sábado, 23 de março de 2013

Qual sua Personalidade?


Para quem já participou de sites de namoro, crê em astrologia ou participou de testes genéricos na internet sabe o quanto é alta a gama de personalidades que existem. Numa pesquisa rápida que fiz para esse post, encontrei sites dividindo toda a humanidade em 4 tipos, 9 tipos, e até (parece bizarro) em 56 tipos. Mas afinal de de contas, será que é possível classificar as personalidades que cada um possui?


Multiplas Personalidades em Uma

O primeiro ponto negativo para milhares de testes de personalidades, é a falhabilidade geral de todos eles. Se algum deles falar que você é perfeccionista, desleixado ou corajoso, pode ignorar o resultado. E vou tentar explicar o porquê.

A personalidade, como o próprio nome diz, é algo tão pessoal, que definir se alguém é desse jeito ou de outro jeito é muito difícil. Você pode considerar que conhece uma pessoa que é muito barraqueira, mas, se um dia tiver a oportunidade de conviver com ela mais tempo, talvez perceba que ela tem seus momentos mais pacíficos. E isso acontece porque nossas emoções não são estáticas; elas mudam de acordo com os acontecimentos do ambiente, e desse modo, nossa personalidade pode mudar de herói para vilão em um piscar de olhos.

Mas aí, você pode dizer que existe um tipo de personalidade que é dominante, que é aquela em que mais demonstramos, e por isso, essa é nossa personalidade real. Há de se concordar em termos, sabe por que? Porque muitas vezes o stress do cotidiano nos leva a ficarmos mais de um jeito do que de outro. E aí, basta a pessoa mudar de vida e destruir seu fator estressante para que uma outra personalidade seja a dominante. E aí novamente, quem tentou dar à você um pacote de características, errou.

Vou considerar aqui os tipos mais comuns de personalidade que existem, com base nesses testes genéricos que certamente você já fez para tentar entender como era. Talvez, a conclusão desses testes genéricos tenha sido um desses abaixo:

  • Você é uma pessoa calma, tranquila, compreensiva.
  • Você é uma pessoa perfeccionista, exigente, decidida.
  • Você é uma pessoa planejadora, perspicaz e estrategista
  • Você é uma pessoa aventureira, despojada, de certo modo às vezes radical
  • Você é uma pessoa caseira, ligada a família
  • Você é uma pessoa baladeira, agitada, muito ligada aos amigos

Eu poderia continuar essa lista por muito tempo, mas não quero deixar esse texto ainda mais gigante do que ele já está. Se você notar, é fácil pegar uma das linhas e dizer que você é desse jeito, e considerar que sua personalidade pode ser definida dessa forma para efeitos gerais. Se eu me pegasse como exemplo, eu me consideraria alguém calmo e compreensivo. E é nessas definições que mora perigo de tudo.

Personalidade do Momento

Vou pegar um dos exemplos mais gritantes, que acredito ser dos caseiros e baladeiros. A princípios são duas personalidades muito diferentes que não tem muita ligação entre si. Acontece que não existe nenhuma lei da vida que impede que uma pessoa que é "caseira" não possa se divertir caso ela esteja numa balada. E vice-versa. A questão ali é que talvez uma pessoa caseira não seja capaz de ver diversão em ficar dentro de uma danceteria, ao mesmo tempo que uma pessoa baladeira vai achar chato deixar seus amigos do barzinho de lado para ler um livro no quarto. Mas, sabe o mais legal disso tudo? É que a mesma pessoa que odeia baladas e prefira a calmaria de seu lar, talvez apenas assim seja porque suas experiências com baladas (se é que possuiu alguma) não foram agradáveis, e novamente, vice-versa.

O ponto onde eu quero chegar, é que aquilo que a gente gosta de fazer está muito ligado ao fato de termos feito e gostado de fazer, e isso inclui o momento em que fizemos. Porque talvez você estivesse em uma fase da vida que o stress do momento acabasse deixando uma descontração com bebida e amigos muito mais prazerosa do que ver um programa de tv legal. Ou ainda, talvez você estivesse em um momento que sua sede por conhecimento o fizesse pensar mais em devorar livros ao invés de ficar jogando conversa fora numa festa.

Personalidade Preferida

Só que quando você faz algo que lhe dá prazer mais vezes, acontece aquilo que acontece com tudo o que fazemos: zona de conforto. Tudo o que entra na zona de conforto é melhor, e obviamente vamos procurar fazer aquilo mais vezes. Depois de um tempo você vai se considerar mais baladeiro ou mais caseiro, simplesmente porque seus gostos se convergiram mais para um lado do que para o outro.

Mas isso não define sua personalidade, e sabe o porquê? Pelo simples fato de que o seus interesses foram criados graças à dois fatores: meio de convivência e oportunidades. O meio de convivência faz com que o modo de criação, sua família e amigos moldem grande parte do que você gosta de fazer. Ao mesmo tempo que as oportunidades pra fazer coisas diferentes também precisam estar ao seu lado para que alguém mude da água pro vinho. Eu já vi pessoas que mudaram, e eu sei que tudo isso funciona não só em teoria, como na prática.

Personalidade Única

Acho que no fundo não é errado dizer que sua personalidade é de um jeito ou de outro, mas o errado é acreditar que isso é imutável. Se você apenas ter em mente que o jeito como é hoje foi fruto de vários fatores e que você é confortável ser assim como é, então vamos convir que você não buscará nem ao menos ver oportunidades para sair dessa zona de conforto atual. Por outro lado, se o meio de convivência, incluindo todas as pessoas que conhece também o satisfazem pelo pacote de características que possuí, assim você ficará por muito tempo. Não vou dizer para sempre, porque a nossa mente é muito complexa para que alguém possa se dizer dona de seu controle absoluto.

Quando desenvolvemos nossa personalidade?

Nossa personalidade foi muito bem desenvolvida e pré-fixada durante a infância, e principalmente na escola e na educação que recebemos de nossos pais. Assim, o fato de como você é tem muito haver com o modo de como foi criado. Até aqui não há novidade nenhuma. Mas, tem aquele detalhe - e várias pesquisas por aí - que mostram como irmãos dentro de uma mesma criação podem ter personalidades tão diferentes.

As duas explicações mais interessantes que existem avaliam que em nosso DNA existem alguns genes que nos levam a tomar decisões que vão mais para um lado quanto para o outro. Nessa explicação, dizem que por exemplo, uma pessoa que tem em sua cadeia genética uma propensão a sofrer de doenças pulmonares, vão inicialmente, terem mais facilidade para que inconscientemente se sinta melhor em meio ao ar puro da natureza do que numa boate com muito calor humano. E sendo assim, essa pessoa vai acabar procurando viver seguindo por oportunidades que a levem a satisfazer melhor sua cadeia genética, seja procurando a calmaria, a violência, a dispersão, etc.

A outra explicação que tenta dizer o porque somos de um jeito ou de outro é a chamada "lei da vida". A lei da vida consiste em por a mão no fogo para saber que ele queima, e bater para saber quem pode derrubar, e apanhar para saber até onde consegue se manter de pé. Em resumo, desde a infância até o final da adolescência nós vamos tentar descobrir as coisas, e muitas vezes, vamos acabar diante de algumas situações que vãos moldar nossos pensamentos no futuro. Vou dar um exemplo:

A mãe diz para o filho não colocar a mão no fogo, e ele, pelo prazer da experiência, irá colocar mesmo assim. Uma vez que tenha queimado a mão, ele poderá resolver confiar mais no que a mãe diz ao invés de sair experimentando tudo por conta própria. Mas dependendo de como foi o resultado daquela queimadura no fogo, ele pode até tentar arriscar fazer de novo pelo simples prazer da experiência. Claro que isso é o exemplo de um caso metafórico e improvável, mas esse caso se repete para outras coisas da vida, e o acumulo dos resultados pode fazer com que essa pessoa no futuro seja mais desconfiada, medrosa ou corajosa.

