade permite. Fazer um trabalho em equipe, uma parceria empresarial e coisas do tipo vão manter as pessoas em um contato mais frequente, e por isso elas chegam nesse nível. Graças ao tempo de convívio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Nível 4 - Amigo Limiar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe um ponto de transição muito tênue, mas&amp;nbsp;perceptível, entre aquele que você diz que é amigo, e aquele outro que você diz que é amigo, mas sabe que é muito mais amigo que o outro amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já falaram sobre aquela velha teoria de que todas as pessoas são apenas colegas, até que um dia façam alguma coisa divertida por aí. Eu considero que você tem um certo nível de cumplicidade entre aqueles que são colegas, mas, de certa forma quando você começa a aprofundar o nível dessa cumplicidade, então você está ganhando experiência e evoluindo aquele estágio da amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que em certo ponto, um simples &lt;i&gt;Happy Hour&lt;/i&gt; passa a fazer muito mais do que deixar você rir e se divertir naquele momento. É como ganhar a liberdade de expor mais seus pensamentos, de pedir uma ajuda ou abusar um pouco mais da boa vontade de alguém. Por isso que considero esse ponto de transição como o Amigo Limiar. Porque é aqui que existe o ponto chave que vai levar ambos a prosseguirem ou recuarem naturalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aumentam as conversas, cria-se mais afinidade e pronto. Se esse estágio passou, agora sim você tem um amigo. Pronto facebook, orkut e redes sociais. Escalação concluída com sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Nível 5 - Amigo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma diferença notável entre um Amigo e um Amigo Limiar, é que você é capaz de ficar sozinho com esse amigo e ainda assim parecer tudo natural. Se você tem pessoas que considera amigos, mas nunca esteve sozinho com elas, unidos por qualquer que seja o motivo, então sinto muito: Ali tratava-se de um Amigo Limiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São os amigos que saem com você, estão com você, mas que se isolados, não perdem o equilíbrio. Às vezes pode haver um grupo de pessoas que sempre estão ali, em qualquer balada noturna, mas tudo o que suas vidas se resumem são à essas baladas. Se por algum motivo esses são os amigos de balada, então o fato de rotulá-los já significa algo claro: Eles estão no limiar. É o tipo de pessoa que você poderá dizer que jamais esquecerá, mas que, infelizmente poderá esquecer muito mais fácil do que imagina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui, nesse nível as coisas estagnam para muitas pessoas. Algumas tem mais habilidades sociais, e certamente esse nível chegará aqui muito mais rapidamente. Outras também tem essas habilidades, mas não possuem tanta confiança alheia, e por isso nunca se quer chegam nesse estágio, mesmo quando acreditam fielmente estarem aqui. Outras pessoas, por outro lado, são anti-sociais e ainda assim conseguem chegar até esse ponto. E acho que consigo entender a lógica disso tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto menos amigos você tem, mais valor é capaz de dar a eles, e mais se esforçará em juntar toda a experiência acumulada em sua vida para avançar os níveis de amizade. Afinal de contas, para quem tem uma cesta cheia de ovos, não faz diferença que um se quebre. Mas para quem tem poucos, basta um se quebrar para que o terror pareça&amp;nbsp;insuportável. Nessa analogia barata, será que valeria a pena ter uma cesta cheia ou vazia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas regras voltadas ao &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/01/censura-capitalista.html" target="_blank"&gt;mundo capitalista&lt;/a&gt;, se pegarmos o exemplo do dinheiro, então vemos que especialistas dizem que é loucura quem faz investimentos sem diversificá-los. Uma certa cheia de opções é sempre melhor do que uma mais vazia. Mas e quanto ao todo conjunto de amigos? Será que a mesma regra se aplica? Acredito que não. Ao mesmo tempo, acredito que você poderá ter uma cesta cheia de ovos, mas evidentemente cuidará mais de uns do que outros. Os melhores, você seleciona e investe mais. Os outros, você apenas mantém. E aí, o que temos? Novamente seu foco de experiência vai evoluir as escolhas que fez para mais um nível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Nível 6 - Melhor Amigo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fase mais difícil de todas, eu imagino, porque envolve uma transição muito lenta advinda do Nível 5. Novamente, esse ponto pode ser relativo de pessoa para pessoa, porque quem tem facilidade em desenvolver uma amizade, certamente consegue alcançar esse estágio de um modo muito mais rápido e natural do que se pode imaginar a princípio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estágio de melhor amigo acontece quando você quebra algum tabu importante para você, ao mesmo tempo em que já parecia claro que não havia tabus entre ambos. Ou seja, é a descoberta de algo que não poderia imaginar existir ali. Por exemplo, algum problema que tem quem ser enfretado, e a solução mais incrível de todas vem de uma pessoa. Aí esse melhor amigo também quebrará algum tabu importante para ele, e ambos conseguem um efeito semelhante ao que já tentei descrever no &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/05/o-paradoxo-da-confianca.html" target="_blank"&gt;Paradoxo da Confiança&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pode confiar em um Amigo, e até mesmo em um Amigo Limiar, mas&amp;nbsp; no Melhor Amigo, você não precisa confiar, simplesmente porque é algo automático; você confia naturalmente, de modo inconsciente, e seria capaz de fazer qualquer coisa para que aquilo perdure. Certamente irá perdurar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, como pode parecer, o Melhor Amigo pode ser comparado a um tipo de devotação de amor sem cunho sexual. Quem sabe o segredo de tantas &lt;i&gt;FriendZones &lt;/i&gt;não seja algo parecido com isso? Um relacionamento que chega até aqui morre quando os tabus são quebrados, porque o amor existe em toda sua força, mas de modo mais fraternal, como entre pais e filhos. É como se escolhesse o irmão que se quis ter e não se teve. É como se sentisse que é só disso que se precisa e nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui acaba a história. O máximo que uma amizade chega é até o nível 6. Mas se a experiência continua fluindo, pode chegar um ponto em que acontece algo parecido com o do rompimento da barreira do som: A explosão de tudo ficando no vácuo, e descobrindo que sua realidade na verdade, acaba de ser modificada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Nível 7 - Épic Level&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, chegamos na Matrix. Quero dizer, aqui aqueles que são os melhores amigos conseguem uma proeza rara e pouco vista.&lt;br /&gt;Seria algo do tipo que Tolkien propôs com Frodo e Sam em O Senhor dos Anéis. Os mais maliciosos podem ter a visão deturpada do que é uma amizade épica e confundir as coisas. Isso porque aqui você estaria disposto a cometer muito mais sacrifícios do que cometeria por si mesmo em troca de que aquilo perdure. E sabe por quê isso acontece? &lt;strike&gt;Ficção&lt;/strike&gt;. Transição de realidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você conseguiu colocar a vida de outra pessoa dentro da sua realidade, de modo tão perfeito quanto aquele que tem em seus laços familiares mais fortes. Não é a toa que muitos confundirão isso como um amor de casal, além do mais se for entre um homem e uma mulher. Normalmente a realidade de um cidadão, só pertence ao outro quando há entrega por completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente vou ter que voltar ao Senhor dos Anéis. Tolkien descreveu um tipo de amizade utópica, porque ambos não viveriam um sem o outro. E tirando as malícias evidentes, é óbvio que se Frodo e Sam fossem de sexos diferentes (e considerando serem héteros), então Sam não estaria atrás de uma Rosinha para ele. Estaria junto de Frodo formando um casal muito unido. Ou seja, amizades em Épic Level são raras e talvez estejam só ali na ficção. E mesmo essa ficção já se torna difícil de ser analisada nos dias de hoje, porque infelizmente, nosso mundo não consegue ver a pureza e a inocência dos sentimentos sem encontrar maneiras pejorativas de encaixá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um mundo que vê a maldade em tudo, onde a mente é deturpada por idéias que se distorcem na velocidade da luz, é muito claro pra mim que toda pessoa desconhecida evoluirá ao no máximo à um grande amigo. Ou talvez isso nunca aconteça, e tudo o que as ilusões transcorrentes ao redor o farão enxergar, é um conhecido que você considera ser um amigo. Alguem ali no limiar, que não carece de total confiança, ganhando total confiança e sendo promovido à amizade. É como estar em um nível menor do que se está na realidade. Por isso que comecei a contar do nível 0 ao 7, e não do 1 ao 8. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos só sabem o que isso significa dentro da fantasia. Por favor, eu quero &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/10/o-nosso-unico-cumplice.html" target="_blank"&gt;meu melhor amigo&lt;/a&gt; imaginário de volta. Até ele sumiu depois que entrei na adolescência. Nem ele acreditou nessa história de Épic Level.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Conclusão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguir um algorítimo bastardo para qualificar uma amizade não é algo sadio para ninguém. Simplesmente sabemos quem é especial e quem não é, e simplesmente elegemos nossos amigos e ponto final. Todo o resto das conclusões é ineficaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, você pode se perguntar, e com toda razão: Por que fazer um post tentando classificar um tipo de coisa abstrata como a amizade em um patamar escalável? A não ser que eu não tenha planos de me tornar um programador do jogo &lt;i&gt;The Sims&lt;/i&gt;, realmente esse tipo de conceito parece completamente inútil. E aqui entra meu ponto: Quem disse que não quero programar nenhum jogo do tipo &lt;i&gt;The Sims&lt;/i&gt;? Confesso que já até arrisquei duas tentativas fracassadas, uma sendo uma imitação barata daqueles tamagoshis, e outro sendo um simulador de texto baseado no incrível &lt;a href="http://www.educationalsimulations.com/downloads/Lives.exe" target="_blank"&gt;Real Lives&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto nenhum tipo de&amp;nbsp;programação&amp;nbsp;flui, o conceito para quem gosta de pensar no assunto pode ser refletido. Você seria capaz de aplicar um nível de amizade para as pessoas que conhece? Você realmente conhece quem te conhece? Pois é, como dizia Albert Eintein: "&lt;i&gt;a imaginação é mais importante que o conhecimento&lt;/i&gt;". Por isso somos livres para imaginar, e pouco me importa saber a causa abstrata do sentimento, desde que eu possa ter uma forma de colocá-lo em pauta na minha imaginação.&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;&lt;br /&gt;A última parte dessa série é sobre o &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/amor-escalavel.html" target="_blank"&gt;Amor Escalável&lt;/a&gt;, onde proponho e mais algumas ideologias absurdas a possibilidade de também deixar a imaginação criar uma escala simplista que levaria as pessoas a formarem um casal que viveria feliz para sempre. Pois é, eu estou treinando minha imaginação para algum dia escrever minha própria história de conto de fadas e ver se consigo desiludir algumas crianças no futuro. Muahaha &amp;gt;D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você achou tudo bizarro, não se desespere: O espaço para comentários esta aí, e caso o texto não te agrade, experimente outros mais&amp;nbsp; coesos como aquele post sobre falando sobre o &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/11/karma-voce-tem-carma.html" target="_blank"&gt;karma&lt;/a&gt; (que até tem um vídeozinho para quem desprecia a leitura). Ou então dê uma volta para entender como funciona a &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/01/censura-capitalista.html" target="_blank"&gt;censura capitalista&lt;/a&gt; e até mesmo embarque em conspirações fracas e deprimentes sobre a &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/11/conspirando-com-wikileaks.html" target="_blank"&gt;wikileaks&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para acompanhar essa tríade sobre as três coisas escaláveis que mais serão grandiosas na vida, seguem os links:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte 1: &lt;a href="http://www.blogger.com/%3Cli%3E%3Ca%20href=%22http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/interesse-escalavel.html%22%20title=%22Quais%20s%C3%A3o%20seus%20verdadeiros%20interesses?%22%3EInteresse%20Escal%C3%A1vel%3C/a%3E%3C/li%3E" target="_blank"&gt;Interesse Escalável&lt;/a&gt;&amp;nbsp;→ 3 interesses primordiais&lt;br /&gt;Parte 2: &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/amizade-escalavel.html" target="_blank"&gt;Amizade Escalável&lt;/a&gt;&amp;nbsp;→ 7 passos para se ter um amigo&lt;br /&gt;Parte 3: &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/amor-escalavel.html" target="_blank"&gt;Amor Escalável&lt;/a&gt;&amp;nbsp;→ 3 etapas para notar um dos 4 tipos de amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="background: #FBF0D0; border-left: 1px dotted #000; margin-bottom: 10px; padding: 10px;"&gt;Veja outros textos que poderiam ser relacionados com amizade (ou não): &lt;br /&gt;&lt;ul style="list-type: circle !important;"&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/filme-sempre-ao-seu-lado.html" title="vídeos e um filme na íntegra"&gt;Filme: Sempre ao seu Lado (Divagando)&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/11/karma-voce-tem-carma.html" title="Tem certeza que temos que fazer o bem sem olhar a quem?"&gt;Karma, você tem Carma&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/08/dicas-para-sair-de-uma-desilusao.html" title="A discas de um desiludido para outro"&gt;9 Dicas para sair de uma desilusão&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-7640886458333696089?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/7640886458333696089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/amizade-escalavel.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/7640886458333696089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/7640886458333696089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/amizade-escalavel.html' title='Amizade Escalável'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-7121911088208749603</id><published>2011-12-08T20:00:00.000-02:00</published><updated>2011-12-12T10:14:20.322-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Interesse Escalável</title><content type='html'>Esse post é a parte 1 de uma série de 3 partes, tentando desmistificar toda a desilusão necessária para se entender o &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=mOm2ceJvKYA" target="_blank"&gt;algorítimo da amizade&lt;/a&gt;. E não obstante, essa &lt;b&gt;primeira parte&lt;/b&gt; é sobre o lado interesseiro das amizades; na &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/amizade-escalavel.html" target="_blank"&gt;segunda parte&lt;/a&gt; proponho os 7 passos para tornar alguém desconhecido em um melhor amigo. E na &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/amor-escalavel.html" target="_blank"&gt;última parte&lt;/a&gt;, é a vez de considerar como seria a lógica do amor e os romances que, muita gente diz que todo amor é construído com amizade, e muita gente insiste que não se pode confundir amor e amizade. Então, &lt;i&gt;let's go&lt;/i&gt; para a parte 1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Porque propus esse post?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notei, em um sobressalto, que nunca fiz aquele post que tem em todo tipo de blog pessoal. Ou seja, um texto falando sobre &lt;strike&gt;desabafos&lt;/strike&gt; amigos. E aí, olhando a própria sequência dos posts mais científicos como &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/03/mundo-virulento.html" target="_blank"&gt;apocalípse viral&lt;/a&gt; ou &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/10/salve-os-insetos-salve-o-mundo.html" target="_blank"&gt;insetos heróicos&lt;/a&gt;, eu compreendi que nunca falei sobre a amizade por de fato não compreendê-la. E antes que passe &lt;strike&gt;já passando&lt;/strike&gt; a impressão de um ser &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/05/o-lobo-solitario.html" target="_blank"&gt;anti-social&lt;/a&gt;, preciso esclarecer os motivos disso: em um dia você pode estar rodeado de amigos, e em outro, não ter mais nenhum. Porque eles se vão se você não se foi? Como pode a amizade ser passageira se, por definição, ela seria aquilo necessário para preencher o espaço de uma forte condição humana?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, minha discussão aqui é tentar refletir o porquê isso pode acontecer. Por que esse vai e vem de pessoas em um mundo que, inevitavelmente, somos todos atados ao fluxo de nascer e morrer, compadecendo da solidão que se encarregará de ocupar todas as lagunas que faltam quando deixamos de ter pessoas por perto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O corpo do Interesse&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um pouquinho de preguiça de pensar, resolvi pegar um pedaço de uma definição interessante dada por &lt;a href="http://pt.shvoong.com/humanities/1778972-amizade-segundo-arist%C3%B3teles/" target="_blank"&gt;Aristóteles&lt;/a&gt;: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-left: 1px solid #CCC; padding-left: 15px;"&gt;"Aqueles que têm Amizade desejam o bem do amigo de acordo com o motivo da sua amizade; desse modo, aqueles cujo motivo é a utilidade não têm Amizade realmente um pelo outro, mas apenas na medida em que recebem um bem do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles cujo motivo é o prazer estão em caso semelhante: isto é, têm Amizade por pessoas de fácil graciosidade, não em virtude de seu caráter, mas porque elas lhes são agradáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, aqueles cujo motivo da Amizade é a utilidade amam seus amigos pelo que é bom para si mesmo; aqueles cujo motivo é o prazer o fazem pelo que é prazeroso a si mesmo; ou seja, não em função daquilo que a pessoa estimada é, mas na medida em que ela é útil ou agradável. Essas Amizades são, portanto circunstanciais: pois que o objetivo não é amado por ser a pessoa que é, mas pelo que fornece de vantagem ou prazer, conforme o caso. "&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, nesse planeta rodeado de pessoas, quantas serão aquelas que nos cercam em busca de nossa utilidade ou prazer? Se, para esses casos não poderia ser considerado a amizade, então o que seriam essas pessoas? Inimigas? Também não.... Ou seja, mesmo que alguém diga que o único interesse de sua amizade seja somente essa, ainda assim há um interesse. O interesse que move à todos, talvez. E, quanto mais egoísmo existir em alguém, mais interesseira ela será, e aí temos a carta de caos posta na mesa: a amizade verdadeira é tão questionável quanto a falsa amizade, uma vez que ambas são sustentadas com um interesse por trás de suas intenções. A única variável da questão, é somente esse: Qual o tipo de interesse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;1 - O Primeiro Interesse&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante, talvez exista um egoísmo natural sendo exalado por cada um de nós, uma vez que a necessidade de &lt;b&gt;sobreviver &lt;/b&gt;é sempre primordial. E a sobrevivência de si próprio vem em primeiro lugar do que a sobrevivência de outra pessoa, simplesmente porque esse é o maior e mais profundo interesse de qualquer indivíduo. Mas não sejamos tolos em afirmar que isso caracterizaria alguém como egoísta, porque podemos pensar o seguinte: "&lt;i&gt;Eu preciso sobreviver para que possa ajudar outros, quando outros também precisarem sobreviver". &lt;/i&gt;Então até aqui, tudo perfeito. Nada de idéias suicidas, porque afinal de contas, mesmo a criatura que se sente a mais desprezível do mundo poderá encontrar motivação suficiente para se manter viva caso se predestine a reunir suas forças para ajudar outras pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você mal nasce e já está chorando, clamando por ajuda de seus progenitores para que lhe protejam e ensinem a ficar de pé no mundo. Suas feições indefesas, olhos grandes e sorriso inocente ajudam a criar um laço com sua família, e tudo o que você faz, mesmo sem ter a menor consciência disso, é simplesmente sobreviver. "&lt;i&gt;Bebê que não chora, não mama"&lt;/i&gt;. E é isso. Viva primeiro, questione depois. Por isso, agora que você já está vivo, então podemos questionar qual seria o segundo maior interesse do ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;2 - O Segundo Interesse&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se colocarmos um ponto de vista humilde nessa história e aceitarmos o fato de que não passamos de meros animais com a capacidade de pensar e fazer besteira, então fica fácil determinar o segundo interesse que temos após termos garantias de que vamos sobreviver: &lt;b&gt;Socialização&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, é aqui que começamos a poder colocar a parte interesseira das pessoas em foco, ao analisar todo o conjunto das amizades que se formam ao seu redor. Pegue um cachorro de rua e considere o quão fraco ele se torna quando está sozinho, vagando pelo desconhecido e sendo levado pelo destino. Mas&amp;nbsp; basta ele encontrar outros cães de rua para se tornar mais forte, pois é sempre em uma tribo ou clã que todos ganham mais força para manter o interesse primário da sobrevivência. Ou seja, é necessário socializar porque só assim que &lt;i&gt;uma mão lavará a outra&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ficar claro, existe uma diferença gritante entre socializar e ter amigos. Você pode cumprir seu papel de socialização contando piadas e alegrando pessoas aleatórias em uma viagem de ônibus. Pode se vestir de palhaço e alegrar transeuntes na rua num dia ensolarado de domingo. Você pode juntar seus colegas de trabalho para um &lt;i&gt;happy hour&lt;/i&gt; no fim da tarde, e ainda assim, continuar sendo alguém sem ninguém. Amigos estão num patamar acima da simples socialização, e é por isso que, por sorte, não podemos ser considerados egoístas só pelo fato de queremos algo das pessoas com que encontramos pela vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;3 - O Terceiro Interesse&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente chegou ao ponto que eu queria, que era voltar a reflexão lá do Aristóteles: O Terceiro Interesse, tão parecido quanto o primeiro, é pessoal. A partir do momento que você socializa e se entende como alguém no mundo, você será bombardeado por idéias e conceitos do que é certo e errado, e isso fará com que o terceiro interesse seja diferente para cada um. Só que eu quero simplificar as coisas, e por isso, vou denominar um interesse comum independente de quem seja: &lt;b&gt;O Tempo.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como assim? Que maluquice é essa? &lt;i&gt;Eu não me interesso pelo tempo!&lt;/i&gt; Então lá vamos nós: responda-me qual seu maior interesse pessoal, e facilmente descobrirá que ele não é o mesmo que tinha à 10 anos atrás, e nem será o mesmo no futuro. Seu interesse atual pode ser conseguir um trabalho na área em que estuda na faculdade, por isso vai querer se cercar de amigos da mesma profissão. Seu interesse pode ser financeiro porque o desespero dos juros sobre seus cartões de créditos está lhe tirando o sono todas as noites. Talvez seja algum interesse por encontrar uma paixão dos contos de fadas e até mesmo planejar uma viagem difícil. Todos os interesses pessoais são baseados em uma necessidade do momento, que envolvem o tempo atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, você poderia dizer que seu terceiro interesse é imutável, pois tudo o que você quer nessa vida é ser feliz. Daí vamos entrar em uma outra discussão, que é o fato de que ninguém de fato quer ser feliz o tempo todo, como se fosse uma marionete com a expressão pintada em um rosto de madeira. Não. Você pode querer ser feliz &lt;b&gt;a maior parte do tempo&lt;/b&gt;, mas não quer ser feliz quando uma desgraça abate sua vida, ou quando procura explodir a adrenalina de seu corpo em um parque de diversões só para sentir medo. E quem costa de filmes que dão medo ou de ouvir histórias sobrenaturais só pelo gostinho de se encher com uma emoção diferente? Inconscientemente, se pensamentos de tristeza o invadem sem sua conscientização, tudo indica que pelo menos para seu único cúmplice, não é a felicidade que você quer. Mas sim o tempo. Quer o tempo para si, para usá-lo de acordo com a exigência de cada situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ficar claro que o terceiro interesse do ser humano é ter esse domínio do tempo, então vamos descobrir qual é o instante em que deixamos de ter a inocência da vida moldada pelo interesse e nos tornamos egoístas mesquinhos: Você já parou para pensar que às vezes aquilo que você deseja ter agora não é o que outros desejam ter agora? Pois é, poderíamos ser considerados egoístas e interesseiros a partir do momento em que queremos algo de outra pessoa, mas essa pessoa não quer aquilo naquele momento. Caso solucionado. (E por favor, depois me diga o quão interesseiro você é, e o quanto sempre acreditou não ser).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;4 - O quarto Interesse&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há o quarto interesse. Tudo acaba quando buscamos alguma coisa pessoal, e usamos as pessoas ao nosso redor para obtê-las. Para salvar essa terrível máscara maquiavélica de nosso rosto, podemos considerar que quando o interesse é mútuo, então você deixa de ser egoísta e passa a ser amigo. Quando você sabe do interesse de outra pessoa e se doa por ela, você é solidário. Acho que a única diferença nesses três tipos de aproximação é a colocação do amor nessa história. Afinal, porque você iria se voluntariar a cuidar de pacientes com câncer se não tivesse amor por elas? Ser solidário é declarar que vai usar seu amor para ajudar os outros que precisam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, quando compartilhamos interesses mútuos, não somos apenas humanos fazendo coisas legais juntos. Estamos fortalecendo o amor, em sua maneira mais simplista e legal de ser. Como eu já propus aqui uma vez, existe o lado da &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/09/benevolencia-do-amor.html" target="_blank"&gt;benevolência do amor&lt;/a&gt;, e o lado da &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/09/malevolencia-do-amor.html" target="_blank"&gt;malevolência do amor&lt;/a&gt;; ambas caminhando de mãos dadas, mas com uma linha divisória muito clara no meio. E é claro, não vamos confundir, por favor, o amor em seu estado poético para aquele acompanhado da &lt;strike&gt;loucura&lt;/strike&gt; paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A Máscara do Interesse&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja duro aceitar o fato de que tudo é moldado por interesses, afinal de contas, desde pequenos somos acostumados a ouvir que ser uma pessoa interesseira é algo terrível. E na boa educação das coisas, criamos conceitos de como é ultrajante aquele que é egoísta. Agora se consideramos os pontos de vista de cada um, podemos ver que o lado sombrio da humanidade nem é tão escuro assim. Basta só um pouco de percepção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a gente leva em conta de que o tempo molda nossos interesses, então vamos poder responder o porque amigos aparecem e desaparecem ao longo da vida. Alguns ficam, e é esses que ficam que realmente sempre foram seus amigos do início até fim. Não importa o seu interesse ou o interesse dele, pois se ambos ainda estão alí compartilhando do mesmo, sinal que descobriram a essência da qual nenhum texto ou livro é capaz de explicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja o tal do amar incondicionalmente alguém. Ou quem sabe, em algum outro ponto de vista distante, o amor seja como a máscara que disfarça toda essa carga negativa que a palavra "interesse" trás por si própria. Você ama alguém, alguém te ama e pronto. Lá estão os dois, os três, o clã ou a tribo usufruindo de uma linda vantagem sobre a crueldade do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Amor por Interesse&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora vem um ponto chave nessa história, que é sobre o amor de casal, onde existe aquela confusão da paixão e coisas do tipo. É necessário eu colocar isso aqui porque a amizade sempre vira um tipo de coisa que frita os miolos e me remete a primeira pergunta lá do início do post: "&lt;i&gt;(...) muita gente diz que todo amor é construído com amizade, e muita gente insiste que não se pode confundir amor e amizade&lt;/i&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que dá para arriscar simplificar toda essa história se deixamos os pontos propostos até aqui bem claros: Toda pessoa quer sobreviver em primeiro lugar, e depois disso, ela precisa se socializar, nem que seja só com seus familiares. Garantido esses dois pontos, então conseguimos olhar para o movimento do tempo ao nosso redor e extrair dele aquilo que mais nos é necessário no presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aqui tudo bem, certo? Quando você encontra pessoas que tem os mesmos interesses que os seus, então você faz deles seus amigos e assim compartilham as boas experiências da vida. Quando você faz algo ignorando essa reciprocidade, então todo o cuidado é pouco: Ignore pensando em si próprio para ser um monstro, e ignore pensando nos outros para ser um anjo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então, o que será que acontece quando o nosso interesse pessoal cria as raízes da sobrevivência? &lt;i&gt;Como assim?&lt;/i&gt; A sobrevivência é tão importante que faz uma pessoa mesclar os conceitos de socialização para que seus traços genéticos continuem a espécie. Por mais rude ou frio que eu pareça estar falando, esses são fatos muito mais biológicos do que racionais; é algo que nos devota a simples essência de sermos animais no fim de todas as coisas. A ciência já gastou tempo demais comprovando que a paixão é apenas o reflexo disso: Nosso cérebro procurando padrões genéticos que, de certo modo, indiquem que um bom casal é aquele que tem mais afinidades de evolução dos que não tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, o interesse que existe no amor, seria apenas uma escala a mais de nossos interesses, onde apenas compartilhar as coisas boas não basta mais. É hora de criar uma nova realidade para que o conceito de vidas diferentes sejam transformadas em uma só. Pois é, não há escapatória alguma: Todos somos apenas &lt;strike&gt;malditas&lt;/strike&gt; pessoas interesseiras no fim de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Conclusão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O interesse é necessário. Você não encontra uma pessoa interessante porque ela é legal, e sim porque ela pode compartilhar as coisas que você procura &lt;b&gt;naquele&lt;/b&gt; momento. Será que isso não seria uma explicação do porque tantos casamentos hoje em dia aparecem acabar sem nenhuma explicação aparente? Será que a mudança dos interesses não aconteceu e isso os separou? Se levarmos em conta que o mundo de hoje dispõe de muito mais liberdade e facilidade em promover uma separação do que antes, então podemos até arriscar que isso pode até fazer algum sentido. Claro que eu não tenho experiência alguma para falar sobre isso, mas são apenas reflexões do que já ouvi e vi acontecer por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesma coisa se aplica apenas para a amizade de um modo geral. Quando eu via amigos surgindo e outros indo, e comecei a compreender que era justamente o tempo o responsável por isso. Ou melhor, os interesses que cavalgam junto do tempo. E aí, olhando para as amizades que considerei como verdadeiras, foram justamente aquelas que não se abalaram mesmo depois de tantas coisas diferentes eclodirem ao redor. Já até levantei uma outra teoria, sobre o Paradoxo da Amizade, mas deixarei isso para abordar uma outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;&lt;br /&gt;Falando em Paradoxos, já deu para perceber o quanto acho legal essa palavra, não é? Foi por isso que postei sobre o &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/05/o-paradoxo-da-confianca.html" target="_blank"&gt;Paradoxo da Confiança&lt;/a&gt; e o &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/11/escolhas.html" target="_blank"&gt;Paradoxo das Escolhas&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, e novamente, os comentários são bem vindos. Pois é, esse é meu único interesse de sua parte. De resto, não me importo. Pelo menos não nesse exato minuto em que leu esse texto. Pode ser que agora tenha mudado... =P&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para acompanhar essa tríade sobre as três coisas escaláveis que mais serão grandiosas na vida, seguem os links:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte 1: &lt;a href="http://www.blogger.com/%3Cli%3E%3Ca%20href=%22http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/interesse-escalavel.html%22%20title=%22Quais%20s%C3%A3o%20seus%20verdadeiros%20interesses?%22%3EInteresse%20Escal%C3%A1vel%3C/a%3E%3C/li%3E" target="_blank"&gt;Interesse Escalável&lt;/a&gt;&amp;nbsp;→ 3 interesses primordiais&lt;br /&gt;Parte 2: &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/amizade-escalavel.html" target="_blank"&gt;Amizade Escalável&lt;/a&gt;&amp;nbsp;→ 7 passos para se ter um amigo&lt;br /&gt;Parte 3: &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/amor-escalavel.html" target="_blank"&gt;Amor Escalável&lt;/a&gt;&amp;nbsp;→ 3 etapas para notar um dos 4 tipos de amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="background: #FBF0D0; border-left: 1px dotted #000; padding: 10px;"&gt;Aproveite e veja também:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul style="list-type: circle !important;"&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/09/benevolencia-do-amor" title="Falar mal do amor é fácil. Mas e falar bem dele?"&gt;A Benevolência do Amor&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/09/malevolencia-do-amor" title="Falar bem do amor é fácil. Mas e falar mal dele?"&gt;A Malevolência do Amor&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/08/particulas-de-energia" title="Seria possível um experimento que provasse a partícula do pensamento?"&gt;Partículas de Energia&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/03/explicacao-de-tudo-1.html" title="É possível se explicar tudo? Sim."&gt;A Explicação de Tudo [1]&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-7121911088208749603?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/7121911088208749603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/interesse-escalavel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/7121911088208749603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/7121911088208749603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/interesse-escalavel.html' title='Interesse Escalável'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-2984680010667868028</id><published>2011-12-08T11:43:00.000-02:00</published><updated>2011-12-08T12:04:24.810-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Filme: Sempre ao seu Lado</title><content type='html'>&lt;br /&gt;Tudo bem. É lógico que falar desse filme é apenas um pretexto para que eu pudesse postar alguns vídeos e procurar por outros do mesmo tema. Se você não assistiu, saiba que tem ele &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=2Z1qrhC4-Bg" target="_blank"&gt;inteiro no yutube&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/2Z1qrhC4-Bg?rel=0" width="640"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E também um segundo pretexto. É que eu iria fazer um daqueles posts que sempre existem em qualquer blog de #mimimi pessoal, que é qualquer coisa falando sobre a amizade. Por isso, em minha trilogia começando pelo &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/interesse-escalavel.html" target="_blank"&gt;Interesse Escalável&lt;/a&gt;, o segundo post seria sobre a Amizade Escalável. Mas enquanto eu estava cá com minhas divagações inúteis sobre o tema, eis que alguns vídeos me vieram a cabeça. Daí pensei em pegar um para ilustrar, mas tinha um outro que parecia mais interessante. Finalmente eu percebi que os principais vídeos que me vinham a cabeça faziam parte daqueles típicos emails corrente que vem nos Power Points que tanto detesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui estamos nós. Resolvi juntar toda a desilusão da vez para falar sobre a amizade sem falar dela. Apenas vou colocar os vídeos que deveriam ter ficado no outro post mas que achei melhor separar aqui. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Christian, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O Leão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu também acho que Christian não é um nome para se dar a um leão. Mas isso pouco importa, pois o que vale no vídeo é apenas condiderar as imagens com os fatos. Resolvi até tentar pesquisar mais sobre a capacidade de &lt;a href="http://www.bichosmania.com.br/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=321&amp;amp;Itemid=2" target="_blank"&gt;memória &lt;/a&gt;desses felinos, mas tudo o que eu achei foi só aquele monte de pesquisa furada, que divulgam como se fosse a notícia mais incrível do mundo, dizendo coisas do tipo: "&lt;i&gt;pesquisadores descobrem que gatos conseguem se lembrar das coisas&lt;/i&gt;". Ou então "&lt;i&gt;cães tem memória&lt;/i&gt;". É como se ninguém levasse isso muito a sério, ou mesmo assim, ninguém tivesse meios suficientes para se pesquisar isso de modo mais abrangente, e por isso vivem a tentar constar o que é sempre óbvio. Talvez daqui alguns anos o &lt;a href="http://www.google.co.uk/intl/en/landing/translateforanimals/tour.html" target="_blank"&gt;Google &lt;/a&gt;ou os &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/913295-cientistas-vao-testar-comunicacao-com-golfinhos-por-computador.shtml" target="_blank"&gt;computadores rastreando golfinhos&lt;/a&gt; nos dêem respostas mais precisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/QmjygVV3ZGE?rel=0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A memória desses felinos está ali, intalterada em suas boas lembranças. E então, como é possível existir tantas dúvidas e olhares incrédulos de céticos ao dizerem que os animais apenas vivem no presente? Como dizer que tudo o que passa pela cabeça deles é apenas o instinto e necas de pensamentos temporais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez que a capacidade seja menor em alguns animais, mas a generalização é sempre um erro. Até porque,&amp;nbsp; da mesma forma que existem pessoas que viram monstros quando estão com raiva, fome ou passando por qualquer tipo de ameaça, é óbvio que isso também acontece com qualquer outro animal. Mas acho que nossa visão ainda é limitada demais para entendê-los e por isso é sempre mais fácil dizer: "&lt;i&gt;pois é, eles são pensam como nós&lt;/i&gt;". Bem provavelmente pensam bem melhor do que nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Sei lá, O Outro Leão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois vídeos mostram em comum o mesmo tipo de coisa. Os leões cresceram mais não apagaram o sentimento bom que tinham pelos seus &lt;strike&gt;donos&lt;/strike&gt;cuidadores. Se fossemos levar uma analogia disso tudo aos estudos da área de psicologia, poderíamos dizer que eles também possuem um motor que alavanca as conexões com os sentimentos em suas lembranças.&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/jTRygWMGIfs?rel=0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os seres humanos, que possuem a visão muito bem desenvolvida, talvez bastaria olhar para uma foto para se encher de alegria ou raiva de alguém. Em animais que a audição ou o ofalto são muito melhores que os nossos, é bem provável que a forma de lembrarem da gente seja bem diferente, mas ainda assim cause o mesmo tipo de impacto ou sentimento. Então vamos considerar que tanto os cães quanto os gatos usem do olfato para criar conexões de nossa existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira coisa a analisar, é que em teoria não existe cheiro ruim. O que nos faz definir que um determinado tipo de cheio é ruim ou não é apenas um punhado de células que mandam um sinal para o cérebro, e o cérebro busca informações do cheiro em nosso sistema imunológico, como que se perguntasse: "&lt;i&gt;E aí, essa substância faz mal?&lt;/i&gt;" Se o sistema imunológico acredita que sim, então a sensação que será repassada é que aquilo é desagradável. Dá para ler alguma coisa mais explicada &lt;a href="http://saude.hsw.uol.com.br/cheiro.htm" target="_blank"&gt;aqui nesse link&lt;/a&gt;, mas o ponto onde quero chegar é o fato de que basta um tipo de percepção ser diferente para que nós tenhamos a tendência a julgar e caracterizar tudo pelo que vier primeiro na cabeça. Ou seja, humanos são animais racionais em que sentido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Um Instinto do Cão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/eDJM-gNNKGU?rel=0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse vídeo do cãozinho atravessando uma rodovia para salvar o outro cão morto pode ser muito triste, se você pensar que ele queria salvar o companheiro, mas o mesmo já estava morto. É como se ele não tivesse noção das coisas, ou então, tivesse a esperança de que o episódio trágico fosse revertido. Eu acredito na segunda opção, porque é óbvio que ele tinha noção do perigo que corria.Talvez não de modo tão avançado quanto nós, mas ele sabia que não estava em nenhum paraíso tropical. Acho que seria mais algo como "&lt;i&gt;contarei com a sorte, e apenas farei o que tenho a fazer".&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Medicina Felina&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/q7DkAIFbJDw?rel=0" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma, acho que a cena do gato fazendo massagem cardíaca em outro companheiro também já foi vista. O intrigante, como se imagina, é como ele poderia ter aprendido esses conceitos, que muita gente (eu por exemplo) não sabe como faz. Eu poderia acabar tudo aqui e let's move. Mas eu tentei encontrar alguma resposta, e por isso me veio a primeira pergunta comparativa: Quem inventou (ou descobriu) a primeira massagem cardíaca?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tem muitos outros casos por aí, que daria para ficar muito e muito tempo refletindo. Quantas vezes não aparece uma notícia aqui ou ali dizendo de alguma mãe gata adotando filhotes de passaro ou coisa do tipo? Como questionar a lealdade que existe entre muitos cães e seus donos? Vez ou outra aparece uma notícia dizendo que um cão tentou guiar as pessoas para que socorrecem um outro companheiro. Enfim, daria para passar muito tempo aqui...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe você não pode ajudar compartilhando seus vídeos ou histórias nos comentários?