segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O Paradigma das Guerras - parte 3


Como disse nos posts anteriores, acredito que uma guerra se inicia por três fatores e se mantém devido a três motores. Caso ainda não tenha lido, veja aqui os Fatores da Guerra e depois veja se concorda com os Motores da Guerra. Esse conjunto de regras predeterminadas é o que seria o Paradigma em si.

A árvore somos nozes.


Sempre no começo é uma planta desconhecida. Parece bonitinha, e seu primeiro sopro de vida é uma minúscula ponta verde saltando da terra. Mas ninguém se lembra que essa mesma planta apenas está tentando, de todas as formas, ficar longe da terra que a aprisiona. Ela pode até parecer pequena e inofensiva, mas então, um dia ela pode se tornar grande e imponente, causando a admiração e respeito de muitos.

Talvez, dado o curso das coisas, em algum momento essa planta - agora árvore - pode vir a atrapalhar o caminho. Ela é imóvel e não vai sair de lá por conta própria, ao menos que seja cortada. Na época ela não era um mal, então os ditados de "corte o mal pela raiz" não vigorariam. Mas hoje vigoram, ineficazmente, porque o processo é irreversível.

Se essa árvore-do-mal existisse na vida real, muito provável ela seria tão poderosa ao ponto de conseguir um cargo importante. Talvez a presidência de um país. Faria sombra nos momentos de calor à quem estivesse debaixo de suas copas, embora fosse um risco contante de queda dos imensos galhos durante as tempestades.

E no começo era apenas uma plantinha desejando alcançar o céu enquanto suas raízes ramificavam e garantiam que nada lhe destruiría no futuro. Como dizia o filósofo moderno: "Para alcançar o céu, as raízes devem estar presas no inferno".

Agora que ela está grande e implacável, sua queda parece difícil. Cada vez mais e mais pessoas unem suas forças para derrubar aquela aberração que atrapalha o caminho. No entanto, a força delas é pequena porque a sustentação da árvore não está somente naquela imagem imponente que elas vêm; a sustentação ainda se mantém ramificada por debaixo do mesmo solo que pisam.

Jihad


E agora, imagine algum evento aleatório. Por exemplo, esse último caso da crise do Egito, que tinha uma árvore difícil de ser cortada. Como se o sangue já derramado fosse insuficiente (400 mortos?), surgiu a Al-Qaeda com suas declarações de que agora era o melhor momento para uma Guerra Santa. É mais ou menos assim: "Já que o copo caiu no chão e trincou, então agora temos que triturar".

Não seria a primeira guerra do Egito, mas naquela época, devido a mentalidade global até que isso era mais "aceitável". Mas hoje em dia, você olha para aquelas pirâmides, e encontra muitos historiadores ainda engatinhando perplexos diante de tal engenhosidade escondida naquelas construções. Se fossemos considerar a história da raça humana, tudo aconteceu a pouco mais de um minuto atrás.

Agora olhe para esse mesmo Egito de novo. Olhe para um homem que estava no poder e que não se importava com que milhares de pessoas pensavam sobre si. Não pode ser o mesmo Egito dos faraós e cleópatras que estamos falando. Se bem que, Egito sempre teve uma quedinha pela violência (mesmo depois da invasão conquista de Alexandre Magno) e tudo o que mudou e continua mudando de lá pra cá é somente a unimente.A forma de pensar seguindo um modelo global de pensamento.

E, nem tão longe dali, encontramos outra unimente tentando mudar (mais uma vez) esses paradoxos. Al-Quaeda mais uma vez levantando a bandeira de que sem guerra as coisas não podem ser resolvidas. Se a polêmica me permite, até onde será que a guerra triunfa sobre a paz? Nunca, você pode dizer, prontamente. De fato, a guerra não triunfa sobre a paz porque ela é uma antítese da vida, e clamadores da sobrevivência que somos, a paz sempre deve triunfar sobre todo o mal.

Mas, será que apenas com a paz, tudo pode ser resolvido?

Pátria Amada, Salve-Salve


Temos muita sorte de estar no Brasil. Terra da malandragem abençoada e da supremacia em esquiva. Esquivamos de tudo naturalmente, e aqui temos um milhão de problemas diferentes dos outros, mas sem dúvidas, poderia ser pior. Quem se importa que o salário mínimo é piada se o desemprego o faz desejado? Quem se importa com a corrupção se podemos rir dela em stand-ups? Quem se importa com o que é certo, se nossos parâmetros de certo-e-errado nem estão bem escritos na constituição e legislação?

Com tantos quem se importa, vou apenas finalizar com um vídeo, caso você ainda tenha alguma dúvida sobre o que pensar do Brasil. O documentário é curtinho e fala sobre a visão dos americanos sobre nós. Vale a pena assistir, e caso tenha alguma coisa a comentar, seja aqui ou lá, por favor, não passe vontade =P.







Não sei se você se lembra ainda, mas logo na parte 1 desse post eu havia começado com um vídeo muito estranho e sem sentido com uma espécie de guerra entre formigas e cupins. Geralmente essas batalhas no mundo animal não servem para reflexões muito profundas, mas preciso finalizar o post com um link tão relevante quanto.

Ao falar de Paradigmas envolvendo as Guerras, eu acabei mencionando que a estratégia de vitória e o investimento em tecnologia e posição de inteligência são muito importantes. Mas o que você poderia dizer daqueles casos que uma pessoa sozinha é capaz de parar uma guerra? Não estou falando de Tiananmen e nem de heróis da ficção, e sim de uma vespa ninja ousada que não está nem aí para o número de inimigos que estão contra ela.

Tinha um cara chamado Donald Rumsfeld que tinha certeza que todas as estratégias de guerras atuais estavam erradas. Então ele pensou: "Não importa a quantidade de gente em um exército inimigo, desde que seu ataque seja mais rápido do que o tempo de defesa deles". Tudo isso apenas complementa certo dito popular: "a melhor defesa é um ataque inesperado". Pois é, e talvez, parafraseando o que já está parafraseado: "a melhor destreza gera um comentário inesperado".

sábado, 12 de fevereiro de 2011

O Paradigma das Guerras - parte 2


No post anterior, eu havia iniciado minha seqüência de posts fazendo um resumo sobre essas mecânicas que englobam as Guerras. Se você ainda não viu, leia sobre os Motores da Guerra e faça um comentário sobre o vídeo sem sentido postado logo na abertura do post.