Qual sua personalidade?

Depois de um texto gigante e confuso, fica até meio estranho eu querer propor tipos de personalidade existentes. Mas, se você levar em conta que sua personalidade é um acumulo de suas experiências de vida - e não uma carga acoplada no corpo - então sabemos que novas experiências podem ajudar a fazer com que você hoje seja diferente de você amanhã.

Eu estava quase a ponto de encerrar esse assunto simplesmente copiando e colando a lista com os 16 tipos de personalidades propostos por Carl Jung, mas achei injustiça, porque certamente você já os conhece. São aqueles tais de ISFJ, INTP, INTJ e etc. São bastante conhecidos por aí, e eles até ajudam a ressaltar parte do texto que escrevi, pois você pode fazer um teste desses e anotar o resultado no papel. Depois que passar alguns anos e tiver em um trabalho diferente, com pessoas diferentes e fazendo coisas diferentes, eu aconselho a voltar e repetir o teste, para ver como há grandes chances de ter um resultado diferente. E com base nisso é que eu tenho a resposta definitiva de qual é a sua personalidade: Mutável ou Imutável. E eu disse concordar que toda personalidade é mutável, mas aí entra outra personalidade: a que não se quer deixar mudar por estar muito bem presa em sua zona de conforto.


Que tal usar o espaço dos comentários para dizer qual sua personalidade? Mas se não quiser dizer nada e deixar sua personalidade subentendida, também entenderei...

Crenças Mutáveis ? Post anterior sobre a mutabilidade das crenças
8 tipos de relações ? Quão diferente é sua personalidade nos relacionamentos?
Amizade Mutável ? Porquê as amizades mudam?
Interesse Escalável ? Seríamos nós egoístas?

sábado, 9 de março de 2013

Conspirando contra RFIDs


E então, muito em breve, todas as pessoas serão obrigadas a ter um chip instalado em seu corpo para diversos fins de monitoramento. Para alguns religiosos, o prenúncio do apocalipse, para alguns curiosos, uma nova era da tecnologia, e para quem pesquisa um pouco, somente mais um hoax. Será?


A Mensagem Original



A mensagem original que eu vi foi essa, e aí que me deparo com a primeira incongruência sobre o uso de tal tecnologia RIFD, onde o autor queria provavelmente dizer RFID, ou seja, Identificação por Radio Frequência. Associar isso como se fosse algo completamente novo e assustador é um erro, visto que essa tecnologia é muito mais comum do que se parece. Já é utilizada por exemplo, para monitorar animais e obter informações de seus meios de vida para diversas utilidades e pesquisas científicas posteriores. Também é provável que muitas pessoas já carreguem consigo o mesmo tipo de sistema em alguns cartões de crédito, em certas peças de roupas e até em certos cigarros. Nem preciso comentar nada dos celulares, né? E também nem vou falar das vantagens, mas deixo um link aqui dentre muitos que existem em qualquer googlada sobre o assunto.

Eu me senti na obrigação de falar sobre o RFID porque eu mesmo já cogitei, em meu trabalho, da facilidade que se teria em conseguir dados estatísticos de usuários e clientes caso os mesmos tivessem um identificador, que dada a suas características e comportamentos, uma página fosse apresentada para melhorar sua experiência de navegação. Ops, eu acabo de me lembrar que isso não é nenhuma novidade, pois existem vários aplicativos para celular que já se baseiam nessa premissa. Mas antes de eu mencionar um pouco sobre essa realidade que já existe, eu preciso fazer mais alguns pequenos comentários sobre a tal conspiração envolvendo os chips.

O Lado Bíblico

Desde que eu me conheço por gente, o mundo parece viver em guerra com o polo científico e o polo religioso. E como é esperado de se notar, geralmente vemos que a religião presta apoio a ciência quando a mesma corrobora alguma informação bíblica, ou quando o número de evidências científicas se torna impossível de ser contestada. Mas, o foco desse post, é principalmente no que a mensagem falando sobre o implante dos chips tenta passar.

A conspiração surge porque, em alguma interpretação da bíblia, é dito que um sinal do fim dos tempos é o implante de chips. A primeira vez que escutei falar sobre isso, foi na época da faculdade, divagando sobre um site de um colega de classe. E aí, haveria uma crença de que a salvação estaria em quem não tivesse esses chips implantados. Basta apenas uma informação simples surgir para que toda conspiração, manifestos, falsas divulgações e intrigas acometam os mais fervorosos.

O Lado Científico

A tecnologia é uma das coisas que está presente em todas as ciências, de modo a automatizar e trazer progresso em muitos campos. Sendo assim, de um modo geral, a tecnologia é algo muito bom. É óbvio que coisas boas podem ser usadas tanto para o bem quanto para o mal, como equipamentos médicos de um lado e armamentos de guerra em outro. E o ponto que eu quero chegar aqui, é que um simples chip implantado no corpo é capaz de levar a mente humana para esses dois opostos de um segundo para o outro.

Vamos supor que a finalidade do RFID seja apenas monitorar hipertensão, batimentos cardíacos e o nível de glicose do sangue e avisar para o portador por meio de seu celular tais níveis. Isso seria algo útil, importante e certamente poderia ser considerado um avanço tecnológico bom, certo? Sim, mas aí vão surgir pessoas que, por desconhecerem o funcionamento daquele implante, vão levantar milhares de questionamentos. Questionarão se há conexão com a internet que leve seus dados para o governo, vão questionar se outras informações de privacidade estão sendo compartilhadas, e mais um monte de coisas. E aí, a tecnologia fica parada, mesmo que seja muito boa e apenas trará vantagens, há uma preocupação e medo que atrasam um pouco tudo isso.

Mas não estou dizendo que essas preocupações são ilegítimas, porque não são. Uma vez que o chip que está no seu corpo não foi criado por você, e seus conhecimentos atuais não permitem reconhecer a fundo o que está de fato programado ali, então o questionamento é muito importante. Só para lembrar, teve até o caso de algumas impressoras que registravam tudo aquilo que estava sendo impresso em uma espécie de cartão de memória interno, e com uma simples rede wifi ativada era possível recolher esses dados sem autorização do usuário. Mas aí a questão de privacidade já vai para outro lugar; defender o direito pela privacidade é muito diferente de criticar uma tecnologia alegando ela ser demoníaca.

Conclusão

Eu juro que quando comecei a escrever esse post, eu estava em mais uma daquelas desilusões envolvendo falácias da tecnologia. Mas acho que nada mais sútil do que terminar o texto com as três leis que Arthur Clarke disse, e que eu já postei em algum outro post perdido por aqui...
  1. Quando um cientista distinto e experiente diz que algo é possível, é quase certeza que tem razão. Quando ele diz que algo é impossível, ele está muito provavelmente errado.
  2. O único caminho para desvendar os limites do possível é aventurar-se um pouco além dele, adentrando o impossível.
  3. Qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível de magia.

Agora se depois depois de tudo, ainda houver medo sobre tudo isso, então pode se tranquilizar porque a mensagem é apenas um boato. Clique aqui se quiser poupar o trabalho de pesquisar, mas está em inglês. Ou seja, por favor, fique a vontade para pesquisar sobre o assunto e chegar as próprias conclusões.
Esse foi um post relativamente curto, pois quando eu pensei em escrevê-lo, eu juro que achei que iria ter muito o que falar sobre o RFID em si. Mas aí, descobri que é muito fácil uma pesquisa pelo google do que num artigo qualquer de um blog sobre desilusões. Então, para provar sua revolta sobre a superficialidade desse assunto, que tal deixar um comentário?