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="background: #FBF0D0; border-left: 1px dotted #000; padding: 10px;"&gt;E enquanto a saga sobre a escalabilidade das coisas não é publicada, tem mais coisas que pode se ver perdido aqui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul style="list-type: circle !important;"&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/interesse-escalavel.html" title="Quais são seus verdadeiros interesses?"&gt;Interesse Escalável&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2008/12/incluso-digital.html" title=""&gt;Animação: Inclusão Digital&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/movimento-gota-de-nata" title=""&gt;Movimento Gota de Nata&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/11/escolhas" title=""&gt;O Paradoxo das Escolhas&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-2984680010667868028?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/2984680010667868028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/filme-sempre-ao-seu-lado.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/2984680010667868028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/2984680010667868028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/filme-sempre-ao-seu-lado.html' title='Filme: Sempre ao seu Lado'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/2Z1qrhC4-Bg/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-4675780986014287189</id><published>2011-12-05T20:52:00.001-02:00</published><updated>2011-12-21T11:03:34.494-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Datados'/><title type='text'>Movimento Gota de Nata</title><content type='html'>Vou apenas postar três vídeos na seqüência. Talvez você tenha visto todos, ou talvez apenas aqueles com mais celebridades inclusas. Sem mais, basta assistir o que ainda não viu, se ainda não viu, e criar entrar na sua própria desilusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/TWWwfL66MPs?rel=0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, o vídeo contra resposta desse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/feG2ipL_pTg?rel=0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais um para mais informação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/xnitmB22JtQ?rel=0" width="640"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também tem a continuação desse vídeo acima, que pode ser visto nesse link aqui: &lt;a href="http://youtu.be/E8-ARMhdJwM" target="_blank"&gt;http://youtu.be/E8-ARMhdJwM&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/kp5dwON3q4o?rel=0" width="640"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, claro, vou ter que concluir que ainda poderia haver um quarto vídeo, que é o mais relevante dessa história. Mas com certeza você também já viu. É aquele do &lt;a href="http://youtu.be/Cyu5x_cSzH4"&gt;Rafinha Bastos&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que nem há muito do que se dizer aqui. De qualquer forma, dando uma olhadinha nos links de referência do segundo vídeo, tem muito mais informação relevante lá do que no vídeo original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é sempre uma boa reflexão para se fazer, principalmente quando nós formamos uma opinião de um assunto sem de fato estar lá, se importando com aquilo de verdade. Ou mesmo que se importe em razão da demagogia, mais uma vez vou repetir o que já disse aqui quando teorizei &lt;strike&gt;uma prepotente&lt;/strike&gt; &lt;a href="http://enquanto%20houverem%20questionamentos,%20tudo%20indica%20que%20a%20verdade%20pode%20mudar%20e%20evoluir%20junto%20de%20seus%20conceitos.%20/" target="_blank"&gt;explicação para tudo&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-left: 1px solid #CCC; padding-left: 15px;"&gt;&lt;i&gt;"Não importa se você vai manter o respeito pela opinião &lt;strike&gt;de seus conhecidos&lt;/strike&gt; dos outros e não mudá-la. (...) A verdade continua a mesma, ou do contrário, ninguém conseguiria manter tantas dicussões recorrentes ao mesmo assunto. Enquanto houverem questionamentos, tudo indica que a verdade pode mudar e evoluir junto de seus conceitos." &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="background: #FBF0D0; border-left: 1px dotted #000; padding: 10px;"&gt;A Desilusão maior não é essa, penso eu. Uma vez assinado o abaixo assinado e mudado de opinião, não é fácil remover a assinatura. Acho que essa é a desilusão de todas as assinaturas que prestamos. Você assina um contrato para qualquer coisa e pronto, se mudou de idéia, pague com as multas. É como se mudar de idéia fosse um crime, e não espanta com isso, ver como existem tantas e tantas pessoas que parecem ser uma pedra de textos imutáveis. Já dizia Raul Seixas: "&lt;i&gt;O melhor é ser essa metamorfose ambulante&lt;/i&gt;".&lt;br /&gt;&lt;ul style="list-type: circle !important;"&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/03/explicacao-de-tudo-1.html" title="É possível se explicar tudo? Sim."&gt;A Explicação de Tudo [1]&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/10/o-nosso-unico-cumplice.html" title="Quem está por trás de seus questionamentos?"&gt;O nosso único cúmplice&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/11/voce-tem-certeza.html" title="É bom ou ruim ter dúvidas na cabeça?"&gt;Você tem certeza?&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/interesse-escalavel.html" title="Quais são seus verdadeiros interesses?"&gt;Interesse Escalável&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-4675780986014287189?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/4675780986014287189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/movimento-gota-de-nata.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/4675780986014287189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/4675780986014287189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/12/movimento-gota-de-nata.html' title='Movimento Gota de Nata'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/TWWwfL66MPs/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-2681713840093256134</id><published>2011-11-29T01:35:00.000-02:00</published><updated>2011-11-29T09:27:37.675-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Karma, você tem carma</title><content type='html'>&lt;b&gt;Calma&lt;/b&gt;. Eu sei que o trocadilho do título foi péssimo, mas eu precisava disso para falar sobre uma teoria interessante em que eu acredito, mas que talvez soe como piada, e pode ajudar a descambar tudo de vez&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Karma Ghost (Fantasma do Karma) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais nada, queria propor um vídeo, de certa forma bem antigo já, mas muito bem contextualizado dentre o que quero dizer. Ou seja, dessa vez nem precisa ler o post: Pode apenas ver o vídeo, que é curto e interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/T8WJFDoQTa4?rel=0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabendo que você, de alguma forma, deixa rastros de si por onde passa, até é lógico acreditar que coisas boas vão acontecer quando você estiver bem consigo mesmo, já que os rastros ao seu redor estarão espelhando esses sentimentos. Seu padrões de comportamento estão fazendo com que você aja colhendo as coisas que planta sem saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso já é comprovado, seja por &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/08/particulas-de-energia.html"&gt;teorias envolvendo DNA&lt;/a&gt;, Programação Neuro Linguística, fé religiosa, &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/08/refletindo-o-segredo.htmlhttp://ledarkeep.blogspot.com/2010/08/refletindo-o-segredo.html" target="_blank"&gt;fé tendenciosa&lt;/a&gt;, Genki-Dama, enfim: Quem procura coisas acha, e quem acha coisas que não procura, é porque anda procurando sem saber. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, se no nível consciente você tem idéias de pobreza, mas caso &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/10/o-nosso-unico-cumplice.html"&gt;seu subconsciente&lt;/a&gt; esteja "obsecado" em ser um miolionário, então as oportunidades de lhe atrair riqueza serão percebidas com mais facilidade. Oportunidades aparecem diante de nós muitas vezes, mas quando não procuramos por elas, simplesmente parece que não somos capazes de enxergá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vamos ao ponto: O que isso tem a ver com carma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;De novo, as Escolhas Difíceis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não dizem por aí que a história de nossas vidas é a história de nossas escolhas? Pois ainda assim acho que se não houvessem oportunidades, então não conseguiríamos fazer escolhas. É mais como aceitar ou recusar aquilo que aparece diante de nós. E uma coisa certa é que se tivermos com pensamentos positivos, então vamos "enxergar" melhor as boas oportunidades, e mesmo em conversas casuais, as oportunidades boas surgirão porque nossas &lt;strike&gt;energias&lt;/strike&gt; idéias estão movimentando outras pessoas também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, o contexto sobre &lt;b&gt;destino &lt;/b&gt;parece começar a caminhar de modo mais lógico; quando você estiver no topo da montanha e olhar o caminho que percorreu, vai se assutar com o quão longe chegou, e o quanto de coisas aconteceram no meio do caminho que o fizeram chegar lá. E é com essa base que a idéia de "destino" vai parecer mais visível, já que o destino é o caminho percorrido até ali, que por nosso desconhecimento com o futuro, vão parecer muito bem escritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Muitas pessoas vão ter facilidade em encontrar muitos detalhes e coincidências que evidenciarão completamente a existência do destino. Talvez, essa pessoa possa até ter passado sua vida buscando coincidências, e numa espécie de conexão de buscas, tais coincidências aconteciam com mais facilidade. Ou seja, novamente acaba sendo uma questão de ponto de vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Perdendo Karma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só quem tem muita dificuldade para dizer "não", sabe como é viver aceitando escolhas que certamente não teria escolhido. Pelo lado bom, muitas vezes também acaba ajudando mais, e esperando menos dos outros. Não importa o quão atarefado eu esteja, se alguém me pede ajuda, eu faço. Acredito que cada ajuda dessas doa um carma positivo para alguém. E é aí onde quero considerar a idéia do vídeo inicial: Esse carma é benigno, e caso a pessoa que o receba não aja sendo boa, então aquele carma se &lt;i&gt;sentirá&lt;/i&gt; triste, ou mesmo &lt;i&gt;ficará&lt;/i&gt; com raiva, e quando menos a outra pessoa espera, já está carregada de fantasmas ruins, que a princípio sempre foram bons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pode fazer o que quiser, mesmo tendo idéias claras do que é o certo ou o errado. Quando você faz algo que é bom, como ajudar alguém apenas pelo prazer de ajudar, você está &lt;b&gt;deixando&lt;/b&gt; o seu carma bom para aquela pessoa. E isso explicaria o porque os bonzinhos parecem sempre levar a pior: Eles deixam o carma bom que adquirem, mas nem sempre adquirem mais com a mesma facilidade que cedem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então, como nós podemos adquirir o carma bom, se ao fazer coisas boas eles somem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ganhando Karma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo essas metáforas bizarras sobre fantasmas bons e ruins que levamos aos outros, podemos então considerar só um meio prático de melhorar nosso &lt;strike&gt;destino&lt;/strike&gt; carma. Recebendo-o através de outras pessoas. Muita gente (eu por exemplo) acabo sendo um completo egoísta por sempre estar apto a recusar a ajuda. Eu bloqueio o carma positivo sem saber, ao passo que isso poderia me ajudar, e quem sabe, ajudar a outra pessoa que pelo fato de &lt;b&gt;perder&lt;/b&gt; seu carma comigo, iria atrás de mais para recompensar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas idéias malucas parecem entrar em colapso quando você analisa casos de pessoas específicas, como aquelas que são vítimas de doenças graves, ou acabam numa cadeira de rodas (isso quando não morrem), e ninguém entende o porque daquilo. Numa busca por respostas lógicas, o espiritismo diz que tudo o que alguém sofre hoje é culpa de sua reencanação, que era um demônio no passado. Budistas dizem que quando mais prazer e alegria você busca, está mais propenso a sofrer alguma tragédia inacreditável. Enfim, muitas crenças tentam explicar o porque coisas ruins acontecem, e como verdade universal, sempre nos deparamos com uma espécie de grande injustiça nos fatos: "&lt;i&gt;Ah, mas ele era tão bom... Nunca fez nada de mal, e veja só o que aconteceu...&lt;/i&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que, o excesso de bondade é prejudicial? Será que de tanto alguém levar seus fantasmas bons, acabou que ficou sem nenhum, e aí os maus o impregnaram? Não vou ser leviano de querer pensar numa resposta, até porque cada um pode fazer uma análise rápida sobre a roda dos mundos ao seu redor. Quem sofre bullyng na escola, geralmente quem é? Quem é honesto, como é recompensado pelas leis do país? Empresas que pagam todos seus impostos em dia geralmente fecham depois de quanto tempo, segundo o próprio Sebrae?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, o mundo é maligno. Feito para pessoas malignas que o alimentam. Nesse mundo, basta ser alguém bom para que tentem destruí-lo e corrompê-lo sem piedade. E aí, quando alguém se deixa corromper, aceita receber todos os fantasmas malignos que estavam rodeando-o. Esses fantasmas lhe fortalecem, mas ao mesmo tempo, só contribuem para afundar o resto de um planeta doente. Em todo sangue que enevoa a atmosfera, certamente são os bons que mais sofrem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, até mesmo ganhar carma positivo é dificil, porque ele está cada vez mais em extinção. Naturalmente, como já disse no início, a vida é feita de oportunidades, e essas oportunidades são vistas de acordo com nossa busca inconsciente. Olhe para seus amigos, sua família e veja como encontrou pessoas cheias de carma bom com elas. Tudo o que tem que fazer agora parece claro, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compartilhe seu carma com pessoas boas. Assim, você &lt;b&gt;perderá&lt;/b&gt; seus fantasmas bons, mas ganhará outros bons, porque ele virá daqueles que não tem maus fantasmas para compartilhar. O sentido é simples e prático: afaste-se do problema, e assim nunca precisará encontrar uma solução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Conclusão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de tantas voltas tentando discutir uma simples animação em flash, creio que a conclusão ficou clara. Destrua sua máscara do egoísmo e ajude os outros somente quando fizer isso de bom coração, pois isso te livra de um fantasma bom, mas também permite que outro se aproxime. Se vier um carma negativo para seu lado, aprenda com ele, e tente convertê-lo. Carmas negativos são mais fortes e resistentes, mas caso você consiga torná-los bons, já imaginou o poder que teriam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceite ajuda quando precisar, mas somente de pessoas que também estejam dispostas a fazer de bom grado. Essas pessoas irão lhe entregar um fantasma bom que era delas, e por isso você tem que reconhecer a importância magistral disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, e esqueça aquela balela de "&lt;i&gt;Faça o bem sem olhar a quem&lt;/i&gt;". Isso é conversa de gente ingênua, que por ajudar com os olhos vendados, acaba não só perdendo todos os seus fantasmas positivos, como também fortalecendo muita gente ruim que não os merecia. Muitas pessoas ruins estão aí se fortalecendo e destruindo o mundo por culpa de pensamentos como esse. O pensamento correto, acredito eu, seria simplesmente: "&lt;i&gt;Faça o bem entendendo por quem&lt;/i&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu precisava desse soco no meu próprio estômago. Afinal de contas, como já disse Carlos Drummond de Andrade: "&lt;i&gt;A dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional.&lt;/i&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-top: solid 1px #CCC; margin-top: 5px; padding-bottom: 5px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Lembre-se que você não necessariamente deixará seu carma bom se deixar um comentário: pode xingar e reclamar do tempo perdido, deixando para mim seu acúmulo de fantasmas negativos aqui. Eu os coleciono e não me importo em recebê-los.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-2681713840093256134?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/2681713840093256134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/11/karma-voce-tem-carma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/2681713840093256134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/2681713840093256134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/11/karma-voce-tem-carma.html' title='Karma, você tem carma'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/T8WJFDoQTa4/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-5287702579656213000</id><published>2011-11-23T11:52:00.000-02:00</published><updated>2011-12-02T12:37:52.259-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vivência'/><title type='text'>Dança de Salão. E então? [5]</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: small;"&gt;Se você entrou nesse post, saiba que ele faz parte de uma saga. É como se fosse uma única história&lt;/span&gt;, e essa é a parte 5. Caso tenha paciência, então poderá ir acompanhando aqui os textos anteriores: &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/07/danca-de-salao-oh-nao-1.html" target="_blank"&gt;parte 1&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/08/danca-de-salao-oh-nao-2.html" target="_blank"&gt;parte 2&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/03/danca-de-salao-ou-nao-3.html" target="_blank"&gt;parte 3&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/07/danca-de-salao-eu-nao-4.html" target="_blank"&gt;parte 4&lt;/a&gt;. Caso não tenha paciência, então certamente pode fechar esse post agora. O texto é logo e chato, porque tenta trazer a ideia de que não será uma simples atitude, como no meu caso a dança, que vai mudar o comportamento de alguém. A raiz é fixa e resistente, e ela só modifica com uma série de atitudes, por isso, talvez esse post nem seja sobre a &lt;b&gt;Dança de Salão&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;E então?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, as aulas aconteciam no ritmo normal, e nada de diferente parecia mover o mundo. Mas houve um porém, que o mundo parecia realmente não se mover, pelo simples fato de que havia acabado toda a energia elétrica do lugar. Daí que sem força, todos ficaram na expectativa de voltar a luz para que se iniciasse a aula. Vinte minutos e o primeiro limite de tolerância de tempo foi atingido. Eu soube disso porque alguém disse que iria embora, e sentindo que aquilo era a chegada de um trem em uma estação, muitos aproveitaram para embarcar nessa viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda existia um grupo mais perseverante, que acreditava no milagre &lt;strike&gt;divino&lt;/strike&gt; da companhia elétrica para resolver o problema. Para uma espera mais agradável, quatro alunos sentaram em uma mesa, dessas de bar, que havia em uma lanchonete fora do salão de dança, ao ar livre. Eu me vi sentado ali querendo, na verdade, estar em casa. Inicia-se alguma conversa genérica falando sobre as aulas e a demora para luz voltar, e alguns minutos depois aparecem mais alguns alunos atrasados para compartilhar daquele dia frustrante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fácil notar como a conversa foi evoluindo. O assunto genérico levou as pessoas à falarem desde acontecimentos bizarros na noite, riscos casamenteiros e piadas de humor-indefinido. Foi ali que senti a importância de se jogar conversa fora, de um modo como ainda não havia chegado a analisar. Ouvi histórias sobre vergonha alheia, medalhas, sedução insana, crianças malucas... enfim, muita coisa. Mas naquele dia eu não estava tão incomodado com o fato de ser o mesmo &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/05/o-lobo-solitario.html" target="_blank"&gt;lobo solitário&lt;/a&gt; de todas as vezes, simplesmente porque eu me sentia incluso no grupo. Mesmo sem dizer uma única palavra, ainda assim acabei me sentindo bem, e imaginando o como seria bom que outras falhas de energia elétrica ocorressem novamente para recriar aquele acontecimento novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse &lt;i&gt;#ForeverAlone&lt;/i&gt; na vida real existia. Alguém cuja única esperança de interação social estava em uma conversa aleatória da qual não participava e que só aconteceu devido à circunstâncias muito precisas. Alguém que decidiu começar a fazer aulas de dança de salão achando que isso &lt;i&gt;mataria &lt;/i&gt;sua timidez, e se viu em um cenário oposto. Era a timidez ganhando mais força, e talvez fosse ela, que no fundo &lt;strike&gt;me&lt;/strike&gt; lhe &lt;i&gt;mataria&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Um besta nocivo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez eu me fiz a pergunta que todos deveriam fazer periodicamente a si mesmos: "&lt;i&gt;Eu sou alguém nocivo aos outros?&lt;/i&gt;". Uma pessoa nociva é aquela que faz mal, que serve como veneno para quem se aproxima dela. E, devido ao meu simples estado besta de ser, será que por algum motivo eu não levava a mesma dose de veneno que havia dentro de mim para os outros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma boa observação das pessoas ao nosso redor, conseguimos facilmente identificar aquelas que parecerem ser feitas de pedra (indiferentes), de doce (atrativas), de pimenta (requerem cuidado em qualquer aproximação), de jiló (desinteressantes), enfim... Existem pessoas de tantos tipos, que uma das mais perigosas é aquela que contém veneno. Como todo veneno, ninguém pode imaginar que é veneno até que se tenha tomado uma dose dele. Às vezes, uma dose pode ser letal. &lt;i&gt;E é isso que mata&lt;/i&gt;, &lt;strike&gt;literalmente&lt;/strike&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ali, numa espécie de refluxo cuspido pela minha alma, eu senti o gosto amargo daquilo que me fazia mal de verdade. Senti meu corpo querendo expulsar o câncer de espírito, e cada vez que ocorria uma falha, era como se o castelo de cartas desmoronasse e tudo recomeçasse do zero. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cartas para se montar um belo castelo não são a cura de nada, mas elas te ajudam na distração para não pensar no problema. E eu percebi que as aulas de dança eram justamente isso. Elas eram a distração de meus problemas, e não a solução. Do contrário, essa saga interminável de posts já teria acabado em duas ou três partes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora veremos o ponto onde quero chegar: Se o corpo tenta expulsar o veneno e a mente impede, sinal que a mente é o problema, porque ela é burra demais. E essa mente besta me tornara nocivo sem saber. Talvez fosse a energia que tornava aqueles ao redor tristes, porque a tristeza é tão contagiante quanto a alegria. Não é a toa que pessoas tímidas, assim como eu, são vistas na maioria das vezes como pessoas mal encaradas, frias ou perigosas. O simples fato de ter uma certa dificuldade de interação faz delas pessoas que expelem um vírus ao invés da cura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Então como resolver isso?&lt;/i&gt; Foi a pergunta que eu fiz. Já que a dança de salão era apenas uma forma de me distrair enquanto o problema não mudava, então porque não desistia dessas aulas? A resposta óbvia, é que todo grão de areia ainda assim é um grão de areia. Ou seja, por menor que fosse o impacto daquilo no quesito de socialização, ainda assim tinha sua parcela &lt;strike&gt;impercepitível&lt;/strike&gt; de ajuda. Resolver esse problema era prioridade, mas ainda assim parecia um mistério sem resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Alavanca&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por incrível que pareça, é agora que o primeiro tópico desse post entra em prática: Pessoas certas, nas ocasiões certas. Essas pessoas, talvez amigos, talvez apenas conhecidos, são como a &lt;b&gt;alavanca&lt;/b&gt; para te forçar a realmente a mudar as coisas que parecem impossíveis de serem mudadas por si só. Só para adiantar: conselhos mais atrapalham do que ajudam, e servir de ombro para &lt;i&gt;#mimimi&lt;/i&gt; é prejudicial para os dois lados. O que resolve são pessoas que entendem seu problema e te dão um empurrão para fazer aquilo que você precisa fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sabe onde entra a variável dessa história? Ninguém pode esperar que o empurrão venha naturalmente. Se você espera ser empurrado, tudo o que acontece é cair em mais um erro, que é a do comodismo pela segurança inexistente. Ninguém está&amp;nbsp; aí para segurar na mão de ninguém, e mesmo o seu &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/10/o-nosso-unico-cumplice.html" target="_blank"&gt;único cúmplice&lt;/a&gt; a ceder confiança, que é você mesmo, é cheio de falhas. Ou seja: &lt;i&gt;"Getting Real&lt;/i&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alavanca de uma pessoa pode vir de diversos motivos diferentes. Algumas encontram a alavanca em terapias com psicólogos ou psiquiatras, outros encontram com remédios, outros com pessoas certas, outros com acontecimentos inesperados, enfim... Para que uma mudança ocorra de fato, é necessário apenas descobrir onde está essa alavanca. Todos aqueles milhares de livros de auto-ajuda (que para mim nunca ajudam ninguém) deveriam tentar deixar claro somente isso: Se você não tem memória litográfica ou uma disciplina dos monges ninjas da china, então esqueça. A &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/04/corrente-da-motivacao.html" target="_blank"&gt;corrente motivacional&lt;/a&gt; é uma farsa, ao menos que exista uma alavanca nela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só para tentar resumir uma parte da coisa: Ninguém é capaz de mudar porque a consciência sua não exerce poder nenhum sobre você. Parece estranho &lt;strike&gt;ouvir&lt;/strike&gt; ler isso, mas tente descobrir como é a desilusão mais aterradora da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua mente inconsciente dá uma leve parcela de seu minúsculo poder quando você acorda pela manhã e tem consciência que já havia dito para si mesmo que iria levantar sem pensar duas vezes. Mas não adianta, algum impulso automático o faz deixar o despertador dar só mais alguns minutos de descanso. Você pode ser consciente demais ao dizer que nunca faria tal coisa, e aí, parecendo um absurdo, você vai lá e faz. Ou seja, tentar colocar ideias na sua cabeça de que você precisa mudar, ou que você fará isso ou aquilo para mudar simplesmente não funcionam. A receita do bolo que muitos procuram não existe. Ou talvez exista, e ela seja isso que proponho de ser a alavanca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizendo tudo isso parece que tenho alguma moral para lidar com afirmações tão perigosas. Parece até que quem me viu ontem e me viu depois desse post vai parar alguns segundos e dizer olhando pra mim: "&lt;i&gt;Cara, é você mesmo?&lt;/i&gt;". Mudanças demoram para acontecer, e quanto maior for a quantidade de veneno carregada por si, maior é o tempo para completa purificação. E muitas vezes, a limpeza nem é tão eficaz assim. Ou talvez, como é provável, nunca ocorra. Todos que hoje são de um jeito, amanhã podem ser de outro, ao menos que saibam muito bem para onde a inconsciência acabará levando o rumo de tudo e construindo o destino. Mas quem aqui pode falar de destino? Quem pode prescrever o futuro em sua maestria inventiva?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Convite&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas vão te convidar para participar de algum evento social. Você pode recusar a primeira vez, ou a segunda. Pode até recusar umas três ou quatro vezes, mas depois disso, acaba. Depois disso você é automaticamente excluído dos convites, justamente porque era isso que procurava. Nesse tipo de desilusão comum, o que sobrava era o alimento de apenas mais desilusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já estava com um nível elevado de invisibilidade, e conseguia ser ignorado sem o menor esforço. Ao mesmo tempo, sabendo que aquilo era minha fábrica de cada vez mais veneno, então eu precisava reverter a situação, mas não tinha um único ponto de partida. E aí, quase sem querer, eu passei perto de um grupinho que conversava alguma coisa entre eles. Como eu estava indo embora e conhecia todos daquele grupo, consegui ir lá para se despedir deles. E foi aí que o convite foi feito, mas já ignorando minha ida: "&lt;i&gt;A gente estava aqui combinando de ir em um baile no sábado, mas já sabemos que não vai, então nem te chamamos&lt;/i&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse tipo de frase é aquela que serve como uma micro-alavanca, porque funciona como um golpe no estômago, dizendo sem rodeios e na sua cara de que você se auto-excluí por idiotice própria. E então, decidido a dar um passo letal de mudança e enfrentar todos os medos e criar um recomeço, eu estufei o peito e disse: "&lt;i&gt;Ah, é.&lt;/i&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não iria dizer nada diferente mesmo,&amp;nbsp; é óbvio. Só que tentando corrigir a falha, automaticamente emendei minha desculpa padrão: "&lt;i&gt;Eu posso ver isso, mas talvez não consiga ir, porque tenho alguns compromissos&lt;/i&gt;". Que compromissos seriam esses, pensava comigo mesmo: "ficar na frente do computador criando textos de #mimimi para esse blog?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já sabendo o que deveria fazer, eu resolvi provar a mim mesmo que pelo menos uma vez não deixaria minha inconsciência fazer o que queria. Eu iria ter disciplina o suficiente para enfrentar um medo tolo e seguir em frente. Mas não foi fácil, e duvido que alguém que não tenha esse tipo de problema saiba como é. Cinco minutos depois de colocar uma ideia firme de ir naquele baile, já começaram a aparecer vários pensamentos negativos que meu lado subconsciente estava desesperadamente tentando criar. O coitado gastou toda sua criatividade moldando meu comportamento para que eu desistisse da ideia. E eu desisti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas foi uma desistência rápida, porque eu decidi que não precisava tentar brigar com meus medos estúpidos. Eu podia jogar com eles, e pensei em tentar enganar a mim mesmo com um plano de auto psicologia reversa. Conversa de louco que está dentro de um hospício, eu sei. Pois é, nem todo mundo é capaz de saber o que se passa na cabeça de um louco, então vou explicar como é, simplesmente contando meu plano infalível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Auto Psicologia Reversa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Racionalizei por alguns minutos: de onde vem o medo e a insegurança? Obviamente vem de experiências negativas, que de certo modo traumatizaram ou obrigaram a mente a desenvolver um sistema de auto proteção complexo para evitar que novas experiências ocorram. Sendo assim, a atitude de uma pessoa não é escolhida apenas por ela, e sim por todos os valores que ela já adquiriu ao longo da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabendo disso, então a coragem, que na verdade é a ausência do medo, seria exatamente o contrário; ou seja, experiências positivas que viciam o cérebro e o forçam a repetir essas coisas para que as mesmas aconteçam novamente. A dor serve para que evitemos, e o prazer, para que continuemos. Por isso, se houvesse uma experiência muito boa, ela poderia entrar em choque com uma experiência negativa, e fazer a mesma perder força. Já foi provado que aquilo que nos faz mal é mais difícil de ser ignorado ou removido da cabeça, porque é assim que a natureza nos prepara para a sobrevivência: Um prazer é um prazer, e pronto ele passa; agora um perigo é sempre um perigo, e nunca desaparece enquanto a hostilidade do momento perdurar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, como eu poderia enfrentar um medo, sendo que eu não teria nada para provar para uma cabeça ignorante de que não estou numa selva ou no período das cavernas, de modo que o isolamento não vai proteger minha sobrevivência, e sim o contrário? Criando um &lt;b&gt;&lt;i&gt;inception &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;em mim mesmo, eu busquei seguir uma estratégia que pudesse cumprir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez que surgisse um pensamento negativo, eu automaticamente o bloquearia. E além disso, reforçaria o momento pensando no lado positivo das coisas. Parece aquele papo do &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/08/refletindo-o-segredo.html" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;the secret&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; (O segredo), e talvez seja. Mas, a idéia aqui não era pedir nada desse universo cansado de tantos pedidos. Era simplesmente ser otimista ao máximo possível, ignorando tudo e qualquer coisa que fosse o contrário disso. Quem sabe assim, fazendo disso um hábito, talvez houvesse uma chance de reverter a situação por completo. Criei um hábito de comportamento consciente que pudesse me ajudar na ilusão de confiança: abrir a postura, manter a cabeça erguida e durante o máximo de tempo possível, não trair a mim mesmo com coisas que não tem fundamento algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é fácil lidar com isso, porque o processo é muito complexo, mesmo que tudo pareça um absurdo sem fundamento algum. Mas eu sei que existem algumas pessoas que entendem muito bem esse tipo de ação cognitiva que descrevo, então, talvez isso faça mais sentido para elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só para resumir: acreditei que aquele baile seria minha alavanca, pois ele poderia me puxar para uma experiência boa, e dali, bastaria um pouco de disciplina para voltar a como era antes novamente. Ignorando tudo o que eu conhecia, eu segui firme na minha idéia e declarei, finalmente, que iria no baile. &lt;i&gt;"E eu vou mesmo&lt;/i&gt;", repeti baixinho para meu lado estúpido, que logo se provaria uma verdade ou uma mentira. Aquele anúncio foi uma surpresa para todos, principalmente para mim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Conclusão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O baile aconteceu em um lugar bom e agradável, e a experiência em fim foi positiva do início ao fim, desde o momento em que comecei a bloquear pensamentos negativos e ignorá-los de modo categórico. Agora parece-me mais fácil olhar ao redor e ver respostas das coisas que antes eram apenas um emaranhado de desafios. E aqui entra uma das minhas citações favoritas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="st"&gt;&lt;i&gt;"Se você fica esperando, tudo o que acontece é que você fica velho."&lt;/i&gt; - (Larry McMurtry)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse post fala principalmente sobre a timidez avançada, mas a idéia de substituição dos pensamentos negativos por positivos é válida para qualquer coisa da vida. E nem pense ou reflita demais sobre tudo o que acontece, porque infelizmente, o poder para se pensar em coisas ruins quando se está sozinho aumenta exponencialmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se quiser acompanhar essa saga desse o ínicio, seguem os posts anteriores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/07/danca-de-salao-oh-nao-1.html" target="_blank"&gt;Dança de Salão! Oh, não! [1]&lt;/a&gt; →Porque tive essa idéia?&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/08/danca-de-salao-oh-nao-2.html" target="_blank"&gt;Dança de Salão? Oh, não! [2]&lt;/a&gt; →E a primeira aula?&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/03/danca-de-salao-ou-nao-3.html" target="_blank"&gt;Dança de Salão. Ou não. [3]&lt;/a&gt; →E as mudanças que ocorreram?&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/07/danca-de-salao-eu-nao-4.html" target="_blank"&gt;Dança de Salão? Eu não! [4]&lt;/a&gt; →E se tudo terminasse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou então, esqueça essa saga estranha e experimente ler outra saga mais focada, que diz sobre as escolhas, dúvidas e certezas que ora ou outra podem atravessar nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/05/o-paradoxo-da-confianca.html" target="_blank"&gt;O Paradoxo da Confiança&lt;/a&gt; → Um conto curto sobre a confiança&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/11/voce-tem-certeza.html" target="_blank"&gt;Você tem Certeza?&lt;/a&gt; → Sobre o bem ou mal de se duvidar&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/11/escolhas.html" target="_blank"&gt;Escolhas&lt;/a&gt; → E agora o paradoxo das escolhas e certezas&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/11/karma-voce-tem-carma.html" target="_blank"&gt;Carma, você tem Karma&lt;/a&gt; → Uma reflexão sobre o fantasma do carma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;E se você, por algum acaso do destino leu esse post, deixe um comentário só para dizer o quão louco e irracional parece tudo isso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-5287702579656213000?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/5287702579656213000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/11/danca-de-salao-e-entao-5.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/5287702579656213000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/5287702579656213000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/11/danca-de-salao-e-entao-5.html' title='Dança de Salão. E então? [5]'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-4569049236031163370</id><published>2011-11-11T00:15:00.000-02:00</published><updated>2011-11-11T17:45:11.318-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Escolhas</title><content type='html'>Esse post é para completar minha tríade sobre a confiança. Caso você não tenha visto os posts anteriores, então comece perdendo seu tempo pelo &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/05/o-paradoxo-da-confianca.html" target="_blank"&gt;Paradoxo da Confiança&lt;/a&gt;, que é uma analogia curta para questionar até onde podemos confiar em alguém. E seguindo a ideia dos questionamentos, nada mais justo do que o outro post lançado: &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/11/voce-tem-certeza.html" target="_blank"&gt;Você tem certeza?&lt;/a&gt; E as certezas ficam mais &lt;strike&gt;confusas&lt;/strike&gt; claras sobre até onde devemos deixar as incertezas falarem mais alto. E aí, diante de tanta desilusão e tempo de leitura perdido, eis que aqui estamos: As Escolhas.&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O Paradoxo da Escolha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vídeo abaixo, caso tenha algum tempo (20 minutinhos só), vale a pena ser visto para desmistificar as escolhas que nos surgem. É um daqueles tipos de vídeos que todo mundo deveria assistir pelo menos uma vez na vida. E se depois disso ainda quiser continuar a discussão, faça desse post e dos comentários suas certezas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object height="374" width="398"&gt;&lt;param name="movie" value="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true" /&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"/&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="bgColor" value="#ffffff"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="flashvars" value="vu=http://video.ted.com/talk/stream/2005G/Blank/BarrySchwartz_2005G-320k.mp4&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/BarrySchwartz-2005G.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=384&amp;vh=288&amp;ap=0&amp;ti=93&amp;lang=por_br&amp;introDuration=15330&amp;adDuration=4000&amp;postAdDuration=830&amp;adKeys=talk=barry_schwartz_on_the_paradox_of_choice;year=2005;theme=unconventional_explanations;theme=what_makes_us_happy;theme=how_the_mind_works;event=TEDGlobal+2005;tag=Business;tag=Culture;tag=choice;tag=consumerism;tag=economics;tag=happiness;tag=personal+growth;tag=potential;tag=psychology;tag=shopping;&amp;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" /&gt;&lt;embed src="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" pluginspace="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" bgColor="#ffffff" width="398" height="374" allowFullScreen="true" allowScriptAccess="always" flashvars="vu=http://video.ted.com/talk/stream/2005G/Blank/BarrySchwartz_2005G-320k.mp4&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/BarrySchwartz-2005G.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=384&amp;vh=288&amp;ap=0&amp;ti=93&amp;lang=por_br&amp;introDuration=15330&amp;adDuration=4000&amp;postAdDuration=830&amp;adKeys=talk=barry_schwartz_on_the_paradox_of_choice;year=2005;theme=unconventional_explanations;theme=what_makes_us_happy;theme=how_the_mind_works;event=TEDGlobal+2005;tag=Business;tag=Culture;tag=choice;tag=consumerism;tag=economics;tag=happiness;tag=personal+growth;tag=potential;tag=psychology;tag=shopping;&amp;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira vez que achei esse vídeo, foi sem querer, quando estava conhecendo as excelentes propostas do projeto &lt;a href="http://catarse.me/" target="_blank"&gt;Catarse&lt;/a&gt;, que serve para que você possa &lt;b&gt;escolher &lt;/b&gt;financiar e investir apenas naquilo que gosta e ser recompensado por isso. Nesse vídeo, que na verdade é uma palestra do psicólogo &lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?sid=72218612913118474713815553&amp;amp;nitem=2178431" target="_blank"&gt;Barry Schwartz&lt;/a&gt;, a mensagem final é bem perturbadora: Vivemos presos dentro das escolhas, acreditando que elas são boas, mas na verdade, não são. Mesmo que não queira perder seu tempo nesse post, o vídeo realmente vale a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso, é hora de fugir um pouco de lá, e cair na reflexão de algumas outras coisas nem tão desconexas assim. A palestra fala sobre as escolhas pelo ponto de vista da sociedade, de um conjunto grande de pessoas. Mas e quando transferimos isso dentro do modo mais pessoal que existe? Como será que fica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Medo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomar a &lt;a href="http://www.sedentario.org/colunas/duvida-razoavel/penso-logo-desisto-2749" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;pílula vermelha&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; ou azul nem era para ser algo difícil. Se você já conhece bem o mundo em que vive e não está satisfeito com ele, porque razão não arriscaria a mudança ao tomar a pílula vermelha? A resposta, é claro, é uma só: Medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É desde Final Fantasy que venho aprendendo que quando seu &lt;i&gt;grupo de campanha&lt;/i&gt; sofre um ataque que causa o status de "Fear", a princípio parece muito legal, pois até mesmo aquele personagem inútil que tinha 1 de HP continuará vivo mais algumas rodadas. Mas logo percebe-se que Medo é um status terrível, pois você fica paralisado, podendo no máximo fugir ou buscar alguma terapia rápida (Magia? Elixires?