Sendo simples e direto, vou apenas enumerar os três pontos que eu considero como os fatores capazes de desencadear qualquer guerra do mundo. Diferente dos Motores, isso não tem nada a ver com a política, religião ou fanatismo que envolvem as motivações para continuar as batalhas. Pois, essa trindade perigosa pode ser completamente boa e segura se não houvessem alguns acontecimentos-chave capazes de desencadear todo o resto.

A Desencadeação


Não importa quem esteja em uma guerra, mas acredito que ela sempre inicia quando três fatores acontecem:
  • 1) Inimizade
    Um grupo muito grande de pessoas (ou animais, bactérias, insetos ou aliens) tem posições muito contrárias às ideologias de outrém. Aquilo que você acredita é muito diferente do que o outro acredita, e por isso o outro está errado. Como ninguém aceita ter sua opnião mudada, então quanto mais contrária forem as ideologias, mais esse fator se agrava. Quando um ponto se declara inimigo do outro, então esse fator está completado.
  • 2) Território
    "Cada macaco no seu galho". Graças a isso as coisas conseguem ter mais equilíbrio. Se seus inimigos não vem até você e você não vai até eles, então a guerra não acontece. Hoje em dia é dificil acontecer uma guerra porque ninguém planeja (ou pelo menos não publicamente) expandir seus territórios. Em regras gerais, por enquanto esse é um fator de segurança para todo mundo.

  • 3) Pós-Guerra
    Por mais estúpida e sem sentido que uma guerra pareça, nenhum povo, país ou legião vai iniciar uma guerra sem ter idéia do que mudará com sua vitória. Vencer por vencer não é nada inteligente quando muita coisa entra em jogo. Na época medival as guerras geralmente aconteciam visando expansão de seu território e garantia de imposição às terras desconhecidas. Na guerra-fria visaram a liderança da economia mundial, em 2001 o petróleo, e assim por diante. Se as vantagens da Pós-Guerra não forem significantes, então a guerra não acontece. Hoje em dia esse é o principal fator que inibe as guerras, já que a vantagem de se vencer uma guerra não se compara ao medo do perdedor, que por não saber perder, pode começar a usar armas nucleares de modo insano e dizer adeus ao mundo.

Como dizem por aí, uma Guerra pode movimentar muito dinheiro na economia de um país, já que o material bélico é caro e a tecnologia empregada nele precisa ser a melhor de todas para se garantir vitorioso. Os soldados que estão ali para serem mortos não precisam necessariamente concordar com a estratégia que seus líderes estão usando para vencer a guerra, pois tudo que eles estão fazendo é lutar pela sobrevivência.

Para finalizar, apenas uma frase de Mestre Yoda que pode ser aplicada para qualquer um que, por algum motivo, vê no inimigos, no território e na pós-guerra um motivo real para lutar:

_"Grande guerreiro, é? Guerra não faz grande ninguém."


Esse post foi um esboço, motivado por uma notícia que surgiu antes dessa crise do Egito ter terminado. Lá a Al-Quaeda já incentivava uma guerra, querendo ver o circo pegar cada vez mais fogo. Eu tentei pensar como existe gente que vê guerra em tudo, e como tem gente que vê na guerra a solução para tudo. Mas, desilusões a parte, logo eu lanço o último post falando dessa crise que acabou. Por enquanto, aproveite para ver a parte um do paradigma clicando aqui.

Paradigma é uma palavra interessante para definir as regras que envolvem alguma coisa. Então, eu diria que os comentários são os paradigmas dos posts, enquanto a falta deles um paradoxo. Então, se não achar que esse post mecere um comentário aqui, que tal voltar no tempo (quebrando paradoxos) e postar no outro post?

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O Paradigma das Guerras - parte 1

Nesse exato momento uma guerra de proporções gigantescas acontece. E talvez muito mais perto do que se imagina. Não, não vou falar dos milhões de anti-corpos lutando contra possíveis bactérias presentes no ar que respira e nem de algum caixista zerando Call of Duty pela milésima vez. Vou tentar ser mais direto e deixar um vídeo que já vale por muitas palavras.

Pensando bem, esse post não tem nada a ver com o vídeo. Ou na verdade tem. Aliás, quem se importa?






Nem tenho muito o que falar desse vídeo, exceto que definitivamente não dá para comparar um monte de formiga atrás de alimento com um monte de pessoa atrás de sobrevivência. Mas, espere... Se o mundo passasse por uma crise de fome tão assustadora quanto a ONU disse que haveria, será que a lei do mais forte estaria em ação? Milhões de pessoas assaltariam os mercados e milhões de mercadores defenderiam seus alimentos? Provavelmente não. Afinal de contas, não tem como existir conflito se a proporção entre os dois lados conflitantes for desproporcinal.

Enquanto isso, no Brasil...


Fico imaginando, por exemplo, essas recentes (ou nem tão recentes) guerras ao tráfico, onde num belo dia qualquer a polícia invade os morros do Rio de Janeiro e confronta suas forças contra um inimigo que já estava lá há anos. Enquanto eles fazem o crime de modo mais "light", então podem ficar lá com suas devidas proteções estratégicas. Mas aí, se de repente eles resolvem avançar um level e tentar aumentar suas estrelinhas de procurado (sim, muito GTA na cabeça), aí o caos atinge os noticiários, que explodem em manchetes do tipo: "Brasil em Guerra" para tentar lucrar um pouco mais daquele cidadão mais distraído.