Inception → Post anterior onde eu apenas falo de um sonho que tive. Ou não.
Temperando Palavras → Será que podemos falar tudo o que queremos?
O cético crente [1] dividindo lados → Para falar algo de religião aqui
Conto: A Arca Perdida → Apenas um conto bem antigo de uma era desiludida
Repetindo: "Qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível de magia." - (Arthur Clarke)

sábado, 2 de março de 2013

Inception

Existem muitos tipos de sonhos. E por eles estarem dentro da esfera incompreensível de nossa mente, muitas vezes sonhamos com coisas malucas. Esse post é para falar de um desses sonhos malucos que tive. E antes de qualquer coisa, já deixo de sobreaviso que esse blog chegou no limite de sua baixaria. E depois de posts falando sobre sonhos, o que mais se pode esperar?

Primeiro Nível: A divagação

Ninguém jamais consegue se lembrar do começo exato do sonho. Isso porque nem ao menos sabemos da duração total dos nossos sonhos, já que nossa noção de tempo é bem distorcida enquanto dormimos. Mas é interessante que você se lembra dele exatamente como se lembra de qualquer momento passado de sua vida; ou seja, não é necessário se lembrar do início, porque embora ele exista, o momento mais marcante sempre vai começar daquele climax memorável.

Eu pretendia fazer umas reflexões nerds descontextualizadas para comentar todas as semelhanças que o mundo dos sonhos tem com o mundo real. Mas para não me perder nas ideias, vou apenas - prometo - relatar a experiência de um sonho qualquer, numa noite qualquer, aparentemente sem nenhuma premissa em mente.

Segundo Nível: O sonho

Eu lembro de estar dirigindo meu próprio carro. Eu lembro da cor de meu próprio carro. Eu lembro que estava numa estrada em um fim de tarde. No sonho aquela estrada era bem conhecida e eu a usava para vir para voltar para casa; no entanto, não faço a menor ideia de qual os motivos que me levavam a voltar para casa, e agora que me recordo melhor do sonho, se quer reconheço aquela estrada. Era um lugar completamente estranho, que se eu estivesse lá de verdade, certamente estaria em pânico devido, mas que naquela circunstância, era um trajeto normal e bem conhecido.

A estrada era tão estranha que tinha um circo no meio dela. E tudo bem, porque para a realidade existente dentro do meu sonho, deveria ser muito normal as pessoas construírem coisas no meio das ruas sem se preocupar com o trânsito. E nem havia tanto trânsito assim, o que é um alivio para quem tem que andar pelas ruas de São Paulo no dia-a-dia da normalidade.

E então, eis que sai um carro do meio de uma garagem praticamente inexistente e bate no meu carro. O estranho é que a batida ocorreu na porta lateral, mas quando eu saio para olhar o estrago, está na frente do carro. E novamente, naquela realidade maluca, essa lei da física era absurdamente normal e não havia como questioná-la. Lembro de ter ocorrido uma discussão e, a conclusão da história era que eu não sabia o que fazer, pois mesmo não sendo eu o causador da batida, aquela discussão fez com que eu me sentisse o culpado.

Não faço a menor ideia como que aconteceu uma reversão da culpa, mas quem sabe tem haver com a zona de destruição que foi modificada magicamente. Talvez o cara que bateu no carro era um ótimo ilusionista e inclusive me fez acreditar numa ilusão dele. Mas o fato é que eu comecei a ficar angustiado, em pânico e não sabia o que fazer para explicar aquele acidente. Não queria contar sobre isso para minha família - que me veria como irresponsável - e nem para minha noiva, que entraria em choque. E foi aí que o sonho ficou maluco...

Diante de minha busca por pensar numa solução para aquele problema, houve um questionamento de que aquilo tudo poderia não ser real. Aquela versão imbecil minha que achava normal algo bater em um lado e amassar outro, começou a questionar se aquilo tudo não poderia ser um sonho. Eu, dentro de um sonho, questionando se o mesmo era um sonho? Eu sei que isso não é tão anormal assim, eu mesmo já tive outros sonhos semelhantes, e talvez até você tenha tido.

Mas foi interessante o pensamento crítico que meu subconsciente (na hipótese de que os sonhos são gerado pela subconsciência) tentar encontrar uma resposta lógica. E Equando começou a existir essa possibilidade de eu estar sonhando - dentro daquele sonho - as coisas ficaram feias. Era como se eu estivesse pronto para compreender aquela bagunça toda, e foi aí que minha mente usou uma ótima saída de mestre: ele me fez acordar dentro do sonho.

Sonhar que que a gente acorda, e na verdade estar dentro de outro sonho, era para ser o suficiente para resolver tudo. Mas, por algum motivo, a invasão daquele meu lado racional ainda estava forte o bastante para continuar os questionamentos. Me sinto igualzinho àquele filme com Jim Carrey, o show de Truman; eu estava tentando acordar, e não conseguia, porque meus sonhos estavam presos dentro de outros sonhos.

Terceiro Nível: Inception

E aí, mesmo diante de tantas divagações, eu acordei. Meu lado racional ainda estava em um processo tão frenético, que eu sabia exatamente que iria esquecer todo aquele sonho bizarro se eu não o anotasse o mais breve possível. Por isso forcei minha mente a não se esquecer daquilo. E assim, fora de um inception, eu senti novamente medo dos meus sonhos. Na verdade, não medo deles, mas medo de uma versão minha que ficaria com medo daquele mundo de fantasia. Deveria sentir pena de mim mesmo; deveria sentir pena de uma versão que dentro de um sonho é completamente burra, até mesmo quando tenta ser racional.

Já tive sonhos em que eu me sentia inteligente dando aula para uma turma inteira, mas incapaz de questionar o porque as dimensões daquela sala de aula mudavam tanto a cada vez que eu olhava para ela; mesmo me sentindo inteligente, era burro o bastante para não perceber que aquela realidade não condizia com a a realidade. E essa é a pergunta e o motivo que me fez escrever todo esse post: O que lhe faz considerar com tanta convicção que sua vida é mesmo sua vida como pensa que ela é?

Último Nível: O despertar

No dia que eu lembrei desse sonho maluco, nada me fazia sentido. Até que eu fui escrever esse post, e agora, começo a entender alguns acontecimentos presentes naquele dia que convergiram a parte desse sonho. Dias atrás, eu havia assistido alguns vídeos no youtube falando sobre o que é realidade. Um dos que mais me fizeram pensar, foi esse:



E aí, parte do assunto pareceu esquecido por mim. Eu mesmo nem mais lembrava desse vídeo até escrever esse post. E isso é uma boa prova daquela explicação de que nossa memória armazena coisas que nem sabemos que está lá. E eu já tinha visto isso há boas semanas, esquecido em nível consciente, mas... em uma esfera muito além de alguma explicação, a reflexão que obtive naquele dia foi replicada de modo inconsciente para outras coisas que fazia sem saber. E aquele sonho foi uma delas.

O meu sonho começou com a estrada que logo convergiu para a batida do carro. A batida do carro eu consigo entender, porque eu estava com essa preocupação há alguns dias, e de vez em quando eu penso nisso; o meu medo de estar em uma discussão - e uma discussão recente que havia tido em meu noivado resultou na relevância desse fato para que o mesmo fosse inserido naquele sonho maluco. E tudo para mim começou a fazer sentido, mas somente agora, pensando à respeito e escrevendo sobre isso.