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que é perca de tempo colocar o medo em pauta, simplesmente porque ele mereceria um post especial sozinho. Mas, dentre tantas coisas boas e ruins que o medo pode trazer, certamente a inibição de uma escolha pode ser a pior. Não vou dizer que ele lhe remove as escolhas, porque muitas vezes as escolhas continuam, e seu lado consciente até quer e se esforça para seguir aquela escolha. Infelizmente, o medo é alimentado com mais medo, e em determinado ponto ele se torna mais forte que sua consciência. Quando isso acontece... &lt;i&gt;Quando isso acontece&lt;/i&gt;... Esquece. Estágio terminal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se por um lado os sonhos que temos todas as noites são um mistério, por outro eles sempre estão lá buscando vários medos nossos e lidando com eles em momentos oportunos. Não sei se já fizeram alguma pesquisa sobre isso (devem ter feito), mas acredito que quem tem mais medos, tem mais chances de ter pesadelos durante os sonhos. Parece uma constatação óbvia, mas eu mesmo nunca tinha parado para pensar nisso até escrever esse post. Nos sonhos, fora das amarras da sua consciência sadia, o mundo invertido e sem rédeas do &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/10/o-nosso-unico-cumplice.html" target="_blank"&gt;Bibliotecário Insano&lt;/a&gt; ataca. Os medos ganham força, e tornam o subconsciente mais poderoso e fortalecido. Com isso, ele vai influenciar cada vez mais suas atitudes cotidianas, uma vez que é ele que está ali, guiando seus passos e te deixando a doce ilusão de livre arbítrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, isso já explica o resultado de uma pesquisa (dessa vez verídica) &lt;a href="http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI225217-17770,00-PESSOAS+QUE+DORMEM+POUCO+PODEM+SER+MAIS+ALEGRES+E+MAGRAS+DIZ+CIENCIA.html" target="_blank"&gt;que eu li aqui&lt;/a&gt;, sobre o fato de que algumas pessoas que dormem pouco são mais otimistas. Pareceu-me bizarro a primeira vez que vi, mas isso só reforçou minhas teorias malucas: Quando mais a gente dorme, mais deixamos o controle para o subconsciente, que fica lá fazendo o que quer. Em algumas pessoas, isso é bom porque evita haver tempo suficiente para reforçar algum possível pessimismo natural que se esconde por dentro. Genética também ajuda, mas não creio ser o motor principal nisso tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que já ficou claro alguns pontos. E acho que isso é completamente batido, afinal de contas, não é de hoje que essa coisa de "&lt;b&gt;enfrentar seus medos&lt;/b&gt;" vem sido falada. Vejo muita gente sabendo disso e batendo na mesma tecla todos os dias. Por experiência própria, eu posso dizer que o medo, &lt;strike&gt;tentando&lt;/strike&gt; buscando o comodismo de nunca errarmos, acaba deteriorando boa parte do cérebro. Pior do que isso, chega um ponto em que o medo se torna tão involuntário, que você não conseguirá mais mudar. Poderá tentar todo tipo de mudança que quiser, mas simplesmente fracassará. E não conseguirá mudar por um motivo muito simples: Seu medo cresceu tanto que, inexplicavelmente, também o fez ter medo das mudanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Coragem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até agora, nada foi dito sobre o tema principal do post, sobre as &lt;b&gt;escolhas&lt;/b&gt;. Mas isso não é um fator para desilusão total, pois se por um lado o medo bloqueia nossas escolhas, pelo outro, a coragem cria escolhas diferentes. Ou talvez, ela nem crie escolhas, mas apenas nos faça perceber e seguir sem muitos rodeios aquela que parece mais sensata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parafraseando Confúcio, ele diz que quando nós sabemos aquilo que é o certo à ser feito (por tanto quando tomamos a decisão de uma escolha), então devemos ir em frente em fazê-la. Afinal de contas, se deixamos de fazer isso, então é porque falta a coragem. E o pior, talvez, é que isso significa que você realmente não se decidiu, pois que decisão é essa que sua mente aprova, mas suas ações reprovam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é óbvio que, uma pessoa corajosa, ao meu ver, não é aquela que faz tudo o que lhe vem a cabeça sem pensar duas vezes, pois isso é simplesmente agir por impulso ou por falta de noção das inconsequências dos atos. A coragem consiste em ter a &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/04/corrente-da-motivacao.html" target="_blank"&gt;motivação&lt;/a&gt; para fazer o que tem que ser feito, mas tendo as certezas bem claras para si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Finalmente, Escolhas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-aKz-X0uC7tY/TrlXqfquGJI/AAAAAAAAAbs/DaDaozQoEmI/s1600/pilulavermelha.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="195" src="http://2.bp.blogspot.com/-aKz-X0uC7tY/TrlXqfquGJI/AAAAAAAAAbs/DaDaozQoEmI/s400/pilulavermelha.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sabe onde eu quero chegar? Nosso cérebro, como já &lt;a href="http://super.abril.com.br/ciencia/nao-escolha-demais-seu-cerebro-pode-pifar-605748.shtml" target="_blank"&gt;provaram por aí&lt;/a&gt;, não lida bem com muitas escolhas. Ele é tapado o bastante para escolher a pior fruta se estiver sem fome, ou a pior hora para falar alguma coisa, se pensar muito em quando falar tal coisa. O dito popular do "&lt;i&gt;quem escolhe, o pior pega&lt;/i&gt;" não é só um dito. Quanto mais opções, maior sua indecisão, e por consequência, a paralisia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho muito sobre o que acrescentar em cima do vídeo que mencionei lá no início do post. Mas, só por curiosidade, não podia deixar de mencionar uma outra ideia muito interessante, conhecida como &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Problema_de_Monty_Hall" target="_blank"&gt;O Problema de Monty Hall&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para resumir, Monty Hall tinha algum tipo de programa de auditório (ou era o nome do programa, &lt;i&gt;whatever&lt;/i&gt;), em que havia uma brincadeira do tipo &lt;strike&gt;a porta dos desesperados&lt;/strike&gt; em que os participantes precisavam escolher entre três opções, onde apenas em uma estava um prêmio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, quando a pessoa escolhia uma opção, o apresentador diminuía a quantidade de opções disponíveis, revelando alguma errada e dizendo: "Vai querer mudar de escolha?". Ou seja, você já tinha decidido o que queria, e quando as opções diminuíram, era para você ter ainda mais certeza de confiar na escolha que tomou. Só que o que se percebeu, é que isso não acontecia na maioria das vezes. As pessoas acreditavam que iriam estar fazendo o que era o certo se mudassem de opinião. Tem toda a lógica matemática por trás disso dizendo que o mais vantajoso seria permanecer &lt;strike&gt;teimoso&lt;/strike&gt; imutável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse tal problema de Monty Hall é interessante porque realmente pode ser uma metáfora para muitas de nossas escolhas, que sempre são feitas no escuro. Nunca sabemos o que virá depois de dar um passo porta adentro, mas e se você pudesse voltar e escolher outras portas? Trocaria, mesmo sem ter explorado a primeira porta até o fim? Isso nos levaria a mesma questão que aparece no vídeo do início e também no post falando sobre o &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/05/o-paradoxo-da-confianca.html" target="_blank"&gt;paradoxo da confiança&lt;/a&gt;: Quando algo dá errado, a culpa é sua por ter feito uma má escolha, ou não existe culpa porque poderia ter sido pior? E se tudo der certo, então será que foi uma boa escolha, os poderia ter sido melhor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-4569049236031163370?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/4569049236031163370/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/11/escolhas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/4569049236031163370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/4569049236031163370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/11/escolhas.html' title='Escolhas'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-aKz-X0uC7tY/TrlXqfquGJI/AAAAAAAAAbs/DaDaozQoEmI/s72-c/pilulavermelha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-8615804705002544771</id><published>2011-11-05T10:00:00.000-02:00</published><updated>2011-11-05T10:00:02.838-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Você tem certeza?</title><content type='html'>Até que ponto será que é bom se deixar levar pelas dúvidas? Aliás, será que é realmente bom isso? Digavações... busca por respostas, enfim. A gente sabe que no fundo, não sabe. Esse post leva em conta várias questões da última postagem, sobre o &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/05/o-paradoxo-da-confianca.html" target="_blank"&gt;Paradoxo da Confiança&lt;/a&gt;. Ou seja, caso não tenha lido, dê uma olhadinha para entender o porque considero a confiança e a certeza tão intrínsecas.&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos supor que você tenha certeza que vai ganhar na loteria. Você simplesmente sabe porque já &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/02/viagens-no-tempo-com-rpg.html" target="_blank"&gt;viajou no tempo&lt;/a&gt;, voltou para o passado (agora presente) e tem uma noção perfeita das coisas. Será que isso seria bom ou ruim? A princípio poderia até ser bom, mas e depois disso? Como seria? Talvez as certezas levem em direção da monotonia, simplesmente porque todos os caminhos e portas já foram vistos antes. Então, podemos finalmente considerar que a dúvida é mais importante; é a dúvida que nos move para busca de respostas, para as investigações em torno de &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/03/explicacao-de-tudo-1.html" target="_blank"&gt;evidências pessoais&lt;/a&gt;, etc. Só que de certa forma, existem momentos em que isso se torna um paradoxo, simplesmente porque as dúvidas e certezas modem mudar muito bem os rumos da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Certeza Pessoal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há nada pior do que ter dúvidas consigo mesmo. Tentar tomar uma decisão e não saber se a faz. Não vejo como esse tipo de dúvida pode ser bom, mas infelizmente, ele é recorrente em muitas pessoas, e acredito que culpa disso pode ser explicada pela teoria que propus no outro post: &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/10/o-nosso-unico-cumplice.html" target="_blank"&gt;você possuí um bibliotecatário&lt;/a&gt; (seu subconsciente) que sabe exatamente o que quer, mas até ele mesmo pode ficar sem saber o que fazer quando a consciência está confusa. Não é difícil ver por aí os tipos mais comuns de pessoas: as que são auto-confiantes e as que parecem viver embotadas pelo medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As auto-confiantes, no mais puro exemplo desse paradoxo, são aquelas que sabem exatamente o que querem, por isso se deparam com muito mais dúvidas pelo meio do caminho, já que essas dúvidas são consequências das coisas que fez nos impulsos de coragem. De qualquer forma, como elas tem muita auto-confiança, então as decisões à serem tomadas são tão naturais que parecem já fazer parte de sua rotina fabulosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, temos as pessoas que não tem confiança em si, e por isso, já tem certezas demais acumuladas dentro delas, e essas certezas difícilmente são alteradas, já que ela não busca novas dúvidas (ou pior, não busca resposta para as dúvidas). Gerasse um comodismo, e uma zona de conforto que gira pela segurança dos feitos alcançados parece se estagnar ali. Depois de um tempo, se observar uma pessoa que tem confiança e uma que não tem, haverá uma constatação óbvia: a que se arriscou mais chegou mais longe, talvez não necessariamente esteja melhor de vida, mas ela certamente já viveu bem mais o puro significado de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão 1: De você para você mesmo, as dúvidas atrapalham, e é necessário extingui-las por completo. Assim, gera-se confiança e evolução. Note que ter certeza, nesse caso, não se aplica à conhecimentos acadêmicos (como saber as respostas de uma prova do enem). A ideia aqui é simplesmente saber do próprio objetivo e entender porque o nariz está sempre indo na frente do rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Certeza Acadêmica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nem queria colocar os "aprendizados mais concretos" em debate, simplesmente porque as certezas acadêmicas são &lt;b&gt;impossíveis&lt;/b&gt;, e não há como contradizer que a dúvida não seja essencial aqui. Uma pessoa que desconhece alguma coisa irá atrás das respostas para aquilo, e quando encontra, aprende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só para confundir: Imagine-se em um show de um grande ilusionista. Então ele faz uma mágica incrível e deixa todos &lt;strike&gt;tontos&lt;/strike&gt; boquiabertos. Você pode ir atrás das dúvidas e descobrir como aquilo foi feito, mas isso quebrará o encanto da mágica. Ou seja, algumas coisas não valem a pena serem explicadas, mas ao mesmo tempo, mesmo sem serem explicadas você tem a certeza de que foi só um truque bem elaborado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tão mecânico e natural que nem vou me estender mais nesse tópico: Tenha dúvidas acadêmicas o tempo todo, o mais que você puder, pois só assim estará buscando aprendizado e, naturalmente, uma evolução interior da qual nunca viu antes. E nem precisa se preocupar, porque as dúvidas acadêmicas são infinitas: haverá dúvidas de sobra para uma (e milhares) de vidas inteiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Certeza Profissional&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou considerar uma certeza profissional como algo próximo da certeza financeira; Ou seja, quando você não tem mais dúvidas sobre o que fazer da vida no sentido profissional, e o seu trabalho é completamente perfeito e garantido para o resto da vida. É lógico que é impossível alguém afirmar que fará a mesma coisa para o resto da vida, mas quando você tem uma certeza de sua profissão, você simplesmente deixa de pensar e ver outras oportunidades de emprego para se dedicar à fazer mais coisas da vida. E isso, ao meu ver, é um ponto muito positivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu disse no primeiro tópico, as certezas pessoais são importantes, e não é atoa que as empresas procuram pessoas com esse perfil. Quem é decidido e sabe o que quer, vai mais longe porque ele não pederá seu tempo analisando questões que não existem. A técnica do "vai lá e faça" funciona muito bem tanto pessoal quando profissionalmente, de modo que as certezas valem muito à pena por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Certeza Relacional&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria incluir aqui tanto relacionamentos familiares, quanto amigos, parentes e romances. De modo abrangente, a certeza relacional é a única que nos escapa do controle com total facilidade, simplesmente porque lidamos com a soma das dúvidas de todos, e uma explosão de supresas pode acontecer de um modo completamente inesperado. Você pode planejar algo e ter que replanejar no meio do caminho porque ocorreu uma briga, uma viajem para o exterior, a descoberta de um segredo gigantesco... enfim, não vale a pena tentar ir atrás de uma certeza relacional, simplesmente porque a mesma não existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, o que aconteceria se nós restringíssemos a gama de pessoas envolidas nas dúvidas? Por exemplo: Entre você e sua família, as dúvidas devem ser menores, pois assim você demonstra o valor da confiança, que por ser recíproco, irá trazer mais facilidade para encarar as dúvidas que a vida por si só fará o tempo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resumo: Não tente ter uma certeza relacional, pois a mesma é impossível. Mas caso a obtenha, então faça dela uma certeza pessoal, para que só assim, as dúvidas não se juntem com todas as outras dúvidas que já existem por aí. Afinal, isso não está na parte sobre as certezas acadêmicas que você precisa cultivar, simplesmente porque ninguém está descrito em nenhum livro, mesmo numa bibliografia, e nem nos resultados do google.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Conclusão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a vida vão surgir muitas dúvidas o tempo todo. E para cada dúvida teremos que lidar com uma escolha. Será, nesse caso, que estamos preparados para saber se é bom ou ruim essa incerteza que nos abaterá por dentro? Minha opnião, e guia rápido de roteiro é essa: Primeiro avaliar a dúvida e depois, ver se vale a pena manter a dúvida ou simplesmente decidir. Os argumentos eu já citei acima, e só para relembrar, de um modo simples:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se te perguntarem quem é ou o que quer, simplesmente saiba a resposta de um modo claro e objetivo. Não entregue sua mente à confusões criadas para si próprio sobre "&lt;i&gt;será que é isso que eu quero?&lt;/i&gt;". Não. Você precisa saber o que quer, e se tem dúvida, busque o sim. Busque encontrar a toca do coelho de Alice, e enfim, prossiga com a decisão tomada. Pode até haver tropeços, é&amp;nbsp; lógico, mas aquela velha frase é completamente verdadeira: "&lt;i&gt;É melhor se arrepender de algo que fez, do que se arrepender por ter deixado de fazer&lt;/i&gt;". Ser decidido sobre as próprias intenções não é ser arrogante e nem inconsequente: é não ter medo de viver e nem ter medo de entrar nas portas que a vida coloca à sua frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é para ignorar todas as perguntas feitas pelo mundo. Você deve ter dúvidas, e até mesmo criar dúvidas quando elas não existirem. Duvide sobre as histórias que escuta, sobre as pesquisas e notícias que lê e qualquer informação concreta que é divulgada. Deve instigar as leis da natureza, da física e da ciência o máximo que puder. Deve ter fé em alguma coisa, mas saber que fé demais anula as dúvidas e te impede de crescer. Lembre-se que o mundo só chegou até hoje porque houveram questionamentos e mais questionamentos sobre como tudo funcionava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E finalmente, some 1+1. Você deve ter certeza das coisas que partem de si e dúvidas daquelas que partem do mundo. Naturalmente que o meio termo seja o melhor à ser feito quando se trata do convívio social. Acreditar no que as pessoas dizem é bom, mas questionar é melhor; não estou dizendo que deve ser um ser alguém desconfiado que não acredita nem na própria sombra que o segue; estou dizendo que deve questionar para que tenha mais evidências para acreditar. O único cuidado aqui é que existem muitas coisas em sua linguagem corporal que é impossível ter controle, e isso às fará levar transparecer suas dúvidas. Uma vez que essas dúvidas são captadas pela outra pessoa, então as dúvidas alheias também aumentarão. É uma bola de neve; ambos querem acreditar, mas ao mesmo tempo, ninguém se deixa acreditar. Quando menos se acredita, mais dúvidas geram, e quanto mais dúvidas geram, maior o poder da descrença. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resumo: desconfie com moderação. Não pouco demais para sentir-se traído depois; porém, nem muito demais para criar uma traição em si da qual não existe. Toda dúvida abala a confiança, porque toda certeza pode relevar uma traição do próprio universo duvisoso, que é a tua mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;&lt;small&gt;Esse texto é mais um daqueles típicos que dizem, dizem e não dizem nada. Se você leu isso aqui, nada mais justo do que partilhar suas dúvidas pelos comentários. Ou, caso acredite estar isento de dúvidas, busque perguntas através de alguns outros posts confusos, como: as &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/11/desilusoes-do-tempo.html"&gt;desilusões do tempo&lt;/a&gt;, as altas confusões da &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/11/conspirando-com-wikileaks.html"&gt;wikileaks&lt;/a&gt;, meus conceitos errênos sobre &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/12/crescimento-populacional.html"&gt;crescimento populacional&lt;/a&gt; e até mesmo a visão de um desiludido ao falar de &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/04/corrente-da-motivacao.html"&gt;motivação&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/01/censura-capitalista.html"&gt;dinheiro&lt;/a&gt;.&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-8615804705002544771?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/8615804705002544771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/11/voce-tem-certeza.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/8615804705002544771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/8615804705002544771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/11/voce-tem-certeza.html' title='Você tem certeza?'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-5368598406225983431</id><published>2011-11-01T14:30:00.000-02:00</published><updated>2011-11-10T00:04:07.102-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>O Paradoxo da Confiança</title><content type='html'>&lt;br /&gt;Imagine uma aventura qualquer envolvendo uma dupla qualquer. Diremos que essa dupla é formada por um homem e uma mulher &lt;i&gt;aleatórios&lt;/i&gt;. Por ser uma aventura, então vamos avançar ao climax dessa história e considerar os vilões perseguindo o casal heróico por uma estrada. Os motivos aqui pouco importam, mas para fins de contextualização, vamos imaginar os &lt;b&gt;caras-maus&lt;/b&gt; com alguns carros potentes, fazendo de tudo para tentar se aproximar mais dos bonzinhos, e se isso acontecer será o fim, pois eles estão furiosos e não querem conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O casal está em algum carro, deixando a adrenalina correr mais do que eles, ao ponto que alguma musica de ação toca no fundo. Agora imagine que essa estrada termina em um desfiladeiro. Sim, clichê, eu sei. Mas ainda não é esse o ponto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-umUWkLA_29s/Tq_-C95gLsI/AAAAAAAAAbk/CrM5crZZu6s/s1600/storseisundet-the-bridge-to-nowhere-L-OoOsjs.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="177" src="http://2.bp.blogspot.com/-umUWkLA_29s/Tq_-C95gLsI/AAAAAAAAAbk/CrM5crZZu6s/s320/storseisundet-the-bridge-to-nowhere-L-OoOsjs.jpeg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;De repente, ela é a primeira a avistar o desfiladeiro e imediatamente avisa o homem para que o mesmo pare o carro. Ele tem &lt;b&gt;uma escolha&lt;/b&gt; de acreditar nela ou não, simples assim. O simples poderia ser um pouco mais complicado, se ele respondesse da seguinte forma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Consigo ver daqui, mas também consigo ver uma ponte cruzando o desfiladeiro. Você consegue ver?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não. - ela diria com sinceridade, e para não arriscar a vida de ambos em algum tipo de miragem, ela recomenda que parasse o carro mesmo assim, para que não corram riscos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o momento, o jogo de confiança de ambos se mantém instável, cada um com seus argumentos baseados em uma incerteza. Eis que ele o homem retruca:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Temos mais um motivo para acelerar o carro, pois caso a ponte realmente não exista, então usaremos a velocidade para saltar de um lado do abismo até o outro, e enfim estaremos sãos e salvos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Mas você não sabe a distância do disfiladeiro! - retruca a moça tingindo-se de pavor. Pare o carro, por Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lado sútil e diplomata da mulher dessa história simplesmente acha que continuar naquela estrada é loucura, e seu desespero à cega diante da convicção oposta do mocinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente são escolhas. Parar o carro e se ver obrigado a encarar inimigos dispostos a lhe matar, ou então, tentar uma atravessia arriscada daquele desfiladeiro cuja falha também levaria a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde entraria a confiança? A quem se daria a razão da confiança diante de algo que é incerteza para ambos? Se fosse uma análise lógica, então a mulher provaria sua confiança se aceitasse a atravessia pelo abismo, já que ele oferece uma alternativa de sucesso e ela não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso poderia ser uma decisão mais trágica. Bastaria ela dizer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Eu sei uma forma de lidar com os inimigos. Tenho certeza que podemos reverter a situação com uma proposta irrecusável a eles. Não tenho tempo para explicar agora, mas lhe peço que pare o carro e deixe tudo comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele retruca por um instante:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Mas eu também tenho certeza de que conseguiremos saltar o penhasco e nos livrar para sempre de nossos inimigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como saber qual é a decisão que levaria ao sucesso? Par ou ímpar, talvez? Mas, seja lá o que aconteça no futuro, é um fato que ambos terão que lidar com o trágico &lt;b&gt;paradoxo da confiança&lt;/b&gt;: Se a decisão tomada levar ao sucesso, será que a outra decisão poderia ser melhor? Ou caso haja um fracasso, será que foi culpa daquele que não confiou no outro, ou do outro que acreditou naquele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como todos os paradoxos desse mundo, a resposta não é fácil. Mas eu facilitarei o final dessa história: Caso o resultado fosse um fracasso, ambos estariam mortos, e até a morte não confiaram em ninguém. Caso resultado fosse um sucesso, a confiança para com o dono da idéia aumentaria, e em uma ocasião futura - talvez na continuação dessa aventura clichê - a confiança poderia ser mais cega, e com isso, criar um fracasso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vamos considerar, por outro lado, que estamos aqui falando de uma história clichê, não é? E nessas histórias, como sabemos, o casal heróico não morre no final. Então, o fracasso poderia não levar nenhum dos dois à morte, e sim à algum outro problema para resolverem. Será que, caso a travessia do penhasco falhasse e ambos se machucassem, a mulher culparia o homem pelo erro, que a principio foi relutado por ela? E se fosse o contrário: o plano infalível da mulher não fosse tão infalível assim... poderia o homem crucificá-la pela decisão tomada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que a dificuldade que muitos tem para assumir os erros iria levar essa história à uma discussão sem sentido. Ou pior: a falta de compreensão alheia nos reprime em nosso egoísmo, e com isso, ambos se tornam cegos o suficiente para notarem que no meio daquela estrada mortal, havia uma placa apontando o atalho para a cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, a mãe de algum deles diria no final: "&lt;i&gt;Eu te avisei...&lt;/i&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;&lt;small&gt;Esse post é a primeira parte de um próximo tema que pretendo abordar, sobre as desilusões das certezas. E confiar, ou deixar de confiar, é exatamente a mesma coisa sobre alimentar uma certeza ou deixá-la se destruir por dúvidas. Enquanto eu me destruo com dúvidas, você pode se destruir com algumas certezas, como por exemplo: o filme&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/03/mundo-virulento.html"&gt; contágio&lt;/a&gt; pode ser real, o amor é &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/09/benevolencia-do-amor.html" target="_blank"&gt;belo&lt;/a&gt; (mentira, ele pode ser &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/09/malevolencia-do-amor.html" target="_blank"&gt;ruim&lt;/a&gt;), e outras coisas. Se chegou a ler isso, você pode dar essa certeza postando um comentário. Não se preocupe: não duvidarei caso o fizer. =D&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border: 1px solid #CCC; display: none; padding: 10px;"&gt;Essa história ainda poderá continuar. Pois o Paradoxo da Confiança, mesmo quando obtém sucesso ele sacrifica a quem já duvidou dele. &lt;br /&gt;Mas a parte mais importante que há por vir, é como foi possível o estado de plena confiança conseguir ser firmado com tanta veemência, se mesmo às vezes, nem sempre conseguimos confiar plenamente em nós mesmos?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-5368598406225983431?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/5368598406225983431/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/05/o-paradoxo-da-confianca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/5368598406225983431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/5368598406225983431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/05/o-paradoxo-da-confianca.html' title='O Paradoxo da Confiança'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-umUWkLA_29s/Tq_-C95gLsI/AAAAAAAAAbk/CrM5crZZu6s/s72-c/storseisundet-the-bridge-to-nowhere-L-OoOsjs.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-5714156854427634019</id><published>2011-10-14T22:29:00.000-03:00</published><updated>2011-10-14T22:29:20.405-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estudos'/><title type='text'>Salve os Insetos, Salve o Mundo.</title><content type='html'>Que tal pelo menos três motivos para saber como os insetos "salvarão" o mundo? Deixando de lado a parte da moda e beleza de alguns, nada disso muda o fato de que eles podem te salvar no futuro. Sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;Um dos heróis favoritos que fizeram parte de minha infância foi &lt;b&gt;Kamen Rider&lt;/b&gt;, que eu sempre tentava encontrar uma ligação com aqueles chinelos &lt;i&gt;Rider&lt;/i&gt;. O máximo de ligação que encontrei foi: "&lt;i&gt;pessoas usam chinelos para matar insetos&lt;/i&gt;". Irrelevâncias a parte, esse post é um pequeno resumo sobre a provável inversão de valores atuais envolvendo os animais comuns, os animais humanos e os &lt;strike&gt;heróis&lt;/strike&gt; insetos. Se você ainda não entendeu a estranha relação desses tópicos, já adianto que tem muita gente importante de olho nesses aspectos para uma possível salvação do planeta. Em outras palavras, &lt;i&gt;Kamen Rider&lt;/i&gt; acabou de se tornar muito mais legal do que na época de exibição na Tv.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O Fim da Fome Mundial&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img align="left" border="0" height="258" src="http://1.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TQd9LEYrosI/AAAAAAAAAUg/96K4mZEXYKI/s400/dieta_insectral.jpg" width="400" /&gt;Certos países acham natural comer insetos. Mesmo aqui no Brasil, comer içás (tanajuras) era comum décadas atrás e ainda é em certas regiões do país. Para quem não ligou o nome à coisa, içás são formigas que tem como sonho de infância voarem. Eu não sinto vontade de comer formiga porque a cultura atual influenciou meus gostos de modo a depravar qualquer tipo de inseto com sabor gastronômico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dê uma lida no artigo "&lt;a href="http://super.abril.com.br/superarquivo/2004/conteudo_333015.shtml" target="_blank"&gt;&lt;i&gt;Comer inseto faz mal?&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;" da revista super interessante e veja algumas receitas para abrir seu apetite. (sim, isso foi ironia minha!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, mas até aí dizer que os insetos podem acabar com a fome do mundo inteiro parece pretensioso demais, não é? Na verdade não. Pois por terem uma taxa de multiplicação elevada e gastarem menos recursos para criação, é mais fácil (e barato) distribuir insetos de graça para quem tem fome do que muitos outros produtos industrializados. E se você quiser saber se essa idéia/moda está causando algum impacto real, é simples: Faça periodicamente uma pesquisa no google por &lt;a href="http://www.google.com.br/search?q=%22sociedade%20protetora%20dos%20insetos%22" sociedade+protetora+dos+insetos="" target="_blank"&gt;"sociedade protetora dos insetos&lt;/a&gt;" (inclusive entre aspas) e fique atento quando o número de páginas de resultados sair das míseras três atuais e explodir em manifestos pelo mundo inteiro em pról dos direitos insetivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O Fim do Aquecimento Global&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ttTdjSCI-wc/TpO-Jwf0-9I/AAAAAAAAAaw/2nWdc7IpsKk/s1600/inseto-mais-barulhento-da-terra.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="264" src="http://3.bp.blogspot.com/-ttTdjSCI-wc/TpO-Jwf0-9I/AAAAAAAAAaw/2nWdc7IpsKk/s320/inseto-mais-barulhento-da-terra.jpeg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Inseto&lt;a href="http://hiltonfranco.com.br/inseto-de-2-milimetros-e-o-animal-mais-ruidoso-da-terra/" target="_blank"&gt; mais barulhento da terra&lt;/a&gt;, e ainda assim, um humilde herói&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Mesmo que alguns Insetos possam ter um valor nutri-titiv-adequado, vale a pena lembrar que essa transição de cardápio não é rápida. Até que matadouros de insetos substituam os matadouros de bois e porcos, levaria um longo tempo, e dificilmente seria um substituto, ao menos que todos os outros animais entrassem em extinção ou as pessoas tomassem consiência que a vida de um animal deveria ser considerada como uma vida e não como um objeto de indústria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, avaliando o outro lado dessa história, os impactos ao longo dos anos seriam bons. Pelo menos foi o que eu li &lt;a href="http://super.abril.com.br/blogs/planeta/insetos-podem-salvar-o-mundo-da-fome-e-do-aquecimento-global/" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;, que dizia inclusive do poder dos insetos para salvar o mundo do aquecimento global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que para se manter uma produção desses animais grandes, como gados, por exemplo, o gasto é alto. E o gasto é alto principalmente para o planeta, que sofre com queimadas em troca de novos pastos, e gás carbônico expelido por máquinas e animais, e outras coisas que não ajudam em nada a inverter a tal preocupação do início desse século.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ainda sou contra a criação de qualquer tipo de vida com intuitos de sacrifícios. Sejam animais ou insetos. Mas, se isso fosse inevitável, então certamente valeria apenas apostar em algo que não exija tanto do planeta. Ou, em outra hipótese mais radical, um voto para o canibalismo. #NOT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Geração infinita de Energia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto fazia uma pesquisa por insetos, acabei comprovando (mais uma vez) aquela velha teoria de que temos muito a aprender com os outros seres vivos do planeta. E nesse caso, vou copiar e colar esse pequeno trecho que tirei &lt;a href="http://super.abril.com.br/blogs/planeta/olhos-de-mosca-energia-solar/" target="_blank"&gt;desse link&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Pesquisadores da Penn State University, nos Estados Unidos, descobriram que o formato dos olhos das moscas é perfeito para captação de energia solar.&amp;nbsp;As córneas das moscas varejeiras, aquelas mais nojentas de todas, são os melhores, pois eles são compostos de diversas lentes côncavas de formato hexagonal. Eles captam muito mais luz do que uma simples superfície plana.&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-BnKsj8i4WbQ/TpO-9JeEtjI/AAAAAAAAAa4/YJxeMM_OiEc/s1600/aidan-dwyer-work.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-BnKsj8i4WbQ/TpO-9JeEtjI/AAAAAAAAAa4/YJxeMM_OiEc/s200/aidan-dwyer-work.jpg" width="95" /&gt;&lt;/a&gt;Na verdade, isso me lembra o caso daquele garoto que, ao observar as plantas, teorizou que talvez a forma de como as folhas e galhos das árvores eram dispostos poderiam não ser daquele jeito por um mero capricho da natureza. E, tentando criar um pequeno dispositivo que imitasse uma árvore, ele conseguiu com êxito descobrir uma forma de melhor aproveitamento da captação de energia solar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais interessante &lt;a href="http://verdeemfolha.blogspot.com/2011/08/menino-de-13-anos-revoluciona-captacao.html" target="_blank"&gt;dessa matéria&lt;/a&gt; é que ela também reforça aquela história do número de ouro e a razão áurea, que eu comentei por cima em um post sobre &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/08/danca-de-salao-oh-nao-2.html" target="_blank"&gt;dança do salão&lt;/a&gt; (que ligação bizarra, ein?).&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Cura para Aids?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse foi o único item que mais me pareceu ser somente um hoax mal distribuído pela internet, onde diziam da possibilidade de existir uma certa substância nas baratas que poderiam ser benéficas no tratamento do HIV. Talvez você até já tenha recebido tal texto ou lido sobre o mesmo em algum site de notícias duvidoso, que vou replicar agora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;De acordo com a Agência Nova China, cientistas do Instituto Médico de Yunnan, no sudoeste do país asiático, afirmam ter encontrado nas baratas componentes químicos que podem auxiliar na luta contra a aids, pois possuem efeitos similares aos do AZT. Os testes conduzidos em laboratório mostraram que a descoberta pode ser realmente eficaz, porém o grupo ainda não garante se os insetos poderão ser usados para produção de medicamento.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-TCyMFKbsaec/TpO_qabIIPI/AAAAAAAAAbA/_BQtgKIJ6uA/s1600/barata_normal.gif" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-TCyMFKbsaec/TpO_qabIIPI/AAAAAAAAAbA/_BQtgKIJ6uA/s1600/barata_normal.gif" /&gt;&lt;/a&gt;Eu até tentei pesquisar o quão verdadeira poderia ser essa informação, mas não vi nada sobre o assunto na Agência Nova China, e logo depois disso, uma busca pelo tal Instituto Médico de Yunnan não me trouxe muitas informações à respeito. Só descobri que Yunnan realmente está localizado lá no sudoeste da China, mas até aí, boatos continuam sendo boatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Conclusão &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os dinossauros deixaram sua era para a habitação de raças menores como a nossa, nada impede que outras raças ainda menores povoem o planeta no futuro. Até porque, acredito que mesmo que não houvesse um meteoro para exterminar com os &lt;strike&gt;repitilianos&lt;/strike&gt; gigantes, ainda assim a seleção natural iria matá-los porque o equilibrio entre presa e predador rapidamente iria acabar se os carnívoros multiplicassem com a velocidade que vinham se multiplicando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí, depois que os humanos terminarem de esgotar todos os recursos naturais, quanto menor for o tamanho de sua raça, mais facilidade terá de sobreviver, já que precisará de menos recursos para se manter. Ainda assim, mesmo que outras raças entrassem, somente as bactérias e os insetos estão aí evoluindo e permanecendo inteiros eras após eras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-5714156854427634019?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/5714156854427634019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/10/salve-os-insetos-salve-o-mundo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/5714156854427634019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/5714156854427634019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/10/salve-os-insetos-salve-o-mundo.html' title='Salve os Insetos, Salve o Mundo.'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TQd9LEYrosI/AAAAAAAAAUg/96K4mZEXYKI/s72-c/dieta_insectral.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-6057734699276425213</id><published>2011-10-07T23:21:00.002-03:00</published><updated>2011-10-12T00:06:02.922-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>O nosso único cúmplice</title><content type='html'>&lt;style media="all" type="text/css"&gt;	hr {		border: 2px solid #CCC !important;	}&lt;/style&gt;Um post bem longo, e chato.&amp;nbsp; Esteja avisado. Para quem não gosta de ler, obrigado por ler essa linha e parar aqui.&lt;br /&gt;&lt;hr style="border: 2px solid #CCC;" /&gt;...