Será que, se as forças de inteligência e armamento quisessem erradicar o problema, elas não conseguiriam? Alguns morros traficando drogas não são de longe um problema para a estrutura do país, pois a polícia local em seu trabalho de prender o que a justiça vai soltar logo em seguida está incluso na brincadeira de Tom e Jerry. Se a criminalidade extinguisse usando o poder máximo que o governo tem, então aconteceria mudanças muito drásticas (e imprevisíveis) em tudo o que já está absolutamente certo. Aquela coisa de que em time que se está mexendo não muda, sabe? Pouco a pouco as coisas vão se tornando um caos, mas tudo está indo, e se na teoria for uma parcela pequena que está perdendo, então na prática o time ainda está ganhando.

Motores da Guerra


Política. Religião. Fanatismo. Trollagem. Essas são as quatro três coisas capazes de gerar as brigas mais violentas nos dias de hoje, e a motivação delas, por mais banal que pareça poderia mover verdadeiras guerras sem fim.

Política é essa coisa ao vivo que acontece no Egito e quase sempre tem algo a ver com ditadura ou sede de poder. Alguns conspiradores de plantão acreditam que há um responsável pelo mundo que diz quem pode ficar ou sair (e por quanto tempo ficar ou sair) independente do que a população pense a respeito. Seria uma espécie de ditadura global que alguns chamam simplesmente de "sistema", e jogam a culpa nele por todas as coisas ruins que acontecem e não podem explicar.

Religião é outra coisa perigosa, já que mexe com conceitos fortes carregados não só por você, mas toda sua descendência, cultura e até, no além da morte. Por se tratar de coisas que lidam com a eternidade, as Guerras que envolvem religião dificilmente podem ser extintas. Se você tentar analisar isso com calma, verá que as guerras iniciadas pela religião nem são assim tão diferentes daquelas iniciadas pela política, exceto que em uma a culpa é um homem, e na outra, um Deus.

Fanatismo é o primo da Política e da Religião, e também tem o poder de iniciar guerras. Aqui no Brasil o único fanatismo que costumo ver é apenas o do Futebol. Desse modo, o fanatismo em torno do futebol é capaz de se tornar tão grande que a mentalidade em torno daquilo se atrofia junto aos instintos primitivos de selvageria. Na versão mais branda, apenas vemos essas brigas em estádios que na visão de quem está de fora não faz sentido algum.

Eu não odeio o futebol, já que ele é apenas um esporte. O que eu odeio é o fanatismo em torno dele, além de ser um assunto padrão chato que sempre envolve falar bem ou mal de algum jogador que mal se importa com o que você está pensando. É tanto dinheiro que enobrece aquilo que para mim já perdeu a sua nobreza desde que os antigos deram a primeira trollada nesse esporte.


A história do nosso mundo são as histórias das guerras que aconteceram. Qualquer livro de história sobre um país ressalta bem isso. A proporção de páginas relatando as guerras é infinitamente maior do que relatando outros eventos. Não é atoa que essa trindade (Política, Religião e Futebol Fanatismo) sempre estiveram presentes desde o ínicio de tudo. Reis em busca do poder tentavam conquistar outros reinos. Povos faziam cruzadas sanguinárias para impor a religião de seu Deus ao mundo. E o futebol, nada mais era do que um simples ritual de chutar as cabeças decapitadas dos inimigos mortos para longe. Com tanta violência que o mundo já exalou e respirou, não é de espantar que o mesmo ar dos dias de hoje ainda esteja carregado de veneno.

Essa é a parte 1 de uma série com três partes sobre o Paradigma das Guerras, que por mais terríveis que sejam, a ficção dos livros e do cinema sempre insistem em nos mostrar o contrário.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Viagens no Tempo com Rpg

Pois é, de novo. Na verdade é a primeira vez que falo sobre isso aqui no blog, mas certamente é um dos assuntos mais repetidos principalmente entre nerds como eu.

Falar de viagem do tempo é muito legal porque envolve um tipo de coisa que tem seu cunho de probabilidade, e por isso está um passo além de simplesmente ser um sonho intangível.

Mas é impossível não ficar maluco diante de tantos paradoxos que surgem nesse assunto, e todas as teorias apresentadas pela ficção sempre podem gerar um debate do tipo: "ah, mas se ele mudou isso no passado, então como é que aquilo ainda ficou no futuro?"

Uma analogia Rpgística


Como eu gosto de jogos de Rpg, vez ou outra já tentei brincar com viagens no tempo dentro das histórias que contava. E como é natural acontecer, eu já tinha uma espécie de roteiro pronto, onde bastava ir contando os eventos dessa história para deixar os personagens dançando conforme a música.

E aí eu rabiscava no papel o que iria acontecer e deixava os personagens seguirem por aqueles passos, até que inevitávelmente eles mudavam o curso da história. O que eu já tinha planejado para acontecer no jogo continuava escrito no papel, e por isso, de alguma forma já havia acontecido, embora uma nova história estivesse sendo contada naquele momento.

Finalmente, algum mago metido a desvendar evocações perigosas usava alguma magia apelativa para manipular o tempo e voltar para o passado. Por sacanagem, eu remetia ele não para o passado que ele já havia vivenciado, e sim por aquele outro que estava escrito no papel, onde certas coisas eram diferentes. Eu alegava que as coisas estavam diferentes porque no passado original ele não havia voltado no tempo, e por isso o passado que ele está agora é diferente do atual.

Você consegue ir levando o jogo dessa maneira, mas uma vez que coloca a manipulação do tempo em questão, facilmente se perderá nos paradoxos mais óbvios. O viajante do tempo estará no passado, mas os outros personagens não. Mesmo que você queira recontar uma história diferente para aquele jogador que voltou para o começo da aventura, infelizmente os outros vão querer continuar de onde estavam.

E aqui chega ao ponto chave de minha consideração: Se cada pessoa é única, então o "seu eu" do passado é diferente do "seu eu" do futuro? No Rpg sim, pois como os jogadores não iriam querer ficar jogando em dois tempos cronológicos diferentes, então assume-se que a consciência dos seus atos não poderia vigorar no passado e no futuro ao mesmo tempo.

Teorias, teorias...