Eu só não consigo entender o circo no meio dessa história inteira. Mas, certamente eu sei que em algum nível da incompreensão da mente, há um circo. Assim como em seus sonhos mais estranhos, toda lógica para sua existência existe, e muitas vezes, nossa falta de entendimento sobre eles nos faz criar as próprias explicações. E aí, vivemos na ignorância, no achismo e na morbidade da desilusão que recaí sobre nós mesmos. Assim como eu sei que há uma explicação dos lugares das batidas, da fisionomia das pessoas, das cores e aparências que o cenário possuía; tudo foi criado e construído com base em alguma estrutura que já existia - nada foi inventado do nada. Na natureza e na vida, nada se cria...

Esse post falando de um sonho maluco não estava prevista para ser escrita. Mas, já que escrevi, fica aí o relato e a reflexão sobre a reflexão interna obtida dentro de um sonho. E você, que sonhos malucos poderia contar nos comentários?

Suas crenças são mutáveis? → Post anterior, sobre suas e minhas crenças
Viagens no tempo sem Rpg → uma viagem... no tempo, ou não.
Choro Límbico → Um relato de outro sonho que tive
Lobo Solitário → mais relatos dessa mente que escreve
"Se a realidade é tudo o que pode ver, sentir, tocar, cheirar... então a realidade é apenas sinais elétricos interpretados pelo seu cérebro". (Parafraseando Morpheus de Matrix)

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Suas crenças são mutáveis?


Todas as minhas crenças, quer sejam elas religiosas, filosóficas, éticas ou morais, foram construídas em mim ao longo da vida. Todas as experiências que formaram meu caráter vieram principalmente dos locais onde vivi. E aí a família tem um peso importante nessa história, pois é ela que acaba determinando muito daquilo que você vai escolher seguir, fazer, crer, escolher.

Pois bem, toda essa introdução para que eu possa explicar como eu - e provavelmente você - construímos nossas personalidades. E nessa caminhada ao longo da vida, podem acontecer certas experiências que mudem uma crença que já foi formada. Mas isso não é algo fácil de acontecer, porque tudo o que você aprendeu não pode ser desaprendido jamais. E aí que chega algo que eu posso chamar de Mutação Mental.



Mutação Mental

Vou fugir um pouco do assunto, mas acho que vale a pena como ponto explicativo de como você mudaria algum conceito muito forte que possui da água do pro vindo. Você sabe que a Terra é redonda, certo? Isso é algo que você acredita tão fielmente quanto acredita que no polo norte há papai noel gelo. Mas quando você nasceu, você não acreditava nisso, afinal de contas, você não sabia disso. Eu sei que ainda há terraplanistas que acreditam que a Terra é plana, mas acho que são poucos demais hoje em dia.

Mas aí, ou foi seus pais que contaram, ou foi a escola que lhe ensinou que o planetinha em que vive na verdade é redondo. Por mais questionador que você fosse, mais cedo iria passar a acreditar nisso dada tantas evidências que iriam te cercar. Iriam mostrar fotos do espaço, iriam fazer você imaginar a lua e mostrar que o universo é cheio de luas. Iriam lhe dar respostas de outras perguntas com base na certeza de que você já sabia que a Terra era redonda. Dado tanto conhecimento, chega um dia que pensar no nosso sistema solar como ele é parece óbvio demais, mesmo que algum dia não fosse.

E aqui começa chegar um ponto aonde eu queria chegar. Você passa a acreditar nas coisas pelas evidências que as coisas possuem. Algumas pessoas que pouco questionam vão precisar de poucas - ou até nenhuma - evidência para acreditar em algo. Quantas pessoas por aí você não conhece que acreditam em algo quando falam por aí e simplesmente replicam aquilo sem ao menos refletir à respeito? Existem outras pessoas que vão duvidar, questionar, e procurarem o máximo de evidências antes de acreditarem em algo. Eu, desde pequeno, fui do tipo questionador, e por isso, eu nunca acreditei em nada do que falavam pra mim até que eu pudesse ter minhas certezas e evidências pessoais. Mas há pessoas que não são assim, e isso não é algo errado. E quem questiona tudo também não é o errado da história. São apenas pessoas com mutabilidades mentais diferentes.

Se você acompanhou minha linha de raciocínio até aqui, então ficou claro que todos os seus pensamentos, ideias, crenças, medos, nojos, gostos e hobbies vem de toda experiência que adquiriu ao longo da vida. Não é atoa que psicólogos usam o método de destrinchar a infância de um paciente para descobrir como ele é hoje em dia. E sabendo disso, então se você acredita em duendes verdes ou papai noel, saiba que ninguém pode lhe dizer que está errado, afinal de contas, você acumulou certezas absolutas das verdades que tem para si, e contestá-las, significa dizer que suas evidências estão erradas, e nisso, até eu sou obrigado a concordar que é impossível. Mas... há pessoas que se você contar a elas que duendes verdes não existem, e mostrar as fotos de todas as criaturas existentes no planeta, ela ainda assim vai discordar de você. Porque essas pessoas tem a teimosia mente imutável. Também há outras pessoas que irão questionar como foi possível você fotografar todas as criaturas do mundo, e mesmo que prove uma possibilidade para isso, vão questionar a veridicidade de cada foto, e não se darão por satisfeitas até que todos os argumentos possíveis sejam rebatidos com total eficácia. Infelizmente, há outras que só irão acreditar se passar no Jornal Nacional.


Para resumir tudo o que disse até aqui, vou tentar dividir tudo em três tipos de mentalidades. As imutáveis, que para evitar um abalo de seu ego e tudo aquilo que evidenciou na vida, jamais irá mudar seus padrões de pensamento. O segundo tipo são as mutáveis, que tem tantas dúvidas sobre si mesmas e do mundo em que vivem que aceitam com facilidade novas experiências, desde que comprovadas de alguma maneira. E o terceiro tipo de pessoa, são as manipuláveis, que simplesmente formam sua opinião e realidade de acordo com alguma fonte em que muito confiam. Vou destrinchar melhor os três tipos abaixo.

1) Mentes Imutáveis - O Ego Inabalável

Pessoas que não questionam nada daquilo que ouvem. Elas já aprenderam pelos seus métodos questionáveis que uma verdade é uma verdade. Ou seja, mesmo se todos lhe falaram que aquilo é uma mentira, o mentiroso é quem lhe diz, pois a sua verdade é a certa, e as dos outros é a errada.

Vou tentar citar o aquecimento global como exemplo, na tentativa de não ser polêmico. Existe um grupo de pessoas que defende que o aquecimento global é uma farsa, e um grupo dizendo que ele é real. Os dois lados, se defenderem essa ideia cegamente, podem ser considerados teimosos, e por isso, pessoas de mentes imutáveis, cujo ego se acha inabalável. Isso porque a resposta para a pergunta, dado tantas controversias, seria mais honesto se dito: "eu não sei".

Minha opinião sobre o porquê existem tantas pessoas assim - consideradas como pessoas de mente fechada - para mim parece fácil de ser explicado. Elas confiam muito em si próprias, posto que elas sabem que não tem como errar seus conceitos. Ou talvez, seja bem o contrário, e elas não confiam em nada e nem em ninguém, e por isso, possuem um ego frágil que precisa se convencer de que pelo menos suas certezas estão corretas. Acho que estou falando besteira, mas enfim... é isso.