&lt;br /&gt;Queria apenas compartilhar uma idéia. Uma visão um pouco diferente de nós mesmos, e que como tenho certeza, é a relação mais forte e importante que temos ao longo da vida. Conhecemos pessoas, aprendemos habilidades novas e até mudamos nossa personalidade com o passar dos anos. Mas, o que é a tal "essência" que dizem nunca mudar? Como mais uma analogia perdida no mundo, queria separar a nossa consciência e a nossa inconsciência para entender algumas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, vamos considerar que você é um cidadão, que desde quando veio ao mundo, é formado apenas por uma consciência que deseja fazer aquilo que quer, ou que&amp;nbsp; nem sabe ao certo o que quer. Você sozinho não poderia ir muito longe, e por isso vive em algum meio social. Mas, se não houvesse ninguém ao seu redor, ainda assim estaria vivendo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta não é simples, pois a solidão pode ser encarada de muitas formas, seja por nós mesmos, por pesquisas isoladas ou a ciência de um modo geral. Afinal de contas, não podemos nascer sozinhos, mas experimentamos a solidão em muitos momentos. Alguns sentem-se mal quando sós, e outros, mesmo entre multidões continuam se sentindo sós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esse não é exatamente o ponto que quero abranger aqui. O meu ponto, como disse no início, é sobre a nossa "essência". Uma parte dentro de cada um nós que &lt;b&gt;sempre&lt;/b&gt; vive sozinha, e que é responsável por determinar cada passo de como é o presente e como será no futuro. Estou falando, obviamente, da &lt;strike&gt;unimente&lt;/strike&gt; subconsciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela é toda confusa, e até a hoje ninguém conseguiu extrair todas as respostas dela. Hormônios e substâncias malucas que deixam alguém assim ou assado? Doses descontroladas de estrogênio ou testosterona que fazem transversões naturais de sexualidade? Pois é, para mim tudo isso seria muito mais simples se a teoria da estante das emoções fosse verdadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para exemplificar, vamos partir de uma idéia muito simples: Como eu disse, você é você. (dã?) Mas seu subconsciênte é algo totalmente separado, que inclusive mora na sua própria casa e paga as próprias contas e tem suas crises e necessidades específicas. A única diferença para as demais pessoas desse mundo, é que ele é um grande amigo bibliotecário que trabalha só para você. E não, ele não se chama kindle, ibooks, e nem google, ainda. &lt;i&gt;Por enquanto&lt;/i&gt; ele vive somente para atender exclusivamente, e em tempo integral, sua pessoa. Uma espécie de &lt;strike&gt;escravo&lt;/strike&gt; seu amo. Vamos dizer que ele seja, o seu melhor e único amigo para a vida toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O Dono da Biblioteca &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse bibliotecário não tem poderes de previsão de futuro, e por isso ele tenta lhe dar conselhos com base nos livros que você mais lê e gosta. &lt;strike&gt;Muitas vezes&lt;/strike&gt; Às vezes ele erra, e as vezes, acerta. Só que existe um pequeno porém: Além de bibliotecário, esse amigo &lt;strike&gt;imaginário&lt;/strike&gt; também organiza uma estante de livros para você, e com o tempo ele começa a lhe impor o que você tem que ler e o que tem que deixar de ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos só fazer um parenteses: Para ficar claro, por mais metalinguístico que seja explicar a metáfora dentro da metáfora, todo o material literário equivale a soma de suas experiências. Tudo o que vê, sente, cheira, escuta e intui se tranformam em uma coisa sólida e material que, naturalmente, são os tais livros que se adquire (ou compra?) pelas ruas, pelo caminho que é mais longe e menos familiar do que o próprio lar. Pode até demorar um pouco para somar os primeiros materiais, mas eles somam, ainda bem cedo, e quase sempre pela chuva de influências nas mãos que te levam fora do berçário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até agora nenhuma novidade, afinal de contas, quando você ainda é criança isso é natural. Todo mundo tenta impor coisas àquela mente inocente, e até seu amigo - tão inocente e ignorante quanto tu - também fica lhe impondo idéias do que fazer. Na minha teoria, ele não suporta olhar ao redor e ver a estante pegando pó, e por isso, sai fazendo milhares de perguntas e gritando para você puxar um bloquinho de anotações e explorar tudo onde puder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais coisa se aprende, mais rápido e poderosa fica a estante, e já que tudo em excesso é ruim, isso também não deixa de ser diferente: Seu bibliotecário pessoal que encher a biblioteca de coisas legais pra você, mas ele mesmo não tem muito tempo pra ficar aprendendo com tudo aquilo, já que por desconhecer muita coisa, é mais fácil ele fazer uma cara de zé ninguém e ir deixando tudo lá no fundo. Eu espero, sinceramente, que exista muita sorte para que pelo menos ele seja bem organizado e seletivo quando precisar achar algo lá. No começo, só com historinhas da Turma da Mônica é fácil e divertido criar uma coleção com todos os exemplares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ninguém está parado no tempo, e o tempo, passa. As brincadeiras e todas as coisas que você ganhou e levou para a biblioteca já começam a pegar pó, e pouco a pouco são encaixotadas, as vezes até escaneadas e amazenadas na internet para uma busca rápida posterior, mas na maioria das vezes, o tal bibliotecário é que fica com o trabalho pesado. Enquanto ainda não há muito sobre o que refletir da vida, cabe ao bibliotecário ficar levando caixas de um lado pra outro, fazendo uma limpeza rápida para jogar alguma coisinha fora, e enfim... Na fase da adolescência você está muito mais por conta própria, jogando todas as porcarias de livros que acha pelo caminho e dando pro coitado do bibliotecário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe de uma coisa, acho que na adolescência o mais fácil mesmo é ir pegando as coisas e depois montar um pacote e despachar nos correios. Hoje em dia a gente ainda envia um email pra ele, cheio de links pra download, e o coitado lá que se vire para organizar tudo depois. Ele é eficiente e bondoso até demais, na minha opinião. O problema é quando você tropeça e volta lá pra dar um oi ao seu velho e inseparável amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é atoa que depois de atingir a vida adulta as mudanças se tornam mais difíceis. Nesse ponto, sua estante já está bem abarrotada de coisas, e seu bibliotecário pessoal começa a ter dificuldades para organizar tudo. Milhares de aprendizados, enciclopédias e anotações soltas no meio de páginas avulsas. Sabe o que é mais grave, principalmente ao entrar na fase adulta? É que quando você traz um livro novo para ele, seu humor está sempre diferente. Às vezes você acha um papelzinho na rua e entrega pro bibliotecário com um sorriso bobo no rosto. Às vezes, aparece com uma cara de nojo, em outras, vêm com umas revistinhas de piadas toscas que tem vergonha de mostrar pra ele. Isso quando são só revistinhas de piadas. No meio de tanta coisa legal e inútil que você vai acumulando, tem vezes que o livro que traz nas mãos vem junto de tristeza ou raiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, as emoções. Uma criaturinha tão fofa quando nasce que no dia-a-dia age como santo. Então um pouco de paixão e aquela criatura, já crescida, volta pra infância. Se engasga com pouco de ganância e cria arrogância. Essa criatura estranha, que ao ter o ego amaciado vira uma heroína ou vilã. E quando chega a fúria? Dúvido ser capaz de pensar que algum dia ela foi boazinha; parece que nasceu pelo orifício errado. As emoções, mesmo que passageiras, são capazes de mudar tanto alguém, que gera surpresa àqueles ao seu redor. Ou, não necessariamente só àqueles ao seu redor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Óbviamente, o tal bibliotecário, que é muito seu amigo, se assusta. Ele vê você chorando, e não entende ao certo o porque de tantas lágrimas, mas então, ali ele nota o livro que deixou para ele em cima do balcão. Se esse bibliotecário fosse mais esperto, ele poderia jogar o tal livro ruim fora e pegar um daqueles de piadinhas pra tentar te animar. Mas ele não faz isso, e sabe porquê? Porque ele também quer ler o conteúdo daquele livro com muito mais afinco que você, pois ele acha que somente assim pode te ajudar. Somente sabendo o que causa uma doença é que ele imagina ser capaz de propor a cura. Ele quer dar uma de sabichão e pesquisar os sintomas no Google. E sabe onde raios tem algo errado nisso? ELE NÃO É MÉDICO! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse seu amigo, pode ser o mais inteligente de todos, pode até ter lido vários livros de medicina, mas ele é um bibliotecário e não um médico. Ele pode tentar enfiar doses de remédio placebo na sua veia enquanto fica lá olhando nos catálogos e procurando por motivos que ele acha que são os responsáveis por tal coisa. Ele acha que &lt;b&gt;sempre&lt;/b&gt; vai ter um conselho pronto para resolver todos seus problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o maledito não consegue. E pior do que isso, ele fica com receios de que você traga novos livros ruins para sua biblioteca, e os começa a empurrar para ler novamente, como que se dissesse: "&lt;i&gt;Já tenho esse aqui, não precisa me trazer outro parecido&lt;/i&gt;". Um dos dois, certamente ainda preso na parábola do tempo, não compreende que algo que aconteceu uma vez não necessariamente vai acontecer denovo. Falando nisso, acho que os dois são incoerentes nesse ponto: Porque um quer empurrar a história fracassada para que tal erro cometido sirva como aprendizado, mas o outro, mais inconsequente que o primeiro, quer provar para si mesmo que a história fracassada do momento é mais importante do que aquela já lida. E aí sofre-se tudo novamente. Lá se vãos os dois discutir a teoria a derrota, embora - felizmente - ainda acredito que grande maioria consiga discutir os assuntos lidos sem necessariamente revivê-los novamente. Reviver um sentimento bom é uma coisa, mas reviver um sentimento ruim? Sinceramente isso é próximo demais da loucura doentia e destrutiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, onde estávamos? Ah, sim, eu dizia que às vezes seu amiguinho, mesmo querendo seu bem, acaba piorando as coisas, e até baixando sua confiança. Chega um momento a la &lt;b&gt;Tyler Durden&lt;/b&gt;, que um vira para o outro e diz: "&lt;i&gt;Belém, belém, nunca mais fico de bem. E corta aqui&lt;/i&gt;". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como é de se esperar, cada bibliotecário pessoal tem sua personalidade própria. Geralmente, por alguma coincidência, sei lá, ele se parece muito com você. Mas, mesmo com gostos parecidos (e alguns bem questionáveis) ele pode ser mais agressivo, mais submisso, mais tolerante... enfim, ele tem lá suas variações de humor também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas atenção: Não confunda a mudança de humor com a mudança de emoção. O seu humor pode mudar para um estado odioso, mas o combustível acaba tão rápido quanto começou. Agora uma emoção de ódio, por se alimentar dela mesma e de uma situação ao redor, não se extingue tão fácil. O mesmo vale para emoções boas; alguém que acordou apaixonado fica bobo num dia, mas quem está apaixonado fica bobo todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu dizia, os bibliotecários acordam bobos... na verdade, eles tem um humor bem variável de acordo com o seu, mas não necessariamente uma personalidade parecida. Eles podem, como eu já havia dito, serem &lt;b&gt;eternamente&lt;/b&gt; brincalhões, medrosos, compreensíveis... enfim, isso não é exatamente você que escolhe. Até tenho uma teoria sobre isso, mas deixamos para outra hora para não deixar esse post ainda mais confuso e longo do que já está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho - com alguns entretantos - que o melhor tipo de bibliotecário é aquele mais tranquilo e tolerante, pois ele confia mais em você e não se importa muito em ficar relendo cada livro que tráz para bisbilhotar tudo o que anda aprendendo. Ouvi dizer que alguns até saem junto contigo para aprenderem experiências ao mesmo tempo, embora isso seja raridade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria &lt;strike&gt;sendentária&lt;/strike&gt; fica sentado atrás de um balcão esperando pelo seu retorno ao anoitecer para colocar o papo em dia. Pelo que já percebi, quanto mais agitada é a vida de uma pessoa, menos ela tem tempo para colocar essa conversa em dia, e menos dependente dos conselhos do bibliotecário ela se torna. Ser impulsivo, agir por instinto, seguir a razão e a emoção ao mesmo tempo. Tem muita gente que é assim, e deixa o coitado do bibliotecário parecendo pronto para acertar as contas no setor de RH.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora as pessoas mais cuidadosas também são um problema muito sério. Elas andam um pouco, geralmente não muito longe, e voltam várias vezes por dia para ver como está o bibliotecário. Na verdade, elas voltam mesmo para pedir conselhos, pois confiam mais nele do que nelas mesmas. Esse tipo de gente, que por fora parece normal, por dentro é um novelo de lã completamente emaranhado. Elas buscam tantas visitas à biblioteca que enlouquecem com tanta informação, e muitas vezes, informação velha e ultrapassada, já que só se coloca livro novo na biblioteca quando se traz de longe. Mas elas não vão longe, e esse é o problema...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que todo mundo sabe como anda prestando as contas com seu bibliotecário? Será que ele, depois de tanto tempo de convívio, realmente gosta de você? Eu posso dizer que para algumas pessoas, ele já desistiu de ser prestativo faz tempo. Para outras, ele se esconde quando vê você chegar, e quando vê que não tem jeito, solta um resmungo baixo: "&lt;i&gt;Lá vem ele denovo! Aff!&lt;/i&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então, como acha que está indo a sua amizade com o bibliotecário? Ah, e nem adianta perguntar pra ele, porque o coitado já vive ocupado demais em organizar todos seus livros e ainda te conselhar quando está sozinho. Então tente avaliar por si só, longe dele, como está esse "relacionamento". Só se lembre de uma coisa: Faça o que fazer, ou pense o que estiver pensando, jamais, e em hipótese alguma, o tenha como seu inimigo. Ele é o único que sabe verdadeiramente como te destruir para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;&lt;small&gt;... &lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;Esse post, na verade não era para ser tão gigante. Ele faz parte de um texto antigo que eu tinha escrito intitulado "estante de emoções", que é beem mais curto do que esse. Outro dia, quem sabe, eu posto aqui. E só um detalhe sobre o texto: A teoria do bibliotecário não tem nada a ver com problemas de múltipla personalidade, como por um instante pode parecer. Por mais maluco que seja, toda essa idéia seria referente à uma pessoa "normal".&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;Se discorda de algo - eu espero que sim -&amp;nbsp; por favor, comente. Ou, caso concorde com alguma coisa, então diga como acredita que seja sua relação com o subconsciente, ou mesmo se já parou para pensar nisso. Aliás, se você leu esse texto extremamente grande e cansativo, por favor me diga, para que possa agradecê-lo (ou desculpá-lo) pelo tempo postergado.&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-6057734699276425213?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/6057734699276425213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/10/o-nosso-unico-cumplice.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/6057734699276425213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/6057734699276425213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/10/o-nosso-unico-cumplice.html' title='O nosso único cúmplice'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-2106888054242675835</id><published>2011-07-24T00:41:00.000-03:00</published><updated>2012-02-15T17:49:00.242-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vivência'/><title type='text'>Dança de Salão? Eu não! [4]</title><content type='html'>&lt;div style="border: 1px solid #CCC; padding: 10px;"&gt;E aqui está o post mais repetido nesse blog. Ou é porque as coisas envolvendo aulas de dança são interessantes, ou porque não tenho mais nada de bom para falar sobre qualquer assunto. Pois é, eu também fico com a segunda opção. Você pode acompanhar essa saga &lt;strike&gt;interminável&lt;/strike&gt; vendo a &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/07/danca-de-salao-oh-nao-1.html" target="_blank"&gt;parte 1&lt;/a&gt;, a &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/08/danca-de-salao-oh-nao-2.html" target="_blank"&gt;parte 2&lt;/a&gt; e a &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/03/danca-de-salao-ou-nao-3.html" target="_blank"&gt;parte 3&lt;/a&gt; e tirar sua própria conclusão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Segue apenas um relato sobre como é possível um curso acabar em razão de uma única pessoa. Uma pessoa capaz de manipular a direção das aulas e criar um marco memorável que define a história antes e depois disso. Mas calma, dessa vez, essa pessoa &lt;strike&gt;incrível&lt;/strike&gt; não foi eu. Pelo menos não diretamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Vergonha Alheia&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-6uXnOR7YPlo/ThfGL8Nl2TI/AAAAAAAAAX8/zGBKuWYJrWk/s1600/IMG0024A.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-6uXnOR7YPlo/ThfGL8Nl2TI/AAAAAAAAAX8/zGBKuWYJrWk/s200/IMG0024A.jpg" width="160" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Com toda a tranquilidade do mundo, as aulas iam bem. Parecia tudo mais organizado, e eu estava começando a compreender como os instrumentos de qualquer música ditam um padrão rítmico a ser dançado. Naquela ocasião, as aulas haviam se divido entre &lt;i&gt;Samba de Gafieira&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Bolero&lt;/i&gt;, e eu já era capaz de sentir a diferença absurda que até então, para mim era apenas gramatical. Sério. Tá bom, um pouco de exagero talvez, &lt;strike&gt;ou não&lt;/strike&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A programação das aulas costumava sempre seguir um mesmo método: começava relembrando e praticando os passos isoladamente, e depois de um bom tempo, a execução prática daquilo era com uma parceira aleatória a cada música. Se durante essa prática o professor visse qualquer defeito, ele ia até lá e corrigia os erros. Até aqui nenhuma novidade. Mas certas vezes, o erro que ele via era algo tão comum que a solução era chamar a atenção de todos para apontar e tentar corrigir tal erro em público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esse professor precisava simular &lt;strike&gt;e aumentar&lt;/strike&gt; o erro que via para que todos entendessem aquilo com clareza. Aí ele escolhia um (geralmente uma) para Cristo. Dança aqui, tropeça lá e passa algum constrangimento acolá. Sempre foi assim, até que um dia o constrangimento cedeu seu limite. Alguma aluna sentiu toda a frustração de ser escolhida para Cristo naquele dia, e, respirando fundo, disse em tom de voz baixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;_Ele tira a gente para dançar ou para humilhar?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe aqueles pensamentos altos? Foi algo assim. Só que mais alguém ouviu isso e interpretou pelo modo mais frio da frase. Então, a aula parou subitamente. O rádio foi desligado, e quando a música cessou, a tensão cresceu; no instante seguinte eu via a cena daquele professor em uma discussão feroz ao sentir que aquilo que escutou foi pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Momento Inóspito&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Existem pessoas que parecem sempre estar do mesmo jeito, com o mesmo tipo de humor estático e ideias unilaterais. Ou seja, não importa se o dia está sendo bom o ruim, simplesmente porque aquilo não causa a menor diferença. Pode ganhar na loteria ou ver a própria casa explodir; o estado psíquico ainda continua à demonstrar a mesma coisa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente meu professor era bem o oposto disso, mesmo quando dizia que não era. Todos os alunos daquela turma de dança conseguiam saber se o dia do professor fora bom ou ruim, simplesmente porque suas atitudes eram mais fortes do que suas palavras. E no dia em que ele resolveu discutir com aquela aluna, era um desses dias em que tivera a casa explodida minutos antes. A ira de suas palavras, a entonação autoritária e ao mesmo tempo ríspida e ignorante estava clara. Durante um tempo eu ouvi um blá-blá-blá onde ele explicava a diferença entre humilhar alguém e simplesmente ensinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até esse momento, o clima tenso ainda não havia chegado. Até porque, já perdi a conta de quantas vezes ele já parou a aula para iniciar uma discussão como aquela. Já tivera vezes de escutar um comentário avulso de alguém que reclamava da música e daí então explodir. Já explodiu porque viu uma &lt;i&gt;cidadã&lt;/i&gt; querendo dançar de salto alto; já explodiu porque um cara não estava acertando determinada sequência de passos. Ou seja, ele explodia com tanta facilidade que aquela discussão não era anormal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando assim pode até dar a impressão de que as aulas eram torturantes &lt;strike&gt;ou perigosas&lt;/strike&gt;, mas felizmente ocorriam mais como exceções do que como regra. E quando ocorria, a receita era apenas aguardar aquele momento passar e voltar a ser normal novamente. A receita sempre funcionava. Até que naquele dia ocorreu uma falha básica do comportamento humano, que é quando se quer provar que sua ira é maior do que a ira de outrem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se uma pessoa está com raiva e a outra não se deixa mudar de estado mental, então uma briga nunca ocorre. A raiva geralmente tende a ser passageira e consertada pelo passar do tempo, e por isso, enquanto uma pessoa estiver em ira e a outra não, a paz certamente tem mais chances de perdurar. O problema é quando esse detalhe fica de lado, e sua consciência dá lugar para o seu lado primitivo e instintivo agir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em qualquer confronto, a base inicial de ambos os lados é sempre ganhar, e nunca ficar num empate ou perder. Por isso, se um lado do confronto não cede, então o outro precisa fazê-lo para que as coisas acabem o mais rápido possível. Graças à essa mecânica &lt;strike&gt;social&lt;/strike&gt; das discussões, eu já vi, em uma outra aula, uma aluna sair da sala chorando por ter sentido-se humilhada também. E não tão diferente disso, também me fez lembrar de algo parecido na época da Faculdade, só que com uma pequena reversão de cena: Um professor saiu &lt;strike&gt;chorando&lt;/strike&gt; flamejando porque aparentemente não conseguia provar a importância de suas aulas. Agora isso sem voltar um pouco mais atrás e relembrar as diversas vezes no colégio em que também ocorria essa rivalidade extrema entre professores e alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou considerar que isso é absolutamente normal [ironia?] e apenas finalizar esse post dizendo como tudo terminou, pelo menos naquele dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;O Dialógo&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Como qualquer discussão que se preze, o tom de voz elevado faz parecer que aquele que falar mais alto e por mais tempo está mais certo do que o outro. E nesse ponto, meu professor tinha toda vantagem daquele momento sobre si, pois falar e ser autoritário era natural em si. E então, por diversas vezes, durante alguma &lt;strike&gt;ofensa&lt;/strike&gt; argumentação e outra, via-se a aluna tentando encontrar uma brecha de tempo para falar. Obviamente ela não iria conseguir, simplesmente porque as sentenças eram atropeladas em meio à frases aparentemente desconexas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_&lt;i&gt;Posso falar?&lt;/i&gt; - tentava ela durante um segundo que levava para o professor engolir sua saliva ou respirar. "&lt;i&gt;Vai deixar eu falar agora?&lt;/i&gt;", "&lt;i&gt;Posso?&lt;/i&gt;", "&lt;i&gt;Já?&lt;/i&gt;". E durante vários minutos isso foi tudo que ela conseguiu dizer. E por continuar em silêncio, ela parecia ligeiramente em desvantagem, mesmo quando todos estavam em desvantagem, pois aquele tempo perdido seria melhor aproveitado se estivesse sendo usado para o propósito da aula que era a dança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre todos os alunos perplexos olhando a cena, houve um ou outro que tentou falar alguma coisa, mas foi repreendido sem ao menos completar uma palavra inteira. Mas daí o momento inóspito pareceu convergir para um desfecho, que foi acompanho de duas ações ainda mais bizarras do que tudo isso: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_&lt;i&gt;Então vai, fala o que você quer falar!&lt;/i&gt; - rugiu o professor, que logo em seguida saiu da sala. Claramente a aluna não sabia o que fazer diante daquela situação, pois ela realmente queria falar algo, mas era para o professor, e não para o resto da turma. O silêncio constrangedor e a situação se tornaram humilhantes naquele momento. E sem opções, ela foi obrigada a falar para quem estava tão perplexo quanto ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_&lt;i&gt;Er... Então, né?&lt;/i&gt; - começou seu rápido discurso - "&lt;i&gt;Eu acho que não é certo ele querer ficar apontando nossos erros para todo mundo... Ele deveria ensinar individualmente... Ah, quer saber, pra mim faltou psicologia. Ele não tem psicologia.&lt;/i&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvidas, foi o contexto mais estranho que eu encontrei para o uso da &lt;i&gt;psicologia&lt;/i&gt; naquela ocasião, mas pouco importava, porque antes que eu pudesse pensar em qualquer coisa, o professor retornou para a sala. E a discussão recomeçou em um modo mais agressivo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_&lt;i&gt;Não me venha falar de psicologia!&lt;/i&gt; - começou o professor, com a ira que saltava de seus olhos e se perdiam no vácuo. "&lt;i&gt;Se você não está contente com minha aula, então pode se retirar agora!&lt;/i&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não estava preparada para ceder, e por isso, recusou prontamente a sair. Se fosse em uma ocasião diferente, imagino que ela iria ter saído, mesmo antes de uma segunda ordem mais imperativa exigindo que se retirasse. E essa decisão firme certamente fez com que o professor não soubesse ao certo o que fazer, pois ele não queria se dar por vencido e nem ficar naquele mesmo ambiente com ela. Para resumir, houve um momento que eu vi atravessar nele a vontade de bater nela. Aquele momento iria ter um final inexplicável se ele desse vazão a seu desejo primitivo, pois ele quase o fez. Sim, ele iria fazer isso, como confessou dias depois que o fatídico dia passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao invés disso, tudo o que se resumiu nos segundos seguintes foi a música ser &lt;i&gt;ligada&lt;/i&gt; e ter o volume subitamente aumentado para impossibilitar que a aluna continuasse discutindo. Ninguém mais saiu da sala, e tão pouco conseguiram ter coragem para falar alguma coisa depois disso. O clima ficou tenso até o fim daquele dia, que certamente fez eu perceber como todos (incluindo eu) sabiam perfeitamente dançar e ouvir uma música animada fingindo que não tinham nenhuma opinião à respeito daquele fato. &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=DRJqrLd7MrE" target="_blank"&gt;&lt;i&gt;&lt;strike&gt;Dancem macacos, dancem.&lt;/strike&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Psicologia&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;E quem dera o dia tivesse terminado naquele evento. No final da aula, uma parte da ira tinha ido embora, e parte da calmaria estava aparentemente voltando ao normal. Sabendo que alguma coisa precisava ser dita e concluída, o professor resolveu terminar tudo um pouco mais cedo, e em sua redenção, pediu que todos formassem um círculo e &lt;i&gt;dessem &lt;/i&gt;as mãos. Esse ritual, que já tinha ocorrido em certas ocasiões, geralmente servia para que ele ficasse no centro desse círculo e filosofasse alguma coisa positiva para todos, como incentivando-nos a ter auto-estima, enfrentar os medos e essas coisas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia, porém, tudo o que quis fazer foi iniciar um novo discurso, mas dessa vez pedindo desculpas e reconhecendo que não deveria ter agido daquela forma. Houve um pequeno conto com algumas metáforas sobre a vida, e depois disso, a aula finalmente tinha acabado aparentemente bem. A aluna disse que estava tudo bem agora e assim ficou encerrado. O &lt;i&gt;final clichê&lt;/i&gt; contou até com um abraço dos dois e uma salva de palmas (não necessariamente nessa ordem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria um ledo engano se tudo isso terminasse aí, pois se terminasse, onde que entraria o título desse blog a fazer jus a desilusão do momento? Pois bem, é exatamente aí que eu entro nessa história, depois desse final. Eu já estava andando pela rua pensando refletindo como é raro eu presenciar esse tipo de coisa no dia-a-dia, e já estava vagando com alguma lembrança sombria quando escuto um &lt;i&gt;"Ei, espere! Também vou para esse lado."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só não vou dizer que aquilo era anormal porque parte da rua que eu percorro realmente é um caminho comum para outros alunos, embora eu sempre estivesse ao lado da minha própria sombra na maioria das vezes. Começamos alguma conversa qualquer sem importância, provavelmente fazendo aquelas notações óbvias do tipo: "&lt;i&gt;ah, você vai por esse caminho!&lt;/i&gt;" ou "&lt;i&gt;puxa, hoje fez mais frio que ontem&lt;/i&gt;". E logo depois, chegou um momento que a conversa chegou no ponto chave: "&lt;i&gt;E então, o que você achou de tudo aquilo que aconteceu?&lt;/i&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu consigo ser tão ingênuo que, mesmo dentro de um contexto óbvio, eu não sabia o que responder. Ela queria saber minha opinião sobre a atitude dela de não sair da aula quando o professor impôs? Queria um [pré]julgamento meu sobre o que a maioria poderia ter pensado? Queria que eu falasse "foi um momento lamentável"?. Como essa notável &lt;i&gt;insapiência&lt;/i&gt;, minhas respostas &lt;strike&gt;imbecis&lt;/strike&gt; rápidas foram apenas &lt;i&gt;tentar&lt;/i&gt; constatar o óbvio, dizendo alguma coisa do tipo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_&lt;i&gt;Nem se preocupe com isso, pois na hora pode ter sido um momento muito desagradável, mas no final até que parecia ter voltado ao normal. Certamente, na próxima aula já estará tudo bem, já que para mim foi apenas um acontecimento que já passou. Não se preocupe com isso não.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que ela queria era apenas uma visão de um espectador para então refletir sobre aquilo com mais calma, e certamente não foi isso o que eu consegui dizer com meus engasgos e gagueiras. E como ela não estava satisfeita com minha psicologia tosca, resolveu fazer uma pergunta mais precisa, que apenas provava o quanto meu micro-discurso foi tolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;i&gt;Você acha que eu devo voltar a frequentar as aulas?&lt;/i&gt;" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou deixar em aberto qual foi minha resposta final naquela ocasião, simplesmente porque, eu tenho dúvidas se realmente era necessário responder. Mas, independente disso, sabe aquela máxima da Teoria do Caos, que diz: "Uma borboleta que bate as asas em Tóquio poderá causar um tufão em Londres"? Foi isso que eu observei enquanto termino de escrever esse post. Um evento aleatório em um dia, e a história termina com uma reviravolta. Finalmente chegou a hora em que esses posts sobre Dança de Salão acabam definitivamente. &lt;strike&gt;Ou não.&lt;/strike&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border: 1px solid #CCC; padding: 10px;"&gt;Você pode aproveitar que finalmente essa saga tem grandes chances de terminar e ver como tudo chegou até aqui pelos links abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/07/danca-de-salao-oh-nao-1.html" target="_blank"&gt;Dança de Salão! Oh, não! [1]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/08/danca-de-salao-oh-nao-2.html" target="_blank"&gt;Dança de Salão? Oh, não! [2]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/03/danca-de-salao-ou-nao-3.html" target="_blank"&gt;Dança de Salão. Ou não. [3]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso você acredite ter pedido seu tempo aqui, ainda assim peço que tenha calma. Mesmo se ficar com raiva porque essa história não está completa, tente permanecer calmo, pois logo passa. E se não passar, relembre o título desse blog e sorria.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-2106888054242675835?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/2106888054242675835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/07/danca-de-salao-eu-nao-4.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/2106888054242675835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/2106888054242675835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/07/danca-de-salao-eu-nao-4.html' title='Dança de Salão? Eu não! [4]'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-6uXnOR7YPlo/ThfGL8Nl2TI/AAAAAAAAAX8/zGBKuWYJrWk/s72-c/IMG0024A.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-3421159926421715602</id><published>2011-07-11T01:21:00.000-03:00</published><updated>2011-11-14T00:15:51.326-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>A Enrolação das Indiretas</title><content type='html'>&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Vamos supor que lhe convidam para uma festa que você não quer ir. Em muitos casos, você pode resolver isso apenas dizendo que não quer ir, ou ir apenas por convenção social. Ou então, para não parecer desagradável a quem lhe fez o convite, você tenta inventar desculpas e metódos questionáveis de enganar tal pessoa para satisfazer a si próprio. Quando o caso contrário ocorre, ou seja, você está querendo ser convidado para uma festa, mas aparentemente foi "esquecido", então utiliza-se o recurso das &lt;i&gt;indiretas&lt;/i&gt; para tentar receber o convite sem correr o risco de ser desagradável em recebê-lo de mal agrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, comparando assim, acho que não existem muitas diferenças entre &lt;b&gt;enrolar&lt;/b&gt; para não ir, e criar &lt;b&gt;indiretas&lt;/b&gt; para ir. E o meu ponto é: até onde é justo e saudável utilizar esses recursos &lt;strike&gt;baixos&lt;/strike&gt; de enganação para alcançar um objetivo pessoal comum?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As indiretas são como uma faca de dois gumes, onde os dois lados são afiados e geralmente servem para cortar seus dois pulsos ao mesmo tempo. Isso porque a partir do momento que você diz algo indiretamente, parte-se do pressuposto que você não tem &lt;strike&gt;condições&lt;/strike&gt; coragem para dizer aquilo, ou aquilo não deveria ser dito diretamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem contar com o fato de que uma indireta é como uma pedra jogada no mar; as chances de você capturá-la com uma ísca depois são quase nulas. Jamais haverá como saber se a sua indireta foi compreendida, e se foi, será que então foi ignorada? Ou talvez responder uma indireta é como vestir um capuz que realmente é seu, para depois ouvir que não era e, morrer na dúvida se seria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, como é muito claro, toda indireta só traz mais problemas do que soluções. Mas mesmo assim, se tudo o que eu disse pode soar tão comum, porque mesmo assim muitos preferem usar a expressão por meio de indiretas para se comunicar? Será que existe alguma justificativa simples para tudo isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Transcrição Manual&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Não podemos ler pensamentos (ainda), mas instintivamente nossa mente processa os pequenos sinais e micro-gestos vindos de uma pessoa para tentar adivinhar, mesmo que &lt;strike&gt;erroneamente&lt;/strike&gt; em nível subconsciente, o pensamento alheio. E isso é algo discutido por várias pesquisas que &lt;a href="http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&amp;amp;safe=off&amp;amp;q=%22PNL%22+OR+%22Neurolingu%C3%ADstica%22+OR+%22Linguagem+do+Corpo%22&amp;amp;oq=%22PNL%22+OR+%22Neurolingu%C3%ADstica%22+OR+%22Linguagem+do+Corpo%22&amp;amp;aq=f&amp;amp;aqi=&amp;amp;aql=undefined&amp;amp;gs_sm=e&amp;amp;gs_upl=5347l5347l0l1l1l0l0l0l0l230l230l2-1l1" target="_blank"&gt;algumas googladas&lt;/a&gt; não me deixam mentir. Então, parece-me óbvio que toda atitude e decisão que você dá passa pelo processo de "descobrir o pensamento alheio" e então dizer o mais coeso com seus propósitos finais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que isso não é uma regra absoluta, já que vários microgestos passam despercebidos pela percepção, e muitos deles nem ao menos podem ser "traduzidos" instintivamente. Mas, para efeitos gerais, vamos considerar que essa tentativa de transcrição automática dos pensamentos sempre ocorra fora da grade de consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema das indiretas aconteceria quando você quer que essa leitura mental ocorra de modo infalível, e por isso esperamos que todos nos digam o que pensam e acabe com essas tentativas frustradas de &lt;i&gt;oclumência&lt;/i&gt;. Oras, qual outro método é tão eficaz para isso quanto usar as indiretas? Basta jogar uma indireta e esperar pela reação positiva ou negativa que realce suas certezas ou dúvidas ante a tomada da decisão. Ainda assim falar diretamente seria mais rápido e o melhor para todos, mas sem que a &lt;i&gt;manipulação mental&lt;/i&gt; chegue em você, os riscos de se enganar são maiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Conclusão&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Sempre existiu um ditado popular que define muito bem tudo isso até aqui. O tal do &lt;i&gt;"plantar verde para colher maduro"&lt;/i&gt;, que é quando alguém tenta descobrir alguma coisa fazendo perguntas que possam lhe trazer a verdade de modo indireto. É apenas uma estratégia humana simples para ter habilidades paranormais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quer saber de uma coisa? Com o avanço da tecnologia, quanto mais existem estudos tentando &lt;i&gt;decodificar&lt;/i&gt; nossos sinais cerebrais e mapeá-los, mais me parece certo que no futuro haverá meios acessíveis para qualquer um ler a mente alheia. Há alguns anos atrás, isso poderia parecer apenas ficção, mas infelizmente, &lt;a href="http://www.google.com.br/#hl=pt-BR&amp;amp;sugexp=esqb,ratio&amp;amp;xhr=t&amp;amp;q=leitura%20de%20pensamentos%20OR%20mente%20%2Bci%C3%AAncia%20%2Bresson%C3%A2ncia&amp;amp;cp=31&amp;amp;pq=leitura%20de%20pensamentos%20%2Bci%C3%AAncia%20%2Bresson%C3%A2ncia&amp;amp;pf=p&amp;amp;sclient=psy&amp;amp;safe=off&amp;amp;source=hp&amp;amp;aq=f&amp;amp;aqi=&amp;amp;aql=&amp;amp;oq=leitura+de+pensamentos+OR+mente+%2Bci%C3%AAncia+%2Bresson%C3%A2ncia&amp;amp;pbx=1&amp;amp;bav=on.2,or.r_gc.r_pw.&amp;amp;fp=215ee2dc5f20c57&amp;amp;biw=1680&amp;amp;bih=907" target="_blank"&gt;hoje já é real&lt;/a&gt; (embora em estágio bem inicial).&lt;br /&gt;Ou seja, talvez as indiretas venham a perder seu sentido um dia. Ou talvez falar perca seu sentido um dia. Ou talvez pensar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div sytle="padding: 10px; border: 1px solid #CCC;"&gt;E seguindo esse ritmo mais "interpretativo" das coisas, caso queira ver mais alguma coisa nesse nível (ou daí para pior), segue alguns conselhos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/04/corrente-da-motivacao.html"&gt;A Corrente da Motivação&lt;/a&gt; onde eu tento expor uma "constatação brilhante" de que todo e qualquer tipo de mudança só é possível se houver uma motivação para isso.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/03/explicacao-de-tudo-1.html"&gt;A explicação de tudo [1]&lt;/a&gt; que é um post &lt;strike&gt;arrogante&lt;/strike&gt; sábio que tenta provar que vivemos na Matrix, só porque não temos evidências para isso.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/11/desilusoes-do-tempo.html"&gt;Desilusões do Tempo&lt;/a&gt; que em breve farei uma respostagem só para contradizer tudo isso categoricamente.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr size="1" style="border-color: #CCC;" /&gt;&lt;small&gt;Eu ia tentar fazer criar alguma frase longa e enigmática para pedir comentários indiretamente, mas cheguei a conclusão que diretamente fica bem melhor. Então... &lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-3421159926421715602?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/3421159926421715602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/07/enrolacao-das-indiretas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/3421159926421715602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/3421159926421715602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/07/enrolacao-das-indiretas.html' title='A Enrolação das Indiretas'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-6268009604179998548</id><published>2011-06-11T00:07:00.000-03:00</published><updated>2011-06-11T00:07:48.887-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Peças do Museu</title><content type='html'>Havia um templo muito antigo, descoberto ainda há pouco tempo por exploradores da atualidade. Encontraram requícios de uma história gravada por um tempo muito mais antigo que eles. No centro do templo haviam dois tronos, e a escultura de um casal que brindava uma taça de vinho nas mãos. A escultura era tão bem feita que por um instante parecia real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O casal era composto por dois velhinhos, cujas rugas de experiências foram muito bem detalhadas naquela imagem estática deles. Era fácil notar a expressão de serenidade de ambos, e da quantidade de alegrias e tristezas que passaram juntos. E ali estavam felizes. Serenos e discretos, mas felizes por algum motivo. Um leve sorriso parecia querer dizer alguma coisa para os presentes no templo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante daquela descoberta incrível, os exploradores procuraram por notas e diários perdidos que remetessem a revelar aquilo que as paredes não podiam contar por si só. De qualquer modo, mesmo que nenhum documento ou registro histórico fosse encontrado, cada um que os visse conseguia imaginar sua própria versão de como terminaram naquele momento. Era essa liberdade de imaginação diante do desconhecido que tornava aqueles dois velhinhos tão reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez tivessem se conhecido ainda quando pequenos. Poderiam ter se conhecido no &lt;em&gt;prézinho&lt;/em&gt;, enquanto aprendiam as primeiras letras do alfabeto juntos. Talvez fossem grandes amigos durante muitos anos. Talvez se separaram em algum momento de suas vidas, mas logo se viram unidos novamente. São tantos "&lt;em&gt;talvez&lt;/em&gt;" que isso apenas prova o quão genérico é a história de qualquer casal feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um explorador chegou até a sugerir seu próprio caso de vida como uma possível versão daquela cena. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_&lt;em&gt;"Quem sabe eles se conheceram por acaso, em algum momento bom"&lt;/em&gt;, disse ele. &lt;em&gt;"Poderia ter acontecido uma festa no reino, e com toda alegria os rodeando, o destino nem teve muito trabalho para uní-los. Foram consumidos pela paixão, e viveram felizes para sempre."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um outro explorador balançou a cabeça, refutando a idéia do amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Eu acho que isso é impossível. Se foram consumidos pela paixão, é bem provável que ambos estavam cegos enquanto se conheciam. E depois disso, viveram felizes, mas não por muito tempo. O brinde que fazem parece muito sútil diante de um estupor tão grande de felicidade que imagina existir. É um brinde de um casal que ama um ao outro, mas não de um casal apaixonado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grupo de exploradores continuou discutindo suas idéias e teorias sobre o passado distante que já rodeou aquele templo algum dia. Concluíram que o tempo era capaz de destruir tudo, e certas coisas eram destruídas mais rápido do que outras. A primeira coisa que o tempo costuma destruir em um casal, refletiu um explorador, é a paixão. Em algum mundo distante, isso é o suficiente para separar um casal, mas essa não parecia ser a verdade que o cenário daquele templo mostrava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final daquele dia, fizeram uma suposição de que a escultura mostrava apenas um momento, mas não era necessariamente a morte. Um deles poderia ter morrido primeiro, e então, usado a paixão que ficou guardada durante tantos anos para esculpir e eternizar o momento mais importante da vida deles, que era justamente quando tinham a oportunidade para sentarem juntos um ao lado do outro. Talvez a taça não fosse só um brinde qualquer, mas sim o simbolismo de todos os brindes que já fizeram ao longo de toda aquela caminhada. Talvez não fosse uma taça de vinho, e sim de sangue. O sangue que já tiveram que derramar para ficarem juntos. As brigas e os quase rompimentos de um elo que estava unido e desunido ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O templo ainda continuará naquela floresta, e a história do casal ainda continuará sendo um mistério. São tantos "talvez" que a verdade perde seu espaço. Um casal abandonado pelo tempo, cujo tempo quer destruir as coisas que encontra. Um momento registrado de milhares de momentos perdido para sempre. Um olhar de serenidade que significava muitas coisas sem dizer uma única palavra. E tudo isso hoje em dia não importa, porque esculturas não falam. Esculturas apenas viram as peças que passam despercebidas nos museus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="padding: 10px; border: 1px solid #CCC"&gt;Fazia tempo que não postava e nem escrevia nenhum conto. Então, aproveitando a &lt;strike&gt;deprimente&lt;/strike&gt; encenação que se faz em torno do &lt;i&gt;dia dos namorados&lt;/i&gt;, resolvi postar alguma coisa refente ao tema. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se esse conto pareceu chato demais, tente ler &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2009/05/conto-tempestade.html" target="_blank"&gt;esse outro&lt;/a&gt; que não tem nada haver com amor, mas sim com crenças e traições. Ou então, se você pretender ler alguma coisa mais triste do que isso tudo, lhe apresento um menino chamado Elias e sua história da &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2008/12/conto-quinta-cor.html" target="_blank"&gt;Quinta Cor&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-6268009604179998548?