E eu sei que já prometi (prometi?) não falar mais de Lost, mas uma coisa puxa a outra. Lost conseguiu justificar que sua mente, por mais incrível que seja, não consegue administrar a situação das viagens do tempo quando ocorrem na prática. Eu achei isso uma saída muito eficaz e completamente aceitável. Afinal, só de pensar a fundo nesse assunto eu já fico meio maluco.

Para completar a maluquisse, é altamente recomendável que você escute dois episódios do podcast do WeRgeeks, onde eles discutem com muito mais conteúdo prático as teorias reais que suspostamente acontecem/aconteceram/aconterão bem debaixo dos seus pés:


De volta para o... Rpg?


Tudo isso até aqui foi para exemplificar o quanto é complicado "brincar" com viagens do tempo, não importa o quanto certos físicos aleguem tal probabilidade.

E só para completar minha analogia ao Rpg, vamos considerar que algum personagem da época atual também decide voltar para o passado, e o outro do passado resolve ir para o futuro. Se cada vez que eles fazem isso for gerada uma dimensão paralela, então é necessário assumir que há um número infinito de dimensões paralelas no universo. Existir uma, duas ou três dimensões até é aceitavável, mas infinitas?

É como aquela outra teoria de que o nosso universo na verdade é o buraco negro de outro universo maior, que consequentemente é de outro maior e assim por diante infinitas vezes. Na vida real, só pensar em qualquer coisa que destrua os limites de probabilidade é sempre mais difícil e soa como babaquice loucura.

Seja num jogo ou na realidade, é necessário que coloquemos uma barreira para limitar nosso conhecimento sobre algo e garantir a existência da ignorância sobre qualquer assunto. Para a ciência, é muito mais fácil simplesmente encontrar alguma equação maluca que ninguém entenda mas que teoricamente soluciona tudo. Para a ficção basta centrar a história em um personagem e ignorar todo o resto.

Finalmente, para a questão do Rpg, a solução pode ser simplesmente dizer ao jogador: "você não pode fazer isso", ou então tentar se aventurar nessa idéia e rolar 1d10+1 para sortear qual foi a dimensão da vez. E sabe uma coisa legal dessa teoria que diz existir outras dimensões? É que de legal isso não tem nada! Pelo menos não dentro do jogo de Rpg, já que o jogador pode alegar que se ele morrer, na verdade apenas uma versão dele morreu, mas existem outras espalhadas pelo mundo cada vez que ele quiser utilizar a bendita magia.

Chega um momento em que até pensar sobre o assunto se torna chato e estressante, já que não há como criar uma resolução para resolver todos esses impasses. A ficção já tentou fazer isso de várias formas, e hoje em dia temos vários tipos diferentes de viagens no tempo, como a a mental, a paradoxal, a inútil, etc.

Qualquer dia eu volto no tempo post, e faço uma edição aqui para falar mais sobre esse assunto. Mas, enquanto a máquina do tempo está em construção, aproveite para deixar sua mensagem registrada dizendo como seria sua teoria sobre isso.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Censura Capitalista

Janeiro... Começo do ano e várias perspectivas e planos infalíveis para por em prática. Tudo parece sempre conspirar à seu favor, quando os primeiros eventos do mês te acordam para o mundo real. Um mundo que não se importa muito com seus planos, e que há milênios se mantém próspero graças ao bem mais amado e odiado de todos os tempos: o dinheiro.

Isso porque é no início do ano onde se tem mais chances do balanço financeiro pessoal ficar negativo. Quem tem casa própria se diverte com IPTU, quem tem cartão de crédito sofre das compras natalinas, quem tem carro sofre com IPVA, e quem não tem nada... bem, tem uma oportunidade de sofrer igualmente se continuar a leitura desse post.

Eu juro que tentarei buscar uma luz no fim do túnel, nem que o túnel seja um esgoto e a luz um palito de fósforos.

Cale-se! Digo, Pense!


Eu já defendi aqui, mesmo que superficialmente, que o dinheiro é um tipo de mal no planeta, ou pelo menos, a principal ferramenta para que o mal se fortaleça. Eu mesmo já vi, e tenho certeza que você também já viu, pessoas aparentemente normais e inteligentes que se tornam acéfalas quando um punhado de dinheiro entra em cena. Eu fico pensando se isso realmente é um fato válido para todos os humanos que caminham para a vida "independente", sem excessão.

Cale-se! Digo, Compre!


O dinheiro funciona como uma espécie de censura, onde tudo o que você deseja está diante de seus olhos, onde as ofertas publicitárias alimentam seu desejo e a facilidade em se gastar é sempre mais tentadora do que repudiante. Mas, se por algum motivo você não pode ter tudo isso que está em seu caminho, então isso não deixa de ser uma censura. Mas dessa vez não há falta de liberdade de expressão, e sim liberdade de consumo.

Fazendo essa analogia tosca entre fortuna vs censura, outros termos mais fortes vão chegando à tona: se não posso ter acesso a determinado tipo de coisa, essa proibição é somente censura. Mas se devido as condições econômicas do país eu estar fadado a nunca ter determinado tipo de coisa, então o regime em que se vive é a escravidão. Escravos tradicionais trabalham sobrevivem em troca de comida, enquanto escravos capitalistas sobrevivem trabalham em troca de dinheiro.

Tudo muito simples, mas tudo muito complexo. Afinal de contas, se o dinheiro se tornasse algo fácil para todos, então ele perderia seu valor, e todos os conceitos se inverteriam, fazendo com que a produção de qualquer coisa ficasse desvalorizada, e por consequência, escassa. Como uma coisa leva a outra, então a bola de neve ia aumentar ao ponto de que escravidão financeira e censura capitalista chegassem a ser pedidas de volta em troca da sobrevivência.

Cale-se! Digo, Fuja!


Ainda concordo com todas minhas forças de que dinheiro é um mal, e que o fato dele ser capaz de alienar certas pessoas o torna uma doença. E essa patologia sem cura pode até ser tratada com doses de sabedoria, mas provavelmente não pode ainda ser estinguida.