2) Mentes Mutáveis - O Ego Incerto

Arrisco dizer que pessoas mais questionadoras, de um modo geral, possam sofrer mais medos quando alguma coisa diferente acontece. Elas certamente já vão ter muitas respostas prontas para tudo, mas se algo sai de controle e elas não sabem explicar aquilo que acontece, entram em parafuso. Tudo bem uma pessoa questionar algo que lhe disseram e procurar saber se é verdade. Muitas respostas para coisas de nossa vida surgiram assim. O problema é que quem questiona tudo, acaba pegando o péssimo hábito de também questionar as crenças de outras pessoas, como se sua verdade fosse a certa, e a verdade alheia fosse a errada.

Eu tentei evitar a polêmica no primeiro item, mas acho que não vou resistir e serem obrigado a falar de religião aqui. As vezes vejo ateus criando discussões fervorosas com cristãos fanáticos para tentar destruir todas as evidências pessoais que o outro possui para impor que as suas evidências são melhores e mais "inteligentes". Alguns acreditam que vão libertar as pessoas para a salvação da mediocridade se um dia ouvirem um cristão dizendo que virou ateu - ou um ateu dizendo que virou cristão. Muito melhor seria se cada um aceitasse que suas crenças são diferentes, e ninguém é melhor ou pior por isso - muito menos mais inteligente ou burro por crer ou descrer daquilo que você crê. Afinal de contas, seja franco, quem nesse mundo é o dono da verdade absoluta?

3) Mentes Manipuláveis - O Ego Carente

Pessoas que tiveram uma superproteção dos pais podem ser enquadrados nesse tipo, pois elas não querem exatamente assumir uma responsabilidade de um pensamento para si. Nesse caso, elas tem lá suas fontes confiáveis, e qualquer coisa dita por essa fonte, é rapidamente acolhida e tida como verdade absoluta. A única forma de questionamento desse tipo de indivíduo é se o que a sua fonte confiável dizer for muito, mas muito - e muito - absurda. Mas aí ela não vai dizer que foi uma falha de sua fonte, e sim que houve algum impostor que causou tal distúrbio momentâneo.

Eu juro que quando comecei a escrever esse texto eu tinha muito preconceito contra esse tipo de pessoa, e estava prestes a recriminar a todos que são assim, manipuláveis por essência. Até que notei que infelizmente, a manipulação nem sempre é ruim, e muitas vezes, você conhece pessoas muito legais cuja mente parece estar presa dentro de uma crença inabalável.

Eu ainda pretendo fazer um post falando sobre Lavagem Cerebral, mas por enquanto vou deixar o tema bem aberto. Apenas gostaria de considerar que, a televisão surgiu como um meio de entretenimento saudável, mas que pessoas sagazes viram ali uma forma de manipular as pessoas e assim o fizeram. E não estou estou falando de toda a perseguição que fazem dizendo que a Globo é a ovelha negra da TV, porque embora eu goste de conspirações, eu abomino tudo o que é dito através de especulações ao invés de fatos. Ao invés disso, posso pegar exemplos reais de manipulação que já ocorreram na tv, e que fizeram muitas mentes manipuláveis caírem pela graça da falsa verdade.


O caso clássico - e talvez o mais famoso - foi a tal edição de um debate político que a Globo havia feito para que Fernando Collor assumisse a presidência. Tem um video que explora essa e muitas outras manipulações feitas, que vem do documentário "Muito além do cidadão Kane". Tirando algumas teorias de conspiração do vídeo, ressalto que não é aqui onde quero chegar. Meu foco foi apenas mostrar como é fácil se usar qualquer midia de massa para que você crie condutas de pensamentos de um modo pré-programado. Os EUA foram peritos nisso durante seus históricos de Guerra no passado. Um salve para o Tio Sam. E como eu disse que queria evitar polêmica, vou deixar algumas coisas para outros posts.

Conclusão

Sabendo que existem pessoas cujas mentes são imutáveis (as teimosas que não aceitam ideias diferentes das que já possui), outras que são mutáveis (as que refletem, aceitam uma ideia nova e querem provas daquelas ideias) e outras que são manipuláveis (as que acreditam sem questionar em tudo em que algo - ou alguém - importante lhes disser), fica muito mais fácil de entender o porque temos tantas crenças diferentes em nosso mundo. A realidade é uma só, com certeza, mas ela é interpretada por cada um de uma forma diferente. Como é possível dizer quem está certo ou quem está errado se, mesmo a realidade absoluta também não pode ser compreendida aos olhos de todos que a vem?
As vezes passamos por situações em que uma crença pessoal é mais difícil de ser mudada do que outras. Mas, convenhamos que a graça da vida está nas diferenças, pois somente assim evoluímos nosso pensamento. Se quiser deixar algum comentário para falar se acredita em alguma coisa ou desacredita em tudo, fique a vontade.

O que é a felicidade? → Post anterior da saga sobre felicidade
Extremamente Simples → Uma explicação fácil se tiver dúvidas
Você tem certeza? → Uma reflexão de suas dúvidas
Seu único cúmplice → Você pode confiar em si mesmo?
Partículas de Energia → Uma história para se acreditar... ou não.
“O início do pensamento está no desacordo – não apenas com os outros, mas também conosco.” (Eric Hoffer)

sábado, 9 de fevereiro de 2013

O que é a felicidade? [3]


Esse post é a parte 3 de um texto bem maior envolvendo a felicidade. Eu aconselho que você leia, se tiver tempo de sobra e carência de ócio, a parte 1 que fala principalmente sobre a felicidade referencial. Ou seja, quando nós somos felizes usando algum referencial para isso. Na parte 2, eu tento propor se é possível que sejamos felizes sozinhos, e tem até um vídeo muito bom para embasar um pouco a leitura. E finalmente, aqui volto com esse texto, para visionar que tipo de felicidade você busca, uma vez que, todo mundo busca - ou buscou - por isso.

Os 3 tipos de pessoa

Só existem três tipos de pessoas nesse mundo no quesito da felicidade. Há aquelas que são felizes e as que tentam ser felizes. Infelizmente, também há aquelas que desistiram de tentar uma coisa ou outra. Por isso, a desistência geralmente é o espaço mais profundo do poço em que se cavou para si. Sempre que desistimos de qualquer coisa, acabamos de tornar tudo envolvido até aquele momento um desperdício de tempo.

Então, acredito que se o caminho envolto de si não é felicidade, vale a pena seguir o outro, que é o de tentar ser feliz. E durante a tentativa, o processo tem tudo para ser divertido, uma vez que você está tentando. É como uma criança que está aprendendo a dar os primeiros passos. Existe a insegurança e o medo, mas eles vão sendo vencidos diante de todo aquele estupor de conhecimento que a criança vai adquirindo enquanto desbrava o desconhecido.

Obviamente, tudo poderia ser mais difícil se a criança não fosse encorajada por ninguém a dar seus primeiros passos. Se ela tivesse que descobrir como andar sozinha, ela levaria mais tempo para aprender (se é que de fato aprenderia), mas ao mesmo tempo também cairia mais, se machucaria mais, e não temeria a queda assim que dominasse seus passos.

É fato que deixar de tentar ser feliz e se transformar em uma pessoa feliz é um processo longo, e que muitas vezes não tem conclusão. O problema mesmo é a desistência no meio desse caminho. Porque se você para de tentar, automaticamente também para de progredir, já que tudo o que fez naturalmente na vida foi tentar ir atrás da felicidade.

Por isso que eu disse só existirem três tipos de pessoas. As que chegaram e usufruem da felicidade (ou já nasceram com a tal) e as que estão na luta. O terceiro tipo é aquele que parou no caminho, é aquele que desistiu e não tem perspectivas de continuar a jornada.

Eu sei que certamente não estou no primeiro tipo de pessoa, mas também sei que não quero ficar no terceiro tipo. E você?