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/6268009604179998548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/06/pecas-do-museu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/6268009604179998548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/6268009604179998548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/06/pecas-do-museu.html' title='Peças do Museu'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-958733745286076808</id><published>2011-05-23T01:48:00.001-03:00</published><updated>2011-05-24T01:28:02.321-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vivência'/><title type='text'>O Lobo Solitário</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://1.bp.blogspot.com/-nJq6tRT4ZC8/Tdnk6xbM_-I/AAAAAAAAAXI/Qsn9WQu1c5I/s200/lobo+uivando.jpg" width="200" /&gt;&lt;/div&gt;Me lembro de uma vez, durante a época do colégio, que eu estava sentado sozinho num banco do pátio principal. De certo modo isso era um acontecimento comum, principalmente quando faltava algum professor e as turmas ficavam pelo pátio esperando passar o tempo ocioso. Naturalmente ocorria uma espécie de divisão dentro das turmas, onde podia se ver grupinhos com cerca de 5 a 8 pessoas agrupadas em suas próprias dimensões sociais. Então, havia o grupo predominante masculino, onde a turma dos mais &lt;i&gt;bad-ass&lt;/i&gt; e valentes se reunia. Havia também o grupo das meninas estudando a matéria da aula seguinte, e um grupo misto quebrando tabus sexuais em algum jogo do tipo verdade-ou-mentira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre aquelas dimensões sociais, também havia alguns grupos formados exclusivamente por organizadores do caos, planejando astuciosamente algum plano para &lt;i&gt;trollar&lt;/i&gt; todos os outros que não estivessem presentes no mesmo grupo. Ah, claro, também havia alguns que não ficavam em grupo algum... er... havia alguns sim, embora não lembre ao certo a descrição de nenhum deles... Pensando bem, não havia. Mas havia alguém que ficava sentado sozinho no banco do pátio acreditando que havia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em minha dimensão paralela, não havia planos para dominar o mundo, nem para saber se tinha estudado para a prova da aula seguinte. Não tinha interesse nas brincadeiras constrangedoras, nem conhecia muitos jogos de cartas para gritar "TRUCOO" em alguma partida proibida pelos inspetores. Tudo o que passava pela minha cabeça era... Nada. Era uma mente vazia. Ou talvez, ocupada com reflexões vazias, como essa, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tinha relógio para saber se ainda faltava muito tempo para o sinal tocar e aquele mundo vazio sumir. Também não tinha celular para me distrair, como creio eu, quase ninguém tinha naquela época. Vez ou outra eu pensava em pegar meus cadernos e sair desenhando qualquer coisa que viesse pela cabeça. Mas não vinha nada pela cabeça, e mesmo que viesse, eu não iria correr o risco de querer atrair algum curioso de plantão para ver o que eu estava fazendo. Com a mente rodopiando pelo ócio ao meu redor, eu aguardava, pacientemente, cada minuto se condensar em pouco menos de uma hora. Para todos os outros, o invervalo era curto. Para mim, que havia descoberto uma forma inútil de dobrar o tempo, era longo demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, fui chamado de &lt;i&gt;Lobo Solitário&lt;/i&gt;, em algum momento desses que eu realmente dava motivos para ser chamado de Lobo Solitário. Eu não refleti que era um solitário, mas sim que era um lobo. Lobos são animais fantásticos, que são extremamente fiéis dentro de suas matilhas, que conseguem criar estratégias complexas para fazer a melhor caça na noite. Lobos tem uma das estruturas organizacionais mais incríveis que já vi, podendo entre eles definir a ordem certa sobre quem tem mais poder. Lobos são fantásticos. Eu fui chamado de Lobo. Mas esqueci que era Solitário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Lobo Solitário, na natureza, geralmente é aquele que é expulso de sua matilha devido a algum problema sério. Algumas vezes, eles podem ser expulsos por tentarem tomar o posto dos Machos-Alfa e fracassarem piamente. Outras verzes, eles podem ser expulsos simplesmente por serem considerados inúteis para a matilha, ou seja, quando não conseguem cumprir uma das funções que lhe foi delegada pelos seus superiores. Então, eu fui chamado de Lobo Solitário porque não estava em nenhum outro grupo. Mas eu não fui expulso de nenhum deles, ou pelo menos, eu nem se quer tentei entrar em um deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena clichê de filmes envolvendo lobos diz que eles uivam sozinhos para a lua. De modo compreensível, associam tal imagens aos lobisomens, que tem a parte humana encoberta pela agressividade de um lobo, ao mesmo tempo que, inexplicavelmente, uiva sozinho para a lua. E de modo incompreensível, associam a mesma lua e aquele uivo estridente ao fato de tal criatura ser lunática. Cachorros loucos começam a uivar. Cachorros loucos começam a se transformar em lobos. Conclusão: Lobos são Loucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é a parte infeliz da história, porque como eu já disse, as qualidades regentes nos lobos os fazem animais incríveis. E eles não saem por aí uivando sozinhos. Na verdade, o uivo é uma forma de se comunicar com os outros da matilha, de modo a usar o som como fator de localização e cerco entorno de uma vítima. Lobos solitários não uivam, porque eles não querem ser encontrados. Na verdade, eles não podem ser encontrados. Mas, ainda assim, acredito que no fundo eles uivem, sozinhos na noite, olhando para a Lua. No entanto, o uivo de um Lobo Solitário, ninguém pode escutar. Nem ele próprio escuta seu uivo, por mais estridente que seja. E do meio de alguma floresta qualquer, a lua parece ser a única a compartilhar aquela vida lunática que tal animal &lt;strike&gt;escolheu&lt;/strike&gt; recebeu para si.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-958733745286076808?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/958733745286076808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/05/o-lobo-solitario.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/958733745286076808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/958733745286076808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/05/o-lobo-solitario.html' title='O Lobo Solitário'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-nJq6tRT4ZC8/Tdnk6xbM_-I/AAAAAAAAAXI/Qsn9WQu1c5I/s72-c/lobo+uivando.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-6685184685267124897</id><published>2011-04-20T00:23:00.001-03:00</published><updated>2011-12-05T22:37:39.720-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>A Corrente da Motivação</title><content type='html'>A primeira vez em que assisti uma palestra motivacional, eu não era apenas um simples espectador. Eu estava com minha moral erguida ao ápice ao lado do palestrante como colaborador e assistente. Hoje em dia uma simples idéia de eu estar frente ao público me assombra; não apenas pelo medo e ansiedade, mas por pensar que eu mudei: eu desenvolvi um medo por algo que eu fazia e nem tem muito tempo assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de dar conselhos e poder ajudar quem me pede ajuda. Mas, infelizmente eu sei que muitos dos conselhos que procuramos ouvir vêm dos momentos em que não estamos nos sentindo bem. E aí, quando se está mal, muitas vezes é quando sua reflexão fica inclinada a por em prática qualquer coisa que pareça fazer um mínimo de sentido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que qualquer pessoa lhe dizendo: "&lt;i&gt;Basta você mudar seu jeito&lt;/i&gt;", ou "&lt;i&gt;Vai lá e faça&lt;/i&gt;" não funcionam. Essas dicas são sempre tão óbvias que se tornam tolas. Ninguém modifica seu jeito instantâneamente, embora possam modificar ao longo do tempo. Ou mesmo tomar uma atitude não é algo que é tão fácil para todo mundo. A única forma desses conselhos funcionarem seria através de uma variável chamada &lt;b&gt;Motivação&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A motivação é a única coisa realmente capaz de mudar uma pessoa e fazer com que todos os conselhos outrora fúteis ganhem sentido. Para alguém motivado, dizer "&lt;i&gt;vai lá e faça&lt;/i&gt;" é o empurrão que ela precisa para uma mudança radical de estado de espírito. Mas, sei que o que vou dizer parece óbvio, mas todo mundo que está em uma situação ruim e pede ajuda, certamente o faz porque essa mesma&lt;i&gt; motivação&lt;/i&gt; está baixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez isso seja o verdadeiro problema ante qualquer mudança. É como se existissse algum um tipo de corrente envolta de si, e para essas pessoas a força dessa corrente é sempre maior do que a força de vontade. E aí meu caro, não há motivação capaz de tirar esse alguém do fundo do poço nessas horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocando a lei do positivismo em prática, então ter pouca força de vontade é um preço que você paga pelos problemas que tem; e sua falta de determinação ou garra são teus inimigos primordiais contra a felicidade. Vencer esses inimigos deveriam ser a prioridade antes de qualquer mudança, e nunca o contrário. Se você, às vezes, sente que há uma corrente em torno de si, então porque raios tentar descobrir até onde ela estica (se é que estica) ao invéz de tentar destruí-la?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse post não é mais uma sessão de &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/search/label/Viv%C3%AAncia" target="_blank"&gt;#mimimi&lt;/a&gt;, mas sim uma idéia avulsa de &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/search/label/Reflex%C3%B5es" target="_blank"&gt;reflexão&lt;/a&gt; para que se entenda porque tudo é sempre mais dificil quando se está mal. O problema é a corrente invisível que lhe prende, e sua força de vontade faz toda diferença nesse momento. Se parece-lhe dificil escapar dessa corrente, então é sinal que sua força de vontade é fraca, e tudo o que pode ser feito é chorar mais essa desilusão até que o tempo cure vossas feridas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border: 1px solid; padding: 10px;"&gt;Ah, o tempo... se você ainda não leu meu outro post falando desse sádico senhor da razão, &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/11/desilusoes-do-tempo.html"&gt;clique aqui&lt;/a&gt; e o faça. Eu gosto tanto desse assunto que também falei de seus paradoxos nesses outro post &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/02/viagens-no-tempo-com-rpg.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;. O tempo é o responsável por suas mudanças, e se há uma forma de você conseguir adquirir força de vontade, essa forma seria atravéz do tempo, com pequenas mudanças que agora parecem insignificantes, mas que no futuro farão toda diferença. E o segredo para enfrentá-lo ou se aliar com ele? &lt;i&gt;Motivação&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="background: #FBF0D0; border-left: 1px dotted #000; padding: 10px;"&gt;Veja também outros posts para incrementar sua desilusão.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;ul style="list-type: circle !important;" &gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/11/desilusoes-do-tempo" title="Porque seu tempo parece tão curto?"&gt;Desilusões do Tempo&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/11/danca-de-salao-e-entao-5" title="Um modo definitivo para iniciar a mudança."&gt;Dança de Salão. E Então? [5] - A Alavanca&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/11/karma-voce-tem-carma" title=""&gt;Karma, você tem Carma.&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/07/enrolacao-das-indiretas" title=""&gt;A Enrolação das Indiretas&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-6685184685267124897?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/6685184685267124897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/04/corrente-da-motivacao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/6685184685267124897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/6685184685267124897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/04/corrente-da-motivacao.html' title='A Corrente da Motivação'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-8420201021509722703</id><published>2011-03-18T12:30:00.000-03:00</published><updated>2012-02-15T18:03:18.696-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vivência'/><title type='text'>Dança de Salão. Ou não. [3]</title><content type='html'>&lt;div style="border: 1px solid; padding: 10px;"&gt;Finalmente, posso estufar o peito e dizer: Sobrevivi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue a parte &lt;strike&gt;final &lt;/strike&gt;dessa saga incompleta sobre as aulas de dança que até hoje não entendo como prosseguiram. Você pode ler a parte 1 para saber como tudo começou &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/07/danca-de-salao-oh-nao-1.html" title="Dança de Salão - parte 1"&gt;clicando aqui&lt;/a&gt;, e depois já emende e veja a &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/08/danca-de-salao-oh-nao-2.html" title="Dança de Salão - parte 2"&gt;parte 2&lt;/a&gt; para entender o que tem a ver esse post aqui.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Parte 3: Olhando Através do Espelho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca havia feito isso, mas confesso que foi fabuloso. Não estou falando da dança em si, mas do fato de &lt;i&gt;Olhar Através do Espelho&lt;/i&gt;. Essa metáfora se cria com uma frase sensacional de Jostein Gaarder (autor do livro "O Mundo de Sofia") que fez todo o sentido do mundo para mim em um único dia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"Nós enxergamos tudo num espelho, obscuramente. Às vezes conseguimos espiar através do espelho e ter uma visão de como são as coisas do outro lado. Se conseguíssemos polir mais esse espelho, veríamos muito mais coisas. Porém não enxergaríamos mais a nós mesmos"&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Eu tive essa epifania da vida outro dia, quando eu olhei no espelho e não me reconheci. Eu lembrei da minha personalidade fechada dentro de uma caixa, e constatei que alguém que dançava não fazia parte da personalidade naquela caixa. &lt;i&gt;"Esse não sou eu"&lt;/i&gt;, repeti para mim mesmo com toda a convicção de quem diz uma verdade óbvia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu eu natural anda cabisbaixo por ser corcundo, não faz movimentos corporais por que aprecia o sedentarismo e ignora os erros que comete todo dia porque não tem muita motivação para repará-los. O meu eu natural foge de festas e ataca pedras contra a parede do concreto mais resistente, com a esperança de que elas ricocheteiem e lhe flagelem, ao invés de tentar destruir. O meu eu natural, como ficou bem claro, é um completo imbecil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como qualquer imbecil, eu sabia que as coisas que estava fazendo no momento não eram as coisas que eu faria se fosse eu. Conversa de louco, ein? Mas vamos resumir para o foco principal desse post, que é a relação entre as aulas de dança e minha motivação a continuá-las (Como se isso importasse à alguém).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Carga Dramática&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já faz alguns meses que estou nas aulas de dança e ainda continuo sem conhecer quase totalidade das danças básicas existentes. Nem o nome e como são os movimentos eu faço ideia. Em parte disso é porque as aulas que faço costumam focar uma temporada em cada tipo de dança específico, e até agora tudo o que consegui compreender superficialmente foi o Tango.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Tango, por ser uma dança mais "triste", completamente densa e fria, não poderia ter ocorrido melhor experiência para mim. Dançar com o peso da raiva do mundo dava a chance que eu precisava para dizer: "Eu sou bom nisso". E cada vez que eu escutava outros alunos reclamando que achavam o tango muito difícil, mais certeza eu tinha de que aquilo era o tipo de dança certo pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo acaba, e depois das férias de fim de ano, ninguém mais falava do Tango, como se o mesmo fosse um mero intruso que apareceu, tentou levar seu drama para os alunos, e sucumbiu ao fracasso porque ninguém mais o respeitava tanto quanto eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pulo do gato, como eu senti, iria ser direto para um precipício, porque agora as aulas caminhavam para o samba de gafieira. Samba? Não, eu não poderia estar ouvindo aquilo. Um tipo de música que detesto iria saltar aos meus ouvidos e movimentos durante os próximos meses. Eu não estava certo de que iria aguentar aquilo. Era trágico; e tragédia por tragédia eu ainda preferia o tango e sua carga dramática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Gafieira Perigosa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho uma teoria &lt;strike&gt;real&lt;/strike&gt; caótica de que muitas coisas só evoluíram graças à alguma desgraça. A internet que você usa e metade das tecnologias e "luxos" nasceram pela e para guerra. O carnaval que eu detesto, mas muita gente adora, poderia ser diferente se não fossem os escravos. E por falar em escravidão, será que as pirâmides do Egito ainda seriam consideradas maravilhas do mundo se não fosse por eles?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita coisa ruim precisa acontecer para que uma boa suplante seu lugar. Assim como a própria gafieira, que é a dança do sujeito malandro que está sempre pronto à matar àqueles que tentem se aproximar da sua parceira. Originalmente, ao que aprendi, o homem dançava a gafieira com uma das mãos puxando a mulher e comandando seus movimentos para que ela ficasse sob sua proteção. E estrategicamente à isso, a outra mão dele ficava em um dos bolsos, e lá mantinha um canivete pronto para o ataque surpresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que isso já tem séculos, e hoje em dia é apenas uma dança tocada em bailes, cuja proposta é a diversão. Mas parte da essência da malandragem do homem e delicadeza da mulher continua visível ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Lapidação do Espelho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sinto que, de alguma forma, quando você faz algo que não parece pertencer ao seu mundo, você está na verdade com as ferramentas necessárias para polir seu próprio espelho. Ele está diante de você pronto para te mostrar coisas novas que você jamais sequer acreditava existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a ferramenta em mãos, a lapidação só continua enquanto você vai diante desse espelho. E a medida que tenta enxergar através do mesmo, começará a deixar de ver sua própria imagem. A única pergunta que resta é: Será que haverá outro espelho atrás desse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso o que eu estou tentando descobrir. Mas infelizmente, por enquanto tudo o que consegui foi só as ferramentas e ninguém para me ensinar a usá-las. Com azar eu ainda quebro o espelho, me diz o velho imbecil guardado em minha essência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border: 1px solid; padding: 10px;"&gt;Às vezes eu olho para trás e lembro de coisas que eu conseguia fazer sem saber como eu fazia. Era como se fosse uma outra pessoa em meu lugar durante certo período de minha vida. Eu já cheguei a dar aulas como professor, e agora fico congelado até de ir na padaria comprar pão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu nunca tivesse realmente olhado através de espelho algum. Talvez fosse sempre um vidro do alto do prédio, onde a tentativa de lapidação apenas promove os riscos e arranhões para ver o que não se pode alcançar. Talvez... talvez eu nunca entenda o que raios foi aquilo e porque hoje é isso. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;&lt;i&gt;"Mesmo não sendo eu, eu gostei desse novo eu que eu mesmo criei para mim"&lt;/i&gt;. &lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-8420201021509722703?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/8420201021509722703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/03/danca-de-salao-ou-nao-3.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/8420201021509722703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/8420201021509722703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/03/danca-de-salao-ou-nao-3.html' title='Dança de Salão. Ou não. [3]'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-6135486803350137100</id><published>2011-03-07T13:37:00.004-03:00</published><updated>2011-10-21T12:54:19.947-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>A Explicação de Tudo [1]</title><content type='html'>&lt;div style="border: 1px solid rgb(192, 192, 192); padding: 10px;"&gt;&lt;br /&gt;Não, esse título não é pretensioso demais. A explicação para tudo, infelizmente (ou felizmente) é muito mais fácil de se conseguir do que você imagina. Isso porque &lt;b&gt;A Explicação de Tudo&lt;/b&gt; está em &lt;i&gt;você&lt;/i&gt;, está na forma de como &lt;i&gt;você&lt;/i&gt; responde as dúvidas que surgem usando as evidências que tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Evidências Pessoais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém lhe pergunta, por exemplo, o porquê você detesta determinado alimento, a resposta é tão pessoal que qualquer coisa dita define o assunto. Mesmo que você nunca tenha parado para pensar a respeito, você consiguirá dar uma resposta convincente a si mesmo. Talvez diga algo como "&lt;i&gt;ah, eu acho muito salgado&lt;/i&gt;", ou "&lt;i&gt;putz, o cheiro é terrível&lt;/i&gt;", ou caso seja alguém &lt;strike&gt;fricknerd&lt;/strike&gt; muito ecêntrico poderá responder: "&lt;i&gt;pois é, eu não gosto desse alimento porque o teor de vitaminas que ele produz é inadequado à minha dieta, uma vez que já obtenho o mesmo tipo de vitamina com outros alimentos diferentes&lt;/i&gt;". Seja qual for a resposta, ela é correta por dois motivos: Você sente-se seguro de acreditar que não mentiu e, mesmo que tenha mentido sem saber, nunca haverá ninguém para desmentir uma resposta pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, sua capacidade de responder não precisa buscar evidências complexas, como por exemplo: "&lt;i&gt;Tenho um gene X no meu DNA que me torna predisposto a não gostar desse tipo de alimento&lt;/i&gt;". E vamos convir que esse conceito de DNA também é recente demais para estar em respostas mais antigas e naturalmente é complexo demais para ser compreendido por si mesmo, visto que não temos (ainda) uma visão muito detalhada do nosso próprio código genético. Na falta de evidências, qualquer resposta básica é suficiente, e ainda de quebra consegue explicar tudo de forma definitiva sem gerar novas perguntas (imagine você dando uma resposta que envolve conceitos de genética e se ver iniciando discussões infundadas sobre biologia? Não, obrigado. Simplesmente dizer que um alimento é ruim porque é amargo é muito mais fácil e correto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Evidências Sociais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se saírmos do contexto pessoal, a necessidade de evidências aumenta. Por exemplo, imagine que alguém lhe pergunta: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_"&lt;i&gt;Porque você escolheu a cor do &lt;b&gt;nosso&lt;/b&gt; tapete de azul?&lt;/i&gt;" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem que pessoas &lt;strike&gt;sinceras&lt;/strike&gt; egoístas podem até responder "&lt;i&gt;eu escolhi azul porque eu gostei e dane-se seu gosto para o &lt;b&gt;nosso&lt;/b&gt; tapete&lt;/i&gt;". Por mais verdadeiro que seja a resposta, geralmente o contexto social tem o poder de manipular verdade, ainda que ela continue verdadeira. A fim de evitar confusões você assume que "&lt;i&gt;o azul é o que mais combinaria, você não acha?&lt;/i&gt;" ou "&lt;i&gt;não tinha muitas opções de cores lá, e a azul foi que me pareceu melhor&lt;/i&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme vamos aumentando a escala das pessoas que podem ter suas opniões sobre o assunto, a mesma verdade inicial vai se sofisticando e consequentemente transformando-se em outra coisa. A explicação do porquê comprou um tapete azul para a empresa onde trabalha não pode ser simplesmente "&lt;i&gt;foi o que me pareceu melhor&lt;/i&gt;", porque você sabe que a sua resposta precisa convencer um número maior de pessoas, incluindo aquelas que detestam a cor azul. Então a primeira coisa a se fazer é aumentar suas evidências, sejam elas relevantes ou não. E partir daí, a verdade continua a mesma, mas desta vez ela requer argumentos que reforcem evidências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As respostas começam a seguir padrões diferenciados, de acordo com a &lt;b&gt;necessidade&lt;/b&gt; de se manter incontestável, ou numa forma de convencer aos outros de que sua escolha foi bem feita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até imagino alguém que tenha mais insegurança buscando argumentos em supostos superiores: "&lt;i&gt;o azul segundo [nome de algum famoso] é a cor mais adequada para ambientes típicos como o nosso&lt;/i&gt;". E até memo aqueles que querem sentir-se donos da sabedoria: "&lt;i&gt;O azul é o melhor, confie em mim e verá!&lt;/i&gt;". O.o'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analogias a parte, onde eu quero chegar é no ponto de como a &lt;b&gt;Explicação para Tudo&lt;/b&gt; é muito superficial, já que ela depende exclusivamente de uma fórmula simples:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;| verdade = ponto de vista + evidências - pessoas te contradizendo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Evidências Universais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente chega um momento em que a resposta para uma pergunta sai dos eixos pessoais e sociais e passa a ser de teor universal. Por exemplo, se alguém lhe pergunta "&lt;i&gt;Porque formam-se raios em uma tempestade?&lt;/i&gt;", como seria a resposta para isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém que nunca pensou a respeito diria: "&lt;i&gt;Não sei&lt;/i&gt;". Afinal de contas, é arriscado você responder alguma coisa que provavelmente muitas pessoas saibam e você não. Alguém no mundo já dedicou horas de estudo atrás dessa resposta e provavelmente ele estava certo. Então, tudo o que você pode fazer para responder essa pergunta é pesquisar e ouvir uma resposta que a partir de então assumirá como verdadeira e passará adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora leve essa mesma pergunta para uma época medieval distante onde sua vida se resumisse a uma tribo indígena. Se você, naquele mundo pequeno e limitado é surpreendido por essa mesma pergunta, provavelmente sairia uma resposta. Isso porque você não teria medo de responder errado, já que ninguém da sua tribo sabe a resposta também. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você diz: "&lt;i&gt;Eu acho que os raios se formam porque tem alguém lá em cima querendo avisar que tem tempestade vindo&lt;/i&gt;". E finalmente ninguém contradiz, apenas aceita sua opinião e também diz a opinião dele. Com isso, forma se uma discussão saudável, onde a opinião de todos é respeitada porque todos admitem que ninguém tem uma explicação definitiva para aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o mais importante, ao meu ver, é que isso também incentiva a criatividade e a afloração de novas idéias. Se pessoas não questionam nada, então essas pessoas não tem como evoluir, já que não irão buscar nada que seja diferente daquilo que já sabem e fazem. Certamente foram as perguntas que movimentaram o mundo, e se temos tanta tecnologia e conhecimento hoje, é porque existiu muita gente questionando o que poderiam fazer para &lt;b&gt;melhorar&lt;/b&gt; isso ou aquilo - para &lt;b&gt;mudar&lt;/b&gt; isso ou aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a busca pela verdade absoluta continua, até que surge um pagé, alguém que todos confiam e admiram que diz finalmente conhecer a verdade. Por respeito e por falta de argumentos melhores, todos aceitam as palavras do pagé como verdade, mesmo que não concordem com elas. E aí, as pessoas passam a viver acreditando nisso. Chegará um dia em que morrerão e levarão essas verdades para a eternidade, mesmo que a desmitam milhares de anos depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Conclusão&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E voltando àquela base inicial sobre as &lt;b&gt;evidências pessoais&lt;/b&gt;, eu admito que às vezes temos dúvidas sobre nossas próprias verdades, e por isso criamos questionamentos complexos para dúvidas que ninguém pode dar, já que por ser uma questão pessoal, é a própria evidência que dará essa resposta. E só para lembrar, isso entra no mesmo mérito do porque você gosta de uma fruta ou não; não precisa haver resposta, e nem é necessário pensar nisso algum dia se quer da sua vida, pois assim a verdade permanece mais verdadeira, intacta, completamente perfeita em sua sabedoria condicional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontecem tantas transformações em nossa vida, que se você parar para pensar, quase sempre as coisas se transformam devido à essas evidências. Acreditamos que queremos alguma coisa, e então nossa mente se foca naquela coisa, e aí encontramos essas coisas, seja do modo como imaginávamos ou na desilusão de sua realidade. Pensar é o castigo de quem pensa, pois ninguém sabe até onde se pode pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um belo exemplo prático que carrego disso é de nossa educação acadêmica em um modo geral; já parou para pensar que sempre repassamos as respostas das coisas que ouvimos sem questionar a fonte da qual ouvimos? Um professor diz que 2+2 é quatro, e tudo termina ali, porque confiamos nele, que certamente confiou em seus mestres anteriores, e assim seguiu-se desde algum início distante. Mas ainda assim, a capacidade de questionamento sobre tudo é muito superficial se levar em conta esse ponto: Ninguém mais procura nas dúvidas as respostas, apenas procuram as certezas que nunca existiram e nem existirão. Tudo é só um ponto de vista seu ou meu, onde podemos concordar e discordar, mas ninguém está &lt;b&gt;errado&lt;/b&gt;. Se muitos concordarem, a tendência é que você acredite estar errado, e aí surge essa conotação &lt;i&gt;errada&lt;/i&gt; de tudo. Desculpe pelo trocadilho, foi outro &lt;i&gt;erro&lt;/i&gt; de percepção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa se você vai manter o respeito pela opinião de seus conhecidos e não mudá-la. Alguém fará isso por você, pois agora nossa tribo cresceu demais e os pagés se multiplicaram. A verdade continua a mesma, ou do contrário, ninguém conseguiria manter tantas dicussões recorrentes ao mesmo assunto. Enquanto houverem questionamentos, tudo indica que a verdade pode mudar e evoluir junto de seus conceitos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border: 1px solid rgb(192, 192, 192); padding: 10px;"&gt;&lt;br /&gt;Esse é um texto reflexivo que não tem pretensão de mudar opiniões, já que quem faz isso é, principalmente mídia + massa populacional. O propósito desse texto é instigar o questionamento sobre o que seria a verdade que dizem, pois se ela não puder ser questionada só há duas &lt;strike&gt;desilusões&lt;/strike&gt; conclusões: Ou a evolução parou &lt;b&gt;ou &lt;/b&gt;você não consegue mais encontrar perguntas para respondê-la. Não importa qual seja o caso, talvez isso signifique que abrir a mente seja mesmo necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;Só para constar: O post nem chega a ser uma crítica sobre alguma coisa, mesmo que suas interpretações assim o façam pensar. Então, caso você tenha uma explicação para tudo, aproveite e poste-a nos comentários. Ou caso não tenha, leia &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2009/05/conto-tempestade.html"&gt;esse conto&lt;/a&gt; e realmente veja mais uma interpretação sobre quem tem a resposta para tudo. &lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-6135486803350137100?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/6135486803350137100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/03/explicacao-de-tudo-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/6135486803350137100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/6135486803350137100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/03/explicacao-de-tudo-1.html' title='A Explicação de Tudo [1]'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-7017228473254505932</id><published>2011-03-01T13:07:00.005-03:00</published><updated>2011-03-08T20:39:25.106-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Mundo Virulento</title><content type='html'>&lt;div style="border: 1px solid; padding: 10px;"&gt;Os vírus estão em qualquer lugar, ou, em todo lugar. Eles podem agir de diversas formas e serem considerados a mesma coisa em muitos meios diferentes. Podemos enfim, chegar a conclusão que nós estamos compartilhando o mundo com esse inimigo invisível. Um inimigo que é capaz, mesmo com seu tamanho insignificante, destruir pessoas e até nações inteiras.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A Conspiração&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img align="left" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/dc/Influenza_virus.png" /&gt;Eu ainda me lembro do &lt;a href="http://www.mundogump.com.br/a-vacinacao-contra-rubeola-esterilizacao-em-massa-nao/" target="_blank" title="boatos"&gt;hoax&lt;/a&gt; que círculou há uns dois anos atrás, depois que o Governo lançou uma campanha de vacinação em massa contra rubéola, e claro, não de modo indiferente aconteceu o mesmo com a última gripe da febre amarela ano passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia de aplicar uma vacina com um propósito vil por trás realmente não tem muitas condições de acontecer, principalmente porque qualquer segredo só é segredo enquanto não for contado para ninguém. E segundo porque, conspirações a parte, vivemos em uma sociedade cuja democracia e conhecimento da verdade são direito de todos. (lalala ./ironia off)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente, esse não é um post sobre &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/11/conspirando-com-wikileaks.html" target="_blank"&gt;conspirações&lt;/a&gt;, então deixa isso pra lá. A idéia aqui é apenas pensar na &lt;i&gt;alegria&lt;/i&gt; que se dá de conviver num mundo virulento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ataque de Zumbis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vírus é uma definição simples para: alguma coisa que visa destruir/trollar tudo, e ainda por cima, não tem como ser evitada e vai, de qualquer maneira, atingir você um dia. Seja no mundo real ou no mundo dos computadores, a palavra vírus sempre é sinônimo para causar medo. E esse medo acabou se tornando tão generalizado que se tornou uma epidemia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filmes, livros e jogos de ficção adoram explorar esse tema. E de fato, é um tema muito amplo, já que a própria definição é ampla. A série de &lt;i&gt;survival horror&lt;/i&gt; &lt;b&gt;Resident Evil&lt;/b&gt; é uma das minhas favoritas por esse motivo; vírus que transformam pessoas em zumbis devido a uma falha humana no controle de experiências perigosas é muito mais fácil de se acontecer do que se imagina. Dúvida? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img align="left" border="0" hspace="10" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/39/Toxoplasma_gondii_tachy.jpg/190px-Toxoplasma_gondii_tachy.jpg" /&gt;Você pode dar uma pesquisadinha aí sobre um protozoário de nome estranho, conhecido como "&lt;a href="http://www.google.com.br/search?q=toxoplasma+gondii" target="_blank"&gt;&lt;i&gt;toxoplasma gondii&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;", que é capaz de alterar o comportamento de um indivíduo para fazê-lo, em outras palavras, agir como zumbi. O único fato comprovado é que &lt;b&gt;por enquanto&lt;/b&gt; ele não é capaz de atingir os humanos. Mas isso não é nenhum tipo de alívio, já que como sabemos, muitos vírus se modificam e evoluem até que em dado momento podem se tornar um problema. Esta aí a &lt;strike&gt;extinta&lt;/strike&gt; gripe suína que só era um problema para porcos até causar um surto de pânico em muita gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Apocalipse Evolutivo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda bem que tudo parece distante, saudável e impossível. Afinal de contas, já se passaram mais de três mil anos desde que o homem &lt;strike&gt;in&lt;/strike&gt;civilizado está por aí, sobrevivendo às pestes e tudo mais como verdadeiros donos do mundo. E também não há chances de existir um Will Smith andando por aí com seu cachorro inseparável e atirando em zumbis para ser reconhecido como uma Lenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas e essa histórinha mal contada sobre o aquecimento global? Muitos cientistas por aí não dão mais do que cinquenta anos de vida para a Terra, como se a Terra estivesse realmente preocupada com isso. Ela já está aí a mais de bilhões de anos experimentando a lava e o gelo, e certamente não será um punhando de pessoas que conseguirão acabar com ela. No máximo acabarão com si próprios e as vidas que nela se abrigam; ou, em uma hipótese mais provável, criarão condições climáticas para que outros animais se adaptem a nova temperatura e criem uma nova geração de vida tão "pacífica" quanto os dinossauros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todo caso, eu ainda prefiro aceitar a idéia de que somos como qualquer outro vírus, só que em escala maior. Consequentemente, milhões de vezes mais perigosos que qualquer vírus deste mundo. A primeira reflexão sobre isso me veio quando assisti Matrix, e a memorável discussão do Agente Smith com Morpheus lhe justificando isso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-left: 2px solid rgb(192, 192, 192); padding-left: 10px;"&gt;"Eu gostaria de compartilhar uma revelação que tive durante meu tempo aqui. Essa revelação veio a mim quando tentei classificar sua espécie (humano) e me dei conta de que não são mamíferos. Todos os mamíferos do planeta instintivamente desenvolvem um equilíbrio natural com o ambiente circundante, mas os humanos não. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês se movem para uma área e se multiplicam e se multiplicam até que todos os recursos naturais sejam consumidos e a única maneira de sobreviverem é indo para uma outra área.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há somente um outro organismo neste planeta que segue o mesmo padrão. Você sabe o que é? Um vírus. Os seres humanos são uma doença, um câncer deste planeta. (...)"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Isso resume tudo, ou pelo menos, resume muita coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A Epidemia de Vírus&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="300" src="https://lh3.googleusercontent.com/-qYjSch9hjHU/TXa9_XlHymI/AAAAAAAAAWA/fzt1MXbb420/s320/antartica1.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que eu ameacei falar sobre o &lt;b&gt;aquecimento global&lt;/b&gt; então aqui já vai mais um belo lembrete de como as coisas podem piorar. Essa teoria eu escutei através de um amigo e, sem questionar muito suas fontes (discovery channel), eu tomei essa dedução como algo bem mais possível de acontecer do que se espera. Vamos lá:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O planeta esquenta, e com alguns graus a mais as geleiras lá do &lt;strike&gt;papai noel&lt;/strike&gt; polo norte vão derretendo. Que isso é a nova versão apocalíptica do mundo moderno ninguém discute, mas, e quanto as histórias que essas geleiras tem à nos contar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calma, não é conversa de maluco. Como muitos experts em biologia podem explicar, a temperatura ideal para uma bacteria sobreviver e suas condições de vida são as mais diversas possíveis. Isso faria que conforme o gelo vai derretendo, várias dessas bactérias pré-históricas que até então estavam congeladas e permaneciam ali de modo inofensivo ganhem vida. Depois disso, o vento e o mar se encarregaria de fazer o resto, levando novos vírus para as primeiras criaturas despreparadas que encontrassem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda bem que a ciência já &lt;strike&gt;se&lt;/strike&gt; me convenceu (¬¬) de que os dinossauros morreram com fogo e não devido a primeira era glacial do planeta. Pois do contrário, as preocupações de que esses virossauros voltassem a ativa saíriam das áreas de ficção e partiriam para o terror. Felizmente parte do que os cientistas dizem sobre isso não é totalmente considerada já que, segundo alguns, são quase 10% de gelo da Antárdida perdido a cada ano desde o começo da década de 80. Ou seja, pelas contas deles já era para gelo ser uma palavra nostálgica e vista apenas nos filmes antigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border: 1px solid; padding: 10px;"&gt;Para resumir tudo, recomendo um vídeo sobre o aquecimento global, que é um pouco antigo mas nem tão divulgado. É aquele do Al-Gore chamado "Uma verdade Incoveniente". Eu procurei se havia algum link para colocar aqui, mas a princípio não achei. De qualquer modo, não leve tudo tão a sério, porque depois disso já rolou muita conspiração e contradição - inclusive de gente dizendo que o mundo está esfriando ou até mesmo diminuindo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;E qual é a sua opnião sobre o que acontece no mundo? &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/08/particulas-de-energia.html"&gt;Unimente&lt;/a&gt;? &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/08/refletindo-o-segredo.html"&gt;Lei da atração&lt;/a&gt;? Protocolo Blue-Hand? Enfim, deixe sua opnião registrada nos comentários, ou perca algum tempo lendo meu último post sobre o &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/02/o-paradigma-das-guerras-parte-1.html"&gt;paradigma das guerras&lt;/a&gt;.&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-7017228473254505932?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/7017228473254505932/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/03/mundo-virulento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/7017228473254505932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/7017228473254505932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/03/mundo-virulento.html' title='Mundo Virulento'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh3.googleusercontent.com/-qYjSch9hjHU/TXa9_XlHymI/AAAAAAAAAWA/fzt1MXbb420/s72-c/antartica1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-3849452948974310147</id><published>2011-02-14T18:10:00.001-02:00</published><updated>2011-02-14T18:10:00.530-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>O Paradigma das Guerras - parte 3</title><content type='html'>&lt;div style="border: 1px solid rgb(187, 187, 187); padding: 10px;"&gt;&lt;br /&gt;Como disse nos posts anteriores, acredito que uma guerra se inicia por três fatores e se mantém devido a três motores. Caso ainda não tenha lido, veja aqui os &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/02/o-paradigma-das-guerras-parte-2.html" target="_blank"&gt;Fatores da Guerra&lt;/a&gt; e depois veja se concorda com os &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/02/o-paradigma-das-guerras-parte-1.html" target="_blank"&gt;Motores da Guerra&lt;/a&gt;. Esse conjunto de regras predeterminadas é o que seria o Paradigma em si. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;A árvore somos nozes.