Como disse, o dinheiro é um mal, mas um mal necessário para a sobrevivência. Pelo menos nessa terra que caminha através da ganância, onde apenas sobreviver não basta. E então, vou apenas parafrasear o que muitos empresários bem sucedidos dizem em suas histórias vitoriosas:

"Enquato você for escravo do seu dinheiro, você não está realmente vivendo. Mas, quando você consegue deixar o dinheiro trabalhando por você (leia como investir no lugar certo) então as coisas mudam, e a visão capitalista do mundo vai se tornando mais abrangente até que você é capaz de enxergar as coisas de cima, e perceber o quão forte e resistente eram aquelas correntes que te prendiam até então".

Confesso que eu até tentei fazer isso, como já contei aqui nesse post ensaiando sobre investimentos. Mas se os inícios de ano ainda me geram terror suficiente para postar textos como esse, então tenha certeza que as coisas ainda não mudaram. Mas a tentativa continua, e qualquer hora surge mais um artigo falando sobre onde você não deve investir nenhum centavo.

Diante de um mundo capitalista, as chances de ser cedido pela tentação do dinheiro são grandes. E mesmo aquele papo hipócrita de que "dinheiro não tráz felicidade" não funciona. E não importa quantas vezes sejam repetidos tentando consolar a probreza o patrimônio atual, o fato é que certas coisas boas da vida jamais poderão estar ali na sua mão.

Ou você foje da regra e causa a censura, ou viverá censurado pelo resto da vida. Conhece outro jeito?

Primeiro post de 2011, e sempre há a esperança de que também venha com ele o primeiro comentário do ano. Prove-se que você não é um capitalista e deixe sua revolta (ou conformismo) registrado! Mas eu entendo que tempo é dinheiro, e por isso vou entender absolutamente o motivo que o fez não comentar.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Todas as Postagens


E então, depois de alguns anos, eis que publico aqui o centésimo post. É mesmo muita coisa inútil que já escrevi aqui, e mesmo criar um post para comemorar 100 posts também é algo ainda mais inútil do que o normal. Por isso, aproveitando que o final do ano está chegando, vou apenas fazer um resumo de tudo o que já postei aqui, organizado principalmente pelas categorias que mais se enquadram. Uma olhada por isso e você não precisa perder seu tempo vendo tudo o que sai por aqui.

Sagas, Debates e Textos Longos...

O que é a felicidade?
Foi também um texto mais recente que publiquei aqui no post, tentando analisar de um modo mais plausível o que seria a felicidade e porque pode ser mais fácil encontrá-la do que parece.
[parte 1] [parte 2]

Dança de Salão
Essa foi minha saga mais longa aqui no blog, onde eu relatei, durante o passar do tempo, minhas fases durante as aulas de dança do salão. Depois eu acabei notando que eu falo de muita coisa aqui, mas quase nada sobre dança de salão e si. Se tiver paciência, tem os links logo abaixo.
[parte 1] [parte 2] [parte 3] [parte 4] [parte 5]

Os dois lados do amor
Uma das minhas sagas mais curtas, com um post onde eu falo bem do amor e em outro eu falo mal. Simples assim.
[lado bom] [lado ruim]

Contradições do Amor
Como o assunto era extenso e minha proposta era falar mau do amor com certo teor lógico, resolvi dividir em partes. Bons argumentos para contradizer tudo o que dizem por aí sobre o amor. Se tiver qualquer desilusão essa é a hora para conseguir vários argumentos destrutivos sobre o assunto.
[parte 1] [parte 2] [parte 3] [parte 4]

Viagens no Tempo
Falar sobre viagens no tempo é um dos assuntos que mais me fascina hoje em dia, e facilmente ficaria horas e horas brincando com isso, como já fiquei. Já criei histórias e mais histórias nesse assunto, e até hoje é um dos meus temas favoritos no cinema e na literatura. Então, veja aqui minha análise superficial e uma analogia simples com o Rpg.
[com rpg] [sem rpg]

Efeito Placebo
Um post dividido em quatro partes, que foi uma das minhas primeiras desilusões amorosas, que na verdade, por mais bizarro que possa parecer, não envolveu a parte amorosa em si. Só lendo para entender o fiasco, e o que o título bizarro tem haver com tudo.
[parte 1] [parte 2] [parte 3] [parte 4]

O Paradigma das Guerras
Quis tentar fazer uma análise meio breve sobre como as guerras acontecem, mas acho que fui infeliz na abordagem do assunto, porque o texto realmente ficou mal escrito, e apresenta poucas argumentações para defender meu ponto, que aliás, não tem ponto algum.
[parte 1] [parte 2] [parte 3]



Reflexões e mais textos longos...

Geladeiras Humanas
Eu tentei propor uma ideia de que todo mundo guarda amigos na geladeira, ou seja, mantém a fachada da amizade guardada, embora pouco se importem com aquelas pessoas. Mas uma vez que essa "máscara" está criada, retomar a amizade diante de um interesse é mais fácil.
[leia mais...]

Depressão
Um post muito sério que eu fiz sobre o assunto, tentando explicar não só o porque a depressão é uma doença tão séria, como também propor alguns tipos existentes na minha visão do assunto.
[leia mais...]

Acaso x Destino
Nas divagações gerais da vida, certa vez eu me perguntei sobre tantas coincidências que as vezes acontecem conosco. E aí, fiz mais uma filosofia inútil sobre a existência do acaso e do destino.
[leia mais...]

A primeira Impressão
Todo mundo conhece aquele ditado publicitário de que é a primeira impressão é a que fica. Mas porque será que a primeira vez que qualquer coisa nos é apresentada é tão importante?
[leia mais...]


De onde vem a angústia
Um post escrito em um momento de angústia, em meu desespero para tentar encontrar alguma forma de me agarrar em algo. Hoje eu percebo o quanto minha angústia nessa época era tola, mas sofrimentos não são opicionais.
[leia mais...]