O tipo 1: Uma pessoa que É feliz


Nunca vou me esquecer de um dia, quando ao sair da faculdade, um colega meu declarou: "Ah, eu não gosto de Fulano. Ele é... sei lá, sempre muito feliz". Na época eu achei um absurdo alguém criticar outra pelo aspecto menos provável possível. Isso deve ser inveja, eu declarei, quase de modo automático. E a resposta, foi no mínimo interessante: "Não, eu não gosto de pessoas muito felizes, porque elas parecem que não entendem que o mundo não é assim, tão feliz como pensam".

O detalhe disso, é que meu amigo que criticava, também era uma pessoa feliz. Mas era diferente do outro pelo simples motivo: ele ria e contava piada para animar as pessoas, mas sabia o momento certo de que tinha que ser sério e sensato. O outro fulano não tinha isso, era do tipo que abominava tanto o negativismo, que era provável que se você dissesse pra ele que um ente querido morreu, ele iria contar alguma história animada para tentar elevar seu humor, quando na verdade, tudo o que você queria era um pouco de condolescência.

Então, eu me peguei entendendo que existem pessoas que são felizes, simplesmente porque elas não compactuam e não fazem as experiências negativas ganharem espaço dentro delas. Ao mesmo tempo que podem parecer inconvenientes em algumas ocasiões, elas são aquelas que atraem uma boa energia ao redor e revigoram espaços que parecem doentes de espírito.

Mas os excessos é que são o problema. Tem até aquela música do Frejat que diz: "Rir de tudo é desespero". Ok, então, partirmos do pressuposto que não é interessante almejar ser feliz. Nesse caso, temos uma outra opção melhor. Que é a do caminho para chegar nessa condição indesejada que disse agora.

O tipo 2: Uma pessoa que TENTA ser feliz

Desde já, que fique claro que essa tentativa é a única que precisa se manter sempre como uma tentativa. Ao passo que sempre encontre novas maneiras de buscar e renovar os caminhos que te trazem alegrias.

Imagine a vida das pessoas na época em que, por exemplo, os dentistas ainda não tinham anestesias e toda tecnologia em volta de uma extração de dente era arcaica. Para todos àquela época, ser feliz podia significar ter a sorte de não cruzar com um dentista na vida, ou caso esse fosse o destino inevitável, então a plena felicidade seria esperar que a dor passasse mais rapidamente. Hoje em dia, não sentir dor parece soar quase como uma obrigação, e felizmente as nossas metas de felicidade em uma simples necessidade de ir ao dentista consiste em ganhar tempo na fila ou coisas assim.

Se a meta da felicidade muda com tanta rapidez, então parece óbvio que encontrá-la não é a mesma coisa que passar todos os dias de sua vida atrás de uma felicidade. Correr atrás de um sonho, como dizem, é besteira. Você deve correr atrás de muitos sonhos, e não só de um. Não deve condensar a felicidade em um único ponto, não deve fazer de sua meta uma caça pela Arca da Aliança. Porque, já pensou se não encontrá-la? Não é porque você só tem uma vida que só precisa ter só uma busca por algo que te faz feliz. Tudo o que precisa, é ser tão rápido quanto procurar anestesiar uma dor de dente; e para isso só basta definir metas palpáveis e segui-las. Tudo a curto prazo, sem dar muita vazão para o futuro, que certamente não será o que você está imaginando hoje.

O tipo 3: Uma pessoa que Desistiu

Algumas pessoas desistem fácil. Tentam juntar dinheiro para comprar uma camiseta azul e se contentam em não comprar nada só porque gastaram tudo com outras futilidades no caminho. Mesmo que a camiseta azul fosse um exemplar raro que traria muita alegria, ainda assim a desistência foi feita porque outras alegrias menores pareceram entrar no caminho. Desistir é algo comum, e pode até ser considerado como sabedoria se você desiste de algo que não vai te levar a lugar algum, mas quando existe uma possibilidade real, então desistir é tolice. Mas mesmo assim, algumas pessoas desistem. Porquê?

E por isso considero aqui o terceiro tipo de pessoa, que é aquela que nunca vai ser feliz, e tão pouco não vê motivos para tentar ser feliz. E sua vida é uma tristeza tão profunda que certamente um dos caminhos aqui podem até incluir suicídios ou depressão. Mas mesmo assim, muitas vezes isso não chega ao extremo, porque uma pessoa que desistiu de ser feliz não necessariamente desistiu de viver.

Ela vive, mas numa vida tão mórbida, que para ela viver é isso e está ótimo. O conceito de felicidade dela é pequeno, pois esse tipo de pessoa tem como meta de vida apenas a sobrevivência. Ela apenas quer viver, e fazer sua história no mundo uma simples história mundo - seja por escolha ou por imposição social. E esse tipo de pessoa não é feliz, e nem tenta mais ser feliz. Apenas desistiu.

Conclusão

Eu mesmo já vivi estressado ou triste sem ao menos saber o motivo. Ou ainda pior do que isso, vivia infeliz sem saber que estava infeliz. Às vezes me pegava divagando sobre as doenças que o stress poderia causar, e quase não acreditava que aquilo seria possível de acontecer; afinal de contas, se você não se sente bem com algo que faz, então porque continua fazendo?

Uma pessoa feliz é aquela que conseguiu incorporar a felicidade para sua realidade, e não precisa assistir um filme para ter seu estado atual modificado. Isso porque ele não será; uma pessoa que é feliz também tem seus problemas e desilusões pessoais, mas aquilo para ela é uma fuga da realidade e não o contrário.

Fazer o que gosta, conseguir descobrir uma forma para encontrar a liberdade que procura, ou sei lá, sempre ir atrás daquilo que lhe é bom são tentativas de ser feliz. E não importa o que você está fazendo, tente considerar um pouco que a desistência é só uma opção, e não a história que está escrita para você.

"Para ajudar aos outros, primeiro ajude a si mesmo".


Esse texto, por ser parte de uma saga, tende a ser chato. Na verdade, mesmo que fosse apenas um texto avulso, também não seria diferente. Como vê, sou infeliz na tentativa de fazer posts legais, e essa é sua oportunidade de deixar um comentário e ajudar na minha meta de tentar ser feliz lendo algo por aqui.

Carnaval → algumas considerações sobre o Carnaval
O que é a felicidade? → a parte 1 desse texto
Acaso x Destino → Será que seu futuro já foi escrito?
Depressão → Apenas para relembrar que essa doença maldita existe
Se vivemos em sociedade, tal como um organismo, ser triste influi naqueles que estão próximos. E aqueles, caso se abatam, irão contagiar outros e o efeito em cadeia pode ser muito grande.

Confira todas as partes dessa saga O que é a felicidade?: [parte1] [parte2] [parte3]

sábado, 26 de janeiro de 2013

Temperando Palavras

Uma das coisas que eu não entendia em meu antigo trabalho, era o uso interativo da internet. Consistia em mandar um e-mail para um cliente, e em seguida, ligar para o cliente perguntando se o mesmo recebeu tal e-mail e assim explicar o que havia acabado de enviar. Certa vez que questionei sobre isso, a resposta que obtive foi muito simples: "O texto por si só é frio. Você tem que ligar para fortalecer o vínculo entre você e o cliente". Eu discordei, mas compreendi os motivos. Textos formais são muito sérios, e dificilmente farão alguém ficar muito feliz em recebê-los. Sem contar que há o fato de interpretação, que diante de palavras, você nunca saberá se a mensagem foi bem compreendida ou não. Por isso nenhum processo de comunicação será mais eficaz do que aquele que acontece ao vivo, em carne e osso.