&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Sempre no começo é uma planta desconhecida. Parece bonitinha, e seu primeiro sopro de vida é uma minúscula ponta verde saltando da terra. Mas ninguém se lembra que essa mesma planta apenas está tentando, de todas as formas, ficar longe da terra que a aprisiona. Ela pode até parecer pequena e inofensiva, mas então, um dia ela pode se tornar grande e imponente, causando a admiração e respeito de muitos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, dado o curso das coisas, em algum momento essa planta - agora árvore - pode vir a atrapalhar o caminho. Ela é imóvel e não vai sair de lá por conta própria, ao menos que seja cortada. Na época ela não era um mal, então os ditados de "corte o mal pela raiz" não vigorariam. Mas hoje vigoram, ineficazmente, porque o processo é irreversível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se essa &lt;i&gt;árvore-do-mal&lt;/i&gt; existisse na vida real, muito provável ela seria tão poderosa ao ponto de conseguir um cargo importante. Talvez a presidência de um país. Faria sombra nos momentos de calor à quem estivesse debaixo de suas copas, embora fosse um risco contante de queda dos imensos galhos durante as tempestades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no começo era apenas uma plantinha desejando alcançar o céu enquanto suas raízes ramificavam e garantiam que nada lhe destruiría no futuro. Como dizia o filósofo moderno: "&lt;i&gt;Para alcançar o céu, as raízes devem estar presas no inferno&lt;/i&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que ela está grande e implacável, sua queda parece difícil. Cada vez mais e mais pessoas unem suas forças para derrubar aquela aberração que atrapalha o caminho. No entanto, a força delas é pequena porque a sustentação da árvore não está somente naquela imagem imponente que elas vêm; a sustentação ainda se mantém ramificada por debaixo do mesmo solo que pisam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Jihad&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;E agora, imagine algum evento aleatório. Por exemplo, esse último caso da crise do Egito, que tinha uma árvore difícil de ser cortada. Como se o sangue já derramado fosse insuficiente (400 mortos?), surgiu a Al-Qaeda com suas declarações de que agora era o melhor momento para uma Guerra &lt;strike&gt;Santa&lt;/strike&gt;. É mais ou menos assim: &lt;i&gt;"Já que o copo caiu no chão e trincou, então agora temos que triturar"&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não seria a primeira guerra do &lt;a href="http://www.girafamania.com.br/africano/materia_egito.html" target="_blank"&gt;Egito&lt;/a&gt;, mas naquela época, devido a mentalidade global até que isso era mais "aceitável". Mas hoje em dia, você olha para aquelas pirâmides, e encontra muitos historiadores ainda engatinhando perplexos diante de tal engenhosidade escondida naquelas construções. Se fossemos considerar a história da raça humana, tudo aconteceu a pouco mais de um minuto atrás. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora olhe para esse mesmo Egito de novo. Olhe para um homem que estava no poder e que não se importava com que milhares de pessoas pensavam sobre si. Não pode ser o mesmo Egito dos faraós e cleópatras que estamos falando. Se bem que, Egito sempre teve uma quedinha pela violência (mesmo depois da &lt;strike&gt;invasão&lt;/strike&gt; conquista de Alexandre Magno) e tudo o que mudou e continua mudando de lá pra cá é somente a &lt;i&gt;unimente&lt;/i&gt;.A forma de pensar seguindo um modelo global de pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, nem tão longe dali, encontramos outra unimente tentando mudar (mais uma vez) esses paradoxos. Al-Quaeda mais uma vez levantando a bandeira de que sem guerra as coisas não podem ser resolvidas. Se a polêmica me permite, até onde será que a guerra triunfa sobre a paz? Nunca, você pode dizer, prontamente. De fato, a guerra não triunfa sobre a paz porque ela é uma antítese da vida, e clamadores da sobrevivência que somos, a paz sempre deve triunfar sobre todo o mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, será que apenas com a paz, tudo pode ser resolvido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Pátria Amada, Salve-Salve&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Temos muita sorte de estar no Brasil. Terra da malandragem abençoada e da supremacia em esquiva. Esquivamos de tudo naturalmente, e aqui temos um milhão de problemas diferentes dos outros, mas sem dúvidas, poderia ser pior. Quem se importa que o salário mínimo é piada se o desemprego o faz desejado? Quem se importa com a corrupção se podemos rir dela em stand-ups? Quem se importa com o que é certo, se nossos parâmetros de certo-e-errado nem estão bem escritos na constituição e legislação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tantos &lt;i&gt;quem se importa&lt;/i&gt;, vou apenas finalizar com um vídeo, caso você ainda tenha alguma dúvida sobre o que pensar do Brasil. O documentário é curtinho e fala sobre a visão dos americanos sobre nós. Vale a pena assistir, e caso tenha alguma coisa a comentar, seja aqui ou lá, por favor, não passe vontade =P.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="345" src="http://www.youtube.com/embed/DMM7OJ_Kj9I" title="YouTube video player" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border: 1px solid rgb(187, 187, 187); padding: 10px;"&gt;&lt;br /&gt;Não sei se você se lembra ainda, mas logo na &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/02/o-paradigma-das-guerras-parte-1.html"&gt;parte 1&lt;/a&gt; desse post eu havia começado com um vídeo muito estranho e sem sentido com uma espécie de guerra entre formigas e cupins. Geralmente essas batalhas no mundo animal não servem para &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Mo2HW4JmlGY" target="_blank"&gt;reflexões muito profundas&lt;/a&gt;, mas preciso finalizar o post com um link tão relevante quanto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao falar de Paradigmas envolvendo as Guerras, eu acabei mencionando que a estratégia de vitória e o investimento em tecnologia e posição de inteligência são muito importantes. Mas o que você poderia dizer daqueles casos que uma pessoa sozinha é capaz de parar uma guerra? Não estou falando de &lt;a href="http://www.google.com.br/search?q=Tiananmen" target="_blank"&gt;Tiananmen&lt;/a&gt; e nem de heróis da ficção, e sim de uma &lt;a href="http://www.pragasonline.com.br/noticias/destaques/insetos_guerra.php" target="_blank"&gt;vespa &lt;strike&gt;ninja&lt;/strike&gt; ousada&lt;/a&gt; que não está nem aí para o número de inimigos que estão contra ela.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;Tinha um cara chamado Donald Rumsfeld que tinha certeza que todas as estratégias de guerras atuais estavam erradas. Então ele pensou: "Não importa a quantidade de gente em um exército inimigo, desde que seu ataque seja mais rápido do que o tempo de defesa deles". Tudo isso apenas complementa certo dito popular: "&lt;i&gt;a melhor defesa é um ataque inesperado&lt;/i&gt;". Pois é, e talvez, parafraseando o que já está parafraseado: "&lt;i&gt;a melhor destreza gera um comentário inesperado&lt;/i&gt;". &lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-3849452948974310147?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/3849452948974310147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/02/o-paradigma-das-guerras-parte-3.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/3849452948974310147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/3849452948974310147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/02/o-paradigma-das-guerras-parte-3.html' title='O Paradigma das Guerras - parte 3'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/DMM7OJ_Kj9I/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-8857002073662468573</id><published>2011-02-12T13:36:00.000-02:00</published><updated>2011-02-12T13:36:26.858-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>O Paradigma das Guerras - parte 2</title><content type='html'>&lt;div style="border: 1px solid rgb(187, 187, 187); padding: 10px;"&gt;&lt;br /&gt;No post anterior, eu havia iniciado minha seqüência de posts fazendo um resumo sobre essas mecânicas que englobam as Guerras. Se você ainda não viu, leia sobre os &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/02/o-paradigma-das-guerras-parte-1.html" target="_blank"&gt;Motores da Guerra&lt;/a&gt; e faça um comentário sobre o vídeo sem sentido postado logo na abertura do post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo simples e direto, vou apenas enumerar os três pontos que eu considero como os fatores capazes de desencadear qualquer guerra do mundo. Diferente dos &lt;i&gt;Motores&lt;/i&gt;, isso não tem nada a ver com a política, religião ou fanatismo que envolvem as motivações para continuar as batalhas. Pois, essa trindade perigosa pode ser completamente boa e segura se não houvessem alguns acontecimentos-chave capazes de desencadear todo o resto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;A Desencadeação&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Não importa quem esteja em uma guerra, mas acredito que ela sempre inicia quando três fatores acontecem:&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;1) Inimizade&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Um grupo muito grande de pessoas (ou animais, bactérias, insetos ou aliens) tem posições muito contrárias às ideologias de outrém. Aquilo que você acredita é muito diferente do que o outro acredita, e por isso o outro está errado. Como ninguém aceita ter sua opnião mudada, então quanto mais contrária forem as ideologias, mais esse fator se agrava. Quando um ponto se declara inimigo do outro, então esse fator está completado.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;2) Território&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Cada macaco no seu galho"&lt;/i&gt;. Graças a isso as coisas conseguem ter mais equilíbrio. Se seus inimigos não vem até você e você não vai até eles, então a guerra não acontece. Hoje em dia é dificil acontecer uma guerra porque ninguém planeja (ou pelo menos não publicamente) expandir seus territórios. Em regras gerais, por enquanto esse é um fator de segurança para todo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;3) Pós-Guerra&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Por mais estúpida e sem sentido que uma guerra pareça, nenhum povo, país ou &lt;i&gt;legião&lt;/i&gt; vai iniciar uma guerra sem ter idéia do que mudará com sua vitória. Vencer por vencer não é nada inteligente quando muita coisa entra em jogo. Na época medival as guerras geralmente aconteciam visando expansão de seu território e garantia de imposição às terras desconhecidas. Na guerra-fria visaram a liderança da economia mundial, &lt;strike&gt;em 2001 o petróleo&lt;/strike&gt;, e assim por diante. Se as vantagens da Pós-Guerra não forem significantes, então a guerra não acontece. Hoje em dia esse é o principal fator que inibe as guerras, já que a vantagem de se vencer uma guerra não se compara ao medo do perdedor, que por não saber perder, pode começar a usar armas nucleares de modo insano e dizer adeus ao mundo.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;Como dizem por aí, uma Guerra pode movimentar muito dinheiro na economia de um país, já que o material bélico é caro e a tecnologia empregada nele precisa ser a melhor de todas para se garantir vitorioso. Os soldados que estão ali para serem mortos não precisam necessariamente concordar com a estratégia que seus líderes estão usando para vencer a guerra, pois tudo que eles estão fazendo é lutar pela sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para finalizar, apenas uma frase de Mestre Yoda que pode ser aplicada para qualquer um que, por algum motivo, vê no &lt;i&gt;inimigos&lt;/i&gt;, no &lt;i&gt;território&lt;/i&gt; e na &lt;i&gt;pós-guerra&lt;/i&gt; um motivo real para lutar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;_"Grande guerreiro, é? Guerra não faz grande ninguém."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border: 1px solid rgb(187, 187, 187); padding: 10px;"&gt;&lt;br /&gt;Esse post foi um esboço, motivado por uma &lt;a href="http://g1.globo.com/crise-no-egito/noticia/2011/02/grupo-ligado-al-qaeda-defende-guerra-santa-no-egito-em-crise.html" target="_blank"&gt;notícia&lt;/a&gt; que surgiu antes dessa crise do Egito ter terminado. Lá a Al-Quaeda já incentivava uma guerra, querendo ver o circo pegar cada vez mais fogo. Eu tentei pensar como existe gente que vê guerra em tudo, e como tem gente que vê na guerra a solução para tudo. Mas, desilusões a parte, logo eu lanço o último post falando dessa crise que acabou. Por enquanto, aproveite para ver a parte um do paradigma &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/02/o-paradigma-das-guerras-parte-1.html"&gt;clicando aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;Paradigma é uma palavra interessante para definir as regras que envolvem alguma coisa. Então, eu diria que os comentários são os paradigmas dos posts, enquanto a falta deles um paradoxo. Então, se não achar que esse post mecere um comentário aqui, que tal &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2011/02/viagens-no-tempo-com-rpg.html"&gt;voltar no tempo&lt;/a&gt; (quebrando paradoxos) e postar no outro post?&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-8857002073662468573?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/8857002073662468573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/02/o-paradigma-das-guerras-parte-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/8857002073662468573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/8857002073662468573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/02/o-paradigma-das-guerras-parte-2.html' title='O Paradigma das Guerras - parte 2'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-7893074103509301915</id><published>2011-02-10T11:23:00.000-02:00</published><updated>2011-02-10T11:23:24.516-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>O Paradigma das Guerras - parte 1</title><content type='html'>&lt;div style="border: 1px solid rgb(187, 187, 187); padding: 10px;"&gt;Nesse exato momento uma guerra de proporções gigantescas acontece. E talvez muito mais perto do que se imagina. Não, não vou falar dos milhões de anti-corpos lutando contra possíveis bactérias presentes no ar que respira e nem de algum caixista zerando&lt;i&gt; Call of Duty&lt;/i&gt; pela milésima vez. Vou tentar ser mais direto e deixar um vídeo que já vale por muitas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando bem, esse post não tem nada a ver com o vídeo. Ou na verdade tem. Aliás, quem se importa?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/PljzqcsQ62U" title="YouTube video player" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem tenho muito o que falar desse vídeo, exceto que definitivamente não dá para comparar um monte de formiga atrás de alimento com um monte de pessoa atrás de sobrevivência. Mas, espere... Se o mundo passasse por uma crise de fome tão assustadora quanto a &lt;a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4790594,00.html" target="_blank"&gt;ONU&lt;/a&gt; disse que haveria, será que a lei do mais forte estaria em ação? Milhões de pessoas assaltariam os mercados e milhões de mercadores defenderiam seus alimentos? Provavelmente não. Afinal de contas, não tem como existir conflito se a proporção entre os dois lados conflitantes for desproporcinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Enquanto isso, no Brasil...&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Fico imaginando, por exemplo, essas recentes (ou nem tão recentes) guerras ao tráfico, onde num belo dia qualquer a polícia invade os morros do Rio de Janeiro e confronta suas forças contra um inimigo que já estava lá há anos. Enquanto eles fazem o crime de modo mais "light", então podem ficar lá com suas devidas proteções estratégicas. Mas aí, se de repente eles resolvem avançar um level e tentar aumentar suas estrelinhas de procurado (sim, muito GTA na cabeça), aí o caos atinge os noticiários, que explodem em manchetes do tipo: "Brasil em Guerra" para tentar lucrar um pouco mais daquele cidadão mais distraído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que, se as forças de inteligência e armamento quisessem erradicar o problema, elas não conseguiriam? Alguns morros traficando drogas não são de longe um problema para a estrutura do país, pois a polícia local em seu trabalho de prender o que a &lt;i&gt;justiça&lt;/i&gt; vai soltar logo em seguida está incluso na brincadeira de Tom e Jerry. Se a criminalidade extinguisse usando o poder máximo que o governo tem, então aconteceria mudanças muito drásticas (e imprevisíveis) em tudo o que já está absolutamente certo. Aquela coisa de que em time que se está mexendo não muda, sabe? Pouco a pouco as coisas vão se tornando um caos, mas tudo está indo, e se na teoria for uma parcela pequena que está perdendo, então na prática o time ainda está ganhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Motores da Guerra&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Política. Religião. Fanatismo. &lt;strike&gt;Trollagem.&lt;/strike&gt; Essas são as &lt;strike&gt;quatro&lt;/strike&gt; três coisas capazes de gerar as brigas mais violentas nos dias de hoje, e a motivação delas, por mais banal que pareça poderia mover verdadeiras guerras sem fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Política&lt;/b&gt; é essa coisa ao vivo que acontece no Egito e quase sempre tem algo a ver com ditadura ou sede de poder. Alguns conspiradores de plantão acreditam que há um responsável pelo mundo que diz quem pode ficar ou sair (e por quanto tempo ficar ou sair) independente do que a população pense a respeito. Seria uma espécie de ditadura global que alguns chamam simplesmente de "sistema", e jogam a culpa nele por todas as coisas ruins que acontecem e não podem explicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Religião&lt;/b&gt; é outra coisa perigosa, já que mexe com conceitos fortes carregados não só por você, mas toda sua descendência, cultura e até, no além da morte. Por se tratar de coisas que lidam com a eternidade, as Guerras que envolvem religião dificilmente podem ser extintas. Se você tentar analisar isso com calma, verá que as guerras iniciadas pela religião nem são assim tão diferentes daquelas iniciadas pela política, exceto que em uma a culpa é um homem, e na outra, um Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Fanatismo &lt;/b&gt;é o primo da Política e da Religião, e também tem o poder de iniciar guerras. Aqui no Brasil o único fanatismo que costumo ver é apenas o do Futebol. Desse modo, o fanatismo em torno do futebol é capaz de se tornar tão grande que a mentalidade em torno daquilo se atrofia junto aos instintos primitivos de selvageria. Na versão mais branda, apenas vemos essas brigas em estádios que na visão de quem está de fora não faz sentido algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não odeio o futebol, já que ele é apenas um esporte. O que eu odeio é o fanatismo em torno dele, além de ser um assunto padrão chato que sempre envolve falar bem ou mal de algum jogador que mal se importa com o que você está pensando. É tanto dinheiro que enobrece aquilo que para mim já perdeu a sua nobreza desde que os antigos deram a &lt;a href="http://www.jornalocampeao.com/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=2592:como-foi-criado-o-futebol&amp;amp;catid=46:todas&amp;amp;Itemid=79" target="_blank"&gt;primeira trollada&lt;/a&gt; nesse esporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border: 1px solid rgb(187, 187, 187); padding: 10px;"&gt;&lt;br /&gt;A história do nosso mundo são as histórias das guerras que aconteceram. Qualquer livro de história sobre um país ressalta bem isso. A proporção de páginas relatando as guerras é infinitamente maior do que relatando outros eventos. Não é atoa que essa trindade (Política, Religião e &lt;strike&gt;Futebol&lt;/strike&gt; Fanatismo) sempre estiveram presentes desde o ínicio de tudo. Reis em busca do poder tentavam conquistar outros reinos. Povos faziam cruzadas sanguinárias para impor a religião de seu Deus ao mundo. E o futebol, nada mais era do que um simples ritual de chutar as cabeças decapitadas dos inimigos mortos para longe. Com tanta violência que o mundo já exalou e respirou, não é de espantar que o mesmo ar dos dias de hoje ainda esteja carregado de veneno.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;Essa é a parte 1 de uma série com três partes sobre o Paradigma das Guerras, que por mais terríveis que sejam, a ficção dos livros e do cinema sempre insistem em nos mostrar o contrário.&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-7893074103509301915?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/7893074103509301915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/02/o-paradigma-das-guerras-parte-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/7893074103509301915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/7893074103509301915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/02/o-paradigma-das-guerras-parte-1.html' title='O Paradigma das Guerras - parte 1'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/PljzqcsQ62U/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-4641668707701798157</id><published>2011-02-01T10:34:00.000-02:00</published><updated>2011-12-06T22:06:59.779-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Viagens no Tempo com Rpg</title><content type='html'>&lt;div style="border: 1px solid rgb(192, 192, 192); padding: 10px;"&gt;Pois é, de novo. Na verdade é a primeira vez que falo sobre isso aqui no blog, mas certamente é um dos assuntos mais repetidos principalmente entre nerds como eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar de viagem do tempo é muito legal porque envolve um tipo de coisa que tem seu cunho de &lt;a href="http://ciencia.hsw.uol.com.br/viagem-no-tempo.htm" target="_blank" title="a probabilidade nula, mas fica mais divertido se não for"&gt;probabilidade&lt;/a&gt;, e por isso está um passo além de simplesmente ser um sonho intangível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é impossível não ficar maluco diante de tantos paradoxos que surgem nesse assunto, e todas as teorias apresentadas pela ficção sempre podem gerar um debate do tipo: "&lt;i&gt;ah, mas se ele mudou isso no passado, então como é que aquilo ainda ficou no futuro?&lt;/i&gt;"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Uma analogia Rpgística&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Como eu gosto de jogos de Rpg, vez ou outra já tentei brincar com viagens no tempo dentro das histórias que contava. E como é natural acontecer, eu já tinha uma espécie de roteiro pronto, onde bastava ir contando os eventos dessa história para deixar os personagens dançando conforme a música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí eu rabiscava no papel o que iria acontecer e deixava os personagens seguirem por aqueles passos, até que inevitávelmente eles mudavam o curso da história. O que eu já tinha planejado para acontecer no jogo continuava escrito no papel, e por isso, de alguma forma já havia acontecido, embora uma nova história estivesse sendo contada naquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, algum mago metido a desvendar evocações perigosas usava alguma magia &lt;strike&gt;apelativa&lt;/strike&gt; para manipular o tempo e voltar para o passado. Por sacanagem, eu remetia ele não para o passado que ele já havia vivenciado, e sim por aquele outro que estava escrito no papel, onde certas coisas eram diferentes. Eu alegava que as coisas estavam diferentes porque no passado original ele não havia voltado no tempo, e por isso o passado que ele está agora é diferente do atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você consegue ir levando o jogo dessa maneira, mas uma vez que coloca a manipulação do tempo em questão, facilmente se perderá nos paradoxos mais óbvios. O viajante do tempo estará no passado, mas os outros personagens não. Mesmo que você queira recontar uma história diferente para aquele jogador que voltou para o começo da aventura, infelizmente os outros vão querer continuar de onde estavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui chega ao ponto chave de minha consideração: Se cada pessoa é única, então o &lt;i&gt;"seu eu"&lt;/i&gt; do passado é diferente do &lt;i&gt;"seu eu"&lt;/i&gt; do futuro? No Rpg sim, pois como os jogadores não iriam querer ficar jogando em dois tempos cronológicos diferentes, então assume-se que a consciência dos seus atos não poderia vigorar no passado e no futuro ao mesmo tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Teorias, teorias...&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;E eu sei que já prometi (prometi?) não falar mais de &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/06/lost-analise-geral-1.html" target="_blank"&gt;Lost&lt;/a&gt;, mas uma coisa puxa a outra. Lost conseguiu justificar que sua mente, por mais incrível que seja, não consegue administrar a situação das viagens do tempo quando ocorrem na prática. Eu achei isso uma saída muito eficaz e completamente aceitável. Afinal, só de pensar a fundo nesse assunto eu já fico meio maluco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para completar a maluquisse, é altamente recomendável que você escute dois episódios do podcast do WeRgeeks, onde eles discutem com muito mais conteúdo prático as teorias reais que suspostamente acontecem/aconteceram/aconterão bem debaixo dos seus pés:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://wergeeks.net/2008/02/29/episodio-4-uma-quarta-dimensao/" target="_blank"&gt;Quarta Dimensão&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://wergeeks.net/2008/03/15/episodio-5-projeto-philadelfia/" target="_blank"&gt;Projeto Philadelfia + Triângulo das Bermudas&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;De volta para o... Rpg?&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso até aqui foi para exemplificar o quanto é complicado "brincar" com viagens do tempo, não importa o quanto &lt;a href="http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI950762-EI238,00.html" target="_blank" title="na verdade um certo físico e seus seguidores"&gt;certos físicos&lt;/a&gt; aleguem tal probabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E só para completar minha analogia ao Rpg, vamos considerar que algum personagem da época atual também decide voltar para o passado, e o outro do passado resolve ir para o futuro. Se cada vez que eles fazem isso for gerada uma dimensão paralela, então é necessário assumir que há um número infinito de dimensões paralelas no universo. Existir uma, duas ou &lt;a href="http://blogs.abril.com.br/10dimensao/2009/01/10-dimensao-ou-teoria-das-supercordas.html" target="_blank" title="Na verdade até 11 dimensões, segundo a teoria das cordas"&gt;três dimensões&lt;/a&gt; até é aceitavável, mas infinitas? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como aquela outra teoria de que o nosso universo na verdade é o buraco negro de outro universo maior, que consequentemente é de outro maior e assim por diante infinitas vezes. Na vida real, só pensar em qualquer coisa que destrua os limites de probabilidade é sempre mais difícil e soa como &lt;strike&gt;babaquice&lt;/strike&gt; loucura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja num jogo ou na realidade, é necessário que coloquemos uma barreira para limitar nosso conhecimento sobre algo e garantir a existência da ignorância sobre qualquer assunto. Para a ciência, é muito mais fácil simplesmente encontrar alguma &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Teorema_da_incompletude_de_G%C3%B6del" target="_blank" title="Não tem a ver com o assunto, mas é maluca mesmo assim"&gt;equação maluca&lt;/a&gt; que ninguém entenda mas que teoricamente soluciona tudo. Para a ficção basta centrar a história em um personagem e ignorar todo o resto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, para a questão do Rpg, a solução pode ser simplesmente dizer ao jogador: "você não pode fazer isso", ou então tentar se aventurar nessa idéia e rolar 1d10+1 para sortear qual foi a dimensão da vez. E sabe uma coisa legal dessa teoria que diz existir outras dimensões? É que de legal isso não tem nada! Pelo menos não dentro do jogo de Rpg, já que o jogador pode alegar que se ele morrer, na verdade apenas uma versão dele morreu, mas existem outras espalhadas pelo mundo cada vez que ele quiser utilizar a bendita magia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border: 1px solid rgb(192, 192, 192); padding: 10px;"&gt;Chega um momento em que até pensar sobre o assunto se torna chato e estressante, já que não há como criar uma resolução para resolver todos esses impasses. A ficção já tentou fazer isso de várias formas, e hoje em dia temos vários tipos diferentes de viagens no tempo, como a a mental, a paradoxal, a inútil, etc.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;Qualquer dia eu volto no &lt;strike&gt;tempo&lt;/strike&gt; post, e faço uma edição aqui para falar mais sobre esse assunto. Mas, enquanto a máquina do tempo está em construção, aproveite para deixar sua mensagem registrada dizendo como seria sua teoria sobre isso.&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-4641668707701798157?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/4641668707701798157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/02/viagens-no-tempo-com-rpg.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/4641668707701798157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/4641668707701798157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/02/viagens-no-tempo-com-rpg.html' title='Viagens no Tempo com Rpg'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-847314712193094440</id><published>2011-01-14T12:00:00.023-02:00</published><updated>2011-01-14T13:29:10.930-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>Censura Capitalista</title><content type='html'>&lt;div style="border: 1px solid rgb(68, 68, 68); padding: 15px;"&gt;Janeiro... Começo do ano e várias perspectivas e planos infalíveis para por em prática. Tudo parece sempre conspirar à seu favor, quando os primeiros eventos do mês te acordam para o mundo real. Um mundo que não se importa muito com seus planos, e que há milênios se mantém próspero graças ao bem mais amado e odiado de todos os tempos: o dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso porque é no início do ano onde se tem mais chances do balanço financeiro pessoal ficar negativo. Quem tem casa própria se diverte com IPTU, quem tem cartão de crédito sofre das compras natalinas, quem tem carro sofre com IPVA, e quem não tem nada... bem, tem uma oportunidade de sofrer igualmente se continuar a leitura desse post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu juro que tentarei buscar uma luz no fim do túnel, nem que o túnel seja um esgoto e a luz um palito de fósforos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Cale-se! Digo, Pense!&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Eu já defendi aqui, mesmo que superficialmente, que o dinheiro é um tipo de mal no planeta, ou pelo menos, a principal ferramenta para que o &lt;i&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/09/malevolencia-do-amor.html" target="_blank"&gt;mal&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; se fortaleça. Eu mesmo já vi, e tenho certeza que você também já viu, pessoas aparentemente normais e inteligentes que se tornam acéfalas quando um punhado de dinheiro entra em cena. Eu fico pensando se isso realmente é um fato válido para todos os humanos que caminham para a vida "independente", sem excessão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Cale-se! Digo, Compre!&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;O dinheiro funciona como uma espécie de censura, onde tudo o que você deseja está diante de seus olhos, onde as ofertas publicitárias alimentam seu desejo e a facilidade em se gastar é sempre mais tentadora do que repudiante. Mas, se por algum motivo você não pode ter tudo isso que está em seu caminho, então isso não deixa de ser uma censura. Mas dessa vez não há falta de liberdade de expressão, e sim liberdade de consumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img align="left" border="0" height="242" hspace="10" src="http://4.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TTBMwnxr6dI/AAAAAAAAAVA/V_RnIVYDtGw/s400/images.jpg" width="208" /&gt;Fazendo essa analogia &lt;strike&gt;tosca&lt;/strike&gt; entre &lt;i&gt;fortuna&lt;/i&gt; vs &lt;i&gt;censura&lt;/i&gt;, outros termos mais fortes vão chegando à tona: se não posso ter acesso a determinado tipo de coisa, essa proibição é somente censura. Mas se devido as condições econômicas do país eu estar fadado a nunca ter determinado tipo de coisa, então o regime em que se vive é a escravidão. Escravos tradicionais trabalham &lt;strike&gt;sobrevivem&lt;/strike&gt; em troca de comida, enquanto escravos capitalistas sobrevivem &lt;strike&gt;trabalham&lt;/strike&gt; em troca de dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo muito simples, mas tudo muito complexo. Afinal de contas, se o dinheiro se tornasse algo fácil para todos, então ele perderia seu valor, e todos os &lt;i&gt;conceitos&lt;/i&gt; se inverteriam, fazendo com que a produção de qualquer coisa ficasse desvalorizada, e por consequência, escassa. Como uma coisa leva a outra, então a &lt;i&gt;bola de neve&lt;/i&gt; ia aumentar ao ponto de que escravidão financeira e censura capitalista chegassem a ser pedidas de volta em troca da sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Cale-se! Digo, Fuja!&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Ainda concordo com todas minhas forças de que dinheiro é um mal, e que o fato dele ser capaz de alienar certas pessoas o torna uma doença. E essa patologia sem cura pode até ser tratada com doses de sabedoria, mas provavelmente não pode &lt;strike&gt;ainda&lt;/strike&gt; ser estinguida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse, o dinheiro é um mal, mas um mal necessário para a sobrevivência. Pelo menos nessa terra que caminha através da ganância, onde apenas sobreviver não basta. E então, vou apenas parafrasear o que muitos empresários bem sucedidos dizem em suas histórias vitoriosas: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Enquato você for escravo do seu dinheiro, você não está realmente vivendo. Mas, quando você consegue deixar o dinheiro trabalhando por você (leia como investir no lugar certo) então as coisas mudam, e a visão capitalista do mundo vai se tornando mais abrangente até que você é capaz de enxergar as coisas de cima, e perceber o quão forte e resistente eram aquelas correntes que te prendiam até então".&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que eu até tentei fazer isso, como já contei aqui &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/06/investimentos-1-album-de-figurinhas.html" target="_blank"&gt;nesse post&lt;/a&gt; &lt;strike&gt;ensaiando&lt;/strike&gt; sobre investimentos. Mas se os inícios de ano ainda me geram terror suficiente para postar textos como esse, então tenha certeza que as coisas ainda não mudaram. Mas a tentativa continua, e qualquer hora surge mais um artigo falando sobre onde você não deve investir nenhum centavo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border: 1px solid rgb(68, 68, 68); padding: 15px;"&gt;Diante de um mundo capitalista, as chances de ser cedido pela tentação do dinheiro são grandes. E mesmo aquele papo &lt;strike&gt;hipócrita&lt;/strike&gt; de que "dinheiro não tráz felicidade" não funciona. E não importa quantas vezes sejam repetidos tentando consolar &lt;strike&gt;a probreza&lt;/strike&gt; o patrimônio atual, o fato é que certas coisas boas da vida jamais poderão estar ali na sua mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou você foje da regra e causa a censura, ou viverá censurado pelo resto da vida. Conhece outro jeito?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;Primeiro post de 2011, e sempre há a esperança de que também venha com ele o primeiro comentário do ano. Prove-se que você não é um capitalista e deixe sua revolta (ou conformismo) registrado! Mas eu entendo que tempo é dinheiro, e por isso vou entender absolutamente o motivo que o fez não comentar.&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-847314712193094440?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/847314712193094440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/01/censura-capitalista.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/847314712193094440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/847314712193094440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2011/01/censura-capitalista.html' title='Censura Capitalista'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TTBMwnxr6dI/AAAAAAAAAVA/V_RnIVYDtGw/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-5573926437536686405</id><published>2010-12-30T11:00:00.000-02:00</published><updated>2011-12-20T15:39:33.578-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Retrospectiva Googleana 2010</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div style="border: 1px solid; padding: 10px;"&gt;Eu já tinha preparado um post para fazer uma retrospectiva sobre o que aconteceu em 2010 nesse blog e relembrar os eventos interessantes da copa e das eleições. Sem relembrar muita coisa além disso, eu pensei em usar o google para me ajudar a refrescar a memória. Pronto, eu não sabia que a desilusão do dia estava feita a partir desse instante.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Fui tentar fazer um resumo das quantidades de resultados obtidos pelo google com alguns termos em comuns. Já que é possível separar esses resultados por um período de tempo específico, eu quis tentar pegar os principais temas como "Esporte" e "Educação" de 2010 e analisar o que mais tinha sido discutido ao longo do ano. Mas minha surpresa foi que todos seguem uma quantidade média de resultados muito parecidas. É como se todos os assuntos mantivessem uma proporção exata de tudo (ou que o número de resultados nem funcione direito =D).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para resumir, as pesquisas retornaram uma média de 2,4 milhões de resultados, sem muita variação, independente do termo pesquisado. Veja, por ordem dos mais pesquisados e a comparação entre 2009 e 2010:&lt;br /&gt;&lt;style media="all" type="text/css"&gt;table.tabela { border: 1px solid; width: 100%;}table.tabela tr { border: 1px solid #c0c0c0;}table.tabela tr td { border: 1px solid #c0c0;}table.tabela tr td.t, table.tabela tr th.t { text-align: right; padding-right: 15px;}&lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table class="tabela"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;   &lt;th class="t"&gt;Resultados de...&lt;/th&gt;   &lt;th&gt;2010&lt;/th&gt;   &lt;th&gt;2009&lt;/th&gt;   &lt;th&gt;Diferença&lt;/th&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;  &lt;td class="t"&gt;Política&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;2,44&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;2,42&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;+2  ███████&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;  &lt;td class="t"&gt;Cultura&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;2,44&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;2,43&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;+1  ██████&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;  &lt;td class="t"&gt;Segurança&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;2,41&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;2,36&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;+5  ██████████&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;  &lt;td class="t"&gt;Religião&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;2,40&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;1,71&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;&lt;b&gt;+69&lt;/b&gt; WTF!?&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;  &lt;td class="t"&gt;Paz&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;2,40&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;2,39&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;+1  ██████&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;  &lt;td class="t"&gt;Saúde&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;2,39&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;2,36&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;+3  ████████&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;  &lt;td class="t"&gt;Ciência&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;2,39&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;2,40&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;-1  ████&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;  &lt;td class="t"&gt;Nerd&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;2,38&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;2,19&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;+19 &lt;b&gt;NerdPower!? \o/&lt;/b&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;  &lt;td class="t"&gt;Educação&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;2,38&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;2,35&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;+3  ████████&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;  &lt;td class="t"&gt;Informática&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;2,38&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;2,39&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;-1  ████&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;  &lt;td class="t"&gt;Guerra&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;2,37&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;2,39&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;-2  ███&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;  &lt;td class="t"&gt;Esporte&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;2,36&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;2,35&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;+1  ██████&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;  &lt;td class="t"&gt;Tecnologia&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;2,36&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;2,39&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;-3  ██&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;  &lt;td class="t"&gt;Música&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;2,35&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;2,36&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;-1  ████&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;  &lt;td class="t"&gt;Sexo&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;2,23&lt;/td&gt;   &lt;td class=""&gt;2,22&lt;/td&gt;  &lt;td class=""&gt;+1  ██████&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, você pode até pensar que 2 milhões de resultados na web seja um número razoável, mas isso porque você não viu o que aconteceu quando tentei ser mais específico. Guerra, Música e Cultura são temas completamente superficiais quando você tenta usar a internet para aquilo que ela realmente veio ao mundo: que tal &lt;b&gt;124 milhões&lt;/b&gt; se procurar por "download"? Ou &lt;b&gt;70 milhões&lt;/b&gt; por "rock"? Na verdade, não faz muito sentido 70 milhões de resultados para rock e 2,35 para música. Ou seja, talvez seja bem provável que os critérios do indexador do google também usem algum algorítmo que remova certas palavras-chave da busca, dando mais preferência aos usuários que são mais específicos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Google Insights&lt;/h3&gt;Até pensei em fazer um comparativo sobre os termos mais comuns, mais então lembrei que fazer isso é desperdício de tempo. Desilusões a parte, lembrei que já existe o bom e velho Google Insights. Basta entrar em &lt;a href="http://www.google.com/insights/search/#" target="_blank"&gt;google.com/insights/search&lt;/a&gt; e digitar um termo para ver o aumento das pesquisas sobre tal palavra com o passar do tempo. Mas uma das coisas legais é não colocar nenhuma palavra e fazer uma busca, para que ele traga os termos mais buscados dentro do google.