Karma, você tem carma
Uma discussão feita em cima de uma animação em flash conhecida como Karma Gost, que propõe a conhecida teoria de como o carma é construído com nossas ações. Além disso, também tento pensar seguindo uma linha de racicínio parecida com a da animação, considerando algumas idéias de como podemos ganhar ou perder karma, além da importância de se decidir sobre como e quando fazer isso.
[leia mais...]

Escolhas
Veja o vídeo do psicólogo Barry Schwartz sobre o Paradoxo das Escolhas, e acompanhe uma discussão sobre a necessidade de sanarmos nossas dúvidas e simplesmente tomarmos uma decisão. Aqui eu divago um pouco sobre o medo, a coragem e até sobra espaço para viajar um pouco no Problema de Monty Hall.
[leia mais...]

Você tem Certeza?
Conheça os 4 tipos de situações que podem te ajudar a saber quando é hora de você ter certeza e quando é bom duvidar um pouco mais. Eu apresento uma discussão sobre a certeza pessoal, a certeza acadêmica, a certeza profissional e a certeza relacional.
[leia mais...]

O Paradoxo da Confiança
Aqui eu proponho uma analogia, e por isso é um texto relativamente curto. A proposta é apenas considerar até onde as pessoas estão dispostas a confiarem uma nas outras.
[leia mais...]

O nosso único cúmplice
Um texto bem longo colocando uma velha analogia minha sobre o nosso subconsciente e os processos que lá acontecem. O nosso único cúmplice seria um bibliotecário, que vai te indicar todos os livros que precisa (e os que não precisa) na hora em que mais convir.
[leia mais...]

A Enrolação das Indiretas
(...) Jamais haverá como saber se a sua indireta foi compreendida, e se foi, será que então foi ignorada? Ou talvez responder uma indireta é como vestir um capuz que realmente é seu, para depois ouvir que não era e, morrer na dúvida se seria.
[leia mais...]

Salve os Insetos Salve o Mundo
Divagações bizarras sobre 4 formas para que os insetos pudessem salvar o planeta de todos os problemas. Assim, considero como a solução para o fim da fome mundial, fim do aquecimento global, geração infinita de energia e até mesmo a cura para a Aids.
[leia mais...]

Porque expressar uma desilusão?
Quando tentei colocar nesse blog várias desilusões comuns da vida, e assim lidar melhor com todas as frustrações possíveis e imagináveis, eu me vi na necessidade de explicar a pergunta que era feita por mim mesmo. Porque expressar uma desilusão?
[leia mais...]

Tutorial da Imortalidade
Um pouquinho de ironia cientifica. Como assim? Simples, eu contatei as principais causas que dizem existir para uma pessoa morrer, e então rebater essas causas com coisas que todo mundo poderia fazer para resolvê-las.
[leia mais...]

Desilusões do Tempo
Certa vez estava revoltado por quase não ter tempo para fazer nada. E aí, via as pessoas ao redor, no meu trabalho, dizendo o tempo todo que tinham urgência em seus afazeres. Comecei a ouvir o quanto o mundo estava ficando cada vez mais imediatista, e então... desilusões.
[leia mais...]

A Explicação para Tudo
Minha opinião sobre como funciona a crença que temos baseada em evidências. E através dessas evidências, vindas pela nossa própria crença, somos capazes de gerar a explicação para tudo. Se a explicação é certa ou errada, aí é outra história...
[leia mais...]

Extremamente Simples
Com uma ideia parecida com a da explicação para tudo, eu também fiz um post inspirado naquela máxima conhecida como a Navalha de Occam, que diz algo como "a explicação simples geralmente é a melhor e mais correta".
[leia mais...]

Mundo Virulento
Uma forma interessante de abordar como o fim do mundo poderia acontecer usando os vírus que já existem e estão por aí, bem perto de nós.
[leia mais...]

A Corrente da Motivação
Esse blog atrai alguns visitantes vindo por aqui através de buscas referentes a desilusões gerais. E uma das causas para que a desilusão permaneça vem justamente por dois fatores: pessimismo e desmotivação. Pelo menos o post sobre a motivação está aqui.
[leia mais...]


Animações

Inclusão Digital
Foi um trabalho para a faculdade, apresentado em 2004. Muito antigo, muito ruim, feito com pouquíssimo tempo.
[leia mais...]

A Gota
Uma tentativa de criar uma animação em stop motion. Na verdade não é bem stop motion, foi só desenhado quadro a quadro no flash e colocado umas músicas de fundo. Genérico, mas legal... eu acho...
[leia mais...]

Outras Animações
Também postei mais três outras animações, que nem vou descriminar cada uma delas por estarem incompletas. Se quiser vê-las, vou deixar o link delas aqui, aqui e aqui. E também tem dois vídeos, mas esse eu ainda não postei aqui, talvez eu poste qualquer dia que tiver mais coragem.
[leia mais...]

Contos

Peças no Museu
Até hoje eu gosto desse conto, que apesar de simples, traz uma mensagem muito bonita no final. É difícil eu gostar de qualquer coisa que escrevo, então algo de bom esse texto pode ter.
[leia mais...]

A Tempestade
Esse texto serve para elucidar um pouco uma das coisas mais comuns no mundo, que são os caminhos da humanidade. Isso se fosse uma análise profunda, na análise superficial, é só mais um conto medieval envolvendo uma guerra qualquer.
[leia mais...]

As Feridas do Mundo
Um conto curto fazendo uma analogia sobre a má intervenção do ser humano no planeta.
[leia mais...]

A Quinta Cor
Pense numa cor qualquer e faça um texto sobre essa cor. Era essa a proposta de um desafio que eu participei no orkut com alguns textos. Ficou bem complexo, com um final bem estranho.
[leia mais...]

Linha Vazia
Esse conto é um dos mais chatos que escrevi. Ele era para ser  suspense, mas acabou virando de terror. Terror porque é terrível de se ler mesmo.
[leia mais...]


Vivência 

Trabalho Desmotivacional
Na minha sequência sem ordem dos posts relacionados a discutir o que motiva ou nos desmotiva, eis aqui uma visão mais pessoa sobre minha época em que trabalhava e via, dia a pós dia, a perca da minha motivação se acumular.
[leia mais...]