A mesma coisa também acontece em reuniões. Com a era de tecnologia, as video-conferências parecem ser melhores, mais rápidas e produtivas do que reuniões presenciais, mas mesmo assim, existem clientes que exigirão sua aparição existencial. Isso prova que o problema não é a frieza dos textos, mas a frieza da tecnologia em um todo. Mas até aqui estou falando de uma relação mais empresarial da coisa, onde muitos desses clientes nem chega a ter muita afeição com a internet. Talvez para a geração Z os encontros presenciais sejam inúteis, mas por enquanto, acredito que ainda não seja. Vivemos na Matrix, mas saímos dela de vez em quando. No futuro talvez não...

Mesmo que o uso dos hologramas já fossem normais nos dias de hoje, ainda assim isso não substituiria um encontro presencial, não importa o quão realistas tais hologramas fossem. Claro que isso é só uma suposição barata minha, já que não tem como testar isso até que tenha-se casos práticos de comprovação. Tudo bem que robôs já dominam a Coréia e as smarthouses venham ganhando cada vez mais adeptos no Japão, mas mesmo assim... Falar com um holograma a la StarWars parece-me muito... StarWars. Ok, eu gostei disso.

Na vida real, seres humanos conversam. E a conversa só é a nirvana da comunicação porque ela é falada. Pelo menos generalizando as coisas, a troca de sons sempre foi mais importante do que uma simples troca de textos. Se você não pode encontrar uma pessoa, então o telefone é o segundo caminho mais próximo da comunicação. E depois disso, temos os chats pela internet. Há quem apareça aqui dizendo que a troca de olhares supera tudo, mas deixemos a romancialização dos fatos para algum outro post. Você não pode discutir sobre as eleições políticas só trocando olhares com alguém.


Estágios da Comunicação

1) Mensagem anônima
Aqui eu vou colocar o e-mail como grande fonte de mensagens anônimas, embora  só funcione melhor quando você recebe um texto e além de desconhecer o autor, também desconhece o sexo, idade, cor e qualquer outra informação de identificação. Nesse caso, sua resposta para uma mensagem anônima tenderá a ser mais clara e objetiva, a fim de concluir o assunto. Claro que dependendo do conteúdo da mensagens algumas tentarão avançar um novo estágio na comunicação e aqui consiste no chat por texto.

2) Mensagem Instantânea
Durante o auge das salas de bate-papo, era incrível poder entrar na internet e conversar com pessoas apenas enviando e interpretando textos e abreviações. Antes eu adorava esse tipo de conversa, porque me permitia pensar melhor no que responder, e dava um tempo hábil para parecer mais inteligente e menos tímido do que na vida real. Assim, as mensagens instantâneas são ótimas porque servem como máscaras, e justamente por servirem como máscaras é que não são confiáveis. E aqui entramos em um próximo estágio mais confiável da comunicação.

3) Telefonemas
Não vou considerar apenas o telefonema em si, mas também as conversas de áudio por qualquer comunicador instantâneo. Poder trocar palavras e voz é um passo muito importante para comunicação, uma vez que diminui suas chances de pensar (e enganar) no que dizer, e lhe forçam a ser mais espontâneo. Isso não significa que mensagens instantâneas ou anônimas não podem ser espontâneas, apenas que a facilidade de estar espontâneo durante o áudio seja maior do que com o chat.

E aqui entra um ponto de discordância do qual me incluo: sou mais verdadeiro em um chat de texto do que numa conversa de áudio, simplesmente porque em uma conversa por áudio eu não consigo dizer o que realmente penso com a mesma facilidade que tenho ao digitar. Mas por outro lado, se nós considerarmos que a vida real não está ali dentro da internet (pelo menos não nessa década), então a forma de como você age na internet ainda é sua versão mais falsa, mesmo que pense que seja a mais real.

4) Vídeo-Conferência
E o mais próximo que chegamos de uma conversa real, face-to-face, é por video-conferência. Pelo menos enquanto não se torna comum e comercializável os hologramas e robôs bio-tecnológicos. Enquanto isso não acontece, a Video-Conferência é o mais próximo que temos da simulação da realidade.

Isso porque aqui você é capaz de criar um arco de observação que consiste na voz, na expressão facial e o que mais melhora sua interpretação real. Detectar uma mentira ou permitir notar toda sentença de palavras não ditas em alguns segundos de espasmo é algo que não substitui as video-conferências de outras formas de comunicação. Na verdade, apenas um tipo substituiria, que seria a comunicação presencial.

5) Carne e Osso
Acredito que no mundo atual ainda não temos nada que substitua uma comunicação com duas ou mais pessoas presentes. A sua percepção se enche com a parcela mais poderosa da realidade e isso é o responsável por tornar qualquer tipo de comunicação em um grau mais baixo que o normal. Eu confesso que minhas conversas mais pessoais se deram pela internet, mas as mais reais, apenas no 'suposto' mundo real.

Conduta Pessoal

Agora é fato que toda a conversa só flui se a mente dos envolvidos estiver na mesma sintonia de objetivo. Alguém que está envolvido numa briga de trânsito não vai ter como discutir equações álgebras com você enquanto sua cabeça não sair do foco atual. E em alguns casos, esse foco atual se estende para muito além de uma simples situação momentânea. Existem pessoas que, durante alguma fase da vida, detestam determinado tipo de coisa, e qualquer conversa com ela envolvendo essas coisas constatará em algo pouco produtivo.

Eu também penso que algo similar acontece quando estamos chateados por qualquer motivo. Quando algo nos aborrece profundamente, o mundo em si parece perder seu brilho, e a percepção que temos da vida muda completamente. É aquela velha história de você dar bom dia para alguém que está de mau humor. Ele responderá: "Bom dia, porquê?", e na sua percepção destorcida do mundo, seu negativismo vai influenciar todas as conversas que surgirem naquele momento.

A comunicação é o que levou a raça humana evoluir. Mas até hoje ainda não sei como isso foi possível.

Já dizia aquela frase que todo mundo já disse: "Existem três coisas que nunca voltam atrás: A flecha lançada, a palavra que foi dita e a oportunidade perdida". Uma vez que poucos de nós andamos com um arco e flechas nas costas, então é sábio ponderar muito bem todas as nossas palavras, afinal, serão delas que virão as oportunidades que - certamente - também são perdidas muitas vezes por algumas palavras que foram ditas sem serem temperadas.

O Cético Crente [1] → Post anterior sobre religião.
O que é a felicidade? → Seja feliz e torne suas palavras mais alegres.
Amizade Mutável → Talvez seu círculo de amizades mude, então se previna antes.
Karma, você tem carma → Uma ideia simples de como funcionaria o karma (com vídeo)
Censura Capitalista → Está sem dinheiro? Pergunte-me como.
Você pode dizer para alguém que o ama ou que o odeia. Sabe o que muda? Tudo. Talvez, dizer que odeia alguém o amando te fará criar motivos para odiá-lo, e vice-versa. Então fale, mas por favor, aja de acordo com o que fala, antes que morra pelo ócio de não agir.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O Cético Crente [2] - Porque você crê E descrê?


Aqui continua uma nova saga nesse blog, que em resumo, dita os pensamentos estridentes de um cidadão que não acredita em nada - um descrente - frequentando um local religioso. Ante toda especulação blasfêmica que possa existir, me adianto que tentarei manter minha postura parcial. E ante toda especulação sobre o quão desinteressante esse texto possa ser, me adianto que tem absoluta razão.

Existe uma religião certa?