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" height="256" src="http://4.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TRp03JJTh4I/AAAAAAAAAUw/5ykl53RwWMA/s400/pesquisas-comuns-2010.jpg" width="" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E das pesquisas recentes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" height="298" src="http://1.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TRp1C-jFGfI/AAAAAAAAAU4/TSzTb2Hs7nk/s400/pesquisas-crescentes-2010.jpg" width="" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Olhar para essa lista e ver que tem pessoas pesquisando por "orkut login", me fazem pensar quantas pessoas não devem estar tentando encontrar uma fórmula mágica para descobrir o login de outras pessoas para facilitar a tarefa de "vasculhar a vida alheia". Mas é claro que eu não sou pessimista, e por isso vou fingir que todos que buscam por "orkut login" querem apenas descobrir como fazer login no orkut, já que é algo muito difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para honrar o único motivo de existência desse blog, ver bbb10 e justin bieber nos dois primeiros colocados com um "aumento repentino" já me fez ficar desiludido demais para continuar o post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border: 1px solid; padding: 10px;"&gt;Sabe uma coisa legal que pode ser feita? Uma pesquisa aleatória no google sobre alguma coisa que você dificilmente não pesquisaria, e uma outra conflitante. Por exemplo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;Funk 62,6 x Livros 20,8 = Cultura Fail&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Esporte 13,6 x Drogas 18,4 = Saude Fail&lt;br /&gt;A lista de &lt;i&gt;fails&lt;/i&gt; é grande, e se encontrar alguma outra e quiser compartilhar aqui, os comentários são sempre bem vindos! =D&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-5573926437536686405?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/5573926437536686405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2010/12/retrospectiva-googleana-2010.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/5573926437536686405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/5573926437536686405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2010/12/retrospectiva-googleana-2010.html' title='Retrospectiva Googleana 2010'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TRp03JJTh4I/AAAAAAAAAUw/5ykl53RwWMA/s72-c/pesquisas-comuns-2010.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-6007139554287497165</id><published>2010-12-29T09:30:00.001-02:00</published><updated>2010-12-29T09:30:00.351-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vivência'/><title type='text'>Retrospectiva Pessoal 2010</title><content type='html'>&lt;div style="border: 1px solid; padding: 10px;"&gt;O primeiro blog que eu tive já tinha sido um no próprio blogger, quando eu tinha 16 anos e tudo na internet era novidade. Era completamente mágico e encantador você fazer uma parceria de comentários entre blogs, onde você deixava um comentário lá em troca de um comentário aqui e vice-versa. Essa época passou, e de lá para cá tudo mudou assustadoramente rápido demais. E sempre é assim, tudo muito mais rápido do que o senso de se dar conta da mudança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, dois anos depois desse blog surgir, cá estou eu para fazer uma retrospectiva de tudo o que passou por aqui nesse ano, já que antes disso não havia nada muito útil por aqui. Hoje em dia ainda não há, mas pelo menos existe uma intenção que não havia naquela época.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Surgimento desse Blog&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Já faz um tempo razoável que tenho esse blog. Não, não é desde 1992, como &lt;strike&gt;duas pessoas&lt;/strike&gt; alguns já me perguntaram. A idéia era apenas usar o recurso de atribuição de data do blog para eu conseguir organizar as idéias e histórias que já tive na vida separando-as por datas. Mas seguindo uma sútil traição da minha memória, vi que isso seria uma tarefa quase impossível. Resolvi fazer o que eu já fazia lá pelos meus 16 anos: postar acontecimentos que a vida me trazia, num simples propósito de fazer o que os blogs significam: um diário virtual. Mas com isso, agregaram-se alguns &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/search/label/Contos" target="_blank"&gt;contos&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/search/label/Anima%C3%A7%C3%B5es"&gt;animações&lt;/a&gt; que eu sempre gostei de fazer. &lt;!--//Começei o blog com o objetivo de ajudar minha memória a organizar e guardar os acontecimentos sobre mim. E aí, como eu estava naquela época sútil do natal, eu fiz um aparato geral de todos os anos de minha vida e separei as histórias e idéias que já tive ao decorrer dos anos. Graças ao belo recurso do blog de poder escolher datas passadas para uma publicação, postei cada idéia ao ano equilavante a sua concepção. E por isso que o histórico ali do menu começa da década de 80. Entrementes, um dos meus primeiros posts ainda estava tão envolvido pela nostalgia que acabei colocando meu &lt;a href="#" target="_blank"&gt;primeiro post&lt;/a&gt; de vivência seguindo um pouco para o lado da reflexão.//--&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso aqui era uma confusão total até mesmo para mim. Eu queria postar coisas sobre os sites que fazia, sobre tutoriais de programação e sistemas que ocasialmente criava. Iria ser ainda mais confuso do que já estava, e mais uma vez me vi dividindo as coisas. Foi só a pouco tempo atrás que começei a me esforçar mais para dedicar mais tempo ao blog, mesmo que isso significasse encontrar tempo onde já não tivesse mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Começo nostálgico&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Em janeiro eu tive uma fiel sensação de que o ano seria um dos melhores, pois dois eventos muitos chatos fizeram com que o segundo semetre de 2009 fosse completamente detestável para mim, e eu tentava superá-los. &lt;!--//acidente + billy//--&gt;O ano da graça de 2010 surgiu com a premissa de que tudo seria diferente, a ponto de uma reviravolta em minha vidinha pacata ter deixado meu senso temporal vascilando entre o passado, presente e futuro. Não foi por acaso que o primeiro post desse ano foi uma &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/01/1992-boa-e-ma-divisao-entre-o-bem-e-o.html" target="_blank"&gt;memória de infância&lt;/a&gt;, com uma das minhas reflexões mais antigas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Google Analytics&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;E todo o grande fervor do ano novo seguiu até janeiro começar de verdade. Acabaram as férias e a rotina do trabalho me atingiu com um golpe no estômago. Onde estava as propostas de que tudo mudaria? Nada conspirava à esse favor. Eu não conspirava a meu favor. Independente disso, resolvi instalar o google analytics aqui no blog para saber se mais alguém além de mim lia esse blog. Satisfatoriamente, não. Minha idéia de escrever apenas com o propósito de guardar coisas inúteis aqui estava indo bem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuou bem, até eu perceber que ocasionalmente atraía alguma visita de alguem que procurava no google coisas referentes a desilusões. Para ser mais específico, perfis para orkut que tivesse como texto algo falando sobre desilusão. Graças ao google analytics eu descobri que tinha postado aqui meu próprio perfil do orkut, e por idiocites a parte, esquecido de apagar, e com isso, atraía gente que tinha acabo de sofrer alguma tristeza gigantesca (normalmente ligado ao amor) e então entrado aqui. Tudo o que fiz foi trocar o post com meu perfil por um mais direcionado a essas pessoas que chegavam aqui: &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/02/porque-expressar-uma-desilusao.html" target="_blank"&gt;Porque expressar uma desilusão?&lt;/a&gt; Ninguém me deu essa resposta, mas acredito que a pergunta devesse ser outra: Afinal, porque &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; expressar uma desilusão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Doses e Contra-Doses&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;E finalmente o blog ganhou, o que eu considero como um dos melhores posts relacionados a desilusão. Um &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/04/efeito-placebo.html" target="_blank"&gt;post gigante&lt;/a&gt; divido em quatro partes, que até hoje é um dos mais fáceis a serem encontrados pelo google: digite "&lt;a href="http://www.google.com.br/search?q=efeito+placebo+desilus%E3o" target="_blank"&gt;efeito placebo desilusão&lt;/a&gt;" no google e esse post está entre os primeiros resultados. Por isso, é comum pessoas que tomam remédios a base de placebo entrarem aqui achando que o post está relacionado ao mesmo. Talvez descubram que os efeitos de um remédio placebo sejam ineficazes. Na verdade não é, mas isso não vem ao caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E com uma dose de munição para o blog, mais desilusões vieram logo depois. Dessa vez relacionadas ao seriado Lost, que teve um daqueles finais capazes de dividir o público inteiro entre os que amaram ou odiaram a série. Eu fiquei do lado dos que amaram, principalmente porque fui previlegiado de acompanhar a experiência de confrontar teorias e discutir lost em tempo real nos fóruns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais me agradou em Lost foi o fato dele não ser um desses seriados &lt;strike&gt;movidos pelo dinheiro&lt;/strike&gt; sem fim, como 24 horas ou Smallville. Dia 23 de maio (não por um acaso), a série se fechou, e a partir daquela noite, milhões de sites explodiram com comentários frenéticos para ir atrás da teoria final sobre lost.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até eu tentei entrar na onda, mas não tinha tempo para fazer uma discussão aprofundada sobre o assunto, e por isso, prometi que dividiria meu post gigante e superficial em três partes, sendo que estou guardando a última para caso alguma notícia &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=IU_reTt7Hj4" target="_blank"&gt;nova&lt;/a&gt; e estarrecedora envolvendo lost surja na mídia novamente. Caso você não esteve presente no planeta Terra nos últimos anos e nunca ouviu falar de nada disso, então leia minha análise em duas partes &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/06/lost-analise-geral-1.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/06/lost-analise-geral-2.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na metade do ano aconteceu a copa do mundo, e todo mundo teve o direito de enxingar Dunga e se achar o mais &lt;em&gt;expert&lt;/em&gt; em futebol, mesmo que nunca tivesse acompanhado um jogo das classificatórias. Eu, com meu ódio natural pelo futebol, acabei indo na contramão do assunto e fazendo um post sobre economia. A única coisa que vale a pena desse post, caso você ainda não tenha visto, é a minha montagem envolvendo cavaleiros do zodiaco com figurinhas da copa do mundo. &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/06/investimentos-1-album-de-figurinhas.html" target="_blank"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt; e dê uma olhadinha, ao menos para ver a imagem, já que o texto, como já disse, vai na contramão de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Ritmo de Enfoque&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Passando a metade do ano, havia tantas coisas explodindo na minha cabeça que resolvi fazer uma coisa absultamente sem sentido. Pelo menos pra mim, essa foi a minha saída da rotina mais radical de 2010, depois de estar em um show de rock sem saber como raios fui acabar lá. Entrei numa escola de dança de salão, para descobrir o quanto eu sou péssimo nisso. Resisti aos dias mais vexaminosos desse ano, e por conseqüência sai escrevendo mais um post gigante que naturalmente ficou dividido em três partes e ainda podem vir mais. Veja a saga de &lt;strike&gt;robocop&lt;/strike&gt; uma pessoa com movimentos limitados tentando fazer algo cujo corpo não foi projetado para isso. A parte &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/07/danca-de-salao-oh-nao-1.html" target="_blank"&gt;um&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/08/danca-de-salao-oh-nao-2.html" target="_blank"&gt;dois&lt;/a&gt; estão por aí, e a três me deixa com vergonha até mesmo de clicar no botão "publicar post" do blogger.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vergonha-Alheia-Master à parte, o blog começou a tomar mais foco nos últimos meses. Eu começei a direcionar o assuntos que postava aqui ligando ciência + reflexão. E graças a isso que surgiram posts interessantes, como esses:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/08/particulas-de-energia.html" target="_blank"&gt;Partículas de Energia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/08/refletindo-o-segredo.html" target="_blank"&gt;Refletindo: O Segredo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/09/tutorial-da-imortalidade.html" target="_blank"&gt;Tutorial da Imortalidade&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/09/malevolencia-do-amor.html" target="_blank"&gt;Malevolência do Amor&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/09/benevolencia-do-amor.html" target="_blank"&gt;Benevolência do Amor&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/11/desilusoes-do-tempo.html" target="_blank"&gt;Desilusões do Tempo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Finalmente, fora da desilusão&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Entre esses posts com a mente voltada para reflexões em geral e pitadas de ciência, finalmente eu me senti que estava curado de todas as desilusões acumuladas no ano. Tanto que me senti confiante para escrever as &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/08/dicas-para-sair-de-uma-desilusao.html" target="_blank"&gt;dicas para sair de uma desilusão&lt;/a&gt;. Ali, durante a sensação de que tudo estava correndo bem, descobri que tudo poderia ficar ainda melhor. E ficou com a chegada de Laika em casa, e o post de despedida de tudo o que me fazia mal para trás. O título "&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/11/choro-limbico.html" target="_blank"&gt;choro límbico&lt;/a&gt;" veio completamente a calhar. Finalmente estava reerguido das cinzas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que quando uma pessoa está em sã consciência e fora de qualquer desilusão, ela se importa com o mundo em que vive e deseja ficar informada sobre as notícias que envolvem tudo ao seu redor. Em outras palavras, todos nós desejamos saber daquilo que nos importa, e quanto mais a loucura atinge um ser, menos ele vai se importar com as coisas, e por isso, menos assuntos lhe terão importância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já li alguns textos de psicologia explicando que para você saber se está perto ou longe de uma depressão, basta fazer uma comparação sobre quantos assuntos diferentes e &lt;b&gt;atuais&lt;/b&gt; estão no seu dia-a-dia. Falar sobre o presente reforça sua sanidade, ao passo que falar do passado ou futuro o torna mais insano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que esse post não me torna insano pelo fato de falar do passado, já que retrospectiva também é um assunto atual recorrente do ano novo! =D&lt;br /&gt;E por falar em atualidades, a prova de que eu estava mesmo curado das desilusões me fez falar de assuntos no tempo em que eles aconteciam, como por exemplo, durante a época das eleições expûs minha revolta postando o &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/09/desabafo-politico.html" target="_blank"&gt;desabafo político&lt;/a&gt; e também resolvi criticar todo aquele &lt;em&gt;même&lt;/em&gt; entorno dos candidatos biombos postando um texto sobre os &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/09/cacareco-politico.html" target="_blank"&gt;cacarecos&lt;/a&gt; da vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E finalmente, de modo ainda recente, estava pronto para falar da &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/11/conspirando-com-wikileaks.html" target="_blank"&gt;Wikileaks&lt;/a&gt; e daquela descoberta &lt;strike&gt;frustrante&lt;/strike&gt; da Nasa em torno das &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/12/viva-uma-vida-de-arsenio.html" target="_blank"&gt;bacterias de arsênio&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Conclusão&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu muita coisa em 2010. E aí, quando eu olho para final do post e me pego falando sobre estar fora de desilusões, recaío sobre terra. Afinal de contas, todo dia é um recorte de momentos, e a vida é apenas a parte desses momentos que valeu a pena ser armazenada. Sejam coisas boas ou ruins, geralmente são apenas os "maus momentos" que tendem a ficar presos nas lembranças. São graças a eles que existem os traumas, e são graças a eles que os humanos evoluíram. Uma criança que encosta a mão no fogo e se queima terá aquele "mau momento" sempre associando a dor do fogo e o medo de tocá-lo novamente. Se todos os "maus momentos" forem capazes de nos ensinar algo, então viver fora desilusão não é algo tão bom assim. Desiludir é uma forma de crescer. E com crescimentos à parte, meu último post "útil" de 2010 foi justamente o que falava sobre o mundo e sua taxa &lt;strike&gt;insconstante&lt;/strike&gt; de natalidade. Se ainda não viu, &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/12/crescimento-populacional.html"&gt;veja agora&lt;/a&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border: 1px solid; padding: 10px;"&gt;Esse não será a última postagem do ano, embora quando eu desejei o "feliz natal" dei a entender que seria. &lt;br /&gt;Em todo caso, essa pode ser a última chance de você deixar um comentário em 2010. Por isso, pense nisso e comente!&lt;br /&gt;E antes que eu me esqueça, espero que todos façam uma retrospectiva pessoal também, a ponto de fazer que esse ano que termina não simplesmente termine, e que parte dele some de modo consciente a vida. Feliz 2011!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-6007139554287497165?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/6007139554287497165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2010/12/retrospectiva-pessoal-2010.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/6007139554287497165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/6007139554287497165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2010/12/retrospectiva-pessoal-2010.html' title='Retrospectiva Pessoal 2010'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-1825192047420632338</id><published>2010-12-24T10:40:00.000-02:00</published><updated>2011-11-12T11:27:21.201-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vivência'/><title type='text'>Fim de ano 2010</title><content type='html'>&lt;div style="border: 1px solid; padding: 10px;"&gt;Eu já escutei pessoas dizendo que odeiam o Natal. Eu já tive motivos para odiá-lo também, mas hoje acho isso incoerência com sua significação mágica. O mundo (ou 80% dele) para durante uma época para poder trocar as filosofias de bar por filosofias de família. E por isso que é tão legal. Por isso que é místico. Por isso é natal.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/rmgf60CI_ks?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/rmgf60CI_ks?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Natal é uma boa época para reflexões, principalmente porque há uma chance de se fazer promessas &lt;strike&gt;vazias&lt;/strike&gt; para o ano seguinte e recaptular os erros e acertos de tudo para ver o que aprendeu e desaprendeu durante o ano inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também é a época em que você tem um pretexto para dizer "oi" para quem nunca diz, e essa pessoa não vai achar anormal e nem associar seu "oi" a um desejo conseguinte de pedir algo. Por isso eu adoro o natal! Enfeites natalinos dependurados nas ruas, crianças pesquisando no google sobre truques para enganar o papai noel e principalmente, a esperança de que tudo pode ser moldado da forma como precisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nesse rítmo de natal, esse post não trás nada muito útil e nem visa agregar nenhum tipo de informação nova sobre nada. E por isso, vou resumir minhas palavras apenas para desejar um Feliz Natal. E por falta de fotos complementares que possam ilustrar essa época natalina, vou postar apenas uma que significou muito para mim no natal do ano passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TRSQvALs2EI/AAAAAAAAAUs/MZTVL_kEboE/s1600/4203953906_bf1174b2cf.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TRSQvALs2EI/AAAAAAAAAUs/MZTVL_kEboE/s320/4203953906_bf1174b2cf.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Uma foto de baixa qualidade que nem dá para ver direito. Mas é da principal avenida de São Paulo, num dia em que eu estava tendo um sonho antigo de criança realizado. Para esse ano nada de fotos, nada de histórias e nem mais posts natalinos. Apenas um &lt;b&gt;Feliz Natal&lt;/b&gt; à todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border: 1px solid; padding: 10px;"&gt;Você já ouviu que natal é época de solidariedade, certo? Então pratique todo tipo de solidariedade que puder. Presenteie algum desconhecido, sorteie cartinhas de correio para crianças carentes e faça o natal de outra pessoa feliz. Ou talvez, perdoe alguém que lhe magou. Desfaça suas mágoas. Diga um "olá" pessoalmente para quem você geralmente não diz, ou se a distância e o tempo não permitem, telefone. Ou mande um e-mail, deixe um recado personalizado no orkut (nada de selecionar todo mundo e mandar uma mensagem genérica!). Enfim, recorde e reforce que vale a pena sermos humanos nesse mundo com tantos zumbis.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;Tem gente que se contenta com pouco. Eu por exemplo, me contento com um simples comentário de saber que alguém leu isso aqui. Feliz Natal!&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-1825192047420632338?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/1825192047420632338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2010/12/fim-de-ano-2010.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/1825192047420632338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/1825192047420632338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2010/12/fim-de-ano-2010.html' title='Fim de ano 2010'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TRSQvALs2EI/AAAAAAAAAUs/MZTVL_kEboE/s72-c/4203953906_bf1174b2cf.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-7946300306902607338</id><published>2010-12-14T09:46:00.001-02:00</published><updated>2011-01-14T13:31:02.013-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Crescimento Populacional</title><content type='html'>&lt;div style="border: 1px solid rgb(192, 192, 192); padding: 10px;"&gt;Final de ano, e tudo parece se resumir a enfeites de natal e viagens constantes ao centro da cidade para comprar os presentes que técnicamente não deveriam ser comprados na última hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tudo para serve para você perceber quanta gente existe e como realmente parecemos com um formigueiro. Mas porquê raios existe tanta gente, e o principal: Se a cada ano o número de pessoas cada vez aumenta mais, quando será o limite dessa atividade natalina? (ficou fraco o trocadilho com natalidade, eu sei)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Crescimento Exponencial&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe algum tipo de cálculo matemático que prevê que o mundo terá cerca de 9 bilhões de pessoas em 2050. Eu discordava disso prontamente, pois a curva de crescimento populacional de hoje é muito maior e certamente é muito mais rápida do que isso. Assim como &lt;strike&gt;todas&lt;/strike&gt; as criaturas na natureza respeitam a equação de Fibonnacci na reprodução, isso não poderia deixar de ser diferente na evolução humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para resumir, considere que dois casais geram dois filhos que irão gerar mais dois filhos cada e assim sucessivamente. Chegará um momento em que as contas vão ficando cada vez mais feias. Pergunte para qualquer pessoa mais velha se o número de pessoas nas ruas aumentou e ela relembrará dos belos momentos em que andar nas estradas de terra era tão calmo e silencioso. Hoje em dia já não há apartamentos para tanta gente, e quem dera a quantidade de terrenos e espaço para construir novos edifícios seja infinito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá pela década de 90 existiam cerca de 2 bilhões de pessoas no mundo. No começo do milênio eram 3 bilhões e agora já estamos a quase 7. Aplicando a lei de Fibonnacci, em 2050 haverá cerca de 42 bilhões de pessoas. O número é tão assustador que eu não consigo imaginar recursos naturais para tanta gente assim. Mas, claro que eu acordei levente para a realidade, e foi aí que entendi como era mais um desiludido no assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A Lei do Crescimento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu só me dei conta que os &lt;b&gt;meus&lt;/b&gt; cálculos de crescimento exponencial estavam errados quando eu lembrei que um planeta com mais de 450 bilhões de anos já devia estar dominado por coelhos e ratos gigantes. E mesmo considerando que o número de predadores para cada espécie está em uma certo equilíbrio e que certos fenômemos naturais mudam essas equações com facilidade, mesmo assim eu não estava entendendo qual lógica a natalidade e mortalidade seguiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, achei &lt;a href="http://www.colegioweb.com.br/biologia/curva-normal-do-crescimento-populacional.html" target="_blank"&gt;um site&lt;/a&gt; que trouxe uma explicação bem simples para tudo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisando mais a respeito, entendi que primeiro as coisas vão devagar até que fique bem conhecido o ambiente e seja ditado um ritmo consistente do crescimento. Quando tudo parece estar perfeito, então a população começa a crescer de modo alucinado, visando usar o maior número de recursos possíveis para garantir o melhor padrão de vida. Pelo fato de que geralmente as raças (animais e humanos) não terem o hábito de pensar no futuro, chegará um momento em que os recursos naturais começarão a ficar cada vez mais escassos. Aqueles que tiverem mais recursos nesse tempo irão garantir que sua linhagem vá mais longe, e pouco a pouco os mais fracos são eliminados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças a isso vai acontecendo a evolução, onde geralmente quem melhor se adapta as condições impostas pelo mundo (e pela própria raça) é quem melhor garante a sobrevivência. Existe uma discussão a respeito disso, dizendo que esse é um dos motivos para o mundo não ser dominado por bacterias e certos insetos, cujos nascimentos (no caso das bacterias) podem chegar a milhões por vez. Imagine um milhão gerando gerando mais um milhão que cada um vai gerar mais um milhão a cada cria? Em cinco anos e você descobriria que as nuvens nos céus são vivas e que a chuva não é nada além de... bom, deixa pra lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, o crescimento exponêncial não acontece porque a vida é mais cruel do que se imagina. Mas vamos convir que até o século passado estamos sobre um fator chamado "eminência de guerra", que colocava as taxas populações sem aumento certo. Nada impede que novas guerras não surjam repentinamente, ou que novos fenômenos avassaladores não cubram o planeta com cada vez mais frequência nos anos seguintes (que venha 2012!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Conspirações Básicas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se falar sobre coisas abrangentes e não falar de conspirações é quase como sinônimo de ser superficial, mesmo que alguns acreditem que ser superfical é justamente falar de conspirações. Indagações a parte, o fato é que sempre há alguém pensando em nós (oh, que bonito!). Infelizmente não de um modo tão romântico assim, mas sempre que políticos, empresas ou poderosos de influência olham para estatísticas, eles olham para você ali. "&lt;i&gt;Se cada brasileiro me pagar 1 real, terei 200 milhões de reais e poderei investir em tal coisa&lt;/i&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é difícil imaginar que em uma crise de fome mundial, por exemplo, alguém estará tentando garantir rumos melhores para seu próprio lado e colocando você na posição que melhor convir a eles. Graças a isso conspirações existem, e graças a isso o crescimento populacional também está dentro de alguma dessas conspirações. Vou deixar para falar mais sobre isso em algum outro post, mas uma legal seria sobre a &lt;strike&gt;Skynet&lt;/strike&gt; &lt;a href="http://www.realidadeoculta.com/haarp.html" target="_blank"&gt;Haarp&lt;/a&gt; (High Frequency Active Auroral Research Program) que em resumo surgiu de um cientista que disse para algum homem poderoso: "&lt;i&gt;E se eu lhe dissesse que pode haver um método de controlar o mundo?&lt;/i&gt;" No caso da Haarp é o clima mundial, e como toda conspiração bem consistente, existem aqueles defendendo que os caras são tão fantásticos que conseguem manipular sua mente sem você se dar conta. E tudo isso com vários critérios científicos envolvendo magnetismo e ondas de alta frequência que deixam qualquer leigo (como eu) ainda mais iludido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Conclusão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós não somos coelhos. Ou seja, a equação mágica de &lt;strike&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/pt.lostpedia.wikia.com/wiki/Equa%C3%A7%C3%A3o_de_Valenzetti" target="_blank"&gt;Valenzetti&lt;/a&gt;&lt;/strike&gt; Fibonnacci não pode ser facilmente aplicada a raça humana porque somos imprevisíveis. Ninguém sabe quando haverá algum vírus que tornará todos zumbis, ou quando um &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Megatsunami" target="_blank"&gt;megatsunami&lt;/a&gt; vai acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido a essas incognitas, tudo o que resta é esquecer estatísticas de como e quanto a população será daqui a 10 ou 100 anos e fazer como todos os outros animais de nosso planeta: viva apenas pelo presente, ou no máximo, para o futuro tangível de experimentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border: 1px solid rgb(192, 192, 192); padding: 10px;"&gt;Caso queira ler um post interessante à respeito do crescimento populacional, veja a teoria da &lt;a href="http://www.artigonal.com/biologia-artigos/a-curva-j-501224.html" target="_blank"&gt;Curva em J&lt;/a&gt;, que também explana bem esse assunto sobre a lei do crescimento nas espécies além de fechar com um questionamento interessante:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Por que o limite de capacidade não se aplica à humanidade? Alguém pode dar uma explicação para isso, ao invés de uma crença dogmática no avanço tecnológico? É como crer que só porque o barco não afundou ainda, podemos continuar enchendo-o de buracos..."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Se você achou esse post coerente ou incoerente demais, expresse-se deixando seu comentário. Ou então, procure alguma coisa com mais evidências, como por exemplo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/11/desilusoes-do-tempo.html"&gt;O porquê o tempo passa tão rápido.&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/11/conspirando-com-wikileaks.html"&gt;As conspirações wikilikianas.&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2007/10/feridas-do-mundo.html"&gt;Um simples conto &lt;strike&gt;poético&lt;/strike&gt; sobre As Feridas do Mundo.&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-7946300306902607338?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/7946300306902607338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2010/12/crescimento-populacional.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/7946300306902607338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/7946300306902607338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2010/12/crescimento-populacional.html' title='Crescimento Populacional'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-6105321553118400059</id><published>2010-12-03T13:35:00.001-02:00</published><updated>2010-12-03T14:06:16.088-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Viva uma vida de Arsênio</title><content type='html'>&lt;div style="border: 1px solid rgb(192, 192, 192); padding-left: 10px;"&gt;&lt;br /&gt;Opa! Uma nova onda passageira por aí. Modinha falar de bactéria e fazer piadinha com alienígenas. O que eu ainda não entendi até agora, é se de fato existe tanta importância nisso como a repercusão mostra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal de contas, como um tipo de coisa pode causar tantas surpresas se, de um modo geral, já era esperado que sabemos muito menos de 1% sobre a vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Tensão Pré Inicial&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando começou todo o alvoroço (ou nem tão alvoroço) em torno da nova descoberta da NASA, eu realmente quis acreditar que tal descoberta fosse capaz de mudar minha vida. E então, as preparações antes da conferência que causaria o nascimento de uma nova ideologia mundial trouxe cada vez mais ansiedade. "&lt;i&gt;Isso vai mexer com toda a comunidade científica&lt;/i&gt;", diziam eles. "&lt;i&gt;É uma nova espécie de vida&lt;/i&gt;", alegavam outros. "&lt;i&gt;Oh, é um alien em Marte!&lt;/i&gt;", pensava eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como toda expectativa não atendida gera decepções, a nova descoberta da NASA não mudou nada para mim. Com certeza mudou para todos os que entendem um pouco mais de biologia ou estudam nessa área, mas para mim, como um mero mortal &lt;strike&gt;ignorante&lt;/strike&gt; espectador, tudo foi muito indiferente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome desse novo "alien" não é mais criativo do que &lt;i&gt;Et Bilu&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;Reptiliano&lt;/i&gt;. Simplesmente chama-se GFAJ-1, que tecnicamente falando é uma espécie de derivação genética de outra bacteria mais comum. Nesse caso, o pai da alienígena se chama &lt;i&gt;Halomonadaceae Gamoproteobacteria&lt;/i&gt;. Eu queria fazer alguma piadinha com esse nome, talvez dizendo que finalmente o jogo Halo ganhou fundamentação, mas deixa pra lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer modo, o que raios tudo isso significa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A Origem da Vida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a target="_blank" href="http://4.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TPkL92fLj8I/AAAAAAAAAUc/jnW09d6I0wE/s1600/bacteria-de-arsenio_GFAJ-1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; cursor:text;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TPkL92fLj8I/AAAAAAAAAUc/jnW09d6I0wE/s1600/bacteria-de-arsenio_GFAJ-1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Em um &lt;strike&gt;planeta distante&lt;/strike&gt; lago da California (&lt;a href="http://www.monolake.org/" target="_blank"&gt;Mono Lake&lt;/a&gt;) existia há muito tempo uma espécie de vida da qual ninguém suspeitava. Talvez existisse há milhares de anos. Talvez antes dos dinossauros. Talvez antes da primeira espécie de vida no planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O interessante dessa descoberta, em outras palavras, é o fato de existir alguma espécie de organismo vivo que consiga energia em coisas tão improváveis quanto o arsênio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu andei &lt;a href="http://www.brasilescola.com/quimica/arsenio.htm" target="_blank"&gt;lendo por aí&lt;/a&gt;, o arsênio chega a ser considerado um semi-metal, e de certa forma, ele é algo tóxico para muitas criaturas do planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a coisa mais interessante nisso tudo, é o fato de gerar mais incertezas sobre todas as nossas crenças mundanas. Muitos olhavam para todos os planetas de nosso sistema solar como &lt;strike&gt;bolas de sorvete&lt;/strike&gt; coisas inóspitas e incapazes de ascender para algum tipo de evolução inteligente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então, eis que em um lugar nem tão longe assim, eles encontram vida se desenvolvendo em um lugar improvável. Quer mais improbabilidade que essa? É só olhar para o espaço e reconhecer nosso tamanho minúsculo comparado ao universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada sobre nada é certo. Nem os tipos de bacterias que estão no próprio corpo, nem nas que estão em todos os livros de ficção científica. Quando chegar um dia em que a raça humana não tiver mais nada para descobrir, isso não significará que ela descobriu tudo; apenas que se contentou com as respostas que obteve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Sobrevivência Microscópica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milhões de bactérias estão por aí, cada uma com suas composições e estudos equivalentes. Muitas são "desconhecidas" e outras são descobertas conforme a &lt;strike&gt;percepção&lt;/strike&gt; tecnologia avança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em um belo dia desses surge essa nova GFAJ-1, que se "alimenta" de algo diferente do usual, e graças a isso incorporou esse elemento inusitado até mesmo na própria estrutura genética. O DNA da criatura é de outro planeta, quase que literalmente falando, se não fosse pelo detalhe de estar nesse planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pouco tempo atrás, eu joguei &lt;a href="http://www.baixaki.com.br/download/osmos.htm" target="_blank"&gt;Osmos&lt;/a&gt;, que possui um conceito muito original: interpretar o papel de uma molécula no mundo molecular. Vários daqueles conceitos realistas visulmbrados no jogo trazem uma única constatação de tudo: A luta pela sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa o teor da inteligência em qualquer partícula desse mundo, mas em grande maioria (para não dizer em todas) a busca pela sobrevivência é sempre recorrente. Sobreviver ao estilo cada um por si, ou sobreviver improvisando, reproduzindo, fungindo, se escondendo... enfim, acredito que mesmo a mais improvável das criaturas tem uma espécie de apreço pela vida, seja lá o que isso significar pra elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não faz o menor sentido são criaturas que fogem desse conceito natural. Pessoas que desprezam a própria vida talvez tenham uma linha de inteligência menor do que a de uma bactéria sem noção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Conclusão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez Tolkien tenha razão: O mundo pode ser de fato uma bela composição musical, e nós, por sermos apenas ouvintes distantes, apenas passamos a vida tentando encontrar a melhor dança nesse ritmo musical que sempre muda. E alguns mais ousados até tentam descobrir de onde a música vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se algum dia, em milhões de séculos de evolução nós conhecermos um dos instrumentos, viveremos satisfeitos até entender que uma orquestra é feita por vários instrumentos diferentes, e novamente novas respostas surgirão, sempre levando a uma pergunta nova que jamais terá solução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border: 1px solid rgb(192, 192, 192); padding-left: 10px;"&gt;&lt;br /&gt;Se você não é composto de arsênico mas quer descobrir uma forma de mudar seu código genético e conquistar a imortalidade, dê uma lida em meu &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/09/tutorial-da-imortalidade.html" target="_blank"&gt;tutorial para a imortalidade&lt;/a&gt; ou conteste a suposta teoria de que o nosso &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/08/particulas-de-energia.html" target="_blank"&gt;DNA tem vida&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é claro, antes de cair em uma nova desilusão, deixe um comentário expondo a parte de seu código genético que reflete a opnião abaixo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-6105321553118400059?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/6105321553118400059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2010/12/viva-uma-vida-de-arsenio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/6105321553118400059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/6105321553118400059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2010/12/viva-uma-vida-de-arsenio.html' title='Viva uma vida de Arsênio'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TPkL92fLj8I/AAAAAAAAAUc/jnW09d6I0wE/s72-c/bacteria-de-arsenio_GFAJ-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-4448851690141327013</id><published>2010-11-29T13:57:00.000-02:00</published><updated>2010-11-29T13:57:20.852-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Conspirando com a Wikileaks</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: large;"&gt;Opinão sobre o dia do Fim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border: 1px solid rgb(192, 192, 192); padding: 10px;"&gt;Imagine que tudo está bem, e você faz diversos planos para seu futuro próspero e eminente. Aproveita que o ano está terminando para fazer as promessas &lt;strike&gt;mentirosas&lt;/strike&gt; de tudo o que fará no ano novo. Vai para o centro da cidade enfrentar filas e o calor absurdo do &lt;em&gt;primaverão&lt;/em&gt; para comprar presentes a todos os entes queridos. Tudo muito belo e próspero, e de repente, sem o menor aviso prévio, tudo se transforma em caos. Pode ser um caos previsível, como esse do Rio de Janeiro (oras, todos sabiam que algum dia a "bomba" explodiria assim, ou não?). Mas, pode também ser um caos imprevisível, aquele que é recoberto de segredos de estado e que alimentam os melhores textos sobre conspiração.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;WikiLeaks&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, você já ouviu falar da &lt;strong&gt;WikiLeaks&lt;/strong&gt;? Eu, com toda minha ignorância, ouvi pela primeira vez esse nome hoje e, para duplicar minha ignorância, associei o nome a alguma nova &lt;em&gt;wikipedia&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;desciclopedia&lt;/em&gt; ambulante. Segundo o texto na matéria do &lt;a href="http://topicos.estadao.com.br/wikileaks" target="_blank"&gt;estadão&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="padding-left: 10px; border-left:1px solid #c0c0c0;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;"O WikiLeaks é um site que se dedica a revelar documentos militares secretos dos EUA e de outros países. Neste ano, o site divulgou cerca de 400 mil documentos secretos sobre a guerra do Iraque. Antes disso, o WikiLeaks já havia divulgado 90 mil relatórios confidenciais sobre abusos cometidos no Afeganistão."