A Boa e a má divisão entre o bem e o mal
Uma memória bem antiga que eu tenho, de quando tinha uns 7 anos, e descobri que papai noel existia era besta. Comecei a compreender que pessoas são pessoas em qualquer lugar desde sempre, e muitas vezes, incompreensíveis.
[leia mais...]

Choro Límbico
Eu acho que estava numa faze mais triste, pois, não me pergunte como mas fui falar de cachorro, e comecei a pesquisar mais sobre o motivo de chorarmos. Daí saiu um post que hoje é totalmente desprezível.
[leia mais...]


Economia e Política

A corrida dos Ratos
Você já ouviu falar na corrida dos Ratos? Para resumir é uma corrida financeira em que todos estão fadados a viver desde que nascem, e certamente educam seus filhos a continuarem praticamente da mesma maratona sem fim.
[parte 1] [parte 2]


Sobre Investimentos: Álbum de Figurinhas
Misturei um pouco de experiência pessoal com o mínimo que tive de pesquisa sobre investimentos para formular esse post. Mas o mínimo mesmo, por isso foi mais um post ensinando como você não deve agir quando pensar em investir seu dinheiro de alguma forma.
[leia mais...]

Dois Posts sobre Política
Resolvi unir os dois posts que fiz em certa época envolvendo eleições. Posso considerar que parte disso seja meio datada, e de certa forma, é meio superficial, apenas falando sobre o melhor modo de votar, se é que existe isso.
[revolta] [cacarecos]


Amor e Amizade


Escalabilidade Pessoal
Tentei, de um modo definitivo, aplicar escalas e níveis e categorizações para definir vários estágios da vida. Então, falei em três posts sobre os interesses pessoais, sobre os níveis que amizade alcança e como o amor começa e termina.
[interesse] [amizade] [amor]

Os 8 tipos de relações
Fui bem específico e metódico em propor que um relacionamento (principalmente amoroso) pode ser dividido em 8 principais tipos de comportamentos. Depois ainda vou precisar refutar esse assunto, porque certamente existem outros filtros que podem ser aplicados nessa história.
[leia mais...]

Amizade Mutável
As vezes eu não era capaz de reconhecer as pessoas e amizades que já fiz ao longo da vida. Pessoas mudam, mas porque será que isso tem que acontecer justamente com aqueles que elegemos serem nossos amigos?
[leia mais...]



Datados

Movimento Gota de Nata
Eu coloquei alguns videos que argumentavam e contra-argumentam sobre aquela polêmica envolvendo a construção da usina de Belo Monte. É legal para se ter uma opinião a respeito, e como o projeto ainda está em andamento,  o assunto não é tão morto assim.
[leia mais...]

Ano Novo, e agora?
Um daqueles posts reflexivos incentivando você a criar metas válidas para o ano todo, e que preferencialmente seja capaz de cumprí-las.
[leia mais...]

Carnaval
O mais legal desse post, é que ele pode ser apresentado todos os anos, pois minha opinião sobre o carnaval não mudou já faz tanto tempo, que por enquanto é valida por muito tempo.
[leia mais...]

Qual foi sua última desilusão?
Esse post nem estou considerando muito, já que foi mais uma avaliação de uma enquete que havia no post para tentar quantificar quais as desilusões mais comuns.
[leia mais...]

Viva uma vida de Arsênio
No começo de dezembro de 2010, teve aquela notícia de que havia vida (bacterias) descobertas em um lugar venenoso e inabitável. Pronto, se existe vida em Arsênio, logo há vida em qualquer planeta. Desculpe a falácia, mas foi meio isso o que se dizia na época.
[leia mais...]

Conspirando com a Wikileaks
Em novembro de 2010, quando o assunto sobre a Wikileaks entrou em pauta, começaram várias e várias teorias de conspiração cada vez mais e mais em alta. Foi pouco depois da época que Dan Brown iniciou sua série de livros envolvendo mega conspirações mundiais. Eu estava nessa onde nessa época.
[leia mais...]

Filme: Sempre ao seu Lado
O youtube retirou o link do video do ar, por isso coloquei como "datado". Mas em geral é sobre o filme baseado nos fatos reais daquele cachorro que fez amizade com um cidadão e ficou junto dele até o fim da vida. Aproveitei para fazer um traçado rápido sobre os animais e o senso de companheirismo dos mesmos.
[leia mais...]

Retrospectivas de Fim de Ano
Acabei pegando o costume, desde 2010, a fazer alguns posts especiais para essa época do ano. E sendo assim, faço um genérico desejando boas festas, e outros dois de retrospectivas, onde relembro o motivo que levou cada post a sair, e depois indo no google e fazendo uma análise de como os gostos das pessoas mudam ano a ano.
2010 - Retrospectivas [pessoal] [googleana]
2011 - Retrospectivas [pessoal] [googleana]



Outros
Tem muita coisa que eu não postaria aqui, simplesmente porque já ficou ultrajante demais. A começar pela sessão inteira dos projetos fracassados de quando eu tinha uns sete anos. E também tem os posts bem datados, que só funcionam bem no dia em que foram publicados, por serem recorrentes a um assunto atual em evidência, como por exemplo

E também tem alguns que eu confesso que eram para serem excluídos, porque tenho vergonha de tê-los escrito. Esses, me desculpe, mas não vou linkar aqui em lugar algum. Pior ainda é coisas que na época eu pensava uma coisa, e hoje, penso diferente. Me lembro, por exemplo, da minha análise superficial da série Lost, que teve a parte 1 e a parte 2. Sem contar alguns experimentos em 3D, como por exemplo um pokémon, uma carcaça de carro, cadeira, mão e efeitos de luz aleatórios.

Vou deixar um link geral desses posts que são tão ruins que devem ser mantidos distância:

Censura Capitalista
Levantando a bandeira de revolta por querer comprar muita coisa e o dinheiro não dar, fiquei muito chocado com toda essa cultura do consumismo impossível que nos é ofertado. Apenas minha reflexão sobre o que penso disso tudo, e certamente, esse foi o post que me levou a escrever sobre a saga da corrida dos ratos no ano seguinte.
[leia mais...]