Todo mundo nasce e cresce dentro de vários conceitos filosóficos que irão formar sua vida, e muitas das vezes, elas irão seguir a mesma religião - se assim houver - de seus pais. Mas, dado um certo momento, aprende-se que pelo mundo existem outros conceitos filosóficos muito diferentes dos seus, e esses conceitos ditam religiões diferentes. Se por um minuto houver uma decorrência do processo pensativo sobre o assunto, será que existiria uma religião que está certa?

E aqui, só peço muito cuidado com a resposta. Principalmente se ela for dita assim, praticamente sem muita pesquisa, reflexão ou estudo. Existem três respostas possíveis. Ou você responde que sua religião é a correta, ou você responde que não sabe, mas que alguma religião pode sim ser a correta. Ou então, diz com convicção que nenhuma delas é correta. Seja lá qual for sua resposta - provavelmente está errada. A minha que eu escolhi também está, mas até aí acho que o título do blog já me dá esse ônus gratuito. Agora o que resta, é debater enfim, sobre qual é a crença certa à se ter.

Etiologia

Dentre as pesquisas, acho que a palavra mais importante que todo mundo deveria ter em mente - simplesmente porque sempre a usou durante sua vida inteira - é a etiologia. Para resumir, a etiologia é exatamente o que levou você a ler até esse ponto. É sua curiosidade dada alguma coisa, uma ideia, ou pergunta a ter uma resposta. E assim, a busca por respostas sobre qualquer coisa sempre existiu desde que você nasceu, desde que seu pai nasceu ou desde que um faraó egipício contemplava uma pirâmide. Todo mundo queria respostas das coisas que não sabia, e por isso, perguntavam. Etiologia é o estudo do porquê das coisas. Você já foi mestre nisso quando era pequeno, não é verdade? Tem gente que simplesmente aceita tudo o que lhe foi ensinado e jamais questiona aquilo que aprendeu. Outros, por sua vez, passam a vida toda questionando tudo. Para alguns, o lado etiológico morre, e para outros, ele apenas se modifica.

Aqui vem o primeiro ponto para que eu pudesse encerrar todo o assunto. Se você é do tipo que perdeu seu lado de "perguntar" sobre as coisas, então certamente não há o porque continuar essa leitura, já que nada aqui vai acrescentar nada. Até porque, mudarei radicalmente minha forma de escrever no próximo tópico, onde irei propor apenas um novo tipo de leitura. A leitura fundada justamente nesse lado questionador que para alguns ainda não está morto. Quer entrar nesse jogo?

Abrindo a mente...

Respire fundo e faça uma coisa simples, que é abrir a mente. Use um abridor de latas. Abrir a mente significa que você irá assumir que está pensando diferente do que você pensa por alguns instantes, de modo que não vai manter uma postura defensiva contra tudo aquilo que passar pela sua retina. O ideal mesmo seria ter uma mente aberta durante todos os dias de sua vida, mas eu sei o quanto isso é difícil e vou tentar exigir apenas que mantenha a mente aberta até o final desse post. Assim ficará mais fácil para meu jogo de perguntas que farei a seguir.

Serão ao todo 6 questões, todas com respostas que, se você tiver dificuldades em responder, então eu devo lhe parabenizar pelo belo exercício feito. Se suas respostas forem apenas um sim ou não, então volte para meu post sobre crenças e treine um pouco mais a parte do questionamento. Eu ainda pretendo fazer um post comentando as perguntas, mas claro, somente se algum dia nessa vida me vier motivação suficiente para tal, do resto, só adianto que para todas as perguntas, existe uma resposta que é errada e uma certa.

  1. Se você não soubesse a idade que possui, com quantos anos você acha que teria?
  2. Se você nascesse em um pais cuja predominância religiosa fosse outra bem diferente da sua, você acha que teria a mesma religião que tem hoje?
  3. Da mesma forma que a religião grega é vista como mitologia hoje em dia, existe alguma chance da religião cristã ser vista como mitologia no futuro?
  4. Quando você descobre uma verdade muito importante para sua vida, você considera que isso será importante para todos só porque foi para você?
  5. As vezes você escuta pessoas com ideias parecidas com as suas. Você acha que essas pessoas são mais inteligentes e simpáticas do que a média?
  6. Se você tivesse uma máquina do tempo que pudesse avançar ou voltar para qualquer que seja a data, você pretenderia usá-la para viajar para quando?


Respostas?

Eu deixei algumas perguntas que acredito serem boas para exercer o lado etiológico e indagador de seu íntimo. São aquelas perguntinhas que, eu espero que sua resposta não saia em cinco segundos. Mas tudo bem se sair, ficaria muito grato de qualquer maneira se pudesse compartilhar de alguma forma comigo.

Queria colocar um exemplo, talvez um pouco fora de tudo isso, mas que no geral tem haver com o exercício do pensamento como um todo. Você sabia que existem algumas pessoas hoje em dia que são Terraplanistas? Ou seja, elas acreditam fielmente que a terra é plana. Mesmo com tantos fatos por aí comprovando que nosso planeta é apenas um pontinho ínfimo no meio do universo.

E, um número um pouco maior de pessoas, embora saiba que vivemos numa esfera suspensa no meio do nada, tem plena convicção de que estamos bem no centro de todo o universo, onde galáxias, estrelas e planetas giram ao nosso redor, e não ao contrário. Esse tipo de pessoa é conhecido como geocentristas, mas que com o advento das aulas de ciência nas escolas, também são minoria.

Agora que as coisas começam a ficar legais. Quando entramos no conceito do criacionismo, onde é proposto que um criador deu origem a todo o universo, vemos que existem dois grupos bem distintos de crenças nesse aspecto, que são os chamados Criacionistas de Terra Jovem onde para eles o nosso planeta surgiu a pouco mais de cinco mil anos, e os Criacionistas de Terra Antiga, que dão um voto de confiança para os estudos de medição com carbono-14 da ciência e alegam que o planeta pode ser um idoso de pouco mais de bilhões de anos. Embora alguns nesse meio digam que o universo inteiro tem a mesma idade da Terra, outros nesse meio também vão dizer que a idade do universo é impossível de ser calculada.

Eu disse que ficaria interessante, porque como você vai percebendo, começam a existir grupos com ideologias muito fortes e que geralmente irão defender aquilo que crêem até se esgotarem. Mas isso não acontece muito com os Terraplanistas ou Geocentristas, que além de serem minorias, são facilmente convencidos do contrário. E porque você acha que isso acontece?

Basicamente por dois motivos: um é o número de evidências que provam que a terra não pode ser plana e nem o centro de tudo, e também, o acesso ao conhecimento em livros e pesquisas feitas pelo mundo todo que eles tem acesso. Qualquer um é capaz de comprar um telescópio e fazer suas próprias anotações e conclusões daquilo que vê.

Quando chegamos num ponto em que temos que dar uma resposta sobre quem criou o universo, aí as coisas mudam radicalmente de figura. Criacionistas e Evolucionistas não se misturam de modo algum, ao que me parece. E acredito que isso só se dá pelo simples fatos que comentei no início desse post: etiologia. Afinal de contas, é natural em nós a busca de respostas para todas as perguntas, e é muito mais fácil ter uma resposta do que não ter. Então, acreditar numa força superior como o criador de tudo é muito mais louvável do que dizer "eu não sei".






Gostaria apensar que deixasse sua opnião nos comentários do quão absurdo ou questionável foi esse post. Se quiser, pode ler alguma coisa sobre evolucionismo clicando aqui.

Conspirando contra RFIDs → Sobre os chips da besta
Suas crenças são mutáveis? → Seu sistema de crenças
Acaso vs Destino → Sobre coincidências ou não
Nosso único Cúmplice → Confie no seu cérebro e seja traído.

Veja a parte anterior dessa saga: [1-Dividindo Lados]