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Mas de repente vi várias matérias sobre ela em outros lugares, com manchetes no mínimo &lt;strike&gt;perturbadoras&lt;/strike&gt; inusitadas. Por exemplo, ela releva que &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,para-eua-brasil-oculta-prisao-de-terroristas-revela-wikileaks,646863,0.htm" target="_blank"&gt;o Brasil esconde grupos terroristas&lt;/a&gt; a la Hezbollah e que foi a &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,arabia-saudita-pediu-ataque-dos-eua-contra-o-ira--diz-wikileaks,646528,0.htm" target="_blank"&gt;Arábia Saudita quem pediu ataque dos EUA contra o Irã&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é fácil notar, a WikiLeak é a verdadeira fonte de alimento para os conspiradores de plantão. Mas o ponto onde eu quero chegar é que, de um modo ou outro, as declarações feitas por ela ganham um destaque muito grande e são tidos como verdades com pouco (ou nenhum) questionamento a respeito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Fonte de Informações&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com base nisso, é fácil imaginar como uma informação poderia ser capaz de gerar o caos total. Tudo começaria com uma notícia, e seja ela falsa ou verdadeira, desencadearia a reação em cadeia que levaria o assunto a diante. Muitas pessoas que não tem um hábito natural do questionamento, apenas passariam a informação adiante. É como aquela "notícia" que foi espalhada por Marcelo del Debbio dizendo: "&lt;a href="http://www.google.com.br/search?q=Cientistas+v%EAem+imagem+de+Jesus+no+LHC" target="_blank"&gt;Cientistas vêem imagem de Jesus no LHC&lt;/a&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também tem muita gente que simplesmente deixa todas suas opniões serem formadas com alguma coisa que viram aqui ou acolá. Antigamente, a verdade absoluta estava na televisão, de modo que não era raro escutar dialogos bizarros como esse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Cara, você sabia que é possível uma pessoa ficar sem respirar se ela colocar sal dentro do nariz?&lt;br /&gt;_Você está zuando! Até parece...&lt;br /&gt;_É verdade, passou na Tv.&lt;br /&gt;_Ahh! Puxa, que interessante eu não sabia mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, qualquer coisa que tivesse passado na tv era mérito de reconhecimento supremo da verdade. Pior do que isso, sem dúvidas, é ver pessoas que apoiam algum "fato" com o seguinte argumento "&lt;em&gt;Ah, eu vi isso na internet!&lt;/em&gt;", como se a internet fosse algum mérito para formar a opnião de alguém. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Conclusão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, nessa nova era da tecnologia, o acesso a informação é a única coisa que certamente ultrapassou a velocidade da luz, visto que são textos aos milhares sendo postados na internet em questões de milisegundos. Diante de tudo isso, até mesmo suas crenças pessoais tem risco de serem mudadas e, pouco a pouco é possível mudar até mesmo a essência de uma pessoa. Alguém sem opnião, ou incapaz de fundamentar sua opnião está fadada a sofrer de manipulações o tempo todo, uma vez que seu mundo é visto através dos olhos dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que o dia do fim do mundo começará como qualquer outro. Você acorda, faz seus afazeres normais e depois se dá conta que tudo está diferente. Ou, com o significativo atraso da informação, você só percebe que acabou horas depois de ter realmente acabado. Afinal de contas, sempre é necessário haver a normalidade para que algo se torne anormal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border: 1px solid rgb(192, 192, 192); padding: 10px;"&gt;&lt;br /&gt;Se você achou esse texto incoerente demais, dê uma olhada na sessão de &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/search/label/Anima%C3%A7%C3%B5es"&gt;animações&lt;/a&gt;, em que lá estão algumas coisas toscas em flash, que, de tão toscas, tendem a expirar o ar da graça =) Ou, aproveite a situação, e deixe uma piada nos comentários ou simplesmente alguma opnião sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-4448851690141327013?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/4448851690141327013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2010/11/conspirando-com-wikileaks.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/4448851690141327013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/4448851690141327013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2010/11/conspirando-com-wikileaks.html' title='Conspirando com a Wikileaks'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-8958071945266000607</id><published>2010-11-22T12:00:00.000-02:00</published><updated>2010-11-22T12:00:05.753-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vivência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Canis Lupus'/><title type='text'>Choro Límbico</title><content type='html'>&lt;div style="border: 1px solid rgb(192, 192, 192); padding: 10px;"&gt;&lt;br /&gt;Bem no comecinho do próximo mês faz um ano que meu cachorro meio-poodle e meio-vira-lata morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Se bem que, na verdade, nenhum animal de estimação simplesmente morre. Ele sempre nos ensina algo novo e forma parte de nossa história. Mas um dia ele vai embora, e logo quando arrumamos a compahia de outro animal, aquela nova vida não vem para substituir a outra que se foi; ela vem para continuar nos ensinando coisas novas e para nos ajudar a continuar construindo uma nova história"&lt;/i&gt;. (Parafraseado de uma dona de abrigo de animais que não lembro mais onde e quando escutei)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse texto faz parte da série de posts relatando minha relação com os &lt;i&gt;canis lupus familiaris&lt;/i&gt; e o quanto podemos aprender com eles. Ou, em outras palavras, vou tentar esclarecer se os animais realmente tem algo para nos ensinar ou não (Psicologia canina, hã?). Mas prometo não abandonar a base científica dos posts, e como toda história real em andamento, seu final ainda é completamente imprevisível para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, e por que raios o primeiro tópico foi sobre choro? A resposta, não poderia ser mais óbvia: Toda nova-vida [nesse caso canina] sempre chega ao mundo chorando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Bebês não choram&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ringo era vira-lata dócil e facilmente conseguia conviver bem com todos. Nem sei ao certo quantos anos ele tinha quando eu nasci, mas o fato é que ele estava lá. Eu ainda num berço no meio da sala, e minha mãe com pouco tempo que havia voltado do hospital. Assim como naquele clássico filme da Disney "&lt;i&gt;A Dama e o Vagabundo&lt;/i&gt;", Ringo foi entrando no cômodo cautelosamente, sem conseguir esconder a curiosidade. E passo a passo ele ia espreitando a cabeça na direção do berço, de modo a conseguir contemplar quem era o novo integrante da família. E o que eu fazia diante disso? Das duas uma: Como todo recém nascido, ou dormia para se comunicar comigo ou chorava para me comunicar com os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img align="left" hspace="10" src="http://2.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TOU7_2IBQsI/AAAAAAAAAUM/a5tl-18Rqhk/s1600/choro_02.jpg" vspace="10" /&gt;Nenhum bebê é capaz de controlar quando chorar e quando ficar quieto porque isso faz parte do instinto de sobrevivência. Diante de uma grande necessidade, a criaturinha indefesa chora pelo clamor de alguém que descubra e supra suas necessidades. A mentalidade de um bebê não é tão diferente da maioria dos outros animais de nosso planeta, e até então, a lei da natureza permanece inalterada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhotes de cães choram de forma mais contida e elegante do que os humanos, que tendem a berrar até terem certeza que conseguiu deixar todos ao redor surdos. Imagino que essa tentativa de chamar a atenção, para ambos os casos explica muita coisa:&lt;br /&gt;Filhotes de cães não sabem latir, e bebês não sabem falar. Filhotes de cães evoluem seu choro até que o mesmo consiga se tornar mais controlado e dali formar o primeiro latido. Bebês, por outro lado, não evoluem o choro para nenhum outro lugar. Simplesmente descobrem naturalmente que aqueles berros não são elegantes e mudam totalmente o tom do berro para conseguir transformar aquilo em voz. Ou seja, vamos considerar do ponto base: a voz de ambos vem do choro, mas apenas o animal (nesse caso específico o cão) consegue fazer dele um aprendizado. Ponto pra eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E só para lembrar: Tudo começa sempre com um choro seco, sem lágrimas. Isso porque o recém-nascido ainda não tem desenvolvido suas glândulas lacrimais, e tudo o que resta como única proteção dos olhos é manter os olhos fechados. Junte a isso o sono inacreditável que acompanha os bebês e é fácil notar como a natureza não deixa ponto sem nó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, o pacote de recursos básicos que vem através do instinto da sobrevivência inclui berrar o mais que puder para, inconscientemente, crer que isso pode atrair a atenção de um &lt;strike&gt;herói&lt;/strike&gt; responsável por lhe salvar de qualquer que seja a situação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Viagem ao Limbo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das melhores descrições que vi sobre "o limbo" estavam no filme "Inception", onde mais uma vez temos Leonardo de Caprio interpretando &lt;strike&gt;seu verdadeiro papel&lt;/strike&gt; papeis malucos. Enfim, o contexto do Limbo era aplicado ao inferno dentro de sua mente, que seria uma espécie de lugar sem volta dentro das profundezas do subconsciente. E essa definição é realmente &lt;a href="http://www.psiqweb.med.br/site/DefaultLimpo.aspx?area=ES/VerClassificacoes&amp;amp;idZClassificacoes=234" target="_blank"&gt;assustadora&lt;/a&gt;. É como entrar em um pesadelo e jamais acordar dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img align="right" border="0" hspace="10" src="http://2.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TOU8AhGzOiI/AAAAAAAAAUQ/v085MZlefCg/s320/olho-de-sauron.jpg" vspace="10" width="150" /&gt;O mais interessante é a ligação que tudo isso tem com o choro. Uma vez sabendo que o limbo está sempre associado com alguma coisa ruim, e geralmente abstrata, fica mais fácil entender porque colocaram o nome de "sistema límbico" para a parte do nosso cérebro que atua sobre os sentimentos. Claro que os sentimentos também envolvem coisas boas, mas na grande maioria dos caos não temos muito controle sobre eles, e de uma forma geral, a grande parte restante do cérebro também não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ali na nossa caixinha de sentimentos, as que são capazes de criar as seqüelas mais profundas no comportamento e na personalidade vem justamente daqueles sentimentos ruins, que em certo ponto causam um trauma e se tornam inesquecíveis para o resto de sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema limbico não só é o culpado por gerar teus sentimentos mais abomináveis ou puros, como também desencadear o choro. Dentro dessa caixinha da perdição é que sai a ordem para que as lágrimas sejam derramadas sem piedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O Fim de uma História&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ringo foi meu primeiro contato com uma raça diferente da humana, e ele me viu crescer. Não muito, já que morreu quando eu tinha entrado na primeira série escolar. Já era uma época em que ele começava a demonstrar os sinais da velhice e acentuar alguns comportamentos bizarros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até hoje eu ainda não encontrei uma explicação plausível para o comportamento do dia de sua morte. Dava para sentir claramente uma tristeza profunda nele, uma necessidade de ficar junto de cada membro da família como que se despedindo. E ele estava saudável até onde eu sei, o que tornou os eventos daquele dia ainda mais bizarros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ringo morreu com 11 anos, de certo modo por minha culpa, já que eu até hoje juro que tive um sonho premonitório que me faria ter evitado aquele acidente. E ainda que esse sonho premonitório seja apenas uma falsa memória, o fato é que eu fui abrir o portão de casa, e a única coisa que deu tempo de ver foi ele saindo correndo para a rua desesperado (coisa que ele jamais fazia), e essa foi sua última corrida. Ringo foi de encontro a um carro e caiu no chão após a pancada parcial que levou na cabeça. Ainda tive tempo de vê-lo extendido no chão com cabeça tremendo e os olhos me dizendo adeus. Morreu ali, de olhos abertos fechando todo o ciclo de sua longa história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a target="_blank" href="http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TOXOxwBdAoI/AAAAAAAAAUU/wAlITTluZ-I/s1600/foto-billy.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TOXOxwBdAoI/AAAAAAAAAUU/wAlITTluZ-I/s200/foto-billy.jpg" width="148" align="right" /&gt;&lt;/a&gt;Depois de Ringo, quase um ano depois e o ciclo de um novo animal de estimação se iniciava, onde novamente haveria mais uma torrente de histórias a serem criadas. Uma foto dele é essa aí o lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O simpático sujeito se chamava Billy (sim, nomes de cães sempre esbajam criatividade), e ano passado, aos quinze anos ele também teve seu final. E agora, três meses atrás, meu novo cãozinho nasceu, embora eu só fosse saber disso bem mais recentemente. Na verdade é fêmea, e novamente a criatividade absurda dos nomes coloca &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Laika" target="_blank"&gt;Laika&lt;/a&gt; na criação de uma nova história, cujo novo ciclo e novo final ainda não foram escritos. Pelo menos não ainda nesse blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border: 1px solid rgb(192, 192, 192); padding: 10px;"&gt;Diante de acontecimentos tristes, as lágrimas são uma manifestação fisiológica de um lado abstrato da mente. Talvez por questões evolutivas seja necessário as memórias terem mais impacto diante de acontecimentos negativos do que de positivos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você achou esse post muito deprimente, recupere o tempo perdido (ou perca ainda mais) vendo algumas &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/08/dicas-para-sair-de-uma-desilusao.html"&gt;dicas para sair de uma desilusão&lt;/a&gt;. Ou simplesmente aproveite o espírito límbico das coisas e encontre motivos para odiar o amor lendo sobre sua &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/09/malevolencia-do-amor.html"&gt;malevolência.&lt;/a&gt; Mas caso essa idéia de odiar o amor parecer assutadora demais, então tape parte dos olhos e veja sua &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/09/benevolencia-do-amor.html"&gt;benevolência.&lt;/a&gt;. Se tudo isso ainda continua ruim, expresse-se deixando um comentario abaixo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-8958071945266000607?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/8958071945266000607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2010/11/choro-limbico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/8958071945266000607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/8958071945266000607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2010/11/choro-limbico.html' title='Choro Límbico'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TOU7_2IBQsI/AAAAAAAAAUM/a5tl-18Rqhk/s72-c/choro_02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-3306535206846861433</id><published>2010-11-19T13:13:00.000-02:00</published><updated>2010-11-19T13:13:13.769-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Desilusões do Tempo</title><content type='html'>&lt;div style="border: 1px solid rgb(192, 192, 192); padding: 10px;"&gt;Faz tempo que eu não posto aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nada melhor do que voltar com um post falando justamente sobre o &lt;b&gt;tempo&lt;/b&gt;. Preciso entender de uma vez por todas porque é que o &lt;b&gt;tempo &lt;/b&gt;parece ter perdido o controle para tanta gente. Eu principalmente sou um daqueles que vivo no passado, pois sempre que planejo fazer qualquer coisa, já passou. Quando penso em fazer qualquer coisa, já acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez exista uma forma de não ser escravo dele, ou talvez só exista uma forma de encontrar a liberdade caso ele não tenha te escravizado ainda. Esse é um mundo que parte das pessoas encontrou no ócio uma forma de fugir das garras sádicas do tempo, ao passo que outra parte vê o mundo em ócio, sem tempo para nada além de uma vida sem liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junte as forças, alie-se a resistência ou... simplesmente &lt;i&gt;Carpem Diem&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img border="0" height="210" src="http://2.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TOaOdQWI5CI/AAAAAAAAAUY/6IMncxk20OY/s320/relogio.jpg" width="320" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Tem uma frase que praticamente se incluiu no conjunto dos diálogos padrão de quando não se tem assunto. Tudo começa com uma pessoa que dirá:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;i&gt;Nossa, como o tempo está passando rápido, né?&lt;/i&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você não tem nenhuma outra alternativa se não dar a resposta padrão: "&lt;i&gt;É verdade, daqui a pouco já é fim do ano outra vez&lt;/i&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os planos, as idéias e porque não a própria vida muitas vezes são prejudicados com o tempo. Mas, dizem as más línguas que alguns &lt;strike&gt;aliens&lt;/strike&gt; sábios descobriram uma forma de nos condensar nessa loucura atemporal. Será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;"É nóiz na Fita" &lt;strike&gt;quase que&lt;/strike&gt; literalmente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ainda não me é claro, é o porque ele &lt;b&gt;tem que&lt;/b&gt; passar tão rápido. Isso me revolta, isso me faz acreditar que poderíamos ter melhor aproveitado tal parte dele aqui ou acolá. Isso me deixa aflito para que algum cientísta maluco invente uma máquina do tempo o quanto antes para que as coisas possam ir mais devagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a perpeção do tempo é diferente para cada um, naturalmente esse não é um problema universal. Talvez nem seja um problema. Mas para alguns, assim como eu, é. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se tudo estivesse dentro de um filme gigante com você atuando em algum papel que melhor lhe convém. E aí se torna chato só poder assistir tudo uma única vez. Ou pior do que isso, é pensar que algum &lt;strike&gt;desocupado&lt;/strike&gt; entediado apertou o botão de &lt;b&gt;&lt;i&gt;Forward&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; para avançar tudo rapidamente e não tem a menor intenção de apertar o &lt;i&gt;&lt;b&gt;play&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; novamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso me faz querer apertar um botão de pause de vez em quando. E então eu me dou conta que o tempo não é como um filme, e sim como uma queda de um elevador. Nossa vida é uma queda livre do último andar, onde passamos por tantas janelas mas só conseguimos enxergar a paisagem mais distante. E aí, pelo fato de não sermos agraciados com a habilidade de &lt;strike&gt;queda suave&lt;/strike&gt; vôo, tudo o que resta é reclamar de tudo o que não temos como aproveitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Urgente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impossível falar do tempo sem falar de prazos. Nossas vidas se moldam dentro de prazos, seja no pagamento de contas, entrega de trabalhos ou comparecimento a algum evento governamental. Racionalmente, os prazos passaram a ser associados sempre com alguma coisa negativa. E mesmo que você tenha "um prazo" de quinze dias de férias, você chama esse período de "um tempo" de descanso.&lt;br /&gt;Por definição o tempo se tornou algo bom, e como tudo o que é bom, ele foi ficando cada vez mais escasso. Sua escassez alimentou o stress e o stress alimenta a maioria dos problemas no mundo urbano civilizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda essa dissolução do tempo em um período curto me incomoda muito por dois motivos: O primeiro é que tudo hoje em dia parece envolver a &lt;b&gt;urgência&lt;/b&gt;, já que o tempo é tão rápido que se nada for &lt;i&gt;urgente&lt;/i&gt;, então nada pode ser feito no prazo. E aí, o temor pelo prazo normalmente vem fazendo com que esse mesmo &lt;i&gt;urgente&lt;/i&gt; perca completamente seu valor, de modo que todas as coisas que precisem ser feitas antes de um prazo sejam chamadas de "&lt;i&gt;urgentíssimo&lt;/i&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E cada dia que passa, não me é difícil escutar alguém dizendo que quer alguma coisa de modo "urgentíssimo". Eu escuto isso tantas vezes que meu cérebro nem processa mais qualquer derivação para essa palavra. Eu não sei o que é mais urgente numa sociedade que vive de urgências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Sem noção&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;P: O que está passando rápido demais é o tempo ou sua noção do tempo?&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que você responderá que é apenas a noção do tempo, já que achamos que as coisas passaram rápido demais pelo simples fato de muitas vezes não nos damos conta de que agora já é tal dia ou tal hora. Não é comum você acordar de manhã, se distrair com alguma coisa e depois falar: "Nossa, já é hora do almoço e eu nem percebi". O que faz com essas quatro ou cinco horas que aparentemente "desapareçam" de seu tempo todos os dias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, sua noção do tempo é cada vez mais prejudicada com a tonela de informação que lhe bombardeia o tempo todo, principalmente na internet. Seja algum jogo legal que lhe tomou horas, um seriado viciante que lhe tomou dias, uma problema pessoal que lhe tomou semanas ou simplesmente a rotina do trabalho que lhe toma anos. &lt;strike&gt;Você vive tomando.&lt;/strike&gt; Você vive entregando seu tempo a tantas coisas que o pouco tempo que lhe resta para dedicar a si mesmo é aquele mesmo que usa para refletir: "Puxa, o tempo passou rápido demais".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o tempo passou rápido demais, considere-se feliz por ser um viajante do tempo, onde muita gente daria de tudo para conseguir a mesma façanha que a sua. Aposto como muitas crianças em estágio de metamorfose da carne para o osso seriam recompensadas de tanto sofrimento se pudessem viajar no tempo como você. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é invalido generalizar, pois a noção do tempo é algo muito pessoal. Sentar na beira de uma praia e observar o mar dia após dia também mudaria a percepção do tempo, de modo a torná-lo mais lento e possívelmente mais inútil.&lt;br /&gt;Numa situação parecida, sentar-se a beira da praia e ler um livro dividiria seu tempo em duas partes, de modo que ele passaria mais rapidamente, mas ainda seria chato porque talvez não tenha como ter tirado tanto proveito dele. Agora, para essa mesma situação, vamos agregar mais coisas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias, na mesma praia você se mantém sentado observando o mar, lendo um livro, fazendo castelos na areia enquanto procura por pedrinhas preciosas. O tempo ocioso diminui, ao passo que sua noção sobre o mesmo diminui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, no mundo moderno temos tantas coisas feitas para evitar o ócio que acaba tornando nossa percepção temporal prejudicada. Fazemos tantas coisas e deixamos de fazer tantas coisas que isso acaba deixar apenas uma conclusão óbvia a ser considerada: "Se eu não posso fazer tantas coisas, é sinal que meu tempo é curto. Se ele é curto, ele passa mais rápido".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para finalizar, uma última pergunta: O que é o que é: Quanto mais lento ele fica, menos proveito dele se tira. E quando mais rápido caminha, menos dele se pode aproveitar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border: 1px solid rgb(192, 192, 192); padding: 10px;"&gt;"&lt;i&gt;Fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo: nem ele me persegue, nem eu fujo dele. Um dia a gente se encontra.&lt;/i&gt;" (Mário Lago)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa bélissima frase é linda de ouvir, mas não é tão fácil de aplicá-la na prática. Alguem poderia me dizer qual é o segredo para seguir um acordo com quem você não alcança?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você leu esse post e é um viajante do tempo, volte dois minutos para o passado e deixe um comentário. E se não for um viajante do tempo e estiver no presente, essa é sua chance de deixar uma mensagem que ficará gravada por muito tempo e, provavelmente lida por alguém no futuro, fazendo de você, nesse momento, um viajante do tempo. =)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-3306535206846861433?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/3306535206846861433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2010/11/desilusoes-do-tempo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/3306535206846861433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/3306535206846861433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2010/11/desilusoes-do-tempo.html' title='Desilusões do Tempo'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TOaOdQWI5CI/AAAAAAAAAUY/6IMncxk20OY/s72-c/relogio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-8915078199487010480</id><published>2010-09-29T10:22:00.000-03:00</published><updated>2010-09-29T10:22:39.282-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Cacareco Político</title><content type='html'>&lt;div style="border: 1px solid; padding: 10px;"&gt;Depois do meu &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/09/desabafo-politico.html" target="_blank"&gt;Desabafo Político&lt;/a&gt; no outro post, segue mais um &lt;strike&gt;desabafo&lt;/strike&gt; texto sobre política. Dessa vez com mais fatos e menos suposições.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Votar nulo é desperdício de voto?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia, conversando com meu pai sobre política, eu estava tentando tirar uma conclusão sobre o poder dos votos nulos. Pois eu me lembro da corrente em e-mails pregando que o voto nulo era a melhor opção para substituir os políticos, e ao mesmo tempo, vários sites sérios dizendo que o voto nulo não mudaria em nada, a não ser que desperdiçaria um importante direito seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como toda desilusão que se preze, ela começa com uma dúvida. Pois ao olhar para o quadro dos candiatos disponíveis para votar, eu me sentia sem opções, obrigado a escolher alguma coisa pelos quesitos mais deploráveis: quem é menos corrupto? quem tem menor chance de estragar tudo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, foi através de uma conversa sobre política que meu pai me contou sobre o caso de &lt;b&gt;Cacareco&lt;/b&gt;, dizendo que certa vez aconteceu das pessoas elegerem um candidato, no mínimo inusitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei curioso sobre esse assunto, e saí pesquisando mais a respeito do mesmo. E veja só o que mais descobri sobre essa prova final sobre o poder (ou não) do voto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Vote no Cacareco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já faz uns cinqueta anos, e pelos detalhes memoráveis que obtive de meus pais, pareceu que foi algo bem recente. O fato é que surgiu um candidato na eleição chamado Cacareco, e as pessoas emendavam bordões nas ruas de "Vote no Cacareco" o tempo todo. Ricos, pobres, os mais novos e os mais velhos... todos depositaram a confiança nesse candidato. Isso seria apenas mais uma prova de minha teoria sobre &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/09/desabafo-politico.html" target="_blank"&gt;manobra de massa&lt;/a&gt; se não fosse um detalhe: Cacareco não existia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Motivados por uma corrente inexplicável, as pessoas saíram votando em um tal de Cacareco, que nada mais era do que um Rinoceronte em um zoológico do estado. O animal ganhou a eleição, e embora muitos soubessem que se tratava de uma forma de "anular" o voto e protestar, aposto como teve muita gente indo na onda da maioria e votando por votar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pode ler mais sobre o assunto nessa matéria que saiu no jornal "O Cruzeiro" em 1959 &lt;a href="http://www.memoriaviva.com.br/ocruzeiro/24101959/241059_8.htm" target="_blank"&gt;clicando aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, já interado ao assunto, dê uma lida nessa &lt;a href="http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/votos-de-protesto-o-que-acontece-quando-um-cacareco-assume-o-mandato" target="_blank"&gt;matéria da Veja&lt;/a&gt; e, desconsiderando a parte mais "sensacionalista" da matéria, atente a única verdade atual: Não despedície seu voto.&lt;br /&gt;&lt;!--//&lt;span style="font-size: large;"&gt;Cacareco Político&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma época antiga, quando eu era um menino curioso, acompanha meus pais na hora do voto, imaginando como toda aquela mobilização em torno das eleições era importante para os adultos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vezes, quando eu me lembro que nessa época só existia votos através de cédulas de papel, me sinto velho. Mesmo que minha primeira eleição já tenha sido nas urnas eletrônicas, eu vejo o voto no papel como algo arcaico demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas enfim...&lt;br /&gt;//--&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Desperdiçando um Voto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, cada partido tem uma ideia de como vai governar o país, e cabe as pessoas votarem em um deles ponderando a cartilha das propostas e fazendo uma avalição sábia e correta sobre tudo. Tirando essa parte utópica, você também tem a opção de votar em branco ou anular seu voto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Votar em branco é novamente fazer parte da boiada e ir nas costas da maioria, já que será um voto indiferente e que, certamente só beneficiará quem já está ganhando. Por isso o dito é completamente válido: "Se você votar em branco vai dar o voto ao candidato que está ganhando". Pensando dessa forma, se o governo for &lt;b&gt;bom&lt;/b&gt; você poderá dizer que foi graças a seu voto, e se for &lt;b&gt;ruim&lt;/b&gt; você poderá reclamar também, porque afinal, jogou seu voto ali na confiança da maioria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas que entendem bem sobre política não falam muito sobre essa possibilidade de voto porque ela é, em termos práticos, um desperdício de direito. E sobre o voto nulo então... não há &lt;i&gt;cacareco&lt;/i&gt; algum que dê jeito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Votar no perdedor ou no ganhador?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes você tem a idéia de votar num candidato que visivelmente vai perder. Você obviamente quer que seu candidato vença, e naturalmente vai sentir um motivo para criticar o governo atual com uma justificativa tola: "Se não tivessem eleito fulano, tudo estaria diferente".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é lógico que estaria diferente; se fosse pra ficar igual não haveria motivo algum para se criar uma votação. E mesmo assim é ineficaz comparar com coisas que não podem ser comprovadas; o candidato pelo qual você votou poderia estar sendo tão pior quanto o atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debates políticos são uma porcaria por causa disso; embora muitos assistam querendo ver o momento em que eles vão se degladiar até a morte, todo o teatro de críticas ao passado e ao suposto futuro continua vívido. E nessa &lt;em&gt;encenação&lt;/em&gt; trágica, nenhuma informação muito útil que apresente suas qualidades e defeitos é mostrada. Tudo é apenas um jogo de máscara sobre máscara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Voto secreto ou Voto tabu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças a essa ganância doentia pelo poder o voto precisa ser secreto. Se o voto não fosse secreto haveria intimidação e medo rondando você o tempo inteiro para que votasse nesse ou naquele candidato. O correto, caso não existisse essa violência mórbida, seria que as pessoas entendessem que o direito de voto é um direito de expôr sua opnião perante uma ideologia de governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como estamos falando de democracia, esse direito vale para todos e, por isso seu canditado pode perder ou ganhar. Mas se ele perde, é estupidez vestir bandeiras de oposição só para criticar tudo o que o eleito fará. Afinal de contas, ele agora é o escolhido &lt;strike&gt;(pokemón?)&lt;/strike&gt; para representá-lo e protegê-lo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://arkeis.com/images/pokemonfactory/rhyperior.png" width="200" align="left" hspace="10"&gt;Claro que existem limites. Não é porque a maioria elegeu um cacareco (da-lhe macaco Tião), que sua posse ao cargo precisa ser assistida de cabeça baixa com o ar de perdedor. A primeira etapa é a tolerância, e naturalmente, se for o caso, a maioria automaticamente se mobiliza para a agressão. Até porque, infelizmente a sociedade é assim, movida a vácuo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não adianta inventar xingamentos baratos e nem transformar tudo em piada e levá-la (ou ouví-la) num stand-up. Uma parte coerente precisa se manter firme, a ponto de entender onde está um limite seu e de outrém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border: 1px solid; padding: 10px;"&gt;Para finalizar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez, ainda bem na época do governo Lula, eu escutei de um professor o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Eu não votei não Lula mas ele ganhou. Não é por isso que deixei de ser brasileiro, e por isso vou apoiá-lo a partir de agora. Afinal de contas, ele é o &lt;b&gt;meu&lt;/b&gt; (O.õ') presidente. E justamente por eu não ter votado, então agora é que tenho um motivo maior para olhá-lo com mais cuidado e ficar atento a tudo o que fará pelo país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada mais a declarar. Escolha seus &lt;strike&gt;pokémons&lt;/strike&gt; candidatos mas não se feche demais à eles. &lt;strike&gt;Eles podem des-evoluir.&lt;/strike&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-8915078199487010480?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/8915078199487010480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2010/09/cacareco-politico.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/8915078199487010480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/8915078199487010480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2010/09/cacareco-politico.html' title='Cacareco Político'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-5066451451985642626</id><published>2010-09-28T11:46:00.000-03:00</published><updated>2010-09-28T11:46:37.996-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Desabafo Político</title><content type='html'>&lt;div style="border: 1px solid; padding: 10px;"&gt;Eu relutei em fazer um post sobre política, porque é assunto que particularmente me revolta. E qualquer coisa que sai com revolta tende a perder um pouco de seu lado justo e racional para abrir espaço à uma expulsão de sentimentos avulsos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://cilaschulman.files.wordpress.com/2008/08/auto_claudio.jpg" border="0"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Florentina, Floretina, vote em mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre em época de eleições, o &lt;i&gt;freak show&lt;/i&gt; ao vivo direto dos carros de sons tenta tratar a todos como imbecis, como se alguma musiquinha estúpida fosse capaz de nos influenciar a votar. Se bem que deve funcionar, porque a repetição de uma idéia pode plantar uma nova idéia, mesmo que errônea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de opção (ou demasiada opção inútil) acaba fazendo com que as pessoas votem no mais corrupto ou no mais engraçado. Aliás, textos engraçados vendem mais, e isso é um fato. Num mundo envolto por altas cargas de &lt;i&gt;stress&lt;/i&gt;, um pouco de humor parece servir como válvula de escape da realidade. Ou em outras palavras, é uma forma de se criar uma proteção contra a parte mais feia das coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rir é o melhor remédio, mas desde que não se ria de tudo, por aí já é insanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Tampe os olhos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bateram aqui na porta de onde trabalho (e na porta de casa) perguntando se podiam instalar um banner gigante de apoio a um candidato a deputado estadual. Quando perguntei as propostas daquele candidato, ele só foi capaz de responder: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Ele vai melhorar as coisas aí. Saúde pro povo, Emprego. E então, pode por?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele cidadão visivelmente nem sabia quem era o candidato pelo qual trabalhava. Apenas estava ali ganhando seu dinheiro para disseminar uma idéia que desconhecia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ruas se transformaram em verdadeiras feiras urbanas, e andar no centro da cidade é um ataque de informação inútil. Bandeiras, músicas e rostos desconhecidos estampados para todo o lugar. A idéia é simples, e em teoria realmente funciona: "Quando maior a repetição do nome, mais você tende a achar que o candidato é bom. Muitos indecisos acabam votando assim, levados por aquilo que mais viu, e não pelo que mais avaliou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas votando às cegas estão por aí. Mas não estão nem aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Pode chutar um número?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses dias, lendo sobre nossa forma de tomar decisões, descobri que somos incapazes de lidar com uma escolha inteligente quando se está cercado de opções. Dizem que o cérebro acaba optando pelo que parece ser mais "bonitinho" ou aquilo que causa uma melhor primeira impressão. Isso funciona com qualquer coisa, desde escolher um par de sapatos a um presidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No cenário político, nossas opções são os candidatos e, quanto maior o número de opções disponíveis, mais fácil é escolher algo errado. Na maioria das vezes, acontece aquele "efeito de boiada", que faz com que quem tenha mais votos agregue mais votos dos indecisos. Na minha opnião, os indecisos nesse cenário político acabam sendo os piores eleitores porque eles vão seguir a maioria, mesmo se a maioria estiver errada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Massa de Manobra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, isso não é mais uma daquelas teorias de conspiração falando que querem manipular o mundo ao custo de seitas esquisitas. Massa de manobra é esse efeito que acontece no dia a dia, quando alguém segue uma escolha só porque muita gente segue ela também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naturalmente os primeiros seguidores da idéia são aqueles que realmente fizeram uma decisão com sua base sólida e bem formada. E aí tudo começa quando os primeiros seguidores indicam seus amigos e parentes, e os mesmos, devido àquela concepção de "vamos dar uma força", acabam apoiando coisas que não conhecem muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junta-se uma pequena multidão e a turma de curiosos aparece. Curioso é um imã magnético para mais curioso e, quando se dá conta, formou-se uma mentalidade única, onde se o primeiro pensar algo e seus descentes próximos aceitarem, então todo o resto pensará igual, já que eles são influenciados com a mesma facilidade que foram quando levaram aquela causa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você vota sem saber as propostas de seu candidato, e o mais importante, sem concordar com toda ideologia, então você está nessa massa de manobra. Naturalmente pode pensar ter uma decisão que é sua, mas infelizmente é apenas uma escolha que seu cérebro tomou para você porque ele não é bom em questões de múltipla-escolha. Nesse caso, chute os números no dia da eleição; não fará a menor diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Finalizando&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda queria continuar minha revolta falando da educação furada que se tem na escola, mas isso seria tema para um outro assunto bem conspiratório sobre "O Sistema". O sistema que está em nossas vidas e &lt;strike&gt;roda num Windows 98&lt;/strike&gt; é culpado por grande parte das maiores desilusões humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border: 1px solid; padding: 10px;"&gt;Enfim, esse não será o último post sobre política, pois infelizmente ela é um mal necessário. Ou um bem que nas mãos erradas se torna um mal. Não sei ainda ao certo o que é a política, embora seja algo que muito me deixa desiludido.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;Se você corcorda de algo ou discorda de tudo, deixe um comentário.&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/409180727064985162-5066451451985642626?l=ledarkeep.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ledarkeep.blogspot.com/feeds/5066451451985642626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2010/09/desabafo-politico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/5066451451985642626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/409180727064985162/posts/default/5066451451985642626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ledarkeep.blogspot.com/2010/09/desabafo-politico.html' title='Desabafo Político'/><author><name>Ledark</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08195398001392763541</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_WDcrBWUoRuY/TC_tb5My7EI/AAAAAAAAASI/vZMwdZg2jag/S220/Olho-Azul_96x96.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-409180727064985162.post-1211218386503152660</id><published>2010-09-23T22:56:00.000-03:00</published><updated>2010-09-23T22:56:58.114-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>A Benevolência do Amor</title><content type='html'>&lt;div style="border: 1px solid; padding: 10px;"&gt;Se você já leu meu primeiro post sobre a &lt;a href="http://ledarkeep.blogspot.com/2010/09/malevolencia-do-amor.html" target="_blank"&gt;Malevolência do Amor&lt;/a&gt;, então viu como é fácil encontrar motivos para depreciá-lo. E agora, falar aqui sobre sua parte boa também é incrivelmente fácil, pois o amor é realmente uma coisa contraditória. Ele depende, acima de tudo, do ponto de vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois então, como pode, algo tão simples gerar uma complexidade imensa de opniões? É como o bem e o mal, ou o dia e a noite; conflitantes entre análises, mas inseparáveis em discussões. É sem dúvida, um dos principais motivos das desilusões das pessoas. E tudo isso sem ao menos poder de fato compreendê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única pergunta que se mantém é simples e direta é: o que raios é o amor?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Definindo o Abstrato&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem o dicionário sabe. Se procurar no dicionário ele já lhe dá uma lista com diversos sinônimos que formam uma mistureba de sentimentos. Fiz uma busca por definição no google e aprendi que pode signicar: "&lt;b&gt;Kizola (Nkenda = Kikongo)&lt;/b&gt;" WTF? O.o' Ou seja, n