Crescimento Populacional
Fazendo umas contas matemáticas simples, cheguei a conclusão óbvia de que não haverá espaço para todo mundo no futuro. Também tem algumas pesquisas e sociólogos que fizeram essa conta muito antes, e numa análise com a vida de outras espécies, eis a resposta para o futuro do planeta.
[leia mais...]

Partículas de Energia
Eu havia escutado alguns comentários dizendo de um experimento científico que desafia a lógica e quase ia para o lado sobrenatural da coisa. Em resumo, a ideia era de o DNA muda de acordo com as emoções que existem ao redor. Verdade em partes, mentira em partes. Interessante de um modo geral.
[leia mais...]

Refletindo: O Segredo
Uma análise que eu fiz sobre o livro "O Segredo". Mas confesso que tinha tantas dúvidas na época e tão pouco embasamento científico que foi mais um dos posts que hoje tenho vergonha do conteúdo escrito. Me lembro que uma psicóloga havia lido o livro e contatado que eu era uma pessoa com pensamento de alguém muito velho - e porque não - atrofiando-se.
[leia mais...]

Salve os Insetos, Salve o Mundo
Alguns bons argumentos sobre o porque devemos amar os insetos, afinal de contas, as pesquisas por aí já provaram que serão eles os responsável por salvar o mundo no futuro. Se não entendeu, pode dar uma lida na visão geral do tema.
[leia mais...]


E para finalizar, a última postagem que queria comentar aqui, que é o que mais tem acessos por aqui, devido principalmente ao título do blog e as buscas feitas no google. Estou falando das Dicas para sair de uma desilusão. Acho que na verdade é o único post útil no fim de tudo, e eu pretendo - sinceramente - dar uma foco especial para aperfeiçoar esse texto no futuro.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Retrospectiva Googleana 2010


Eu já tinha preparado um post para fazer uma retrospectiva sobre o que aconteceu em 2010 nesse blog e relembrar os eventos interessantes da copa e das eleições. Sem relembrar muita coisa além disso, eu pensei em usar o google para me ajudar a refrescar a memória. Pronto, eu não sabia que a desilusão do dia estava feita a partir desse instante.

Fui tentar fazer um resumo das quantidades de resultados obtidos pelo google com alguns termos em comuns. Já que é possível separar esses resultados por um período de tempo específico, eu quis tentar pegar os principais temas como "Esporte" e "Educação" de 2010 e analisar o que mais tinha sido discutido ao longo do ano. Mas minha surpresa foi que todos seguem uma quantidade média de resultados muito parecidas. É como se todos os assuntos mantivessem uma proporção exata de tudo (ou que o número de resultados nem funcione direito =D).

Para resumir, as pesquisas retornaram uma média de 2,4 milhões de resultados, sem muita variação, independente do termo pesquisado. Veja, por ordem dos mais pesquisados e a comparação entre 2009 e 2010:


Resultados de... 2010 2009 Diferença
Política 2,44 2,42 +2 ███████
Cultura 2,44 2,43 +1 ██████
Segurança 2,41 2,36 +5 ██████████
Religião 2,40 1,71 +69 WTF!?
Paz 2,40 2,39 +1 ██████
Saúde 2,39 2,36 +3 ████████
Ciência 2,39 2,40 -1 ████
Nerd 2,38 2,19 +19 NerdPower!? \o/
Educação 2,38 2,35 +3 ████████
Informática 2,38 2,39 -1 ████
Guerra 2,37 2,39 -2 ███
Esporte 2,36 2,35 +1 ██████
Tecnologia 2,36 2,39 -3 ██
Música 2,35 2,36 -1 ████
Sexo 2,23 2,22 +1 ██████


Agora, você pode até pensar que 2 milhões de resultados na web seja um número razoável, mas isso porque você não viu o que aconteceu quando tentei ser mais específico. Guerra, Música e Cultura são temas completamente superficiais quando você tenta usar a internet para aquilo que ela realmente veio ao mundo: que tal 124 milhões se procurar por "download"? Ou 70 milhões por "rock"? Na verdade, não faz muito sentido 70 milhões de resultados para rock e 2,35 para música. Ou seja, talvez seja bem provável que os critérios do indexador do google também usem algum algorítmo que remova certas palavras-chave da busca, dando mais preferência aos usuários que são mais específicos.

Google Insights

Até pensei em fazer um comparativo sobre os termos mais comuns, mais então lembrei que fazer isso é desperdício de tempo. Desilusões a parte, lembrei que já existe o bom e velho Google Insights. Basta entrar em google.com/insights/search e digitar um termo para ver o aumento das pesquisas sobre tal palavra com o passar do tempo. Mas uma das coisas legais é não colocar nenhuma palavra e fazer uma busca, para que ele traga os termos mais buscados dentro do google.



E das pesquisas recentes...


Olhar para essa lista e ver que tem pessoas pesquisando por "orkut login", me fazem pensar quantas pessoas não devem estar tentando encontrar uma fórmula mágica para descobrir o login de outras pessoas para facilitar a tarefa de "vasculhar a vida alheia". Mas é claro que eu não sou pessimista, e por isso vou fingir que todos que buscam por "orkut login" querem apenas descobrir como fazer login no orkut, já que é algo muito difícil.

E para honrar o único motivo de existência desse blog, ver bbb10 e justin bieber nos dois primeiros colocados com um "aumento repentino" já me fez ficar desiludido demais para continuar o post.

Sabe uma coisa legal que pode ser feita? Uma pesquisa aleatória no google sobre alguma coisa que você dificilmente não pesquisaria, e uma outra conflitante. Por exemplo:

  • Funk 62,6 x Livros 20,8 = Cultura Fail
  • Esporte 13,6 x Drogas 18,4 = Saude Fail
    A lista de fails é grande, e se encontrar alguma outra e quiser compartilhar aqui, os comentários são sempre bem vindos! =D